Notas iniciais
Estou tentando enrolar um pouco, não sei se irei receber as fichas de volta, então caso eu não receba seguirei em diante sem a base original de alguns personages :c

Sim, sim ainda estou aceitando fichas para apenas mais uma vaga. Interessados, por favor mandem as fichas por MP(mensagem privada, acho que já devem estar cansados de saber disso, né?)

Bem, agora vamos seguir com a história, certo? Boa leitura o/

Seu sorriso, uma ilusão para esconder as cicatrizes da vida. Seu andar, a prova de que os caminhos não são um problema. Sua confiança, resultado de sua experiência no mundo onde nada faz sentido.

Mesmo com sua sabedoria, ela ainda procura o fim da história. Essa é a maldição que está destinada a viver...

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O grupo composto por Carolina, Noelle e Conrad caminhava por um lugar repleto presentes e bolos de aniversário de diferentes tamanhos flutuando no ar, era difícil se locomover ali. Era um local extremamente confuso. As cores que faziam parte do cenário eram alegres entre elas: azul, amarelo, rosa, verde, entre outras e derivadas. Até mesmo pareciam que alguém estava comemorando uma festa infantil.

Já haviam se passado horas, mas a garota de cabelos lilás ainda continuava a andar sem parar aparentemente sem rumo murmurando alguma música para si mesma enquanto os dois convidados já exaustos tentavam acompanha-la.

Noelle se perguntava se estavam perdidos, pois a moradora parecia virar em qualquer lugar, desde lugares estreitos até passagens cheias de obstáculos. De vez em quando olhava na direção de Conrad, este não parecia preocupado apenas um pouco cansado.

–Desculpe, mas você poderia nos dizer onde estamos e onde você quer chegar? — Noelle perguntou educadamente.

Demorou alguns segundos para Carolina perceber que a convidada havia feito uma pergunta a ela, quando percebeu parou de andar e olhou em sua direção com um sorriso no rosto.

–Bem, quando você olha à sua volta, o que pensa? — ela perguntou.

–Uma festa de aniversário? — respondeu com uma entonação questionamento por causa de sua incerteza.

–Exatamente, porém este lugar tem um sentido mais profundo ainda. — disse segurando um dos presentes que vinha flutuando em sua direção.

Carolina retirou a fita do presente fazendo com que a caixa se abrisse, quando fez isso o presente desapareceu no ar junto com o sorriso que havia no rosto da garota.

–Aniversário daqueles que não nasceram. — Conrad disse enquanto observava o lugar e apenas ouvindo a conversa das moças.

Corad havia lido sobre aquele lugar em um dos livros, mas ver com seus próprios olhos era totalmente diferente. Objetos flutuando parecia loucura, mas tentava se convencer que aquilo não precisava fazer sentido algum, se acostumar àquele cenário era mais difícil que pensava.

–Isso mesmo. Tudo o que vê aqui, nunca foi possível em realidade, um tipo de sonho que nunca irá se realizar. — Carolina disse com um sorriso triste.

Mesmo com tantas cores e aparência divertida, aquele lugar era formado a partir de sonhos impossíveis, sonhos daqueles que não tiveram a chance de existir. Sonhos puros e cheios de inocência.

–Mesmo assim, esse é um dos pilares do Mundo dos Sonhos. — disse enquanto carregava Sanssão no colo — Este lugar é incrível, não é?

–Certamente. — Noelle disse vendo agora aquele lugar com outros olhos — Você disse que este é apenas um dos pilares, certo? Quais são os outros? — questionou.

–Você presta muita atenção mesmo, não é? Bem, ao todo são cinco pilares: Os Inexistentes, O Futuro, O Amor, O Ódio e A Imaginação. Todos são formados a partir dos principais sonhos que fazem com que seres humanos tenham a vontade de seguir em frente.

–Até mesmo esse?

–Tenho certeza de que eles também queriam viver.

Conrad observava os objetos flutuando e com a pontas dos dedos empurrou um dos embrulhos. Julieta parecia igualmente curiosa e resolveu subir em cima de um dos presentes afastando-se de Conrad sem que ele percebesse.

–Tem algo que eu gostaria de perguntar. — Conrad disse.

–Sim?

–Estamos sendo perseguidos, não? Então por que estamos com tão pouca proteção?

–Sei que aquela garota tem suas próprias razões, eu pessoalmente suspeito de algo, mas não quero me precipitar. — disse enquanto voltava a caminhar despreocupadamente — Mesmo assim devo admitir que parece um experimento interessante. — depois da sentença deixou um suspiro escapar e continuou — Bem, ela nunca foi uma criança comum mesmo.

