Dreams Coming True
1 Capítulo 1: Pilot
Notas iniciais
POV Lorenna
“Querido diário, acabei de acordar e senti uma vontade imensa de escrever sobre meu sonho. Talvez seja porque eu os esqueço rápido. Bem, sonhei novamente que eu conhecia o One Direction. Dessa vez parecia tão real. Meu tio, Daniel, é empresário e conhece tanta gente, bem que ele podia ajudar a mim e minhas amigas. Até o Justin Bieber ele ajudou a trazer pro Brasil, só porque minha irmã mais nova é belieber. Ele podia ser parceiro das directioners e nos ajudar também. Esse sonho foi maravilhoso. Cada um deles se apaixonava por uma de minhas amigas e eu. Liam tratava Isabelle como uma princesa, Niall era a coisa mais linda e fofa com a Rooh, Harry sossegou da galinhagem pela Lara, Zayn se encantava por qualquer coisa que eu fazia, e até o Josh estava no sonho. Ele se apaixonou pela Paolla e o relacionamento deles era a coisa mais engraçada e diferente que já vi. Só o Louis continuava com a Eleanor, o que eu acho ótimo, já que a Eleanor era nossa melhor amiga no sonho e super nos ajudou nos nossos relacionamentos com os meninos. Fiquei tão feliz! É uma pena o despertador ter tocado bem na hora que o Zayn estava me dando um anel de compromisso. Enfim, preciso ir, que o ensaio começa daqui a pouco. Meu tio quer investir na minha carreira e de minhas amigas, ele nos acha ótima como dançarinas e está pensando em pagar aulas de canto pra gente se aprimorar. De qualquer forma, a jornada vai ser longa. Mas o que importa é que estou com minhas amigas, e nós iremos conhecer os minos e chegar ao topo da fama com toda nossa beleza e talento. Então, vou indo. Adiós, diário.”
Terminei de escrever e coloquei o diário na mesinha de cabeceira. Suspirei lembrando novamente do sonho, e logo me levantei pra tomar um banho e colocar uma roupa para ir ao ensaio.
POV Lara
Cheguei atrasada ao ensaio, de novo. E levei esporro da nossa coreógrafa, de novo. Não é culpa minha se demoro a me arrumar. As meninas já haviam se aquecido pra dança, mas eu corri tanto pra chegar lá, que já considerei aquilo aquecimento. Carla ( http://data.whicdn.com/images/31653485/66a9b92e4e4e5cc6ad3c65747af84132_large.jpg ), nossa coreógrafa, disse que íamos fazer audição para um musical ou algo parecido. Ela nos explicou como deveríamos agir, parecer sérias e não ficar de brincadeiras – como geralmente ficamos.
– Os minos fazem brincadeiras o tempo todo e são levados a sério no trabalho. – protestou Paolla, a barraqueira.- Acontece que os “minos” – Carla fez sinal de aspas – da One Direction, estão ricos e famosos. Eles podem relaxar um pouco. Não muito, porque a fama exige concentração. Mas vocês estão muito embaixo ainda, e precisam ter foco na carreira de vocês.
Bufamos e reviramos os olhos todas juntas, assim que Carla terminou o sermão. Depois ela explicou como deveríamos agir, pensar, falar e só faltava nos dizer como respirar. Percebi que tinha um cara de roupa social, parecia sério e concentrado, estava sentado em uma das mesas daquele enorme quintal do tio da Lorenna, nos observando e fazendo comentários com a Carla. Começamos o ensaio, que mais parecia uma aula de etiqueta. Estávamos uma ao lado da outra, como em uma fila. Carla disse para que cada uma desse um passo a frente e se apresentasse da maneira que ela explicou.
– Boa noite. Meu nome é Lorenna Barreto, eu tenho... – Foi interrompida.
– Querida, você não precisa sorrir tanto. Nenhum dos jurados estará testando sua simpatia, apenas seu talento. – disse o cara do terno. Seboso, já não gostei dele.
