Dream's Place

14 A Revolta de Um Amigo


Toda a escola estava silenciosa, afinal as provas haviam finalmente começado. Todas as salas estavam em um silêncio mortal. Podia se ouvir o rabiscar nas folhas e as vezes alguma respiração mais alta de algum aluno. O tempo passava rápido e os alunos continuavam concentrados em suas provas. Depois de algumas horas finalmente se ouve o sinal. Os alunos entregam suas provas e saem da sala. Tankeno e Murphy estão no corredor, quando Tank diz:

– Acho que o fim de semana não foi tão cansativo quanto essas provas. A prova de seu pai estava realmente difícil.

– Pra mim não estava.

– Mas você é americano. Inglês é fácil para você. – fala com deboche e continua – Bom, agora vamos esquecer isso. Kuzaru do jeito que é já deve estar aguardando nós na cantina.

– Sim, vamos.

Os dois vão para a cantina. Chegando lá. não encontram o garoto ruivo. Acham realmente estranho aquilo, afinal o garoto sempre reclamava do atraso dos dois. Eles vão pegar seus lanches e se sentam. Tank começa a conversar:

– Que estranho o Kuzaru não tá by Browse to Save\">aqui. Será que aconteceu algo?

– Talvez…

De repente chega uma garota que estudava na mesma classe de Kuzaru, que diz:

– Vocês ficaram sabendo do Natsumoto?

– Ficamos sabendo o que? – ingadou Tankeno.

– Ah… então vocês não sabem – a garota fez uma expressão triste.

– O que aconteceu? Por que ele está na sala ainda?

A garota olha para o lado com um olhar triste e responde – Kuzaru não veio hoje. O professor avisou que ele está no hospital que foi atacado. Parece que ele estava lá na hora do ataque.

Tankeno e Morpheu olham espantados para a garota que começa a chorar após falar isso e sai correndo para o corredor. Tankeno ficou com uma expressão furiosa em sua face. Ele levantou-se rapidamente e saiu correndo pelos corredores da escola. Edward foi logo atrás. Oyahashi correu até a secretaria e abriu bruscamente a porta e perguntou:

– O que aconteceu com o Kuzaru?!

Os funcionários que estavam lá presentes olham para o garoto espantados. Ninguém se manifesta até que ele ouviu uma voz vindo da porta:

– Ele tentou defender o hospital do ataque dos terroristas responsáveis pelas luzes do sábado – o professor Arcano Cartezus estava atrás dele e continua – Parece que foi bem sucedido com isso, porém levou uma forte queimadura na perna.

Tankeno olhou furioso e ofegante para o professor. Ele o encarava diretamente e pensava como ele poderia ser tão frio ao dizer algo assim. Ele então corre para o corredor e grita:

– Eu preciso ir até o hospital agora!

Ele correndo dizia isso quando de repente é impedido por seu amigo Morpheu, que disse:

– Ir lá agora não adiantará de nada. Por enquanto só nos resta esperar que ele fique bem. Depois da aula nós o visitamos.

Tank olhava com o olhar furioso para seu amigo. Murphy ainda estava meio que com receio de ter feito isso, pois nunca tinha visto o amigo daquele jeito. Oyahashi fecha os olhos e diz aparentando estar um pouco mais calmo:

– Ok… vou esperar.

Murphy suspira aliviado e Arcano olha aquilo com seu olhar frio e diz – Deprimente – ele vira com seu enorme sobretudo e continua caminhando pelo corredor. Murphy apenas observava o pai com uma pequena angústia no olhar.

O sinal voltou a tocar e voltaram as salas. Voltaram as provas, porém Tankeno não conseguia mais se concentrar naquilo. Fazia a prova normalmente sem se preocupar com o que estava respondendo. O tempo passa e finalmente o sinal para a saída dos alunos toca. Oyahashi sai da sala rapidamente e nem se quer espera por Morpheu. Este apenas o observa da porta e caminha lentamente pelo corredor.

Próximo ao portão de entrada, ele se encontra com Hayllana que entra na frente dele e diz:

– Eu vou visitar o catchup com você.

Ela havia dito isso num tom não comum dela. Era um tom sério, porém era de mesma suavidade. Tankeno olha para a garota com lágrimas nos olhos, abraça ela e diz:

– Eu sabia que você tinha ao menos um pouco de preocupação com o Kuzaru.

– Pois é… – diz meio corada a garota.

– Eu também irei! – Murphy havia chegado próximo aos dois e mostrava um sorriso de confiança no rosto.

Tankeno fita os dois, sorri e diz:

– Desculpa por fazer vocês passarem por isso. Vamos!