Dream Or Reality?
19 2 Temporada - Capítulo 4° - O Retorno
Notas iniciais
Botei um capítulo da Luce, e de Edward, espero que Gostem.
Boa Leitura.
Bjus *_*
Luce POV
Querido Diário!
Com o tempo percebi que os amores são passageiros e que não se vive deles. Com o tempo aprendi posso ficar ´´solteita´´, sem ficar sozinha. Com o tempoaprendi a gostar de mim mesma mas consequêntemente, desaprendi a escrever. Aprendi, que apesar de não ter deixado a infância há muito tempo, e nem de longe eu sou boa em tudo. O tempo me fez descobrir que ainda choro ao acordar após alguns pesadelos.
Ainda me lembro da última vez com que eu sonhei com um homem, cujo rosto não consigo ver, isso é estranho, e desde que mudamos para Forks, isso ficou ainda mais constante.
Estou ficando maluca, mas eu ainda tenho um receio que esse homem é alguém que já conheci, mas não me lembro.
Suspirei, estou mesmo maluca, e aqui estou eu, ás 3 horas da madrugada, por que não consigo dormir. Isso é frustrante.
Edward POV
Alice nos guiava, falando onde as presas estavam e que caminhos devíamos ou não tomar. Afinal, não seria nada agradável encontrar algum humano perdido no meio da floresta ou se aventurando por trilhas enquanto nós estivéssemos completamente entregues aos nossos instintos mais assassinos. Nessas condições, é muito mais fácil acontecerem tragédias.
Assim que tínhamos razoável segurança, nos entregávamos aos nossos instintos e partíamos atrás de nossas presas. Dessa vez, encontramos um pequeno rebanho de cervos do qual nos alimentamos. Com a sede ainda presente, resolvemos nos aventurar mais para saciarmos nossa sede com algo mais agradável ao paladar: Predadores. Grandes predadores.
Era engraçado ver Alice, a baixinha magrinha, abater um grande predador. Mais engraçado ainda era ver Jasper tentar impedi-la, tentando protegê-la de tudo e de todos. Não que um urso possa machucá-la, nem que Alice não fosse ágil e letal, mas a preocupação dele existia e era real porque o amor dele existia e era real. Embora eles não demonstrassem a dimensão e profundidade desse amor em carícias explícitas, todo esse sentimento podia ser visto num simples olhar.
Diferente de Emmett e Rosalie, cujo amor era extravasado para qualquer um que esteja disposto a ver, com carícias explícitas e alguns móveis quebrados, quando não é o cômodo todo ou a casa que vem a baixo. São todos amores demonstrados de diferentes formas, mas eternos e verdadeiros.
Até antes de conhecer Zoey, não me sentia incomodado em ser o único solteiro numa família com três casais. Embora não fosse plenamente feliz, eu era satisfeito com minha meia-vida, conformado. Mas depois dela, a palavra solidão passou a ter um peso maior e hoje, é tudo o que eu não quero mais ser: solitário.
Por que eu não consigo parar de pensar nela desse jeito? Eu tenho um compromisso agora. Um compromisso comigo mesmo. Deveria pensar em como Zoey transformou minha vida, em como ela trouxe a luz para mim e não em como ela a levou de mim quando se foi para sempre.
Vamos nos concentrar na caçada, Edward. Você ainda tem sede, se concentre em saciá-la. E então senti o cheiro de um leão da montanha. Não era nem de perto comparável ao doce perfume que tanto me faz falta, mas era o necessário para calar o monstro de minhas entranhas. Seguindo ao encontro de minha presa, passei por um Emmett que brincava com a comida, com as roupas rasgadas e um urso irado a sua frente. Concentrei-me na pulsação do leão, o bater ritmado do coração do grande predador. Correndo a toda velocidade, me aproximava cada vez mais do meu alvo, a sensação de liberdade me tomando. Me impulsionando contra o grande animal, finquei meus dentes na sua jugular. Certeiro, resultado de mais de um século e meio de prática.
Com a sede aplacada, eu e meus irmãos nos reunimos de volta para casa, mas uma idéia tomou conta de mim. Ainda tinha uma última coisa para fazer antes de recomeçar em Forks.
Parei em frente à grande casa branca. Examinando as possibilidades. Se houvesse alguém morando na antiga casa de Zoeya, não poderia entrar em seu antigo quarto. Não poderia dar uma última olhada nele. Mas se não houvesse ninguém lá...
Pode ir, o pensamento de Alice me interrompeu. Não tem ninguém lá.
Sorri em agradecimento e ela me retribuiu.
Vou avisar todo mundo que você volta mais tarde.
Saí correndo, indo pela floresta. Para todos os efeitos, eu ainda tinha 15 anos. Não vejo a hora de poder dirigir novamente o meu antigo Volvo prata.
