Notas iniciais
Oi pessoal, aqui está o capítulo de hoje. Espero que gostem do rumo que a história está tomando. Tio Colin ama vocês!

Ao ser acariciado, Daniel voltou a si. Abriu um pouco os olhos, entretanto ninguém além de Cassandra percebeu que ele estava consciente. Estava lúcido, mas ainda se sentia fraco.

— O que faz aqui?— indagou Samantha.

— Vim avisar vocês.

— Avisar o quê? — perguntou Rômulo.

— Laís e Daniel são os próximos guardiões da linhagem.

— Já tínhamos deduzido isso. — disse Samantha.

— E quem são os guardiões da Terra e do Ar? — disse Rômulo.

— Descobrir será tarefa deles. Fiquem calmos, estarei ao lado de seus filhos ao todo momento por meio de sonhos. Falem para eles dormirem quando tiverem dificuldades ou dúvidas, não posso ficar aparecendo na Terra a qualquer hora.

— E como está aqui agora? — disse Samantha.

— Consegui uma exceção no nosso mundo que, afinal, não está nada bem.

— O que aconteceu? — Rômulo mostrou preocupação.

— Desde a última guerra, todas as passagens foram bloqueadas entre os reinos, e a linhagem foi interrompida, ou seja, seriam os guardiões para sempre, mas, por algum acaso isso mudou, vocês continuam com seus poderes até a Cerimônia de Linhagem. Depois dela, seus poderem passam para os seus sucessores, Laís e Daniel já tem alguns poderes básicos, mas não sabem que têm e nem sabem usá-los.

— E quando será a Cerimônia de Linhagem? — perguntou Samantha que estava curiosa.

— Ainda não se sabe, nosso reino está querendo entrar em guerra por causa das quebras das Leis Antigas — explicou ela.

— Então, se a linhagem foi desfeita os portais foram reabertos? — raciocinou Rômulo.

— Possivelmente sim, mas ainda não é certeza. Estou tentado confirmar esse boato, mas está difícil, os portais ficaram muito escondidos depois da guerra.

— Podemos ajudar? — perguntou Samantha.

— Poder, podem. Mas, não podem deixar seus filhos saberem, isso colocaria em risco quase tudo.

— Os Pingentes Elementais, já estão com eles?

— Só com Laís, iria entregar a Daniel se não fosse o incidente. — disse ela olhando para Daniel, que rapidamente fechou os olhos.

“Sei que está acordado.” Daniel ouviu Cassandra falando em sua mente.

— E quando vai entregar o da Terra e do Ar? — disse Rômulo — Você ao menos sabe quem são os guardiões?

— Ainda não sei quem são, pois, os guardiões da Terra e Ar morreram na guerra, então podem ter passado para qualquer um, mas vendo as Leis Antigas, vi que neste caso, o guardião seria um amigo do guardião em que os pais permaneceram vivos, ou seja, presumo que seja algum amigo de Laís e Daniel. Mas isso é missão deles, não interfiram.

Rômulo e Samantha assentiram.

— Preciso ir, não posso ficar por mais tempo. Se quiserem falar comigo sabem como me encontrar, sem ao mesmo dormir.

Cassandra se dirigiu a porta e, antes de chegar nela, ela desapareceu em uma cortina de fumaça branca que tinha cheiro de flores de diversos tipos.

Daniel estava assustado com tudo com o quê havia escutado. Guardiões? Guerra? Portais? Pingentes Elementais? Laís?

“Laís,” pensou “ela saberia do que se trata”.

Daniel fingiu ter acordado e começou a tossir. Rômulo e Samantha foram em sua direção.

— Filho! – exclamou ela aliviada.

Rômulo foi chamar a enfermeira. Ela chegou correndo com o Dr. Jefferson na frente.

— Cheque a pressão, Rita. — disse o médico.

Ela o obedeceu.

— Normal.

— Temperatura e batimentos.

— Normais.

— Respiração?

— Melhor do que nunca.

— Rita, tire os aparelhos respiratórios e deixe-o no soro.

Rita, a enfermeira, tirou e desligou os aparelhos que ajudam Daniel a respirar e colocou mais uma bolsa de soro.

— Daniel, consegue falar comigo? — disse o médico.

— Sim. — disse ele normalmente.

— Está melhor?

— Sim.

— Como se sente?

— Muita dor de cabeça.

— Normal, os cortes foram um pouco profundos, isso é normal. Sente mais alguma coisa?

