Dreams Of A Demigod
8 Capítulo 8: Elizabeth e seus segredos
– mas então filha vocês se divertiram? – me perguntou mamãe.
– oi? A... Sim mãe...
– você esta bem filha?
– eu estou bem é que estou cansada...
– é nos brincamos até de esconde-esconde, porque ainda somos crianças néh let´s – disse Carol com uma cara de diversão.
– claro que somos crianças, só que VOCÊ Carolina é que teve a brilhante ideia de fazer isso. – disse eu, quase matando ela com o olhar.
– esconde-esconde? Isso é serio – interveio Roger
– é sim – disse Carol ainda pasma com a acusação – mas VOCÊ Leticia é que demorou 30 minutos para me achar
– eu disse para mudarmos de ideia, mas você não quis ouvir quando disse que seria melhor fazer uma fogueira na floresta e matar marshmallows...
– vocês pretendiam fazer uma fogueira? Na floresta? – perguntou Eliza com voz de preocupação.
– bom a ideia foi minha, depois eu desisti.
– mas vocês não podem fazer uma fogueira na floresta isso chamaria muita atenção! – quase gritou Eliza
Eu sinceramente fiquei horrorizada... Ainda bem que Roger tirou as palavras da minha boca
– Eliza se acalme as meninas só iriam fazer uma fogueira... Mas falando nisso elas chamariam a atenção de quem?
– e me desculpe senhor...
– já disse que não precisa de senhor...
– me desculpe Roger, me alterei um pouco... Elas poderiam chamar atenção de ladrões ou bichos do mato, minha filha já foi atacada por... Esses bichos... – Eliza agora estava totalmente preocupada parecia que estava a beira de um abismo com pessoas querendo que ela se jogue (querem saber ela estava mais com cara de pânico).
– a entendi, obrigada por se preocupar Eliza. — Roger parecendo um burro por perguntar, ela estava satisfeito eu não...
– então meninas... – disse minha mãe também preocupada, mas tentando ser o mais calma possível — acho melhor vocês subirem e se deitarem hoje o dia foi bem longo, como vocês mesmas disseram, então boa noite.
– obrigada Kathy – disse Carol não convencida e sorrindo
– ok mãe então até amanha – abracei-a e me despedi de todos e fui para o 3°andar com a Carol.
Falamos um pouco sobre o jantar que foi BEEEM estranho, falei um pouco do ultimo diário de Elizabeth (não contei sobre o que me “assustou”).
– é um diário onde ela escreveu pouco, mas fala sobre muita coisa.
– depois você me deixa ler
– claro, é um diário comum ainda não li nada que falasse do porque da loucura dela.
– ah então nem precisa que só gostaria de saber do porque que ela ficou louca.
– quando eu descobrir vou pensar se te conto, sua preguiçosa.
– claro que sou preguiçosa e eu já sei que você vai me contar.
– tudo bem preguiçosa até amanhã.
– no café vai ter pão néh?
– você não me perguntou isso.
– com requeijão
– tchau Carol bons sonhos.
– eu estava brincando.
– ainda bem.
– então tchau
– tive uma ideia.
– qual?
– vamos matar marshmallows no fogão.
– nossa você ama marshmallows...
– não mais do que você ama chocolate...
– isso é verdade eu sou casada com chocolate e ninguém se mete com o meu amor.
– nossa que possessiva.
– eu também amo sua cerra elétrica.
– arranja outra coisa para amar, você sabe que ela só serve para arvores mortas.
– seria tão bom arrancar a cabeça de monstros com aquilo.
– que tipo de monstro? – eu já sabia que teria algo a ver com Harry Potter
– a esse é fácil dementadores.
– mas eles não morrem só com o feitiço “Expecto Patronum”?
– quase isso tipo com o “Expecto Patronum” você afasta ele e também tem...
– ok esta tarde... boa noite Carol.
– seria melhor matar um pessoa.
– psicopata.
– só as pessoas que irritam.
– ok boa noite, vou ler o livro e depois te conto.
– a então sai daqui.
– você quer q eu fique e converse com você?
– não eu quero saber sobre o livro mesmo!
– interesseira.
– a também te amo agora vai lá ler.
– vish
E fui para o meu quarto pensando na conversa ridícula que tive com a Carol (bom sempre temos uma conversa ridícula apesar de que hoje os papeis inverteram... geralmente sou eu que falo coisas sem noção). Peguei o livro na mão, sentei na minha cama encostei as costas na parede e antes de ler de novo olhei para o meu quarto... Será que tudo isso é real?
Meu quarto é uma construção simples tem mais ou menos 5X7 metros, minha cama é literalmente dentro da parede porque ela fica em um espaço próprio para ela na parede direita, ao lado da cama tem uma mesa de escritório branca com vários desenhos de ramos de flores em preto (com 2 gavetas, um notebook, meu celular, uma lâmpada, blocos de papel, canetas, lápis de cor, e todos os materiais para desenhos e uma caixa de som em forma de panda que eu comprei)... meio metro mais a cima se tem uma prateleira para livros que já esta cheia, um pouco mais ao lado uma porta de vidro onde ficava o closet, com tudo de roupas, sapatos, maquiagem e perfumes. Na direção oposta à porta do closet se tem a porta de madeira do banheiro, era como um banheiro comum com toalhas azul bebe (Porque eu amo azul me lembra do mar que é como eu às vezes calmo às vezes agitado, a única diferença é que o mar tem um rumo e eu não...),do lado esquerdo do quarto uma grande porta de vidro com cortinas brancas com detalhes em azul marinho, um lustre simples com duas lâmpadas uma branca e uma azul. Ainda eram só 11:22hs.
