Dream and Destiny
7 Capítulo 7 - Welcome to...
–Roma você já arrumou tudo? – Gritava sua mãe, Meredith, nos pés da escada.
–Já estou descendo mãe! – Gritou em resposta, enquanto fechava a mala. Roma estava de frente para um espelho, arrumando sua camisa verde escuro. Estava indecisa sobre qual camisa deveria por, e isso atrasava ela mais e mais. Camisa de banda, ou camisa comum sem estampas? Maldita indecisão. A garota suspirou e pegou uma camisa com a estampa do Doctor Who. Pelo menos não era tão chamativa, e nem sem graça. Prendeu os cabelos em um coque bem feito e saiu do quarto arrastando sua mala. Sua mãe e sua irmã mais nova estavam ali, sorrindo para a morena de olhos verde-musgo.
–Você está linda irmã! – Luna sorriu e abraçou a irmã mais velha. Os cabelos loiros da garota estavam bem penteados e em um corte parecendo um capacete.
–Filha, vai logo antes que você se atrase. – Comentou sua mãe, Meredith. Roma sorriu e saiu pela porta, dando de cara com o Porshe preto de Jess. A morena encarou Roma pela janela e sorriu. Mesmo sabendo que ia ficar algum tempo longe, Jess nunca fora de impedir Roma de fazer qualquer coisa.
–Vamos Roma, ou melhor, futura lenda dos Estados Unidos. – Roma deu risada com o comentário de Jess e entrou no carro, que sempre tocava uma música diferente. Dessa vez tocava Beautiful Day, do U2. O ronco do motor acalmou a garota, e ela fechou os olhos.
O trânsito não estava complicado, exceto pela rua que levava ao Aeroporto Internacional de Los Angeles. Dentro do carro deixou de tocar U2 e mudou para um reggae da banda SOJA, o que fez Roma se virar pra sua amiga:
–Desde quando você ouve esse tipo de música?
–Qual é? – Jess deu de ombros e voltou a acelerar o carro: — Não é porque eu sou uma futura top model que eu não posso ouvir Reggae.
Roma apenas deu risada e suspirou quando o Aeroporto estava já visível. Pouco a pouco, Roma dava passos para seu destino, para as linhas traçadas por ela. De uma jovem garota em um time pequeno de colégio, para uma futura jogadora profissional de nível mundial. Parecia um sonho, parecia que nada daquilo era real.
O carro parou e Jess encarou a melhor amiga. Um sorriso brotou em seus lábios, e elas se beijaram. Um beijo que, para Jess, duraria um bom tempo.
–Tá atrasada Roma! – Gritou Charlotte, cruzando os braços. Amber deu risada e Roma deu de ombros, cumprimentando-a. Charlotte era amigável quando não estava com as outras, por isso Roma se dava de bem com ela.
–Achei que nunca ia chegar Rom. – Cumprimentou Amber, sorridente. A goleira de olhos azuis e cabelos loiros era sempre bem humorada.
–Desculpem a demora, estava decidindo qual camisa por. – Roma deu de ombros novamente e começou a andar: — Vamos, estamos atrasadas.
As garotas andaram pelo saguão e encontraram com Drake, que abriu um largo sorriso para elas. O homem que havia escolhido as meninas do time do LA Galaxy estava de terno, e logo estendeu a mão, cumprimentando todas:
–Estão um pouco adiantadas, meninas. Espero que estejam prontas para a viagem. Vamos.
Roma andou ao lado do rapaz e bocejou. Não tinha dormido direito desde que soube de sua convocação. Seus olhos verdes focaram no corredor de embarque e ela ficou ainda mais nervosa. Será que ela poderia mostrar seu bom futebol?
Seu estômago começou a embrulhar e ela e respirou fundo. Suas mãos estavam trêmulas e suavam fortemente. O avião branco com detalhes da bandeira dos Estados Unidos estava ali a espera delas.
