Notas iniciais
Bom aí está mais um capítulo em que eu e Micheli fizemos..
Espero que gostem.
Boa Leitura!

Os dias passavam lentamente, cada minuto parecia uma hora, cada minuto uma hora, e a dor em meu peito só crescia.

A vontade de vê-lo era tanta...

A primeira semana foi torturante, olhar para ele, sem tocá-lo, sem sentir seus braços ao meu redor, era... sufocante.

Torturante.

A lembrança veio sem perceber, era a lembrança da despedida.

– Você está bem? — perguntou — me, olhando diretamente em meus olhos, talvez ele estivesse tentando adivinhar o que eu sentia.

– Estou bem. — me surpreendi, minha voz saiu fria.

Por mais que doesse me separar dele nesse momento, era necessário, eu tinha que fazer isso, eu tinha que afastá-lo de mim.

Antes que seja tarde de mais.

Pude ver, — em seus olhos — que ele estava confuso.

Me esforcei para que minha voz saísse.

– Se afaste de mim, Edward. — falei com convicção, olhando diretamente para ele, seus olhos — antes confusos — , agora estavam agonizados, tentei não demonstrar nenhuma reação.

– Por que? — por um momento eu pensei em desistir, pelo seu olhar agonizante, suplicante me pedindo uma pequena resposta pelo meu afastamento repentino.

– Você é perigoso para mim Edward, você é um monstro. — idiota, idiota, era isso que eu era, uma idiota.

Ele fechou os olhos com força antes de abrí-los, e a mesma agonia estava ali, em seus olhos.

– Me perdoe por isso, mas é necessário. — disse fria.

– Você tem razão eu sou monstro, e você deve se afastar de mim. — sua voz soou meio sombria, ele era perigoso.

Meu coração doía muito, parecia que ele iria explodir de tanta dor.

E depois de alguns momentos sem pronunciar mais nenhuma palavra, ele se foi.

Me ajoelhei, pus a mão em meu coração, ele doía, lágrimas caíam de meus olhos.

Eu tinha que admitir.

Eu estava completamente apaixonada por Edward Cullen

Meu amor por ele aumentava, e a dor também.

Por um momento pensei em deixá-lo, ir embora para um um lugar onde eu jamais poderia imaginá-lo, a convicção ia acabar desaparecendo... e isso eu não poderia suportar.
Proibida de pensar, morrendo de medo de esquecer; era uma linha difícil de seguir.

Mesmo quando eu me afastava das imagens,
eu sentia meus olhos se enchendo de lágrimas, e a dor começava a passar perto do buraco no meu peito. Eu tirei uma mão do volante e usei-a pra agarrar meu tórax e segurá-lo em um só pedaço.
Será como se eu nunca tivesse existido. As palavras corriam pela minha cabeça, mas faltava nelas a perfeita claridade das alucinações que eu tive ontem á noite. Eles eram só palavras, sem som, como uma imagem numa página. Só palavras, mas elas abriram o buraco no meu peito, e eu
pisei bruscamente no freio, sabendo que não devia dirigir estando incapacitada desse jeito.
Eu me curvei, pressionando meu rosto no volante e tentando respirar sem os pulmões.
Eu me perguntei quanto tempo isso podia durar. Talvez algum dia, anos mais tarde — se a dor diminuisse de forma que eu pudesse aguentar.
E, se fosse possível que a dor diminuísse aponto de me permitir fazer isso, eu tinha certeza que me sentiria agradecida.

Saí da picape, me dirigi até o prédio ´´3´´, mas fui interrompida por uma Rosalie irritada.

– O que você fez com meu irmão, humana idiota? — perguntou, sua voz saiu fria.

Não respondi, minha voz não saía. E mais uma vez ela falou, sua voz era melosa, mas agora pairava uma irritação.

– Você não sabe como você o está fazendo sofrer, eu nunca me preocupei com ele, mas agora toda a nossa família está afetada por causa disso, e isso é tudo culpa sua.

Agonia.

Era tudo o que eu estava sentindo.

Dor.

Tudo estava doendo.

– Rosalie, pare com isso. -elefalou, não pude idêntificar o sentimento em sua voz, parecia que ele estava vazio, oco.

– Como eu posso parar com isso, Edward.

– Apenas pare, vá embora. — ela me fulminou com seus olhos dourados, abaixei minha cabeça, querendo esconder o que eu sentia.

– Desculpe, ela estava irritada. — sem emoção ele falou.

– Tudo bem. — minha voz saiu meio rouca, ele me olhou.

Agonia.

Tristeza.

Mágoa.

Tantos sentimentos em um único olhar.

– Eu não aguento mais, Zoey... — ele estava sofrendo,e a culpada por isso, era eu, somente minha culpa. — Preciso de você...

Meu coração deu um salto.

Fui ao seu encontro e o abracei, sentindo seu cheiro doce, sua pele fria, eu não aguentava mais ficar longe dele.

Ele me afastou de si, e me olhou, vi confusão em seus olhos.

Me senti obrigada a falar a verdade.

– Me desculpe, eu fui uma idiota ao me afastar de você, querendo que você me esquecesse, mas nem eu conseguia o mesmo, eu tinha que afastá-lo, eu não sou do seu mundo, eu... — parei já sentindo as lagrimas saindo de meus olhos. — Me perdoe Edward... — dor, dor, e mais dor.

Ele continuava a me olhar, mas não havia mais confusão, as sim outro sentimento que não pude idêntificar.

– Zoey, eu... — sua voz estava embargada, parecia que ele iria chorar a qualquer momento, mas isso era impossível.

Me senti sem chão.

Corri para longe dele.

Mas fui interrompida por ele, e surpreendida com seu beijo.

Seus lábios gelados contra os meus quentes, pareciam Fogo e Gelo, unindo-se como um só...

Queria que esse momento durasse eternamente.


E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Pitty — Na Sua Estante

Notas finais
E Aí? Gostaram?
Comentem..
Bjus *_*