Conrad e Noelle voltaram a segui-la enquanto ouviam a garota voltar a murmurar uma melodia ritmada com seus passos. Parecia totalmente imersa na música sem dar importância a sua volta. Os objetos do lugar lentamente davam passagem para Carolina passar e começavam a acompanha-la como se fossem atraídos por ela. Os convidados observavam com certa fascinação.

–Isto é por causa da melodia? — Conrad indagou.

–Talvez... — Noelle respondeu ainda observando a cena a sua frente.

Carolina repentinamente parou fazendo com que os objetos parassem junto. Sentiu algo diferente naquele momento. Havia algo errado. Estavam sendo perseguidos, mas por que não percebeu antes?

Se virou rapidamente correndo em direção dos dois convidados, colocou suas mãos na nuca dos dois fazendo-os abaixarem por precaução.

–Espero que eu esteja errada... — disse enquanto olhava em volta.

–O que houve? — Conrad perguntou.

–Fomos perseguidos, talvez estejam em perigo. Sabem usar suas armas?

–Na verdade não. — Conrad disse já com seu bastão em mãos.

Noelle também se armou olhando em sua volta procurando a ameaça.

O silêncio tomava conta do local o grupo conseguia ouvir suas próprias respirações e sentir as batidas de seus corações de tão concentrados que estavam. Ouviram um grito próximo de onde estavam e cautelosamente seguiram o som. A apenas alguns metros de onde estavam conseguiram avistar uma pessoa. Uma mulher entre seus 22 e 25 anos, seus olhos estavam arregalados, suas mãos seguravam a própria cabeça com força e seu corpo parecia estar cheio de feridas.

–Tear? — Conrad pronunciou ao observar a algema em uma das mãos da moça.

–Exatamente, mas tem algo errado... — Carolina disse observando melhor — A algema está trincada...

–Se a algema quebrar, quer dizer que... — Conrad lembrou.

–Ela se tornará um Nightmare. — Carolina completou.

–O que está acontecendo com ela? — Noelle perguntou vendo o comportamento estranho da mulher.

–Acho que ela não é capaz de quebrar a algema mesmo com ajuda, dessa forma ela apenas é algo incompleto, mas já perdeu boa parte da consciência. — Carolina disse enquanto colocava uma luva branca na mão direita — Mas eu não posso arriscar.

Carolina partiu em direção da mulher e por pouco não foi atingida por uma fumaça negra que saia da boca dela, teve que recuar alguns metros para trás.

Nos lábios de Carolina surgia um sorriso divertido como uma criança. Desafios pareciam um tipo de brincadeira para alguém tão experiente como ela.

–Faziam séculos que eu não via algo parecido, mas acho que não podemos brincar com coisa do tipo. — puxou Conrad pelo pulso e o colocou em sua frente — Bem, tenho certeza que pode resolver esse problema, certo? — disse divertida.

–Mas o que eu tenho que fazer?! — perguntou vendo que a mulher se aproximava.

–Você tem uma arma, não? Use-a.

Conrad segurou o bastão como se fosse uma espada esperando o momento certo de ataca-la. De repente a mulher como se fosse por instinto começou a correr se preparando para o ataque. Suas unhas tomavam a forma de garras negras. Conrad rapidamente esquivou para a esquerda com um giro e a acertando pelas costas com o bastão que em sua ponta havia adquirido uma lâmina.

–E-eu acertei? — perguntou ainda não acreditando.

–Conseguiu derruba-la, pensei que seria morto naquela hora. — Carolina disse parecendo impressionada.

–O que você quis dizer com isso? — perguntou um pouco irritado.

A mulher se levantou do chão e estava pronta para ataca-lo novamente. As garras aumentaram de tamanho, mais uma vez partiu para cima de Conrad, porém estava mais ágil que antes.

Noelle percebeu que Conrad havia se desconcentrado por causa do comentário de Carolina e pensou rapidamente em ajuda-lo. Mirou sua adaga/arma na direção da Tear e atirou acertando apenas seu braço. Ela não parou e agora estava a apenas a alguns passo de Conrad que ainda estava exposto. Conrad estava ciente que agora não iria conseguir esquivar e se preparou para se defender.

Sua respiração assim como seus batimentos cardíacos estavam acelerados e ele temia que o pior ocorresse caso não conseguisse se defender. Sua corpo não conseguia se mover.

–Romeu, desça do meu ombro! — gritou para o pequeno companheiro.

Ele se negou e se manteve no mesmo lugar. Sem opções, Conrad se viu obrigado a pegar Romeu com uma das mãos e joga-lo em cima de um bolo. O jovem convidado agora apenas tentava se concentrar em sua defesa.

