Dreaming With Wolves
5 Gabe Maddox
Notas iniciais
Boa Leitura ^.^
Quando cheguei a casa fiz os trabalhos que os professores tinham pedido para a próxima aula, e no fim como não queria estar trancada em casa, decidi ir procurar o sitio que tinha aparecido no meu sonho onde pelos vistos o Zayn estava preso.
Começei a procurar na floresta que se situava por trás do meu condomínio.
Depois de quase duas horas á procura daquele sitio não o encontrei, procurei por todos os lados e não valeu de nada, até que me lembrei que no caminho que ia em direcção ás montanhas encontrava-se uma floresta, ninguem lá ia, talvez por não ser propriamente perto ou até mesmo por ser muito grande e meter um certo medo.
Eu nunca lá estive e sinceramente também nunca tive muito interesse em lá ir, mas como eu tinha de fazer tudo por tudo para encontrar a Victoria e para isso eu precisava de encontrar o Zayn primeiro, juntei as minhas forças e arranjei coragem para ir lá.
Já era de noite e estava um nevoeiro intenso o que fazia com que eu não visse absolutamente nada, eu tinha andado quilómetros e o meu estado não era propriamente o mais agradável, as minhas botas estavam cheias de lama e o meu cabelo estava mais volumoso do que nunca, estava completamente selvagem o que de certa maneira me agradou.
Quando já tinha entrado na floresta apercebi-me que me tinha esquecido da lanterna, neste preciso momento o que eu queria era algo para iluminar aquele espaço, e a luz da lua não era o suficiente.
A cada passo que eu dava havia sempre um pequenino barulho a acompanhar-me, alguns eram das pequenas criaturas da noite e outras até eram mesmo dos pequenos ramos caídos das árvores que se iam partindo debaixo dos meus pés á medida que eu ia passando.
Eu já estava a procurar á imenso tempo, e a certa altura eu já estava pronta a desistir quando de repente me apercebo que a pequena cabana de caçadores que eu tinha visto no meu sonho estava mesmo diante dos meus olhos, naquele preciso momento não sabia o que havia de fazer, eu senti-me congelando olhando para aquela pequena cabana, eu sentia que eu tinha de lá entrar seja de que maneira fosse, mas eu tinha de ter a consciência de que se eu entrasse a probabilidade de eu sair era minima, mas iria valia a pena tentar nem que fosse a ultima coisa que eu fizesse, simplesmente eu sabia que tinha tentando e isso era o que eu queria fazer tentar e fazer de tudo para conseguir o que queria.
Enchi o peito de ar e agarrei a maçaneta da porta de madeira, quando estava pronta para a abrir, naquele preciso momento alguém me agarrou pela cintura e me colocou no seu ombro, levando-me para longe da pequena cabana.
Quando me agarraram eu desatei aos murros nas costas da pessoa que me tinha colocado no seu ombro, gritei para me largar mas não estava a valer a pena.
Eu não conseguia ver quem era essa pessoa, o que fez com que eu me enervasse ainda mais e batesse cada vez com mais força nas suas costas na esperança de o ferir, tentando assim que ele me larga-se.
— Não sabes estar quieta ? – eu reconhecia aquela voz, ela era-me familiar, era uma voz rouca mas sexy até mesmo selvagem que eu tinha ouvido em algum lugar.
Mal ele acaba de dizer isso eu apertei o meu punho e lançei-o contra as suas costas, mas mesmo assim ele apenas gemeu, pelos vistos ou eu era demasiado fraca ou ele era demasiado forte e não sentia muita dor.
As suas mãos ainda continuavam no meu corpo, apesar de eu continuar a golpear contra as suas costas.
Não estava a valer de nada eu desperdiçar a minha força contra ele, por isso eu simplesmente desisti e então naquele momento ele pousou-me no chão mas a sua mão agarrara o meu braço na tentativa de não me deixar fugir.
Olhei para o meu braço até encontrar a sua mão grande e forte e então eu olhei para ele, olhei-o nos olhos e aí me apercebi quem ele era.
Ele era o rapaz que eu tinha encontrado na floresta na noite anterior, era ele quem tinha o meu gato nos seus braços.
- Tu ?! — disse surpreendida.
- O que pensas que estas aqui a fazer ? – ele parecia tão surpreendido quanto eu, mas mesmo assim ele não tirava seus braços de cima de mim, coisa que me enervava.
- Isso pergunto eu ! E já agora que tal tirares as patas de cima de mim, ah ? — disse tentando tirar a mão dele do meu braço. Infelizmente sem resultados positivos para mim.
- Eu fiz-te uma pergunta, o que estás aqui a fazer ? Mais precisamente o que ias fazer ali dentro ? – disse apontontan-do para a pequena cabana de caçadores e apertava com a sua mão com cada vez em meu pobre braço, com certeza iria deixar marca. Aquele filho da mãe vai arrepender-se !
- Não preciso de te dar justificações! Agora é bom que me largar ou eu juro que irás levar nessa tua carinha! — disse irritada.
- Deixa a miúda em paz Gabe… e aliás, de onde é que vocês se conhecem ? – só aí me apercebi de que nós não estávamos sozinhos, á nossa frente estava um rapaz de cabelo preto, seus olhos eram de um azul céu, e a sua pele era de um precioso moreno, seus olhos focaram-se em mim e eu simplesmente olhei para o tal de Gabe á espera que me larga-se o meu pobre braço.
- Não te enganes, eu não o conheço de lugar algum.
- Ah não, só podes estar de brincadeira!
