Dream's Place
28 Campo de Treino
Já havia passado do horário das aulas e escola Yumeushi estava quase vazia. Quase apenas porque Tankeno, Kuzaru, Edward e o professor Boulevard Fig permaneciam lá. Os quatro estavam no laboratório do velho lecionador. Ele encarava eles com um olhar sério. Os três estavam em uma postura como se o professor fosse um general. Estavam trêmulos. O olhar do professor nunca parecera tão intimidador. Finalmente o professor faz alguma coisa: Levanta a mão e estala os dedos. Ele continuava com a mão levantada e nada acontecia. Os rapazes perguntavam-se se aquilo poderia ser uma ordem incompreendida por eles e se olhavam sem entender muito. De repente um estrondo muito forte ocorreu atrás do professor. A parede surpreendentemente se moveu para o lado como se fosse um simples portão de correr. Ao ver aquilo Kuzaru gritou:
– Será que foi o estalado dos dedos que fez isso? – ele olhava para a parede que se movia com olhos brilhando.
– Acho que deve ser alguma tecnologia ultra avançada criada pelo professor que o permite controlar o portão através de ondas cerebrais – inesperadamente disse Murphy, atraindo a atenção dos outros dois garotos.
A luz que vinha da passagem que havia aberto era fortíssima, o que fazia com que os garotos ficassem ofuscados. Eles não conseguiam ver mais nada, quando finalmente o professor gritou:
– Pode desligar o refletor, Samara! – a luz cessa no mesmo momento. O que se via por trás da parede não era nada que os garotos esperavam. Era apenas um lugar sujo, com chão de barro e com um casebre ao fundo, cenário digno de alguns filmes de terror. Kuzaru teve um calafrio no momento que viu aquilo, Murphy olhava meio que decepcionado e Tankeno não estava mais do lado dos garotos. Havia corrido animado e olhava tudo do lugar, dizendo:
– Incrível! – o garoto olhava com os olhos brilhando para o casebre – Eu poderia morar aqui.
– Essa é minha casa moleque, tira o olho! – retrucou o educador – apesar de eu querer me mudar desse lugar há anos – falou baixo, voltando a vista para Kuzaru e Murphy. Os dois continuavam meio decepcionados
– Mas eu pensei que você mostraria um ultra campo de treinamento pra batalha, com os mais avançados meios de treinamento e umas coisas que iam fazer eu ficar com as células muito loucas, mas só to vendo um pedaço de lixo – Kuzaru reclamava muito das informações que tinha sido-lhe repassadas mais cedo.
-2 horas atrás-
Quando acabou o horário de aulas, o professor Fig havia chamado os garotos ao laboratório. Eles estavam bastantes animados, pois ele havia dito que passaria algo sobre o treinamento. Finalmente eles estavam no laboratório e aguardavam ansiosamente o professor falar sobre o treino. Eles sentaram-se e encararam o homem idoso.
-1 hora atrás-
Os garotos continuavam a encarar o professor que continuava apenas fitando os garotos com seu olhar intimidador, quando finalmente diz:
– Eu tenho um lugar de treinamento tecnológico para vocês e anabolizantes de células – ao dizer isso, voltou ao silêncio e a fitar os garotos.
-Presente-
– E esse era o lugar de treinamento tecnológico? – Kuzaru ainda reclamava, enquanto Murphy observava:
– Isso não é uma parede com alta tecnologia, é só um portão comum, só que pintado como uma parede.
– E-eh?! – Kuzaru corre até o portão para olhar – Esse lugar não passa de um monte de treco – ao falar isso ele sente um puxão em sua calça. Ao olhar pra baixo ver a pequena garota de cabelos azuis. Ela olhava pra ele com uma expressão capaz de deixar o mais furioso, com o coração feliz. Kuzaru olhou para a garota sorrindo. Ela sorriu de volta, mas não de maneira fofa e sim com um sorriso sádico no rosto e no momento que ela o expressou, uma enorme quantidade de areia ao redor da garota subiu e começou um movimento circular ao redor dela e de Kuzaru. Kuzaru olhou assustado e disse:
– Mas que merda é… – antes que terminasse, um enorme bolo de areia entrou na sua boca. Ele engasgou-se e começou a correr atrás da pequena garota. Tank e Morpheu estavam rindo do ruivo, mas Fig olhava sério para a situação e gritou com seu tom de voz fraco:
– Pare com isso vocês dois! – ele arremesou pequenas esferas azuis em Samara e Kuzaru. No mesmo momento os dois cairam no chão. Fig olhou para os dois e disse:
– É muito bom o regulador de poder de vocês dois ser do mesmo elemento.
– Regulador de poder? – Morpheu deixou escapar no ar o questionamento.
– Sim! Há 4 reguladores de poder de células existentes, esses estão ligados aos elementos da natureza: fogo, terra, água e ar. Essas esferas são feitas a partir da Forja Original, ou seja, a partir de magia que não foi inventada pela ciência como a das células – Fig olhava sério para todos ali presentes. Samara correu até o idoso e disse emburrada:
– Não gosto quando você usa as bilas em mim, papai.
– Eu sei filha, mas você não pode continuar fingindo ser uma garotinha fofa – Ele passava a mão na cabeça da garota de forma suave – Enfim, essas bilas não podem ser forjadas mais naturalmente como eram, por isso elas não tem tanto poder e apenas conseguem abater um usuário de célula por alguns segundos.
Tankeno e Morpheu escutavam atentos. Enquanto Kuzaru continuava cuspindo a areia que havia entrado em sua boca. Tankeno ficou pensativo e decidiu perguntar ao professor:
– E essas bilas são feitas de que?
O professor olhou admirado para Tankeno, como se a pergunta dele fosse a mais inteligente até agora que ele já ouvira dos garotos e explicou:
– São feitas a partir de simples cristais, mas tem a adição do poder elemental de samurais: Sunarus, do fogo; Aquateark, da água; Steal, da terra; Aeroma, do ar. Dizem que os 4 ajudaram o portador da paradoxe cellule a forjar La Cellule de Dieu.
Tankeno olhou com aprovação para o professor, parecia satisfeito com a resposta. Então o professor olhou com um pequeno sorriso de canto de boca e disse:
– Vamos ao treinamento de vocês!
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