Depois de rever meu quarto e antecipar a verdade abri o livro algumas paginas antes da que eu parei.
“Hoje é dia 29 de julho de 1915, se completam dois anos que meu menino Maison Miller morreu... E triste viver essa data mesmo com a ajuda de meu marido Richard Willians e meus dois pequeninos James Willians e Peter Willians. Essa data é triste para todos eu gostaria de manter meu sobrenome de solteira Miller, mas isso me trazia a tristeza de lembrar do meu primeiro filho, penso que ela pode estar em outra vida agora pois assim poderá ir para o Eliseo (um lugar onde os semideuses vão quando morrem, se fizeram algo heroico e isso meu Maison fez)
Ele era tão pequeno apenas 12 anos estava em uma escola nova, não tinha seu pai biológico (que sempre fora maravilhoso para mim, ele teve de ir embora era um homem atarefado, pois quando se vive no Olimpo se tem que ter muitos cuidados especiais, bom o pai de Maison se chamava Apolo, era um homem lindo, loiro como eu, era educado e tudo nele me encantava, até sua carruagem de sol, ele nunca chegara a se casar comigo, pois não podia, mas ele me fez sorrir de verdade, me mostrou uma vida completamente diferente da que pensei que existia, e isso fazia com que eu me tornasse uma adolescente de novo, apesar de ter 21 anos de pura delicadeza, digamos assim...).
Maison are lindo igual ao pai, loiro, forte, olhos cor de mel, educado era tudo para mim era meu menininho dos olhos, queria ser medico e ajudar os outros, isso me deixava muito feliz, pena que ele sempre quis saber mais sobre sua verdadeira vida, eu não podia leva-lo ao acampamento como Quiron me avisou em uma carta, Maison era pequeno e poderia sofrer muito e principalmente não gostaria que ele participasse de missões perigosas, que arranjasse encrenca com filhos de Ares ou de Hades, ou aprendesse coisas erradas com os filhos de Hermes ou até talvez ficasse muito preguiçoso como os filhos de Poseidon. Não queria acima de tudo que ele se machucasse, pois assim eu sofreria mais, Quiron mandou um sátiro chamado Gleeson Hedge para nos ajudar no que precisássemos, Hedge era muito amigo de meu filho, sempre o protegia dos monstros , mas meu filho começou a perceber quem era então fomos atacados por 2 empousas (monstras mulheres que bebiam sangue de semideuses e humanos) conseguimos nos desvencilhar delas mas saímos muito feridos tive que deixar Maison ir para o acampamento meio sangue em Long Sland, sabia que só voltaria a vê-lo depois do verão mas não foi isso o que aconteceu, ela recebeu uma missão e isso mudou a minha vida completamente... ele participou de uma missão com 4 pessoas e ele foi o escolhido a morrer (pois para os deuses se tem um numero sagrado e se ultrapassar esse numero coisas ruins aconteceram e por incrível que pareça esse numero é 3) meu filho foi morto por um dragão em São Francisco e quando me deram a noticia, todo o mundo que estava despencando de saudades morreu junto ao meu filho, tive raiva dos deuses de tudo em minha vida, eu suportaria qualquer sacrifício para dizer um eu te amo, um adeus ou então simplesmente ficar com meu filho e sabia que só havia uma coisa a fazer...
Tentei fazer de tudo para ir ao submundo, mas nunca cheguei nem perto de conseguir morrer, sempre havia algo que não deixava isso acontecer e os anjos que faziam isso eram Richard, Peter e James, achava que Apolo mandava sempre eles para me acudirem nas minhas horas de loucura, mas apenas Richard entendia o porque da minha “loucura”, tive que contar para ele sobre os deuses e semideuses, ele sempre me apoiou em tudo (desde que nos conhecemos quando Maison tinha apenas 8 anos, nos casamos, e tivemos gêmeos 2 anos depois, isso me deixava feliz).
Ele nunca admitiu que eu me matasse para ficar com o meu filho porque ele dizia que eu tinha uma vida perfeita, tudo como eu queria, que tudo isso passaria, e quando morresse veria novamente Maison e tudo seria como antes só que no submundo (essa analise me fazia rir porque era extremamente ridícula, mas sincera).
Tentei manter coragem nesse dia e em todos os outros desde que me toquei que seria melhor viver do que morrer e sempre guardaria Maison em meu coração para sempre... Mas hoje chorei muito, pensei, nos outros semideuses até passei no acampamento cujo endereço eu sabia por que ainda guardava o cartão de Hedge:
Gleeson Hedge
Guardião
Colina Meio-Sangue
Long Island, Nova York
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