- Estou confuso, afinal vocês conhecem-se ou não ? — disse o rapaz de cabelo preto meio atrapalhado.
- Não, não nos conhecemos. — disse olhando para o rapaz que cada vez se encontrava mais confuso. De seguida olhei para o tal de Gabe — Vais demorar muito a tirar essas patas de cima de mim ? — disse apontando para o meu braço.
- Eu ainda quero saber o que raio estavas pensando em fazer ao entrares ali, estamos entendidos? — disse Gabe enquanto me puxava para ele e sussurrava para o meu ouvido, sentindo o seu hálito quente contra a minha fria orelha, o que me fez arrepiar.
- E eu não falo com estranhos, estamos entendidos ? – sorri.
- Já terminaram meninos? — disse o rapaz de cabelo escuro bufando — Eu ainda não entendi porque tu consegues ter as miúdas todas a trás de ti e eu não ! A vida é tão injusta!! — Suspirou
- Olha lá, chamas “miúda” a todas as raparigas que te aparecem á frente, é ? – disse, cruzando os braços, forçando o tal Gabe a largar-me, ele acabou por desistir — E fica sabendo que eu não ando a trás deste paranoíco. — sorri tanto para Gabe para o miúdo de cabelos escuros.
- Ó pronto entendi tudo errado, me desculpe, então a senhorita chama-se…
- Leah… Leah Oleander.
- Bom, eu sou o Caleb Nill, e esse aí — apontou para o Gabe — esse é o Gabe Maddox. — ele não disse nada, simplesmente revirou os olhos.
- Humm, acho que tenho de ir, ah eu adorei conhecer-te Caleb – disse sorrindo para o Caleb e de seguida olhei para o Gabe que olhava atentamente para trás de umas árvores que estavam á nossa volta, pelos vistos ele nem sequer me ouviu…
- Caleb temos de sair daqui, agora. E tu – disse agarrando-me – vêns conosco .
- Ei, eu não vou com vocês a lado nenhum! — disse tentando largar-me do aperto do Gabe, mas sem nenhum resultado, ele era mais forte do que eu tinha imaginado.
- Vais sim! Ou irás servir de jantar, percebes-te? – engoli em seco. Gabe estava tenso e começou a correr comigo ao seu lado continuando com a sua mão ao redor do meu braço, eu tentei acompanha-lo sem perceber o que se estava a passar. O Caleb estava mesmo atrás de nós, ele vigiava todos os cantos á procura de algo, mas não me atrevi a perguntar o quê.
- Eu sei que não é momento ideal mas, o que estavas a querer dizer com "eu servir de jantar" ?
- Não sabes? — ele parou de correr e olhou-me nos olhos — Ias entrar naquele sitio sem saber no que te ias meter? Onde estavas com a cabeça, afinal? — eu não estava a conseguir dizer nada, simplesmente olhava para ele confusa e congelada, eu não esperava que ele fosse compreender o que eu estava a tentar fazer ao entrar ali, mas ao menos eu poderia tentar.
- Eu só queria ajudar um amigo… — disse desviando o olhar do dele, mas quando ele não respondeu eu olhei para ele e pelo olhar dele eu estava a “enterrar-me” cada vez mais.
- Tu querias ajudar um amigo? – disse seguido de um suspiro, eu acenei que sim com a cabeça — A quê, a ires para o suicídio, é? – eu não estava a entender nada do que ele estava a dizer então desviei o olhar dele e olhei para o Caleb, ele estava sentado num tronco de uma árvore que estava no chão, ele continuava a procurar alguma coisa, depois de alguns longos segundos olhei directamente para os olhos do Gabe.
- Compreende que eu só queria ajudar o namorado da minha melhor amiga, que está desaparecida e ele também! E eu descobri que era ali onde ele estava preso, e a única coisa que eu queria fazer era entrar ali e tirá-lo de lá a salvo, ok? É assim tão difícil? Eu não sei porque estás a fazer esse escândalo todo! Era só entrar ali e tira-lo de lá, mais nada!
- Mas tu não tens noção do perigo !! – ele apertou o meu braço com uma força que fez com que eu quisesse gritar de dor — Eles podiam estar lá dentro, Leah! Se tu entrasses tu nunca irias sair, nunca! — ele agarrou-me nos ombros, ele era alto mas não tão alto quanto o Caleb, eu em comparação a ele era frágil e indefesa. Seus olhos castanhos estavam cada vez mais escuros e grandes o suficiente para eu me perder neles, eu simplesmente respirei fundo e continuei.
- Eu não estou a perceber nada! Eles quem? Os raptores? — eu estava confusa, e o Caleb prendeu a sua atenção em nós os dois, seu olhos estavam fixos nos do Gabe, mas o Gabe fingiu que ele não estava lá e continuou a olhar-me nos olhos, a certo momento estava a incomodar-me.
- Eles não são uns simples raptores Leah, eles são vam…
- Eles não são nada !- Caleb não deixou o Gabe terminar o que ele ia acabar de dizer. Ele pôs-se em pé numa velocidade incrível e dirigiu-se a nós, seus olhos continuavam fixos nos do Gabe, e eu apenas olhava para eles confusa. — Não confies numa simples humana ! Ela pode contar a toda a gente é isso o que queres?
- Quem decide o que acontece aqui sou eu! Ela tem o direito de saber ! E se ela decidir ir lá outra vez, e nós não estarmos lá para a proteger, Caleb? Iria acontecer como o que aconteceu ás outras! — Gabe parecia irritado, e eu não sabia o que fazer, simplesmente continuava a olhar para eles confusa e recuava dois passos.
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