Dream
5 Capitulo 5 - Girl gone wild
Notas iniciais
(…)I got that burnin' hot desi-i-i-ire, And no one can put out my fi-i-i-ire, It's comin' right down through the wi-i-i-ire, Here it comes, When I hear them 808 drums, It's got me singin', Hey-ey-ey, hey-ey-ey-ey, Like a girl gone wild, A good girl gone wild, I'm like, Hey-ey-ey, hey-ey-ey-ey, Like a girl gone wild, A good girl gone wild(…)
Justin P.O.V
Caminhei lentamente pelas escadas, passando a mão por minha face dolorida. Eu ainda não acreditava que Michelle tinha me batido. Quer dizer, eu mereci, mas nunca na minha vida ela tinha me batido, nunca. E isso estava me assustando por dentro. Também, como em sã consciência eu iria beijá-la? É, ao meu coração lhe pareceu conveniente o momento, mas meu coração sempre estraga tudo, e deixa tudo muito mais confuso.
- Justin? O que aconteceu? — Selena se aproximou de mim, passando o rosto por minha face. Olhei pra baixo e senti meus olhos marejarem. A culpa tinha sido minha, mas eu não podia contar para Selena que havia beijado Michelle, ou Larissa, tanto faz. Eu simplesmente não podia. Sem minha permissão, uma lágrima desceu, e as outras, cheias de inveja, seguiram seu caminho.
- Nada — tentei falar, mas é obvio que Selena não acreditou. Pattie veio até mim com uma saca com gelo, e a pousou em minha face, me fazendo cerrar os dentes e dar um gemido de dor.
- Larissa te bateu? — Selena perguntou desiludida. Assenti com a cabeça, sentindo as outras lágrimas escaparem de meus olhos.
- Ela já vem jantar — falei, e eles olharam para mim incrédulos. — E não se preocupem, eu é que tive a culpa — Continuei, me sentando na mesa.
Selena suspirou derrotada, e se sentou na minha beira. As coisas não estava indo muito bem entre nós, e já tínhamos acabado algumas vezes, mas sempre damos mais uma chance a nós. Afinal, estamos namorando já há um ano e meio, isso não é tempo que se deite fora. Mas realmente, o amor que sentia por ela já tinha acabado há um bom tempo. Há muito tempo na verdade, e não sei como, mas meu amo foi atribuído a outra pessoas: Michelle. Mas ela não me ama, por isso é melhor nem contar os meus sentimentos para ela, e assim não sofro mais.
Ouvimos o barulho de saltos batendo nas escadas. Michelle não poderia estar de saltos, não mesmo! Ela anda sempre de supras… e… não, era mesmo ela. (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=54283924). Ela estava… diferente. Muito diferente do seu ela. Antes ela usava camisolas moletom, calças e umas supras, agora ela usava um mini casaco tapando as cicatrizes em seu braço, e umas pulseiras no resto que não estava coberto. Uma saia mullet que cobria suas coxas. Ninguém desconfiaria dela, e de seus cortes. Essa rapariga tem manha, olhem para o que vos digo.
- Michelle — Pattie chamou. Michelle olhou para Pattie, com o sobrolho erguido.
- Larissa — Ela corrigiu, com a voz fria, e um tom mais frio ainda. Congelei, assistindo a tudo o que ela fazia. Ora pegou o prato, ora o copo, ora olhou pra mim, ora encarou Selena. Tudo acompanhado com um sorriso fútil e um olhar reprovador. Tudo para fazer meu coração estremecer.
- Larissa, porque você esbofeteou Justin? — Pattie perguntou. Ela deu um sorriso sínico para mim, me fazendo engolir em seco. Me sentei no sofá da cozinha, e logo Selena se sentou na minha perna, apenas para piorar a situação. Ele poderia dizer a verdade, ela poderia, e isso fazia meu coração apertar.
- Porque — Ela deu uma pausa, com uma gargalhada sínica — eu o odeio.
Suspirei aliviado e logo depois raciocinei, e um aperto em meu coração se formou. Ela iria pagar um castiga pela qual não teve a culpa; ela disse que me odiava. E o pior: Ela tinha todos os motivos para me odiar.
- E isso é motivo? — dona Pattie perguntou pra ela que assentiu — Menina, você está de castigo. Não vê que você pôs Justin triste?
Ela olhou pra mim, e deu um sorriso triste, como que se dissesse desculpa, e então ela deu um sorriso sínico. Eu não a estava reconhecendo, não mais. Ela olhou pra Pattie com desdém e levantou o braço, fazendo as pulseiras caiarem para baixo e desvendando uma série de cicatrizes. Fechei os meus olhos, enquanto que a mão de Selena, que estava entrelaçada com a minha, apertou mais forte, e eu soube que não era um sonhos. Eu não queria sentir isso, e tudo o que eu fiz foi chorar, ali mesmo. Senti uns olhares sobre mim, e abri os olhos devagar.
- Finja, que você faz isso bem — Michelle disse fria — Afinal, você foi o motivo de meus cortes, Bieber — ela disse com rancor. E ódio. Eu estava me odiando, enquanto que Pattie me olhava atentamente, e meus avós se entreolhavam.
- Me desculpa! — falei me levantando depressa, e corri para fora de casa. Abri a porta com força, sentindo as lágrimas caírem para meu pescoço, para meu peito, para todo o sitio. E logo a chuva me atingiu com brutalidade. O tempo mudou em questão de horas, aqui todas as noites são frias, e Deus deixou a torneira aberta simplesmente para me castigar.
Michelle estava diferente, estava uma garota selvagem, uma garota boa que virou selvagem. E tudo por minha culpa. Mas eu a traria de volta, eu traria a verdadeira Michelle de volta, nem que fosse a última coisa que eu faça. Num momento, senti um par de braços em minha volta. Parei, e instintivamente me virei, me deparando com Michelle abraçada, com os olhos esbugalhados e a feição preocupada. A chuva tinha deixado sua maquiagem borratada, descendo por seu rosto, deixando seus lindos traços ainda mais visíveis.
- Desculpa, eu não queria fazer isso — ela disse, passando a mão por minha face.
Nem esperei dois segundos e já tinha meus lábios nos seus, num beijo ágil e calmo ao mesmo tempo. Incrível como os sentimentos mudam em apenas dois minutos, e o que me deixava louco era rapidez que isso acontecia. Eu sabia o que tinha de fazer: Eu tinha de acabar com Selena. E ficar com Michelle ou não, isso só o destino dirá, eu só não posso ficar com uma garota que não amo, mas também não posso ficar com a garota que amo por causa de ser irmã da garota que já não amo mas ainda me ama. Um mundo confuso, completamente, e de certa forma, tudo virado do avesso, e afinal o avesse era meu lado correcto.
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