— Não, além da dor de cabeça, nada.

O médico refletiu um pouco e depois falou:

— Se quiser, acho que posso te dar alta, hoje...

— Que maravilha doutor. — disse Samantha animada.

— Mas...

— Sempre tem um “mas”. — disse Rômulo.

— Mas, Rita minha enfermeira e também minha mulher, fará acompanhamento domiciliar com o senhor, e também no dia de tirar os pontos, ela que tirará sem a necessidade vir aqui no hospital. Beleza?

— Beleza. — concordou Daniel entusiasmado.

— Vou aprontar os papéis da alta, acho que até a hora do almoço você já estará em casa, campeão. — o médico saiu apressado do quarto e a enfermeira em sua cola.

— Mãe, e a Laís?

— Está bem querido, apenas descanse.

Daniel fechou os olhos e ficou refletindo sobre tudo o que tinha ouvido. E pensava também em Laís.

“Espera,” pensou ele “Pingente Elemental, deve ser o pingente de Laís, mas a tal de Cassandra falou em plural, e falou que ia entregar o meu, precisava falar com ela, mas como?”.

Ele sabia que Laís deveria ter todas as respostas para suas perguntas, pelos menos a maioria, ele imaginava.

Ele mal conseguia conter a ansiedade de ver sua irmã e contar para ela tudo o que ouviu, e, principalmente, a perdoar por tudo o que ela fez, mas ele sabia que ela devia estar sobre o poder do pingente.

(...)

Na escola, o sinal batia para o inicio da última aula do dia, o que dava a Laís diversos motivos para cuidar disso, iria ver seu irmão no hospital, iria se desculpar e tirar pelo menos quinze toneladas acumuladas nas costas e na consciência e contar sobre o pingente e Cassandra.

A última aula era de Artes, uma das aulas de que Laís, Kainã, Carlos e Melody menos gostavam, pois não sabiam desenhar. A professora Juciley entrou na sala de aula e mandou todos ficarem calados e sentados, enquanto explicava a matéria do dia.

— Alunos, — ela falava em sua voz doce e suave, com um pingo de autoridade e severidade. — hoje iremos fazer um desenho livre. — ao ouvir a palavra “desenho”, o quarteto de amigos fez uma cara feia. — Quando terminarem tragam-no até mim, os desenhos valerão nota de bimestre. Podem começar e podem fazer duplas, trios ou quartetos. Quintetos estão proibidos.

Laís, Melody, Kainã e Carlos se olharam e já sabiam o que iriam fazer.

Rapidamente, eles juntaram as suas carteiras e formaram um quarteto, duas meninas e dois meninos. Pegaram as folhas sulfites em cima da mesa de Juciley e voltaram.

— O que desenharemos? — disse Laís.

— Não sei. — disse Kainã.

Melody recitou alguma coisa em uma língua estranha, onde somente Carlos percebeu e não questionou.

Depois que Melody lançou, o que pensa Carlos, um encantamento. Todos tiveram ideias para o que desenhar principalmente ele, e, mesmo ninguém sabendo desenhar corretamente, eles pegaram o lápis e, por simples instinto, começaram a desenhar.

Depois de prontos e pintados lindamente, arrancaram inveja e grandes elogios de seus colegas de classe. Mostraram um por vez para a professora, da qual elogiou muito.

A professora ficou maravilhada. Laís desenhou o elemento do fogo, Kainã, o elemento terra, Carlos, o elemento ar, e, Melody, um anjo com asas coloridas, mas predominando a cor vermelha, cor do fogo.

Bateu o sinal para anunciar o fim do dia escolar. Os amigos arrumaram os materiais rapidamente e saíram correndo que nem um tiro atropelando tudo e todos.

Saíram para a fachada da escola e Laís pode ver a moto vermelha de sua mãe Samantha e ela encostada a uma árvore próxima, aproveitando a sombra.

Laís sinalizou para a mãe e ela retribuiu. A menina correu até ela e colocou o capacete rapidamente e subiu na moto. As duas saíram em disparada.

Laís percebeu que a mãe não estava indo para o hospital, mas para sim, para casa.

— Onde está indo? Não iremos para o hospital? — disse Laís, a voz um pouco abafada por causa do vendo e do capacete.

— Não, vamos para casa, eu e seu pai temos uma surpresa para você. — disse Samantha, e acelerou mais um pouco a moto.

Notas finais
Comentem, gosto muito da sua opinião. ^^