– Desculpa, vou tentar de novo. – Lorenna deu um passo atrás. Ela estava de costas para o carinha do terno, nos olhou e revirou os olhos. Depois um sorriso maléfico, mas eu não entendi o que significava. Depois ela virou de frente pra eles e deu um passo a frente. Agora estava mais séria. Do nada ela abriu um sorriso e começou a fazer uns passos loucos de street dance.
– Boa noite, galeragem. Meu nome é Lorenna Barreto ( http://a3.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/555980_327119980703488_1009329935_n.jpg ). Tenho 18 anos e faço teatro e street dance desde os 8 anos de idade. Comecei no jazz há dois anos. Tão ligados que eu arraso né, manolos? Uhul!
Ela fez o símbolo do rock com a mão e deu um passo atrás, e ficou parada, séria. Entendi que ela estava trollando o carinha de terno, e entendi que aquele sorriso dela era para que fizéssemos o mesmo. Assim que ela deu o seu passo para trás, dei um passo à frente e comecei a falar que nem Chayene da novela Cheias de Charme.
– Boa noite, amadinhos. Me chamo Lara Carvalho ( http://a6.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc6/s720x720/603066_380929431965300_1750558850_n.jpg ), tenho 16 anos. Faço ballet e jazz desde os cinco anos e pareço uma brabuleta dançando de tão leve cousô. Tô fazenu street dance desde os dez e dança do ventre pra ficar sensual desde os catorze. – Dei um passo atrás, fiquei parada séria, ouvindo risadas. Agora era a vez da Rooh, que passou desfilando e falando de forma sexy, parecia até que estava fazendo ensaio sensual para a Playboy.
– Oláááá! – Disse ela baixinho, bem sexy, com as mãos no joelho. Continuou andando desfilando e balançando os cabelos. — Me chamo Rosana, mas meu nome artístico é Rooh Freitas ( http://a5.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc7/s720x720/424199_404532016227187_31538044_n.jpg ). Ui! – Disse ela dando uma tapinha na bunda. — Tenho 16 anos e faço jazz e street dance desde os dez. Também já fiz cursos de modelo, como podem me ver desfilando maravilhosamente. E toco violão. – Ela voltou séria e ficou parada do meu lado. Isabelle deu um passo a frente, fazendo beat box e se apresentou dançando que nem uma funkeira ou algo do tipo.
– Muito prazer. Me chamo Isabelle Vale ( http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/s720x720/165808_329514020460641_1868809015_n.jpg ), tenho 13 anos e faço jazz e street dance desde os sete anos. Canto um pouco e toco piano e estou aprendendo bateria. – Belle falou rápido. Ela era a mais tímida entre nós. Agora era a Paolla. Estava ansiosa para ver o que ela ia aprontar. Do jeito que é barraqueira e cara de pau.
– Boa noite, senhoras e senhores. Sou a Paolla Mello ( http://a8.sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash3/s720x720/554313_270953936326281_429698009_n.jpg ) e tenho 20 anos. Faço teatro desde os cinco anos. Quando tinha dez anos me interessei pela dança, e comecei a fazer street dance. Depois com quinze, comecei a fazer dança de salão e danço tango até no teto. Estou aqui hoje para substituir a Christina Rocha no programa “Casos de Família”. Hoje o nosso tema é “Tem um engomadinho de terno na casa da minha amiga que acha que pode mandar em nós”. – Ela colocou a mão na cintura e sorriu sarcasticamente com as sobrancelhas arqueadas. Eu só conseguia rir, e desejar ter a coragem que ela tem de enfrentar os outros.
