Dreams of a cold night...
1 Estrelas de pó cadente.
Notas iniciais
~Senhorita Dixe
Capítulo 1 – Estrelas de pó cadente.
Alice – 7:00 horas da manhã — Autumn University
Nada como acordar bem disposta em uma manhã de terça e vir direto para a universidade. Me mudei para a cidade do céu. Sky como é chamada. Ela não aparece no mapa mas de fato existe. Vim para esta universidade para estudar a ciência das estrelas e do universo. Estou fora da universidade, esperando minha melhor amiga Hanna sair de lá para irmos para nossa casa não muito longe daqui. Finalmente ela sai, e me traz a realidade.
- Terra para Alice, eu já estou aqui. – Brincava ela, estalando os dedos na frente de meus olhos.
- Eu estava pensando, vamos, quero chegar em casa e me jogar na cama.
- Nem me fale, também quero fazer isso.
Hanna era minha melhor amiga, morávamos vizinhas na minha antiga cidade, mas como morar juntas já era um sonho planejado desde a sexta série, imploramos para que nossos pais deixassem a gente vir para cá sozinhas. E agora, estamos aqui, Hanna sempre me acompanhou na vida, sempre esteve comigo, eu gosto muito dela.
- Mas antes, vamos comer? Estou com fome.
O problema dela era que ela comia demais, não que eu seja contra, comer é ótimo, só que se ela continuar nesse ritmo vai acabar engordando. Ela não é gorda, é até bem magra para que come uma pizza inteira de 8 pedaços.
- Tá legal, só porque eu estou com fome também.
Me dirigi junto dela até a lanchonete da universidade, olhando para os salgados com vontade de levar um de cada tipo, estavam todos com uma cara muito boa. Como eu estava com todos os formulários e livros na mão, acabei os derrubando na hora de pegar o dinheiro. Mas eu ter derrubado os livros, fez eu me encontrar com o garoto dos olhos de safira.
- Oi, desculpa...está bem? – Perguntou o garoto, me ajudando a pegar os livros.
- Estou bem.
O garoto se levantou e me olhou nos olhos, que olhos lindos, azuis como safiras brilhantes, pareciam feitos de estrelas com pó candente de tão brilhantes. Ele se pronunciou, me tirando do “tranze”.
- Vejo que estuda astronomia também.
- É. – Assenti com a cabeça. – Está no curso de astronomia?
- Sim, entrei esse ano, parece que vamos nos encontrar na sala.
Ele sorriu, o que me fez sorrir também.
- É, bem provável.
- Então, a gente se vê.
O garoto deu um aperto de mãos e saiu, quando olhei para trás ele olhou também, me dando um tchauzinho com a mão esquerda, respondi ainda corada e tímida.
- Nossa, mal veio na escola e já conheceu um gato. – Disse Hanna, odeio quando ela fala desse jeito dos garotos.
- Pega logo o salgado e vamos para casa. Já vi muito por hoje.
Hanna pegou os salgados sem dizer palavra alguma. Depois de chegarmos em casa eu fui tomar um banho e comi a mini pizza que ela havia trazido para mim, depois fui para o quarto e me tranquei lá, fiquei lendo meu livro sobre romance, o único que eu tinha, e também meu preferido.
Depois que eu chego no terceiro capítulo do livro meu celular vibra. Olho no identificador de chamadas e era um número desconhecido, quem me ligaria a essa hora?
- Alô?
- Oi, quem fala?
- Sou eu, o garoto da lanchonete, e a propósito, meu nome é Lucas.
- Ah, prazer Lucas, como pegou meu número?
- Acho que caiu de um de seus livros e ai, desculpa mas, decidi pegar.
- Não tem problema, contanto que você não seja um assassino. – Ouvi os risos de Lucas do outro lado da linha.
- Não sou. Fiquei tranquila. Quer dizer que agora tenho o telefone da?
- Alice.
- Nome bonito Alice, bom, preciso ir dormir, a gente se fala amanhã.
- Quem sabe. – Completei, vendo ele desligar o telefone.
Ás vezes fico pensando...o destino existe mesmo? Não sou de acreditar nisso, mas será que foi ele quem fez o papel com meu telefone cair? Há mais coisa nisso? Bom, não sei. Acho que ninguém sabe.
Fitei o teto e depois olhei as estrelas. Que lindas, peguei meu telescópio e ajustei a lente, pude ver tudo, ou quase tudo. Mas mesmo assim poder ver pelo menos uma parte já era magnífico. Sempre fui uma apaixonada pelo universo, já Hanna, nem tanto. Ela entrou em um curso bem diferente do meu, o de culinária. Mas ela é ótima na cozinha, talvez no futuro ela possa ser uma grande chefe de cozinha na França.
Nossa, acho que esse é o sonho dela. Mas acima de tudo, sempre desejei toda a felicidade do mundo para Hanna, ela sempre me ajudou tanto, sempre me protegeu tanto que as vezes esquece que tem uma vida, isso já aconteceu tantas vezes. Queria realmente que alguém bom o bastante para ela aparecesse e a fizesse feliz. Acho que tanto eu quanto ela ficaríamos muito felizes. Afinal, só quero a felicidade de Hanna.
Olhando o céu ainda pensei mais um pouco antes de dormir, seria esse o ano em que eu vou encontrar a pessoa correta para amar? Poderia eu, nessa cidade de poeira e mal, encontrar uma pessoa boa o bastante para me fazer viver casa minuto de vida? Minha mãe sempre dizia: “A vida é feita de riscos minha pequena, então se arrisque e veja no que dá. Às vezes nem sempre temos que nos esconder, às vezes depende mais da coragem do que do medo de viver.” ...
Como eu amava minha mãe, pena que ela já se foi, se encontrou com as estrelas e está me olhando lá de cima. Tomara que eu não sofra mais, que eu aprenda a ser mais forte, que eu aprenda a me arriscar como nunca e principalmente, que eu possa viver cada segundo em um espaço de tempo maior que o universo.
Notas finais
~Senhorita Dixe
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