Notas iniciais
Oi gente espere que gostem da minha nova fanfic, eu amei escreve-la e espero que quem a lê-la goste tanto quanto eu ^^ Enfim, comentem o que acharam ^^ Logo, logo postarei o restante!!

Estava pela vigésima vez arrancando a folha de meu caderno, já estava pensando em deixar o papel e a tinta e me tornar uma jogadora de basquete, não errava uma bolinha de papel sequer! Havia se tornado insuportável aquilo, já se passara três anos e nada do meu trauma acabar, sentia falta dela mais do que tudo, mas também sentia falta do meu dom.

Hoje está completando um ano que estou aqui, na casa do meu pai, tendo que conviver com sua nova esposa interesseira e sua filha chata e irritante. Os únicos desenhos que havia feito eram cópias de animês já existentes e nada além disso, estava me tornando uma parasita, não saia por nada de meu quarto, não mantinha contato com minha “família” e continuava sem nenhuma arte finalizada.

- Acabou! Eu desisto, não existe nada mais que eu posso fazer! – falei comigo mesma tentando me convencer que não tinha mais chances, minha carreira como mangaká havia terminado antes mesmo de começar!

Para falar a verdade não era apenas minha carreira que havia acabado, a minha vida tinha se tornado um caos... Por que não havia desistido de tudo mesmo?

Fui para a janela, a chuva caía forte, os céus estavam cinzentos e as ruas vazias, estava tomando a trigésima caneca de café. Olhei para meu reflexo na janela, a Futaba de antes havia morrido, a garota de 20 anos forte e vivaz deu lugar a uma decadente, cheia de olheiras, viciada em café e muitas bebidas alcoólicas. Eu estava me matando da maneira mais cruel, acabando comigo de dentro pra fora, mas afinal, quem se importava? Se a bebida tinha esse lado podre da sociedade que me fazia cair pelas sarjetas a fora, ela tinha o incrível poder que somente a ficção lhe dava, a de esquecer uma vida miserável como a minha!

Abri a janela, nossa casa era grande e espaçosa como meu pai, totalmente exagerada, meu quarto ficava no andar mais alto da casa, era uma queda horrenda, se eu pulasse não iria viver... Dei uma leve risada, sentido as gotas da chuva em meu rosto; aquela ideia não era ruim, porém, sendo eu a suicida garanto que até mesmo isso eu não conseguiria fazer direito!

Me sentei na sacada com as duas pernas para fora, me perguntava por que? Minha mente respondia por si própria... E por que não? O que me impede? E ela impiedosa categorizava... “Você não tem amigos, aqueles que um dia foram lhe largaram quando sua depressão aflorou, você não tem mãe e seu pai não se importa mais contigo, até por que ele arranjou uma filha maravilhosa e muito melhor que você!”

- Tem razão! Não há motivos, não há nada que me faça ficar afinal.

Olhei para baixo, ainda estava calculando na minha mente se a queda faria com que morresse logo ou apenas me quebraria inteira fazendo com que meu pai me internasse de vez numa clínica de loucos.

Quando meus olhos desceram, um garoto de cabelos negros e olhos doces porém obscuros estava me observando, meu deus como era lindo... Seria uma bela lembrança de despedida desse mundo. Foi quando um clarão tomou meus olhos e de repente tudo se apagou.

How long have I been in this storm?

Há quanto tempo eu estou nessa tempestade?

So overwhelmed by the ocean's shapeless form

Tão oprimido pelo oceano informe

Water's getting harder to tread

Está se tornando cada vez mais difícil caminhar sobre as águas

With these waves crashing over my head

Com essas ondas quebrando em minha cabeça

If I could just see you

Se eu apenas pudesse te ver

Everything would be all right

Tudo poderia ficar bem

If I had see you

E se eu pudesse te ver

This darkness would turn to light

Essa tempestade viraria luz

Acordei assustada e tremendo muito, o céu parecia tanto com meu antigo quarto que chegava a assustar... Ri comigo mesma quando percebia que nada havia passado nada havia piorado ou melhorado, tudo estava igual. Meu rádio havia me despertado com uma música que resumia meu estado e isso estava me assustando de uma maneira bem estranha.

Sentei próxima a janela, o que havia acontecido ontem afinal? Aquele garoto... ele não me saia da cabeça, o que será que havia acontecido com ele afinal?

Escutei duas batidas na porta, devia ser correspondência, eu não saia de meu quarto havia algum tempo e sinceramente não se pretendo sair tão cedo. Ela jogou alguns papéis por debaixo da porta e saiu, eu era grata por isso, pelo menos a cobra admitia o que era afinal!

Recolhi os papéis, algumas propagandas em meu nome, uma conta de celular e uma editora de shoujos na qual havia apresentado meus mangás havia alguns anos!

Abri em desespero e quase tive um infarto quando eles escreveram em letras grandes e sublinhadas que me queriam como mangaká, porém deveria apresentar uma história bem convincente em duas semanas.

Meu corpo caiu sobre a cama, o que vou fazer afinal? Na época em que fui até lá minha mãe estava viva e me dava força para continuar, mas e agora? O que motiva?

De repente como num flash aquele garoto apareceu em minha mente, seu rosto longilíneo, aquele sorriso doce, seus cabelos molhados grudando em suas bochechas, ele estava tão nítido em minha mente! Mas por que?

Não pensei muito, peguei minha caneta, meu estojo de lápis e espalhei sobre a mesa, a folha em branco na minha frente já não era apenas um labirinto escuro, eu já não o temia mais.

Quando havia por fim terminado já era tarde o sol fora substituído pela lua e mais nuvens carregadas, ia chover de novo. Estava exausta, cai sobre os papéis e adormeci.

Fui acordado ao sons de uma risada suave e delicada, pulei para o lado, caindo assim da cadeira. Ele estava lá parada me olhando, preto e branco como meu desenho, me afastei ainda mais, mas ele continuava a se aproximar. Bati sem querer na mesa, que tremeu e deixou cair o meu desenho, havia apenas serrilhados, como se o desenho tivesse pulado da folha.

- Oi! – sua voz era tão forte, minha mente não suportou tamanha loucura. Apaguei na mesma hora.

Notas finais
Eae? o que acharam?