Dream Or Reality?
38 2 Temporada - Capítulo 23° - Perdida
Notas iniciais
Boa Leitura á todos!
Luce POV*
- Edward! — exclamei surpresa.
Ele ainda me fitava, talvez estivesse esperando uma resposta minha, e eu ainda não sabia o certo á se dizer.
- Onde você vai, Lucinda. Vamos, me fale. — Edward estava muito, mas muito raivoso, sua voz saiu sombriamente, e isso me fez estremecer.
- E isso importa para você? Em? Importa? — não sei como consegui fazer com que minha voz saísse fria, mas de alguma maneira eu consegui.
Sua expressão mudou de raivosa para confusa rapidamente, e sua mão que estava em meu braço, ele á tirou dali.
- Hã, me desculpe, Luce, eu... — de repente tudo se perdeu, lágrimas e mais lágrimas saiam de meus olhos.
– Luce... – Ele estendeu a mão timidamente em minha direção, avançando um passo.
Meu corpo reagiu automaticamente. Me retraí e recuei.
Seu rosto se distorceu com a rejeição, sua mão caindo ao lado do seu corpo, seus olhos miraram o chão. Ele estava... Diferente.
Pude enxergar, mesmo na penumbra, os vincos de dor e agonia em seu rosto. Estava mais pálido que o normal, os ombros arriados, o olhar sem vida. Parecia estar... Sofrendo.
- Não... encoste em mim, por favor. — supliquei, sua expressão se tornou mais distorcida, ele parecia estar agoniado.
Senti um jorro de emoções me atravessarem. Compreensão, mágoa, tristeza, saudade... Minhas mãos formigaram. Ansiavam tocar seu rosto e tirar aquelas marcas agonizantes dali. Eu precisava ser forte. Precisava me controlar. Manda-lo embora.
Porque me doía tanto apenas pensar em fazer isso?
É claro que eu sabia a resposta. Eu não queria que ele fosse embora. Lá no fundo, eu sabia que o que eu queria era abraçá-lo e ser capaz de esquecer tudo que passou, tê-lo novamente. Eu o amava. Não dessa maneira destruidora que eu sentia agora enquanto olhava nos olhos tristes do meu anjo... Sim... Era ele... Era o meu anjo.
Senti cada célula do meu corpo se debater, me empurrando com força para ele. Segurei a borda da cama com força.
Ele ainda me olhava em silêncio. Talvez analisando o que suas palavras tinham me causado.
– Eu... Eu quero que você vá embora... Agora. – Falei sem nenhuma convicção na voz.
– É isso mesmo que quer? Que eu vá? – Ele falou inseguro. Seu tom era temeroso.
- Não. – Minha voz falhou, assim como meu coração. – Eu preciso que vá embora. E eu preciso que faça isso agora. – Falei desviando o rosto.
“Antes que eu não possa mais me controlar”, completei em minha mente. Naquele momento eu queria que ele fosse capaz de me ouvir.
Ele deixou a cabeça pender por um instante, respirando profundamente.
Levantou-se sem me olhar e se dirigiu à janela. Parou de costas para mim.
Segurei seu pulso.
– Espere...
Ele girou lentamente, inseguro, imaginei. Olhou para minha mão em seu pulso e depois para meus olhos úmidos.
Eu sabia que ele não era capaz de ler minha mente. Mas ele sempre soube enxergar o que ía na minha alma através do espelho de meus olhos.
Levantou a mão livre até meu rosto, deslizando o dedo por minha bochecha, colocando uma mecha de meu cabelo, que havia colado por causa da umidade das lágrimas, atrás de minha orelha.
Pousei o rosto em sua palma, cerrando os olhos.
Ele desvencilhou seu pulso, que eu ainda segurava, e pousou a outra mão em meu rosto.
Abri os olhos.
Ele sustentou meu olhar.
Não tínhamos nada a dizer.
Edward se aproximou cauteloso. Sua respiração, seu hálito banhou minha face, e eu me senti tonta.
Era uma batalha perdida. Não adiantava lutar contra aquilo.
Novamente cerrei os olhos e esperei.
Senti seus lábios frios contra os meus pela primeira vez.
Como se nem um segundo houvesse se passado, entrelacei meus braços em seu pescoço e correspondi intensa, o pedido de sua boca.
Eu estava perdida.
Mas me sentia em casa.
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