Dreams Cancelled
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Lexie P.O.V
Eu me sentia novamente vazia. O que eu vou fazer da minha inútil vida?
por que pra mim, já perdeu a graça viver. Até pensava na possibilidade de voltar a me cortar para aliviar um pouco a dor, mas... Minha mãe ficaria furiosa. Além do mas, estou cercada de médicos e enfermeiras, e não tenho uma total privacidade. Fazer o que?... Estava pensando em finalmente cursar a faculdade de Administração, mas, bem eu ficaria constrangida de tantas pessoas reparando no estrago que aquele acidente me fez. Facial nenhum, mas eu já era magra por doença e perdi muitas vitaminas durante o coma. E realmente acho que nunca vou voltar a minha aparência normal: Sem bulimia, sem Automutilação, sem exercícios rotineiros, sem ensaios, sem dançar, sem graça, sem felicidade, sem amor, sem algo que eu me empenhava. É vai ser uma vida sem muitas coisas.
Mas pelo menos uma coisa eu teria: Uma mãe que realmente se preucupava comigo e sempre que puder, estará conversando comigo. É eu acho estranho eu, agora com 22 anos, ainda morando na casa da minha mãe. Mas, Dane-se. Eu não tenho o que fazer da vida e pra ela seria até melhor continuar morando com ela. Afinal agora ela só tem a mim, a minha tia e alguns tios, mas a mãe dela tinha morrido. E seria bom pra mim também.
Mas ok. eu estou realmente deprimida. Mas quem não estaria? numa ocasião como essa todos os seres do mundo estariam deprimidos. Eu não tinha mudado a minha aparência durante 5 anos. E continuo não tendo vontade de mudar nada. Mesmo tendo saído de moda a muito tempo, eu realmente não quero trocar.
Me vinha na mente várias lembranças boas que basicamente tinha o mesmo assunto: Dança.
Acabei me esquecendo depois de 2 anos no hospital, o quão lindo é a dança contemporânea, e a tradicional, também era linda, no meu ponto de vista. Aquela dança em que alguns passos novos, vem do contemporâneo e isso é fascinante pra mim.
Eu quero pelo menos assistir as apresentações da nossa equipe. Ainda mas agora que eles estão em turnê e eu realmente não poderei participar.
Nossa, sinceramente, Como eu estou deprê. Chorando, emocionada? tsc,tsc,tsc. A fala sério quem eu estou querendo enganar? estou sim, com saudade da Nick! aprontamos tantas juntas, eu amava ela demais. E isso está sendo cada vez mais difícil conviver, Se você sente saudade, expresse-a, pois nunca é tarde, não é mesmo? É eu realmente vou à última apresentação da turnê da minha ex-equipe. Se está sendo triste?Obvio que sim. Claro que eu não vou poder dançar, mas, é eu tenho uma extrema sorte de não estar num caixão, à sete palmos da terra. Nossa que indelicadesa. Mas e daí? quem se importa? Eu não.
Ah fala sério (novamente)!! eu quero logo é sair desse hospital, esse ar já está me fazendo ter alucinações. Quero a minha casa. O meu violão, a meu quarto, a minha cama, em fim, a minha casa! Mas a alta vai depender da minha recuperação. A que se dane essa recuperação. Aqui é que eu não quero ficar. É outra coisa que me fez lembrar a Nick, nossa parabéns por ser tão estúpida Alexie. What The Hell.
~~~FLASHBACK~~~~
-Mãe eu quero voltar para New York. Não quero mais ficar nesse lugar. Todos são extremamente chatos e apressados, cadê a hospitalidade londrina de que tanto falam?
-Mas e a escola de dança Lexie? Abandonar à essa altura do campeonato?
-Não me importo em estudar em New York! Lá as escolas de dança também são ótimas.
-Qual é o seu problema? Sabe que não podemos sair daqui!
