Dreaming With Wolves
7 Atração
Notas iniciais
Boa Leituraaaa ;)
Eram nove e meia quando acordei, levantei-me e dirigi-me para a casa de banho pronta para tomar um longo banho.
Depois de terminar o meu banho peguei numa toalha e sequei-me, escovei os meus longos cabelos e então me apercebi que tinha esquecido de levar as minhas roupas para a casa de banho.
Enquanto saída da casa de banho para pegar as minhas roupas esquecidas um arrepio atravessou a minha espinha, apertei a toalha contra o meu corpo e respirei fundo.
Subi as escadas estreitas do sótão a correr, pois era algo que eu costumava fazer, soltei um gargalhada devido á minha figura (eu a correr, de toalha curta e descalça, parecia uma criancinha) e acabei por agarrar a maçaneta da porta e rodei-a, entrei no sótão mais precisamente no meu quarto sorrindo até que deparei-me com um rapaz sentado na minha cama, aí o meu sorriso morreu na hora, e fiquei a encara-lo incrédula pela sua presença, pois quem estava estendido na minha querida cama, era nada mais nada menos do que
Gabe.
A luz do sol que passava por entre as grandes janelas estavam todas a incidir nele, seus cabelos estavam despenteados, os seus olhos estavam de um castanho cor de avelã e a sua pele estava com um delicioso e suave moreno. Sim, ele era realmente a criatura mais linda e arrogante que eu já vi até agora.
A minha respiração falhou ao ver o seu sorriso divertido enquanto ele analisava o meu corpo detalhadamente, foi então que eu me olhei de cima a baixo para ver a figura em que eu me encontrava, numa simples toalha e toda molhada (muito excitante) senti as minhas bochechas a ferver e então fechei a porta atrás de mim. Arranjei coragem para olhar para ele e então a minha fúria surgiu.
– O que pensas que estás aqui a fazer ?! — disse enquanto apertava a minha toalha contra o meu corpo e olhava para os meus pés descalços.
– Uhh, bem. — ele riu-se — não será melhor vestires algo ? — seus olhos percorriam o meu corpo e eu ficava cada vez mais vermelha.
– Se estás mal, muda-te ! — encostei-me á porta — agora eu agradecia que digas o que estás aqui a fazer, é que para informação, tu estás em minha casa, mais propriamente no meu quarto! – eu sentia a minha respiração acelerada, eu ouvia o próprio som do meu coração a bater e eu não me sentia á vontade com o Gabe sentado na minha própria cama a olhar para mim, de um geito inexplicavél. Ele sorria e os seus olhos brilhavam ao olhar para mim (ou para a minha toalha)
– Ó, bom, eu e o Caleb decidimos que hoje era um bom dia para tentar-mos resgatar o Zayn. — ele pôs-se em pé e veio na minha direcção, fazendo com que a minha respiração para-se — e nós temos de aproveitar este sol. — ele disse aproximando-se cada vez mais de mim, até que eu sentisse a sua respiração no meu rosto.
– Então onde está o Caleb? — eu tentava não mostrar o quanto desconfortável eu estava com a presença dele, mas eu não estava a conseguir, nunca nenhum rapaz me tinha visto com uma simples e pequena toalha grudada no meu corpo, ele tinha sido o primeiro, e pela cara dele ele estava a gostar do que estava a ver. A certo momento só me apetecia lançar o meu punho para a sua cara, mas controlei-me e fingi que aquela situação era completamente normal.
– Ele está lá em baixo á nossa espera — sorriu — ele não quis subir. — olhou para o meu corpo, novamente — mas agora eu tenho a certeza que ele se vai arrepender, nunca pensei que te fosse encontrar nesse estado. — sorriu divertido.
– Quê, não me digas que nunca viste uma rapariga a sair do banho? — Apesar de eu fingir que não me importava com a nossa próximidade, as minhas pernas estavam a tremer e eu não sentia força nelas, a única coisa que me mantinha em pé era a porta onde eu estava encostada, eu olhava para o Gabe, vermelha de certeza, e sentia arrepios, fazendo-me assim perder a força e o equilibrio em todo o meu corpo.
– Deve ser melhor não responder. — olhou-me nos olhos e sorriu — daqui a pouco o Caleb entra aqui, não será melhor vestires alguma coisa ? — ele estava divertido, ele estava a gostar de toda esta situação, e eu estava a começar a perder a minha calma.
– A casa é minha, a roupa é minha, por tanto eu visto-me quando quiser! — disse bofando- E já agora como é que tu entras-te aqui? — disse recuperando as minha forças.
– Ó, foi a tua mãe, ela teve a gentileza de me deixar entrar — sorriu.
– A minha mãe está no Hospital, a trabalhar, como é possível ela ter-te deixado entrar? — a toalha estava a escorregar e eu agarrei-a apertando-a mais contra o meu corpo.
