Dreaming With Wolves
12 Acidente
Notas iniciais
Meu coração batia demasiado rápido provocando um forte aperto em meu peito, eu estava completamente molhada, coberta de suor. Minha respiração encontrava-se descontrolada, assim como eu. O relógio marcava 04:12, eu havia acordado de mais um pesadelo.
Estava sentada na cama, com as mãos em meu peito, minha respiração não se acalmava e o meu coração batia cada vez mais rápido, a sua rapidez fazia com que uma grande e profunda dor se concentra-se em meu peito impossibilitando-me de respirar.
Eu não sabia o que havia de fazer, eu precisava de me acalmar, mas mal eu fecha-se os olhos as imagens do pesadelo invadiam a minha mente outra vez, imagens que eu não queria lembrar, imagens que me faziam querer sair daqui o mais rápido possível.
Naquele pesadelo, apesar de tudo não era eu quem me encontrava nele, de certa maneira eu desejava isso, mas não, aquele era um pesadelo onde mostrava uma rapariga a ser tratada como lixo, um simples alimento, como se não fosse gente, e eu sabia, eu sabia quem ela era, eu sabia quem era aquela frágil rapariga que se encontrava rodeada de vampiros, que por mim estariam mortos mesmo agora, mortos pelas minhas proprias mãos.
Por mais que tenta-se a imagem dela não saía da minha cabeça, seus olhos implorando por ajuda, olhos que eu sempre conheci e que nunca me iria esquecer, eu tinha de fazer alguma coisa, eu tinha de a tirar dali.
Eu tinha de tirar a Victoria de lá porque os vampiros estavam sugando o seu sangue, mordendo o seu corpo por toda a parte, deleciando-se com aquilo.
Corri para a casa de banho e molhei o meu rosto com água gelada na tentativa de aliviar tudo o que eu estava a sentir agora.
Meu rosto mostrava a dor e o medo com que eu me encontrava, tudo isto por causa da Victoria, pois eu não iria conseguir fazer nada em relação ao que se estava a passar, eu sabia que tinha de fazer alguma coisa, eu tenho de tirar a Victoria dali, mesmo não sabendo onde ela se encontra, eu iria descobrir, e iria ser hoje.
A dor em meu peito está cada vez mais forte e o meu batimento cardíaco não está a ajudar a aliviar, eu preciso de fazer alguma coisa, por isso vesti-me apressadamente, corri até á sala, procurando pelas chaves do meu carro, acabei por as encontrar, abri a garagem o mais rápido possível, entrei no carro e dirigi-me até ás montanhas, estava um nevoeiro intenso impedindo-me de ver alguma coisa, a estrada era estreita e cheia de curvas e eu conduzia a uma grande velocidade. Abri a janela tentado que o ar me acalma-se, mas não fazia resultado.
Eu conduzia cada vez com mais rapido e o nevoeiro era cada vez mais intenso, leves gotas de chuva inundavam o céu e a estrada, tornando-a assim cada vez mais perigosa e do nada reparo nas luzes dos faróis de um carro, só então me apercebi que o carro estava na minha faixa, ele estava a andar contra-a-mão, e estava mesmo á minha frente.
E eu não podia fazer nada, a velocidade com que eu ia impedia que eu tivesse tempo de me desviar. O carro embateu mesmo de frente, o airbag não activou fazendo com que eu bate-se de força contra o volante. A minha visão rapidamente ficou turva, tudo aquilo tinha acabado por acontecer demasiado rápido, eu estava a perder os sentidos quando de repente ouvi os passos apressados de alguém a vir em direção ao meu carro, ouvi a porta a abrir e alguém arrancou o meu cinto tirando-me dali. Deitaram-me na borda da estrada ao lado do meu carro, a pessoa que me tinha retirado do carro começou a falar com o desespero marcado em sua voz, as palavras soavam como eco na minha cabeça, era íncrivel como eu ainda as conseguia entender : “O que é que eu faço ?” dizia repetidamente, eu o ouvia a dar passos, pelos vistos ele andava de uma volta para a outra, não se importando de cuidar dos meus ferimentos, eu sentia o sabor do meu proprio sangue na minha boca, sem saber de onde ele estava vindo, o homem que me tinha tirado do carro começa a discar números no seu telemóvel, aquele som alto irritante das teclas preenche os meus ouvidos, esperança percorreu o meu corpo, eu sabia, eu sabia que o homem ia ligar para uma ambulância, mas toda aquela irradiante esperança desapareceu derrepente, aquilo por o que eu esperava não iria acontecer, o homem que embateu no meu carro apenas ligou para um amigo seu e disse para o vir buscar. Tudo estava contra mim e eu não podia fazer nada. Passado vinte minutos, o amigo dele chegou e ambos foram-se embora, deixando-me ali sozinha.
E ali estava eu, envolvida no frio nevoeiro, encharcada com o meu próprio sangue.
Notas finais
Para dizer a verdade quando eu o estava a escrever parecia que estava a sentir as dores da Leah :O foi estranho.... kkkk
P.C: Escuridão
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