Dream's Place
4 Ansiedade Pela Batalha
Notas iniciais
Já passava das 7 da noite. Murphy estava em seu vestiário pronto para a luta que logo mais começaria. Ele se concentrava apenas na vitória. Naquela noite ela era mais importante que qualquer coisa, afinal era aniversário de seu amigo Tankeno e ele suspeitava que essa luta teria alguma ligação com o que havia ocorrido mais cedo – Por que conhecem meu pai? Também me conheciam e sabiam sobre a luta de hoje. – Murphy se indagava preocupado.
Enquanto isso ocorria, estavam na platéia Tank, Kuzaru e Hayllana ansiosos pela luta que daqui a 20 minutos começaria. Eles conversam coisas aleatórias sobre o que tinha ocorrido mais cedo, ouvia-se gritos histéricos de Hayllana e reclamações de Kuzaru, quando de repente este para e diz:
– Tank, aquele não é o professor Cartezus?
– Realmente é ele, mas porque ele está indo na direção do vestiário do adversário de Murphy?
– Não tenho ideia… Talvez ele seja tão rico que vai pagar para o outro desistir da luta.
– Não diga besteiras Kuzaru! Você sabe que Murphy não precisaria disso para vencer uma luta como esta. Ele está a 6 lutas consecutivas sem perder.
– Mesmo assim, facilitaria as coisas por Murphy. Ele deve está cansado pelo o que ocorreu hoje de manhã.
– Tudo bem, Murphy é forte. Algo como aquilo não atrapalhará o desempenho dele.
Eles depois disso voltam a falar coisas aleatórias e volta-se a ouvir os gritos de Hayllana no meio da barulheira que todo o público estava fazendo.
Ao mesmo tempo no outro vestiário, o pai de Morpheu conversava com o misterioso adversário de seu filho:
– Então, está pronto para testar a liberação de seu poder?
– Prefiro não utilizar nenhum tipo de poder em uma luta com apenas um moleque, Sr. Arcano – resmunga o boxeador.
– Eu acho que meu filho não é algo que você possa simplesmente ignorar a força dele… Kusaribe Balboh. Afinal ele pode não ter poderes, mas tem quase tantas habilidades marciais quanto eu – falou assustadoramente Cartezus.
– Tan-tanta força assim?! – indagou Balboh espantado – Ok, mas usarei apenas se for realmente necessário.
– Bem melhor assim. Acredite, será necessário – esclareceu o homem negro enquanto sai do vestiário.
Finalmente 8 horas da noite e a luta está prestes a começar. Todos na platéia estão empolgados, pois o imbatível Murphy irá encarar pela primeira vez um lutador profissional. Esse lutador é Kusaribe Balboh, com seus espetados cabelos azuis e uma força bruta incrível, já foi campeão nacional de boxe 2 vezes e agora participará de uma batalha amistosa contra Morpheu.
O juiz entra no ringue e o público aguarda ansioso, quando finalmente o narrador anuncia enquanto uma luz foca o lado direito do ringue:
– Boa noite a todos presentes para essa valorosa luta de boxe amistosa. Hoje temos aqui dois grandes lutadores. Um com a voz da experiência fluindo em seus músculos e um dos prodígios da nação, mesmo tendo origem estrangeira. Então comecemos a anunciar os participantes!
O pública se agita ferozmente ao ouvir isso e volta-se a ouvir o narrador:
– Então primeiramente no canto direito, temos o veterano medindo 1,75m, pesando 77kg e com dois títulos nacionais, ele… Kusaribe Balboh!
Gritos e mais gritos se espalham pela multidão, enquanto Balboh sobe no ringue. Vários fãs aparecem com placas e gritos que apoiam o campeão nacional. O narrador continua:
– E no canto esquerdo, a juventude se revela. O garoto de apenas 15 anos, que já é um prodígio do boxe nacional, medindo 1,83m e com o peso de 78kg, lá vem ele, o implacável… Edward Morpheu!
Morpheu sobe no ringue e uma proporção de gritos tão intensa quanto a do lutador de cabelos azuis ecoa pelo ginásio, mas nenhum é mais alto que o da pequena garota Hayllana, que chega a ensurdecer qualquer platéia apenas com seus gritos extremamente exagerados.
Os dois desafiantes se encaram. Um encontro ardente de olhares acontece antes da luta e Murphy sabe que essa luta será a sua mais difícil até agora, porém não se mostra preocupado. Balboh também penetra os olhos de seu adversário ferozmente pensando se realmente usará seu trunfo caso ocorra algo. A multidão não para, o juiz declara o inicio da luta e ao mesmo o narrador grita:
– Lutem!
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