– Pronto, não sou bom mentiroso — fez uma careta — para dizer a verdade eu entrei por uma janela daqui. — disse com a maior naturalidade.
– Entras-te por uma janela? Só podes estar a gozar certo? Estamos num sótão, no segundo andar!
– Não te preocupes que eu não me magoei. — sorriu, seus olhos estavam fixos nos meus, e as nossas respirações misturavam-se uma na outra. Ahh isto vai dar merda pensei
– é uma pena... — disse-lhe indignada — agora faz a gentileza de sair pela janela de onde tu entras-te, estou sem apetite para ser simpática e eu quero vestir-me. Então se me dás licença... — disse dirigindo-me a uma das janelas do quarto e acabando por a abrir, a brisa que entrou pela janela fez com que a minha toalha quase levanta-se voo mas eu rapidamente a puxei contra o meu corpo, virei-me para olhar para o Gabe, eu quase ia contra ele porque naquele momento ele estava mesmo á minha frente. Seus olhos estavam grandes e brilhantes fazendo com que eu me prende-se neles.
– Vais demorar? — disse quase num sessuro, cruzando os braços.
– Tanta pressa para te veres livre de mim? — sorriu – Tens alguém á espera? — disse se colocando entre a janela e eu.
– E se tiver, tens algum problema com isso?
– Humm, talvez… — ele cada vez se aprocimava mais de mim, suas mãos tocaram os meus ombros até que desceram por os meus braços, fazendo com que todo o meu corpo se arrepia-se ao seu toque. Ele estava a deixar-me doida, no pior e melhor sentido!
– Vai embora antes que eu comece a perder a paciência! — com os braços cruzados e com um olhar determinado acabei por lhe indicar a janela á espera que ele fosse embora. Ele acabou por se aproximar de mim e colocou a sua boca no meu ouvido.
– E se eu não quiser ir? — disse sussurrando no meu ouvido fazendo com que eu me arrepia-se mais uma vez. Recuei e pus-me em frente a ele, a distancia entre nós era pouca e eu sentia a sua respiração no meu rosto, num rápido movimento elevei a mão e estava quase a atingi-lo quando ele parou o meu braço que estava a poucos centímetros do seu rosto, aquele movimento fez com que a minha toalha quase caí-se, agarrei-a com a mão que estava solta o mais rapidamente possível para ela não cair, aquilo foi tudo muito rápido, mas acho que não deu para ver nada até que olhei para Gabe e vi que ele tinha os seus olhos colados na minha toalha e eu olhava para ele. Os seus olhos acabaram por se encontrar com os meus e ambos ficamos parados a olhar nos olhos um do outro, a sua mão ainda continuava a agarrar o meu braço e a minha outra mão continuava a agarrar com cada vez com mais força a toalha, ambos estávamos parados, nenhum de nós nos mexíamos, e os nossos olhares continuavam presos um no outro.
– Por favor, vai-te embora.. — continuei dizendo meia atordoada com tudo o que tinha acontecido, eu nunca me tinha sentido tão envergonhada em toda a minha vida, e digamos que o Gabe não era propriamente a melhor pessoa para ser a “testemunha” de tudo isto.
– O que?! — ele parecia confuso, ele deveria estar tão atordoado quanto eu, também não era para menos. — ah sim, tenho mesmo de ir ?
– Sim, agora! Nem mais um minuto aqui! — peguei no seu braço e empurrei-o contra a janela, não sei como o consegui arrastar lá, também ele não tinha mostrado muita resistência, mas mesmo assim não foi fácil.
– Bom, xau ?! — ele disse meio confuso, enquanto se punha no parapeito da janela, eu não lhe respondi até ele dar um salto, acabando por aterrar com os pés bem firmes numa parte de cima da casa que se situava logo abaixo da grande janela do sótão, sinceramente não sei como ele conseguiu fazer aquilo, para mim aquilo era praticamente impossível, e para ele parecia ser uma coisa natural de se fazer, saltar de um considerável terceiro andar como se nada fosse.
– ADEUS !! — disse, fechando a janela, e dirigindo-me para o guarda fatos, acabando por escolher um conjunto dark simples.
Saí do meu quarto e desci as escadas, estava no corredor quando uma aragem fria me percorreu o corpo, arrepiei-me e parei de andar, olhei um instante para todo o corredor e não vi nada, nem uma única janela aberta, por isso não liguei e segui em frente .
Estava a descer as escadas para ir para a sala quando encontro o meu gato, agarrei-o pondo em torno dos meus braços e passei pela sala em direcção á cozinha, peguei numa maçã e pousei o meu gato .
Procurei as chaves de casa e abri a porta principal.
Quando a abri deparei-me com dois rapazes encostados a um carro que estava em frente a minha casa.
Gabe e Caleb.
Notas finais
Quero Reviews meninas/os ! ;p
Fale com o autor