Roma adentrou o avião e deu de cara com um grupo de meninas. Seriam elas as companheiras do time? Uma garota de cabelos escuros e um sorriso gentil andou até Roma e as outras e estendeu a mão:
–Sejam bem vindas meninas novas. Sou a capitã da Seleção, Astrid Lipphaus, prazer em conhece-las. – A menina de cabelos escuros saiu da frente e apontou para os locais: -Podem se sentar, e descansem, a viagem será longa, e depois terão treino.
Roma caminhou e se sentou do lado de uma ruiva de olhos cor ciano, que não aparentava estar ansiosa:
–Oi, eu me chamo Roma.
–Me chamo Rennè, e aquelas ali são Eleonora, Barbara, Candice, Lauren, enfim, você vai gravar o nome de todas. – A ruiva sorriu e apertou a mão de Roma e das outras amigas de Roma.
Roma sorriu e sentiu o avião começar a andar. Agora não tinha mais volta, ou como desistir. A garota fechou os olhos, e cochilou.
Os pneus do avião tocavam na pista de pouso, e Roma abriu os olhos. A viagem não havia durado nada como a Astrid havia dito. As meninas iam saindo, uma a uma, e Roma as seguiu. No corredor do desembarque, dava para escutar os gritos e sons de flashes. Eram torcedores, jornalistas. Todos ali estavam para ver as jovens jogadoras. Astrid tirou fotos com algumas das torcedoras e Rennè dava entrevista. Roma e as suas amigas se entreolharam e saíram andando diretamente para o ônibus da Seleção, que estava cercada por seguranças. Roma encarou Amber e sussurrou:
–Será que vão atirar na gente, como fizeram com John Lennon?
Amber deu risada e entrou no ônibus na frente de Roma:
–Duvido muito.
Roma deu risada junto e Drake fechou a porta, olhando para todas as meninas ali:
–Garotas, iremos agora para as instalações de treino da seleção. Lá teremos equipamentos e treinadores dedicados para elevar o potencial das nossas jogadoras. – Ele sorriu e se sentou no banco da frente.
O ônibus roncou alto e seguiu para o Centro de Treinamento. Roma ligou seu Ipod e ficou escutando Unwell, enquanto via a chuva começar a cair em Nova York. Seus olhos se enchiam de lágrimas ao lembrar de Jessica, de sua mãe, e até mesmo de Dominique. Ela iria adorar estar ali, e com certeza ia chamar a melhor amiga de chorona. Ela sorriu e secou as lágrimas de forma discreta. A chuva era fina, nada que pudesse estragar ou comprometer algo. A voz de Robb Thomas ecoava na mente de Roma como a chuva no telhado de uma casa antiga.
New York é uma cidade linda. As garotas ficavam fascinadas pelo lugar, menos Roma e outra menina de cabelos loiros. Ela estava sentada no fundo do ônibus, e pelo jeito não iria querer ser incomodada.
O ônibus entrou em uma garagem de um complexo azul e estacionou.
–Meninas – Comentou Drake, fazendo sinal pro motorista abrir a porta: -, chegamos ao nosso destino. A casa de vocês até o dia do jogo contra a França. Por favor, peguem suas malas e me sigam.
As meninas desceram do ônibus e andaram atrás de Drake, que explicava tudo sobre o complexo de treino. Enquanto andavam, Roma observou o campo de treinamento e abriu um sorriso. Era coberto, grande e havia vários equipamentos ali. Astrid colocou os braços ao redor dos ombros de Roma e abriu um sorriso gentil:
–Lindo não é? Já treinei muito aqui. Você vai gostar dos treinos de bola parada. A propósito, qual sua posição?
Roma encarou os olhos da menina de cabelos escuros e sentiu as bochechas avermelharem. Seus lábios se separaram e ela falou quase em sussurro:
–Por baixo... Quer dizer, Atacante direita.
Astrid deu risada e segurou a mão esquerda de Roma, entrelaçando seus dedos nos dela:
–Que interessante. Eu também sou atacante, mas eu sou esquerda. – A morena sussurrou em seu ouvido de forma discreta: — E eu gosto de ficar por cima.