POV Paolla
Logo depois de ter dado minha performance maravilhosa na hora da apresentação troll, coloquei a mão na cintura e fiquei esperando o engomadinho responder ao meu sorriso sarcástico. Antes que ele pudesse falar ou fazer alguma coisa, o tio Daniel – tio da Lori, que a gente chamava de tio – surgiu do além e bateu palmas rindo. Olhei pra ele e fiquei sem entender. Se ele viu tudo, provavelmente deveria estar bravo. O engomadinho deve ter sido contratado por ele para nos tornar artistas e toda aquela coisa. Mas, enfim... a reação que ele teve foi melhor mesmo.
– Eu falei pra você não tentar domar as feras, Alex. – Ele falou olhando pro cara do terno.
– Eu falei pra ele que elas são impossíveis. – Carla falou, dando ênfase na última palavra.
– Meninas, esse é o Alexandre ( http://1.bp.blogspot.com/-KtWCOY0wSEM/ToOOcl0Ja3I/AAAAAAAAAV4/pWxxlegtGMg/s1600/_terno.jpg ). Ele é professor de etiqueta. Não ensina só aquelas chatices de gente fina. Ensina também como se comportar diante das câmeras e diante de certas situações, para que vocês não saiam fazendo merda e destruam a carreira de vocês. – Tio Daniel começou a gritar, o que me assustou. Mas daí lembrei que ele tem essas manias esquisitas de brincar assim, e deixei pra lá. – Eu falei pra você, Alex. Ensine só isso a elas. Nada de aula de “finnesse” que essas meninas são indomáveis. – Ele falou dando uma gargalhada. – Agora vem cá me dá um abraço, caralho. – Ele falou alto e xingando. E eu apenas ri. O tio da Lori me dava medo as vezes quase sempre.
POV Rooh
Depois de toda aquela palhaçada, abraçamos o tio Daniel e fomos comer alguma coisa. Conversamos um pouco com o cara do terno, quer dizer, o Alex, e percebi que ele não é tão mal quanto parece. A não ser pelas vezes que reclamou da nossa forma de comer.
– Mas e aquele negócio de teste pra musical... era só brincadeira também? — perguntei.
– Não, é seríssimo. Vocês vão dançar e talvez cantar. É daqui a dois meses, então vocês tem tempo suficiente. Espero pelo menos que vocês mantenham o foco, apesar de tudo o que vai acontecer.
– Tudo o que? – falou Lorenna, quase gritando, com aquela voz alta e esganiçada.
– Carla é fofoqueira pra cacete. Segura essa língua, mulher! – Gritou o tio Daniel. Muitas vezes eu queria rir da forma como ele falava, menos quando os gritos eram comigo. Ainda assim, eu nunca sabia quando era a hora certa de rir. Preferi abaixar a cabeça e segurar a risada. – One Direction vem pro Brasil semana que vem.
Depois de ouvir essa frase, apenas lembro de migalhas de pão vindo na minha cara e tudo ficando preto.
POV Isabelle
OH MY FUCKING GOD!! Eu realmente ouvi aquilo? Bom, se era verdade ou não, foi isso que ele disse, e minha primeira reação foi cuspir o pão que eu havia comido. Foi tudo na cara da Rooh, segundos antes de ela desmaiar. Bem que ela sempre disse que desmaia fácil. Nem tive tempo de ir ver como a Rooh estava. Paolla e Lara seguraram ela e tentavam acordá-la. Lorenna sacudia seu tio, gritando e perguntando se era verdade. Alex, Carla e ele só riam, e eu fiquei séria, pensando em tudo e pensando em nada ao mesmo tempo.
– É verdade. Mas, se vocês começarem a perder a concentração por causa desses “minos”, eu vou mandar eles não de volta pra Londres, vou mandar pro inferno.
Eu não sabia o que dizer, pensar ou falar. Acho que até esqueci-me de respirar. Nem sei por que de tudo isso. Quer dizer, sei sim, eu vou conhecer os minos. Quer dizer, eu vou né?
– Mas como você sabe disso, tio? Em que hotel eles vão ficar? Quando eles vem? Fala que é pra gente ir logo acampar. – falei, desesperada.