Felizmente no momento certo, Julieta pulou do presente voador caindo sobre o gosto da mulher atrapalhando sua visão. Conrad se abaixou para não ser pego pelas garras negras e com todas as suas forças atingiu as pernas da Tear derrubando-a no chão, sem pensar, com a lâmina que estava em seu bastão, perfurou onde deveria ser o coração, assim ela finalmente parou de se mover.

Os olhos da mulher que antes estavam vermelhos voltaram a sua cor original, verde claro. Aos poucos suas características humanas retornavam e de seus olhos lágrimas escorriam pelo seu rosto.

–Está ficando frio... — ela disse ao retomar a consciência — Quem são vocês? Onde está meu filho?

Ao perceber o que havia feito, Conrad soltou o bastão dando alguns passos para trás. A arma desapareceu e voltou a ficar presa em suas costas.

Carolina se aproximou dela e agachou ficando ao lado da mulher. Segurou sua mão direita e disse olhando em seus olhos:

–Como se chama seu filho?

–O que está acontecendo? — perguntou assustada.

–Você quase se tornou um Nightmare, por isso está ferida.

–Nightmare... Meu filho! Ele está bem?! — perguntou e em seguida tossiu sangue — Hoje eu perfurei meu filho com essas mãos, ele estava sangrando tanto... De repente eu não conseguia enxergar mais nada e acabei aqui. Ele está bem? — sua voz estava fraca e quase inaudível.

–Está sim, está seguro.

Mais lágrimas escorreram pelo seu rosto e um pequeno sorriso surgia em seus lábios

–Ah, graças a deus...

–Você poderia me dizer seu nome?

–Elizabeth Lux...

A mulher fechou seus olhos e sua mão que antes segurava fortemente a mão de Carolina a soltou sem vida. Sanssão se sentou ao lado de sua dona e tocou seu braço com o focinho.

–É impossível se acostumar com isso. — disse acariciando a cabeça do cão.

Noelle percebeu a mudança em Conrad tentou se aproximar do mais novo. Ele estava se sentido culpado por tirar a vida de uma mãe, uma pessoa inocente... Uma humana...

–Não foi culpa sua. — Noelle disse — Naquele momento você estava tentando se proteger, sua vida também estava em perigo. Mas se quiser, você pode descobrir quem realmente está por trás de tudo isso. Tenho certeza de que esse ataque não foi mera coincidência.

Julieta e Romeu subiram mais uma vez nos ombros de jovem encostando em seu pescoço, tentando consolar o garoto.

–Ela está certa. Duas vidas inocentes acabaram de ser perdidas, um Tear e um Morador. — Carolina disse sem se mover — A pessoa que fez isso com Elizabeth, que a transformou em um monstro, sabe exatamente o que está fazendo, apenas espero que seu filho esteja bem...

Aos poucos a mulher desaparecia como se nunca esteve lá. Carolina abriu um bloco de notas e anotou o nome da Tear, assim nunca iria esquece-la como centenas de outras pessoas. Cada nome tinha sua própria história, mesmo que fossem o escritos da mesma forma, os caminhos percorridos eram diferentes. Se perguntava quem havia desaparecido junto da mulher, se perguntava qual era sua história e desejava anotar o nome em seu bloco.

Carolina rapidamente se levantou e mais uma vez um sorriso estava estampado em seu rosto. Ficar ali se lamentando não iria mudar nada, isto já havia aprendido há muito tempo.

–Vamos continuar? — perguntou.

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Passos ecoavam pelo salão escuro e frio. Uma figura vestida de negro trazia novidades àquele que servia.

–Elizabeth Lux foi morta. — disse de forma direta.

–Eu não achei mesmo que ela iria durar muito tempo, por enquanto minha pesquisa vai muito bem. Enfim, você trouxe ele?

–Sim, no entanto tive alguns problemas e precisei deixa-lo inconsciente.

–Não se preocupe, não se preocupe, ele vai sobreviver, alguns furos nele não serão problemas. O que me preocupa um pouco são aqueles convidados, a Rainha é bem desonesta, não? Quando se sente ameaçada rapidamente procura por uma saída.

–Certamente.

–Logo, logo, poderei enfrenta-la com o mesmo poder bélico, não acha?

Outra figura vestida de negro entra no salão a fim de participar da conversa. Parecia estar animada com a discussão.

–Haha, logo poderemos sair daqui livremente?

–Sim, em breve.

–Mas é possível controlar Nightmares? Eles não são apenas monstros sem consciência?

–Estou trabalhando nisso, mas até eu descobrir como torna-los meus servos será apenas uma questão de tempo.

–Parece divertido.

–Sim... Divertido...

Notas finais
Desculpe pela demora, mas eu ainda tenho esperança de que irão me enviar as fichas. E também estou a espera de novas :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.