Dream Or Reality?
10 Fogo e Gelo - Parte I
Notas iniciais
Espero que gostem.
Boa Leitura!
Os dias passavam lentamente, cada minuto parecia uma hora, cada minuto uma hora, e a dor em meu peito só crescia.
A vontade de vê-lo era tanta...
A primeira semana foi torturante, olhar para ele, sem tocá-lo, sem sentir seus braços ao meu redor, era... sufocante.
Torturante.
A lembrança veio sem perceber, era a lembrança da despedida.
– Você está bem? — perguntou — me, olhando diretamente em meus olhos, talvez ele estivesse tentando adivinhar o que eu sentia.
– Estou bem. — me surpreendi, minha voz saiu fria.
Por mais que doesse me separar dele nesse momento, era necessário, eu tinha que fazer isso, eu tinha que afastá-lo de mim.
Antes que seja tarde de mais.
Pude ver, — em seus olhos — que ele estava confuso.
Me esforcei para que minha voz saísse.
– Se afaste de mim, Edward. — falei com convicção, olhando diretamente para ele, seus olhos — antes confusos — , agora estavam agonizados, tentei não demonstrar nenhuma reação.
– Por que? — por um momento eu pensei em desistir, pelo seu olhar agonizante, suplicante me pedindo uma pequena resposta pelo meu afastamento repentino.
– Você é perigoso para mim Edward, você é um monstro. — idiota, idiota, era isso que eu era, uma idiota.
Ele fechou os olhos com força antes de abrí-los, e a mesma agonia estava ali, em seus olhos.
– Me perdoe por isso, mas é necessário. — disse fria.
– Você tem razão eu sou monstro, e você deve se afastar de mim. — sua voz soou meio sombria, ele era perigoso.
Meu coração doía muito, parecia que ele iria explodir de tanta dor.
E depois de alguns momentos sem pronunciar mais nenhuma palavra, ele se foi.
Me ajoelhei, pus a mão em meu coração, ele doía, lágrimas caíam de meus olhos.
Eu tinha que admitir.
Eu estava completamente apaixonada por Edward Cullen
Meu amor por ele aumentava, e a dor também.
Por um momento pensei em deixá-lo, ir embora para um um lugar onde eu jamais poderia imaginá-lo, a convicção ia acabar desaparecendo... e isso eu não poderia suportar.
Proibida de pensar, morrendo de medo de esquecer; era uma linha difícil de seguir.
Mesmo quando eu me afastava das imagens,
eu sentia meus olhos se enchendo de lágrimas, e a dor começava a passar perto do buraco no meu peito. Eu tirei uma mão do volante e usei-a pra agarrar meu tórax e segurá-lo em um só pedaço.
Será como se eu nunca tivesse existido. As palavras corriam pela minha cabeça, mas faltava nelas a perfeita claridade das alucinações que eu tive ontem á noite. Eles eram só palavras, sem som, como uma imagem numa página. Só palavras, mas elas abriram o buraco no meu peito, e eu
pisei bruscamente no freio, sabendo que não devia dirigir estando incapacitada desse jeito.
Eu me curvei, pressionando meu rosto no volante e tentando respirar sem os pulmões.
Eu me perguntei quanto tempo isso podia durar. Talvez algum dia, anos mais tarde — se a dor diminuisse de forma que eu pudesse aguentar.
E, se fosse possível que a dor diminuísse aponto de me permitir fazer isso, eu tinha certeza que me sentiria agradecida.
Saí da picape, me dirigi até o prédio ´´3´´, mas fui interrompida por uma Rosalie irritada.
– O que você fez com meu irmão, humana idiota? — perguntou, sua voz saiu fria.
Não respondi, minha voz não saía. E mais uma vez ela falou, sua voz era melosa, mas agora pairava uma irritação.
– Você não sabe como você o está fazendo sofrer, eu nunca me preocupei com ele, mas agora toda a nossa família está afetada por causa disso, e isso é tudo culpa sua.
Agonia.
Era tudo o que eu estava sentindo.
Dor.
Tudo estava doendo.
– Rosalie, pare com isso. -elefalou, não pude idêntificar o sentimento em sua voz, parecia que ele estava vazio, oco.
– Como eu posso parar com isso, Edward.
– Apenas pare, vá embora. — ela me fulminou com seus olhos dourados, abaixei minha cabeça, querendo esconder o que eu sentia.
– Desculpe, ela estava irritada. — sem emoção ele falou.
– Tudo bem. — minha voz saiu meio rouca, ele me olhou.
Agonia.
Tristeza.
Mágoa.
Tantos sentimentos em um único olhar.
– Eu não aguento mais, Zoey... — ele estava sofrendo,e a culpada por isso, era eu, somente minha culpa. — Preciso de você...
Meu coração deu um salto.
Fui ao seu encontro e o abracei, sentindo seu cheiro doce, sua pele fria, eu não aguentava mais ficar longe dele.
Ele me afastou de si, e me olhou, vi confusão em seus olhos.
Me senti obrigada a falar a verdade.
– Me desculpe, eu fui uma idiota ao me afastar de você, querendo que você me esquecesse, mas nem eu conseguia o mesmo, eu tinha que afastá-lo, eu não sou do seu mundo, eu... — parei já sentindo as lagrimas saindo de meus olhos. — Me perdoe Edward... — dor, dor, e mais dor.
Ele continuava a me olhar, mas não havia mais confusão, as sim outro sentimento que não pude idêntificar.
– Zoey, eu... — sua voz estava embargada, parecia que ele iria chorar a qualquer momento, mas isso era impossível.
Me senti sem chão.
Corri para longe dele.
Mas fui interrompida por ele, e surpreendida com seu beijo.
Seus lábios gelados contra os meus quentes, pareciam Fogo e Gelo, unindo-se como um só...
Queria que esse momento durasse eternamente.
E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu
Pitty — Na Sua Estante
Notas finais
Comentem..
Bjus *_*
Fale com o autor