Roma corou violentamente e disfarçou o olhar para baixo. Drake parou de andar e ficou de costas para um grande dormitório com o brasão da Seleção nas portas:
–Bem, cada uma de vocês vão dormir aqui. Se quiserem dividir quartos caso não consigam dormir separadas, ficam as suas escolhas. Desfaçam suas malas, então, podem descansar que amanhã iremos treinar.
As garotas se separaram, cada uma em seu quarto. Roma andava procurando um quarto para ficar, até que viu Astrid parada diante de duas portas:
–Precisa de ajuda para escolher? – Comentou amigavelmente e timidamente Roma, parando do lado da morena:
–Claro que sim. – Lipphaus comentou rindo: — Não sei em qual quarto ficar, ou se ficarei com alguém para dividir o quarto. E você?
Roma deu de ombros e se virou para ela:
–Não me importaria de dividir o quarto com você, Astrid.
Astrid sorriu e empurrou uma das portas, ficando admirada com ele por dentro. Tinha as paredes brancas, era espaçoso por dentro. Tinha uma cama grande e macia, decorada com lençóis azul marinho e vermelho. Um banheiro ficava ao lado do closet, e tinha uma janela que dava de frente para todo o complexo de treinamento. Roma sorriu e pegou uma toalha, andando até o banheiro. Ast encarou a menina com um sorriso sereno nos lábios e andou até ela, a abraçando.
–A-Astrid? – Roma gaguejou, sentindo as mãos mornas da morena subir pela sua barriga e perto de seu sutiã, fazendo a menina se arrepiar.
–Shhh... – Sussurrou Astrid, virando Roma enquanto percorria com a mão por dentro de sua camisa. Roma encarava a morena a sua frente, que mantinha o olhar sereno em seus olhos. Os lábios finos e doces de Astrid encostavam em sua pele do pescoço, distribuindo beijos sutis e delicados. As mãos massageavam os seios de Roma, que estava incrédula com tudo aquilo. Sua realidade só caiu quando a boca de Lipphaus tocou a sua, beijando-a de uma forma luxuriosa. Roma levou as mãos até os ombros de Lipphaus e separou o beijo:
–Astrid, o que tá fazendo?
–Cala a boca e deixa acontecer. – Sussurrou de forma autoritária a garota, jogando Roma em cima da cama. Os céus lá fora ficaram limpos, mostrando a lua cheia. Roma ficou encarando Astrid diminuir a intensidade da luz, para depois tomar os lábios de Roma novamente em outro beijo, dessa vez mais ardente. Lipphaus tirou a própria blusa, revelando o sutiã preto que usava para cobrir seus seios brancos. Roma sentiu a luxúria começar a tomar conta de seu corpo, e quando o beijo cessou, ela quis mais. Muito mais. Roma levou a mão a nuca de Astrid e a beijou novamente, deslizando a única mão livre pelo corpo de sua colega de quarto. Ast sorriu maldosamente durante o beijo e ergueu a camisa do Doctor Who de Roma, deixando à mostra o sutiã cor de cereja. As peles davam um contraste mágico pela diferença de tonalidade. Astrid era branca, e Roma também. As mãos de Lipphaus segurou os seios de Roma e os apertou com carinho ainda por cima do sutiã. A morena soltou um leve suspiro e abriu o sutiã da garota que estava por cima, revelando os seios volumosos, redondos e de mamilos rosados e pequenos. Os lábios de Roma umedeceram com a visão que teve. Astrid passou a mão pelos cabelos, jogando-os para trás e sussurrou:
–Todos seus, Roma.
