Droga! O Meu Irmão Não...
12 Cap. 12 - Bolsa baguete
16/02, Sexta às 22:15 — Casa de Patrick
Muito boa noite diário. Estou anciosíssima por amanhã! Mas acho que Patrick está mais que eu, porque não para de se fazer a histérica por não conseguir escolher que smoking usar.
- Usa a calça, blusa social e o colete, fica lindo! — Disse eu agora, dando a dica pra ele (sendo que eu não entendo quase nada sobre essas coisas).
- Humm, boa idéia. E o que você tanto escreve aí? — Perguntou ele, curioso, ao me ver escrevendo no Diário.
- Meu confidente mais confidencial. — Disse eu, rindo de mim mesma pelo pleonasmo.
- E é tão importante assim? — Perguntou Patrick.
- Mais que importante. Ele é o meu suspiro quando me sufoco das coisas a minha volta. — Respondi ainda escrevendo.
Patrick desistiu de chamar a minha atenção e foi tomar banho, enquanto ele toma banho, te conto como foi o meu dia, que foi simplismente ótimo! Seria melhor se... Bom, você vai saber. Na quarta combinei com Patrick que teriamos um dia de compras no shoopping, e quando fui avisar a minha mãe que ia sair, a peguei chorando sentada na sua cama.
- O que foi mãe? — Perguntei, sentando do ladinho dela.
- Nada filha... Mamãe ta bem. — Respondeu ela fungando e tentando esconder as lágrimas.
- É óbvio que não está mãe! Você tem viver! Sair e conhecer pessoas novas!
- Minha querida... O que a mamãe pode fazer? Pra você é fácil, tão jovem... Eu já tenho 42 anos. Quem iria querer conhecer uma coroa da minha idade? — Disse minha mãe, com um olhar melancólico.
-Mãe... Para de drama. E você não acha que tem muitos outros "coroas" livre leve e soltos por ai também? A questão é só procurar pra encontrar. — Disse a ela, tentando animá-la — Sabe aquele meu amigo que te falei a alguns dias, o patrick? Então, vamos agora ao Shopping fazer compras pra uma festa amanhã. E que tal você se dar uns presentinhos? Está solteira e desimpedida Mãe! Você merece!
- Ah, filha... Não sei...
- Você vai sim! Patrick estará aqui daqui a pouco, comece a se arrumar agora! — Disse eu, empurrando ela pro banheiro pra se aprontar.
Não demorou muito e já estávamos indo de carro para o Shopping. O pai de Patrick nos deu uma carona e ainda disse para chamá-lo quando quisermos ir embora. Acho que ele gostou mesmo de mim. Pude notar que minha mãe não tirou os olhos do Senhor Afonso e virse e versa. Comprando, tivemos prioridade quase que total na minha mãe. Pois era um milagre tremendo aquela mulher sair de casa ainda mais pra comprar roupa! Escolhemos roupas mais leves e cintos pra "diminuir" a sua silhueta. Parecíamos o esquadrão da moda, eu a versão loira e sem graça da Isabella Fiorentino e Patrick a versão mais nova, e mais gay de Arlindo Grund. Escolhemos entre aspas por que Patrick dava as dicas e os comandos e eu apenas assentia com a cabeça fingindo entender tudo que ele estava dizendo. Fomos para uma loja de roupas mais elegantes, quando parei hipinotizada por um lindo vestido de seda, com pedrinhas delicadas quase invisíveis e uma calda transparente.
- É esse. — Pensei, já levando para o balcão(o caixa), com minha mãe e Patrick concordando sem duvidas nenhuma que aquele era o vestido perfeito.
- Ow... Desculpe, mas esse vestido já é único e já está reservado. — Disse a vendedora.
- Ué, então por que ele estava ali amostra? — Disse Patrick.
- O estoque anda muito curto então o colocamos ali para ocupar o espaço. — Respondeu a vendedora.
-Isso é propaganda enganosa sabia?! — Exclamou Patrick, exagerando.
- D-desculpe. — Respondeu a vendedora, não sabendo mais o que dizer ao insistente Patrick.
- Ah, me perdoem! Eu já tinha ligado pra cá e reservado esse vestido com o meu Goldencard. — Disse Fanojenta, assustando a todos, com sua voz normal de nojo só que tentando fingir (inutilmente) se sentir culpada. — Sogrinha! Você tá linda hoje sabia?!
- Brigada Esthefanny. — Disse minha mãe, dando dois beijos na bochecha de Fanny.
- Mãe! Como você pode gostar dela? — Perguntei, indignada, depois que Fanojenta saiu da loja com seu lindo vestidinho e uma expressão de soberba no rosto.
- Não entendi. Eu não deveria gostar? — Perguntou ela, não compreendendo a situação.
- Claro que não! Ela é nojenta, metida a riquinha e falsa Mãe!
- Não vejo nada disso Senhorita Carol Miranda. Uma coisa que a idade me trouxe foi o conhecimento e a experiência. Sei que a menina não é tudo isso que você falou. Pode ser um pouco metida a rica, mas a "pobrezinha" não tem culpa, foi criada assim.
Eu e Patrick não soubemos dizer nada. Se ficar velho é perder a noção do perigo (por confundir a onça na pele de um cordeiro), então quero dar uma de Peter Pan! Esqueci tudo que estava a minha volta quando encontrei um vestido vermelho sangue, tomara-que-caia e longo. PERFECT! Não pensei duas vezes em comprá-lo. Compramos também uma baguete (bolsa chique) de um vermelho mais escuro, Jóias e uma sandália de salto alto; Ligamos para o Senhor Afonso, que pude notar pelo telefone estar muito alegrinho pra nos buscar. Ele nos levou direto para a sua casa e insistiu muito para que minha mãe ficasse e bebesse ou comesse alguma coisa, mas ela recusou tudo se sentindo envergonhada. HAHA, ela parecia uma adolescente tímida na frente de Senhor Afonso. Ele teve a idéia de que eu dormisse na sua casa, com Patrick. Acho que ele não estava mais pensando em eu ser a futura namorada de seu filho gay e sim em ter mais uma oportunidade pra ver minha mãe. Ela ponderou alguns instantes, logo percebendo que não tinha perigo já que viu que Patrick era totalmente gay; Bom, meu querido Diário, Patrick está aqui enchendo o saco pra eu apagar a luz e irmos logo dormir. Ele está assim apressado porque diz ele que temos que descansar a nossa pele pra ela estar perfeita para nosso "Dia das garotas" amanhã.
Bye bye
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