– Eu sei porque eu sei e não interessa como descobri. – Estava tão feliz, que não liguei para a forma estúpida do tio de falar. – Tenho certeza que eles vem essa semana ainda. E se quiserem, podem acampar aqui no quintal mesmo.
OPA! PERA! O QUE ISSO QUER DIZER? Os minos vão ficar na casa do tio da Lori? Ali, pertinho da gente? E a gente de férias, podendo passar o dia com eles? Pera que tá bom demais pra ser verdade. Acho que vou desmaiar. Já era!!
POV Lorenna
– Cacete, mais uma! – falei, segurando rapidamente a Isa, antes que ela batesse com a cabeça no chão. Eu estava sim nervosa e ansiosa, e era justamente por isso que eu não queria que as meninas desmaiassem. Eu queria pular, gritar e me jogar na piscina. Dei umas tapas de leve no rosto da Isa, que logo acordou. Rooh já tinha acordado, mas desmaiou de novo ao saber que não só viriam pra cá, como ficariam ali na casa do meu tio.
– ACORDA VOCÊS DUAS SE NÃO VOU JOGAR VOCÊS NA PISCINA!! – Elas acordaram. Não acho que tenha sido pela minha ameaça, mas sim pelo meu grito, que é quase ensurdecedor.
Saí dali e me atirei na piscina, as meninas fizeram o mesmo. Estávamos gritando feito loucas, olhando uma para cara da outra e sorrindo de orelha a orelha.
– Meninas. – falei, chamando-as pra perto, ainda dentro da piscina. – Precisamos sair pra comprar biquínis, roupas, sapatos, fazer cabelo, unha, treinar nossas falas, nossos andares. Tudo tem que ser perfeito quando a gente FINALMENTE conhecer os minos. – Juntei minhas mãos, ainda não acreditando que nosso sonho finalmente iria se realizar. Qualquer um pensaria que é exagero tudo o que eu disse que iríamos fazer, mas as meninas concordaram, até porque nós cinco sabemos que quando se espera muito por um sonho, a gente tem que fazer de tudo pra ser inesquecível. E com certeza seria.
POV Harry
Nosso empresário tinha nos avisado que iríamos ao Brasil. Fiquei logo feliz. Fazia um tempo que eu estava pesquisando no twitter, google e até no facebook sobre o país, e achei tudo muito interessante. Falavam muito das comidas, das praias, do Cristo Redentor e, principalmente, das garotas. O que mais me chamou atenção foi o Rio de Janeiro, porque tem bastante praias e isso é uma ótima chance de poder ver as gatas de biquíni. E olha que coincidência, o Carl disse que iríamos para o Rio. Não era para turnê ou algo do trabalho. Eram como férias, mas também pra mídia. Ele queria saber o impacto que temos no Brasil e se temos fãs suficientes para investir em um show lá.
Não sabíamos quanto tempo ficaríamos lá, mas a gente ficaria na casa de um amigo do Carl. O chato é que parece que ele tem uma sobrinha mais umas amigas que são nossas fãs. Mais pirralhas pra gente conhecer. Não, eu amo minhas fãs, não importa a idade. Mas, como não estamos indo a trabalho pro Brasil, eu queria conhecer as gatas especialmente. Mas, o cara estava sendo legal, e conhecer fãs é sempre bom, então eu iria numa boa. E talvez elas possam nos apresentar o país – e as gatas – e isso seria muito bom.
Imediatamente fiquei ansioso, e fui arrumar minhas malas. Os meninos já tinham arrumado. Louis me disse que não iríamos só nós cinco e o Carl. Paul também iria, Eleanor, Danielle, Perrie, Josh, Sandy, Jon, Dan, e até a minha mãe e a mãe do Louis queriam conhecer o Brasil. É, parece que essa viagem vai ser interessante.
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