Roma abriu um sorriso discreto e encarou os olhos azuis de Astrid, ansiosa para levar a boca aos seios perfumados e nus a sua frente. A garota viajou com os lábios pela pele de Lipphaus, beijando seu maxilar, seu pescoço, sua clavícula. Lipphaus ficava de olhos fechados enquanto Roma passeava com seus lábios delicados pela pele alva da garota a sua frente. Descia lentamente pelo vão de seus seios até sua barriga e ia subindo até seu mamilo direito. Astrid encarou Roma, e sorriu com prazer, roubando o último beijo de Roma antes dela envolver com os lábios o mamilo rosado do seio direito de Lipphaus, bem lentamente. A garota soltou um gemido bem baixinho, e acariciou os cabelos de Roma, que brincava timidamente e sedutoramente com a língua pelo mamilo dela. Roma sabia seduzir, e muito. Sua mão direita ia de encontro ao seio esquerdo de sua amante, dando leves carícias e apertões, enquanto a mão direita começava a abrir o botão da calça de Astrid.
O sabor do seio de Lipphaus era doce, tentador. Astrid se levantou na cama e abriu a calça de costas para Roma, inclinando o corpo para frente enquanto tirava e revelava a calcinha preta quase transparente dela. Roma estava visivelmente encantada e entorpecida de prazer por Astrid. Astrid empurrou Roma na cama e abriu a calça dela, removendo-a. Roma encarava fixamente os olhos de Ast, que retribuía o olhar sem nenhum pudor. Seus corpos começavam a esquentar. Astrid abriu o sutiã de Roma e viu seus seios saltarem para fora. Eram um pouco menores, brancos e de mamilos rosados também. Lipphaus massageava os seios de Roma enquanto a beijava de forma intensa. Roma encaixou a perna direita entre as pernas de Astrid, que logo notou o que a garota queria. Astrid ficou ereta em cima da perna de Roma, e começou a se mexer para frente e para trás lentamente, deixando escapar um gemido baixo de seus lábios. Roma sentia a calcinha de Astrid ficar úmida, e logo sentiu a sua calcinha também ficar úmida. Lipphaus não tinha pudor, não tinha sequer nenhuma compaixão por Roma. Ela apoiou as mãos do lado da cabeça de Roma e começou a ganhar um pouco de velocidade, gemendo bem próxima ao ouvido da sua colega de quarto. Era uma tortura que Roma estava adorando ter. Os olhos verde-musgo se encontraram com o azul, e mantiveram o foco até que a menina de olhos azuis tirou a calcinha de Roma, e a própria calcinha. Astrid sorriu de forma luxuriosa para Roma e sentou-se próxima ao rosto da sua amante. Suas mãos seguraram as coxas de Roma e sua língua passeou pela virilha, até chegar ao local que tanto desejava. Seus lábios ficaram úmidos ao sentir o gosto macio e delicioso do sexo de sua garota. Roma fechou os olhos e soltou um gemido. Seu corpo começou a vibrar enquanto retribuía cada movimento realizado por Ast.
Astrid levou um dedo para dentro de Roma e soltou um leve sussurro:
–Adoro sentir que estou te deixando assim.
Roma sentiu a bochecha se avermelhar e colocou a língua dentro de Lipphaus, fazendo-a gemer mais alto. As duas ficaram repetindo seus movimentos, até que Roma atingiu o orgasmo. Sua respiração ficou falha, e de forma surpreende, Astrid também atingiu o orgasmo. O corpo da morena de olhos azuis tombou ao lado de Roma e ambas deram um longo suspiro. Astrid inclinou a cabeça para frente, lambendo os lábios e os dedos sujos com a ejaculação de Roma:
–Gostou?
Roma encarou ela e tentou se levantar para pegar suas peças íntimas:
–Melhor sexo que já fiz. – Sorriu, e beijou a bochecha de Astrid: — Vou, dessa vez, tomar mesmo um bom banho.
Astrid deu risada e Roma entrou no banheiro. Seus olhos ficaram tristes e ela entrou no chuveiro, sem roupas, e deixou a água quente limpar seu corpo. O cansaço começou a envolvê-la e ela deitou-se atrás de Ast, dando um último beijo em seu ombro antes de cair no sono.
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