A casa era a mesma, embora meus olhos pudessem notar que uma nova pintura a recobria e que certamente ela havia sido reformada. Afinal, desde a última vez em que estive aqui, quando deixei um bilhete para que Charlie soubesse onde Zoey estava.
Como de costume, subi a lateral da casa e entrei pela janela do seu antigo quarto. Não estava trancada. As paredes ainda eram azul-claras, a cama havia sido trocada e a escrivaninha também. O cheiro já não era mais da Zoey. Muita coisa havia mudado, muito tempo havia passado. Mas o amor era o mesmo, se não maior.
A cadeira de balanço na qual eu me sentava para observar seu sono agitado, chamando por mim nos seus sonhos, não estava mais lá. Certamente deve ter sido corroída pelo tempo e pelos cupins. Deitei-me na cama, recordando os bons momentos e pensando em tudo, como sempre. Todas as noites que a observei, todas as noites que ela disse meu nome, as vezes que fiquei com ela, esperando ela dormir, cantarolando a sua canção de ninar e acariciando seus cabelos. Tudo isso me fazia falta, mas eu precisava superar.
Parece ridículo o que eu estou fazendo. Prolongar uma semi-vida por causa de uma simples e borrada visão, sem nenhuma garantia de ter minha vida de volta. Sim, porque Zoey era a minha vida. Ficar à mercê de algo tão volátil como as visões de Alice é um ato desesperado, como se esperasse que os humanos pudessem andar tranquilamente sobre a superfície da água. Num instante, depois de uma simples decisão, todo o futuro poderia ser mudado e aquela visão desapareceria. Mas, por incrível que pareça, depois de todos esses anos, depois de todas as minhas escolhas, a visão não mudava nada.
Era a minha única esperança. Já não tenho mais alma, não poderia segui-la no paraíso e tudo o que eu mais quero é ficar com ela para sempre. Não cometeria o mesmo erro de abandoná-la, nem que, para isso, tenha que abdicar do certo e errado e transformá-la se ela pedisse. E de alguma forma eu sabia, que era Zoey naquela visão. Pode não ser o mesmo corpo, pode não ser o mesmo nome, mas com certeza era a mesma alma porque só aquela alma poderia me trazer a paz e a felicidade. Talvez exista reencarnação, então. É nisso que quero e preciso acreditar para não cometer o mesmo erro de Romeu. Não vou estragar nosso futuro juntos, pois, de alguma forma eu sei, ele existe. Mas sei também que se eu me apegar demais à Bella do passado, posso destruir isso.
Me levantei. É hora de me despedir. Adiei muito isso. Procurei no chão a tábua solta e a retirei somente para confirmar que aquelas lembranças ainda estavam lá, do mesmo jeito que eu as tinha deixado. Estendi a mão, fazendo menção de pegá-las, mas hesitei. Por fim, desisti da idéia. Aquelas coisas eram de Zoey, para ela. Eu não tinha o direito de tomá-las para mim. O lugar delas era sob aquele piso de madeira e é lá que eu deixaria. Algo me dizia que era isso o que ela queria e, ultimamente, tudo o que eu fazia era seguir esses instintos. Não os instintos de um predador assassino, mas os instintos de um coração apaixonado. Como se eu ainda tivesse um...
Deixei tudo exatamente do jeito que eu encontrei. E voltei para casa. Algo alertava meu coração para as mudanças que Forks me traria. A mim e a toda minha família.
Primeiro dia de aula. O mesmo inferno de sempre. Ainda mais solitário sem ela. Queria voltar a ser humano, assim poderia dormir ou talvez seguir ela por onde ela possa estar.
Como sempre, em todos os lugares onde recomeçamos, toda a atenção e curiosidade dos humanos são transferidas para nós. Toda a admiração, fascínio, inveja, desejo e medo são os sentimentos que recaem sobre nós. Os que por pressão, própria ou externa, tentam se aproximar são afastados ou ignorados.
Jasper já não tem tantos problemas com o controle, mas nem por isso descuidaríamos. Muito rápido, a mesma rotina de retorno às aulas começaram, os mesmos tipos de pensamentos a serem ignorados, as mesmas aulas.
Estranhamente, aquela visão de Alice começava a se transformar, tornando-se ainda mais inflexível, mas sem dar margem à possibilidade de se descobrir a identidade da presença feminina. Ainda não estava concreta, mas a cada dia, se solidificava mais, até que Alice deixou-a de lado, concentrando-se em Jasper.
Algo estava errado. Não havia mais motivos para tanta preocupação com ele, mas a insistência daquela baixinha em esquecer aquilo que ela usou como arma para me prender a esse mundo só fazia minhas suspeitas aumentarem. Mas parece que todos esses anos não serviram somente para Jasper manter o controle da sede, como também para Alice manter o controle da mente. Por mais que eu tentasse, não conseguia pegar nada de seus pensamentos e isso já estava me preocupando. O que pode estar acontecendo?
Notas finais
Comentem.
Bjuxxx *_*
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