-Isso mesmo! qual o meu problema? Talvez seja...Hum- Pensei um pouquinho- VOCÊ ! ah é mesmo. É você o meu problema. Desde que chegamos neste lugar você não me dá mais a mesma atenção que dava antes. Agora é só trabalho pra cá, trabalho pra lá. E a Lexie? O que acontece com ela? Ela fica sofrendo, nesse inferno que você chama de Londres. Sabe eu tenho sentimentos, assim como qualquer adolescente de 18 anos. E não é por que eu não quero fazer o que você quer que eu faça, que você tem o direito de fazer o que bem quiser comigo. Desculpa, mas eu não sou sua bonequinha, pra ficar feliz toda vez que você arruma 15 minutos do seu precioso tempo, pra ficar comigo. Não sou obrigada a te amar intensamente, quando na verdade sabemos que você anda mais ausente do que eu na faculdade. Então... Cá entre nós — falei e comecei a sussurrar para que só ela ouvisse — Pare de gastar o seu precioso dinheiro, tempo e "amor" comigo. Que na plena certeza eu não quero cursar administração.- Levantei e fui direto para o meu quarto, sem ao menos receber a resposta da minha "Mãe ausente".
Entrei no quarto fechando a porta bruscamente. De propósito. E voltei a pia, em que antes estava limpando a minha maquiagem, e puxei da gaveta a mesma lâmina que eu tinha usado à uns dias atrás e como sempre um pensamento de negação acabou escapando da minha mente. Mas apenas o ignorei como antes, e não hesitei em fincar aquilo no meu pulso.
Eu ia sentindo a dor se esvaindo dos meus braços e lágrimas rolarem pelos meus olhos. Por que tudo tem que ser tão difícil pra mim?.
Limpei o pulso e coloquei uma pulseira com um pingente que a Vick me derá. Uma estrelinha com sapatilhas cruzadas em seu interior. Senti mais uma lágrima cair, e finalmente limpei as lágrimas e coloquei uma maquiagem simples no rosto. Entrei novamente no Closet, e coloquei um shorts de cintura alta e regata top vermelha com uma jaqueta preta por cima, Sneaker preto com tachinhas e meu Iphone. Já tinha a chave do carro no bolço, e desci para a sala de trabalho da Melanye. Entrei e avisei que iria sair.
-Estou indo na Vick!
Virei as costas sem respostas mesmo e comecei a andar em direção ao portão de entrada.
-Você não vai! — ela falou autoritária.
Continuei andando calmamente e finalmente cheguei ao portão. E tentei falhamente o abrir, mas... Realmente estava fechado. Olhei para ela que me olhava com um sorrizinho debochado. Mas então tive uma idéia: Virei-me novamente e avistei um arbusto, onde coloquei um pé e peguei impulso para subir a árvore ao lado dele. Escalei a árvore e quando vi que estava numa altura rázoavelmente boa para pular um muro de 3 metros e não se espatifar no chão, mirei um arbusto do lado de fora do muro, que visívelmente não tem espinhos, e me posicionei-me e pulei com o intuito de não morrer. E até que deu certo. Não me quebrei no chão. Depois me levantei e sem encara-la por muito tempo tratei de entrar no meu carro, e sair cantando pneus.
Fui até o shopping e comprei dezenas de coisas, vestidos, sapatos, blusas, calças e especialmente jóias. Coisa que até agora eu não valorizava muito. Depois de gastar um quantia rázoavelmente grande, entre novamente no carro e desta vez, eu realmente fui em direção à casa (apartamento) da Vick. Cheguei lá e pedi para o porteiro me anunciar. Ela mandou eu subir e quando cheguei no corredor, ela já estava me esperando.
-O que foi que aconteceu dessa vez?
-Ah, para de paranóia e vamos nos arrumar !-falei levantando as 2 sacolas que segurava.
-Para....?
-Vamos minha filha, animando, vamos para festaaaaaaaaaaaaaaaaa!
-Você só pode estar me zuando. é sério o que você aprontou dessa vez?
-Ah, vamos curtir, depois te falo.
-Okay então! não tenho escolha mesmo!
-Ainda bem que sabe!
*****
Nos arrumamos e já estávamos prontas para a noitada, que com certeza promete. E claro como sempre, no caminho estamos eu e ela, cantando a plenos pulmões: What The Hell.
Nunca vi gente mais baladeira do que nós mesmo. É isso vai ser extremamente engraçado.
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