Dream Or Reality?
28 2 Temporada - Capítulo 13° - Sentimentos Obscuros
Notas iniciais
Eu acho que esse é o último capitulo que eu postarei esse mês, pois estou completamente ocupada por problemas pessoais.
Não sei se ele ficou grande ou pequeno, mas eu postei.
Espero que vocês gostem.
Boa Leitura*
Edward POV*
Havia muito tempo que eu não me importava com o clima. Não me importava se chovia ou se fazia sol. Algumas vezes até agradeci os dias ensolarados que nos impedia de enfrentar o tédio que era o colégio, mas na maioria das vezes, eu não me importava.
Dessa vez foi diferente. Essa semana intera ensolarada se tornou uma tortura para mim. A cada dia que passava, eu ficava mais e mais agoniado. Eu queria vê-la. Por mais que eu me esforçasse a negar, eu queria estar perto dela, nem que fosse somente durante o intervalo do almoço.
Não voltei a visitar seu quarto à noite. Não saberia se conseguiria me controlar o suficiente para não tomá-la em meus braços e beijá-la.
Não queria ser fraco, mas eu não conseguia. Ficar longe da sua presença era algo que não conseguia mais fazer. Era por isso que eu a observava, escondido pelas sombras da floresta, como o ser da escuridão que eu sou. Via ela se sentar no gramado do jardim, os raios do sol colorindo seus cabelos de um vermelho-sangue e fazendo seu rosto corar. Era a perfeita imagem da tentação.
E ela sorria. Parecia gostar do sol. Estava feliz. Deslumbrante.
O livro que lia no primeiro dia me fez voltar décadas no tempo.
Jane Austen também, coincidência ou não.
Era quase como uma reprise, vê-la lendo rapidamente o que parecia ser o mesmo volume de anos atrás – porém um pouco mais maltratado –, cruzando e descruzando os calcanhares no ar, sobre uma coberta estendida no gramado.
E depois, a observava pelos pensamentos das outras pessoas.
Preferia os pensamentos das garotas, amigas dela. A vida parecia ter sido melhor com ela, não havia nenhuma Jessica Stanley em seu grupo de amizades.
Observei todos os ângulos possíveis, todos os sorrisos que dava para os amigos, todos os olhares que ela deu para a mesa dos Cullen. E isso fez com que algo dentro de mim se acendesse e se revirasse, algo que não era o monstro sedento por sangue, mas igualmente faminto. Faminto por ela, pela companhia dela.
Toda essa distância me torturava, me impelia a me aproximar dela. Tantos anos sem a minha droga não tinham me livrado desse vício. E eu nunca me curaria porque nunca desejaria a cura.
Parte de mim, a parte irracional, estava tendo êxito em convencer a parte racional a se render. E a pior parte nisso tudo era que eu queria me render. Eu me mantinha firme na decisão somente pelo certo e errado. E a cada dia que passava, o certo e o errado se distorciam e se misturavam diante dos meus olhos, fazendo a irracionalidade dominar a racionalidade, fazendo o certo parecer terrivelmente errado e o errado inegavelmente certo.
E durante toda a semana, eu desejava estar ao lado dela, sem esse corpo morto, duro e frio brilhando sob o sol. Durante todo esse tempo eu reuni forças hercúleas para não visitá-la em seu quarto. E a cada dia, desejei que as nuvens voltassem para o céu de Forks.
Eu só pude observar Luce, protegido pelas sombras das árvores. Admirar o quanto seus olhos brilhavam procurando algo na floresta, o quanto sua pele pálida era iluminada à luz do luar, o quanto seus cabelos se moviam quando ela balançava a cabeça e o vento soprava em seu rosto.
E quando nossos olhares se cruzaram, numa fração mínima de segundo, havia uma corrente elétrica percorrendo meu corpo. Uma descarga elétrica que me enchia de energia e vida.
Somente quando sua imagem não pôde mais ser vista, pude me libertar do feitiço que sua presença exercia em mim, atraindo a minha atenção para ela. E, então, pude ir embora, correndo com o vento, como o vento, voltando para casa e sabendo que, dessa vez, eu não deixaria nada dar errado.
Luce POV*
Há muito tempo, em que minha vida se tornara insuportável, e não era pelo fato de eu ter sonhos durante á noite, mas sim, por mais que eles fossem confusos, eu não conseguia me lembrar deles, e isso era.... frustrante.
Todos os meus sonhos eram relacionados á Edward, sim, isso eu pude idêntificar, mas não sabia o por que os sonhos eram tão confusos.
E aquele olhar caloroso dele fazia, com que eu me sentisse estranha, e com que meu coração batesse tão desesperadamente, querendo estar perto dele.
E eu me frustro por causa disso.
E estou me esfroçando para não dizer isso, mas meu coração insiste que eu transmitisse esse sentimento preso dentro de mim.
Mesmo sem nenhum contato, nem nada, só tinha certeze de uma coisa.
Eu estava incondicional e irrevolgavelmente apaixonada por ele.
Fale com o autor