Dreams

1 Lembranças inesperadas


Notas iniciais
É o primeiro capítulo, por isso não é muito bem detalhado. Os próximos capítulos serão melhores e bem mais longos. Esse capítulo é como se fosse um resumo de como vive a personagem. Contem o que acharam.

Quando acordei, o sol já estava de pé. Uma luz linda entrava pela janela do quarto. Sentia o cheiro da brisa passando pelas brechas. Me levantei, dei uma longa espreguiçada e me levantei. Coloquei minhas pantufas. Arrumei meu pijama e desci pelas escadas. Senti o aroma de torradas frescas subindo pelos degraus. Me animei, pois quase nunca tomamos café da manhã diferente por aqui.
– Bom dia! — Eu disse animada para todos.
– Bom dia! — Responderam algumas das crianças, outras nem ouviram pois estavam praticamente dormindo em pé.
Sentei-me no meu lugar de costume, peguei algumas das torradas, passei manteiga nelas, e comecei a me deliciar. Alguns goles de suco de maracujá e umas 5 torradas depois, eu estaria satisfeita.
– Vamos lá meus amores! — Disse tia Derby vindo do além. — Vamos pra escola!
Não havia lembrado que hoje voltavam as aulas. Nem sequer organizei meu material. Nunca gostei muito de ir para a escola, principalmente depois de vir parar nesse orfanato.
– Cadê o ânimo dessas crianças? — Pergunta tia Derby com uma animação que só ela tem — Vamos aprender na nova escola!
Nova escola!? Como assim? Antes das férias ninguém nos avisou sobre uma nova escola. Estávamos tão acostumados com os amigos, os professores.... Não acredito que fizeram isso com a gente!
Saímos todos em direção aos seus quartos. Fui conversando com Susan, uma garota de 11 anos que era minha amiga. Ela era morena de pele clara, belos olhos verdes-escuro e umas fofas sardas no rosto.
Chegando lá colocamos aquele bendito uniforme.

Era uma camisa azul com vermelho. Um short azul escuro e um par de tênis que ganhei de tia Derby no meu aniversário.
Peguei a mochila, uma linda,verde e roxa dos Muppets que trouxe de casa quando me mudei para cá. Coloquei meu caderno e meu estojo dentro e fui me arrastando para a van.
Nova escola... Novas pessoas.... Demorei para conseguir fazem amizade com as pessoas da antiga escola, e agora que consigo, tenho que ir embora....
Chegamos rapidamente a um lugar lindo! Uma grande escola novinha em folha nos aguardava. Um lindo prédio cor de laranja claro, com belas janelas grandes e brilhantes, algumas flores penduradas nessas vidraças, e uma enorme pátio para brincármos.
Saímos aos montes da van e fomos correndo em direção ao pátio. Nessa saída caí, e ralei meu joelho. Já no primeiro dia com problemas...
Levantei-me, tia Derby veio verificar se estava tudo bem, e com a cabeça, afirmei à ela.
Fui andando em direção ao pátio onde me sentei em um lindo banco colorido. Uma garotinha morena parecida com Susan, veio em minha direção.
– Olá! — Disse ela envergonhada — Qual seu nome?
– Louise — Eu digo — E o seu?
– Tilly — Ela diz num tom baixo — Vamos brincar?
– Sim! — Respondo animada.
Saímos e fomos ao centro do pátio, onde ficamos um tempão. Brincamos de amarelinha, stop e ficamos conversando sobre nossas coisas favoritas. Era difícil para ambas nos escutarmos. Todas as crianças estavam agitadas. Conversavam sem parar. Tinham muitas novidades das férias.
Derrepente, o sinal toca e vamos verificar em que sala ficamos. Por sorte minha nova amiga Tilly ficou na mesma sala que eu. Pelo menos, conhecerei alguém.
Vejo se conheço alguém do orfanato na lista. Sim. Lá está o nome de Lucy, uma garota chata que fica no mesmo quarto que eu, e meu irmão Liam Payne.
Vamos em direção a sala de aula. Escolho uma carteira bem na frente. Atrás e mim, estão meu irmão, Tilly e duas garotas gêmes ruivas. Lenny e Zoe.
A professoara Heria, entra na sala com um bom-humor visível. Ela vai nos ensinar matemática, minha matéria favorita. Ela começa explicando números negativos e positivos. Estava concentradissíma na aula. Diferente de Liam que estava contando os dedos da mão como se fosse um bobo.
O sinal toca e vamos para o intervalo. Fico com meu irmão e Tilly. Comemos nossos lanches e ficamos conversando. Ainda não havíamos nos enturmado muito. Voltamos para a classe, onde me sentei em meu lugar. Chegou a professora de artes. Nos ensinou a fazer sombreado. Lápis 6B...
Comecei a sentir uma tontura. Um mundo girando à minha volta. Do nada, me levantei, e fui batendo nas outras carteiras até conseguir chegar na mesa da professora.
– Professora, não estou bem. — digo ainda um pouco zonza.
– O que você tem, amor? — diz ela já se preocupando.
– Estou tonta. Não param... As coisas não param de girar.
– Deixe-me chamar uma enfermeira. Sente-se aqui no meu lugar. — diz ela se levantando em direção à porta. Eu me arrastei atá seu lugar, já mais fraca. O mundo parecia estar apagando.
Enquanto estive desacordada do universo, tive o pesadelo que tenho com frequência. O pior que alguém poderia ter. A morte de meus pais e de um de meu irmão.
Começou com minha mãe, há 4 anos atrás, dirigindo em uma estrada sobre uma montanha. Meu pai ao seu lado. Eu e meus dois irmãos no banco traseiro (Um deles era Liam). Íamos para a cidade de Bendorf, na Alemanha, local onde minha avó morava. Era uma longa avenida. Estavámos em uma nevasca. O mundo era branco naquele momento.

Quando ela foi fazer uma curva, que dobrava a montanha, sentimos o carro sendo virado. Uma avalanche veio em nossa direção. Felizmente ou não, eu e Liam estávamos sem cinto. Seria perigoso em uma estrada tão perto de um abismo. Mas foi o que nos salvou. Subitamente, a porta do nosso lado esquerdo se abriu. Saimos rolando de lá. Vimos o resto da neve cobrindo o carro e vindo pra cima da gente. Corremos na direção contrária a que estávamos indo. Comecei a gritar enquanto Liam me puxava pelo braço. A marca de suas unhas ficaram em minha pele como lembrança.
Pessoas dos outros carros vieram nos acudir. Eu estava em total desespero quando uma mulher de aproximadamente 50 anos me abraçou. Ela era fofa. Me confortou em seus braços. Queria saber quem ela era. Depois de algum tempo acabei por descobrir...
Me acordei em cima de uma maca. Uma frasco de soro estava injetado em mim por uma mangueirinha e uma agulha. Não lembrava o nome daquilo. O cheiro de hospital invadia meu corpo. Pra onde a professora teria me trazido? Sim, um hospital. Mas o que eu tinha?
– Está melhor? — Diz uma voz feminina vinda do lado de fora do quarto.
– Sim — Respondo.
A porta se abre e tia Derby entra com meu ursinho Teobaldo em seus braços. Ela entrega-o a mim e eu o abraço com o braço livre. Ele é um dos presentes que meu pai Mario havia me dado de Natal. Nunca esquecerei desse dia. Família reunida, comida festiva e presentes. Meus pais... Sinto tanto a falta deles. E tenho só 9 anos. Ainda terei a vida inteira para viver sem eles.
– Você desmaiou na escola. Fiquei preocupada com você. — Diz tia Derby alisando meu cabelos com os dedos.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.