Notas iniciais
Oooieee seus lindoos Tudo bem? Espero que siim Depois de muitos pedidos pra fazer uma nova Dramione aqui estou eu meus lindooos Provavelmente teremos um capítulo por semana, não sei bem como vai funcionar, mas darei prioridade á minha outra fanfic por tê-la começado primeiro, mas prometo não demorar muito Beijoooos #HappyBDayKate?

~Pov Draco

Seis anos... Seis longos anos preso naquele lugar horrível...

Por um momento pensei que iria morrer esperando por esse dia, mas não. Me apeguei a cada lembrança que eu tinha dela e cada uma me fez suportar cada segundo em Azkaban.

Sim, eu fui condenado à Azkaban depois da guerra. Não foi uma surpresa pra mim, já que no fundo eu sabia que iria pra lá, mas ela não e eu não podia deixá-la ver a minha condenação. Ela não aguentaria, estava tão otimista.

Eu vou atrás dela, isso é óbvio, mas será que ela me perdoaria por trancá-la e ir sozinho para o julgamento? Ela disse que me esperaria, prometeu-me isso, mas será que depois de tê-la abandonado ela manteria a promessa?

Claro que sim, Hermione nunca quebrava promessas, e isso era uma das coisas que eu mais admirava nela. Ela tinha palavra, então se disse que iria me esperar ela com certeza me esperaria, mesmo depois de tudo.

Flashback On

Eu estava deitado com a morena no apartamento que antes lhe fora usado de cativeiro, mas que agora era só mais um lugar que usávamos para ficarmos a sós. No passado eu ia até lá para pensar, deixar que a culpa me consumisse ou então apenas para escapar das brigas de família e dos comensais insolentes que visitavam minha casa constantemente, até que um dia isso também mudou.

Comensais foram mandados até lá porque aquele era o lugar onde Hermione Granger era mantida presa e ao mesmo tempo em segurança. Eu não deixaria que nada de ruim lhe acontecesse. Agora que tudo acabou nos encontrávamos ali quando queríamos ficar juntos, aquele era um lugar só nosso. O lugar onde construímos várias lembranças tanto boas quanto ruins.

—Hermione... –Chamei e ela levantou os olhos castanhos encontrando os meus. – O que acontece se eu for condenado?

—Draco, você não vai ser condenado. –Ela disse, mas eu sabia que tentava convencer a mim e a si mesma com aquela frase.

—Como sabe que não Hermione?! –Falei levantando-me da cama nervoso, fazendo com que ela se levantasse também.

—Apenas sei! –Ela colocou minha blusa, que ficou um pouco grande, cobrindo um pouco suas pernas.

—RESPONDA! O QUE ACONTECE COM VOCÊ SE EU FOR CONDENADO?! –Gritei assustando-a.

Eu não gostava de gritar com ela, mas eu precisava saber. A mágoa em seus olhos deixou-me pior do que eu estava. Eu realmente não ligava para a condenação que eu já estava certo que aconteceria, mas eu não suportaria ficar preso sabendo que ela estaria mal. Precisava ouvi-la dizer que ficaria bem.

—Vou esperar por você. –A morena murmurou.

—VAI ESPERAR ATÉ QUANDO HERMIONE?! FICARÁ CHORANDO PELOS CANTOS ENQUANTO EU ESTOU PAGANDO PELO QUE FIZ?! EU NÃO QUERO ISSO PRA VOCÊ!!

—ESPERAREI O TEMPO QUE FOR PRECISO DRACO! NÃO IMPORTA SE EU CHORAREI OU NÃO! VOCÊ SÓ FEZ O QUE FEZ PORQUE FOI OBRIGADO! ELE MATARIA SUA MÃE SE NÃO FIZESSE!

—FODA-SE GRANGER, NÃO QUERO QUE ME ESPERE!! PROMETA QUE VAI SER FELIZ SE EU FOR CONDENADO!!

—COMO QUER QUE EU PROMETA UMA COISA DESSAS?! FICOU LOUCO?! NÃO ME VEJO FELIZ SEM VOCÊ! –Ela disse chorando descontroladamente.

Se tem uma coisa pior do que todos os tipos de tortura essa coisa é vê-la chorar. Principalmente quando eu sou o causador das lágrimas.

—Você não vai ser condenado! –Ela repetia baixinho chorando cada vez mais. –Não vai Draco! Eu não vou deixá-lo ser condenado!

Me aproximei dela lentamente e a abracei, beijando o topo de sua cabeça e acalmando-a.

—Me desculpe pequena, eu não queria gritar com você é que... Estou com medo. –Admiti e ela selou nossos lábios em um beijo lento, calmo, cuidadoso e molhado. –Se eu for condenado... — Ela suspirou triste por eu ter voltado ao assunto da briga. –... vai mesmo esperar por mim?

—Eu prometo.

Depois disso nos deitamos novamente e ela dormiu em meus braços. No outro dia — o dia do julgamento – eu a olhei dormindo tão tranquilamente e me levantei devagar. Não podia deixá-la assistir minha condenação, eu sabia como ela ficaria e eu não queria isso.

Peguei sua varinha – que estava na cabeceira da cama – e a tranquei no quarto, depois fui até Blásio Zabini e Theodore Nott e deixei-a com eles junto com a chave da casa. Assim que o julgamento terminasse eles abririam a porta e a deixariam sair.

FlashBack Off

Fui até a casa de minha mãe. Eu precisava urgentemente de um banho e de fazer a barba. Quando cheguei à velha mansão Malfoy notei que tudo estava diferente. Todas as plantas da casa estavam mortas, tudo estava sujo, como uma velha mansão mal assombrada.

Eu sabia que a velha Narcisa Malfoy estaria péssima por perder o filho e o marido, mas não pensei que chegaria a esse ponto. Bati na porta uma... Duas... Três vezes e nada. Por fim peguei a varinha e usei “Alorromora” fazendo a velha porta escancarar-se.

—Mãe? –Chamei, mas não obtive resposta.

Procurei em quase toda a casa e nada, nenhum sinal dela. Eu estava quase desistindo quando ouvi um barulho vindo do meu antigo quarto. O único comodo no qual eu nem pensei em entrar, afinal ela nunca ficava lá.

Me surpreendi ao encontrá-la chorando enquanto olhava os meus pertences. Seus cabelos estavam mais brancos e bagunçados, sua aparência mais desleixada, estava bem mais magra, como se não comesse há dias e seus olhos cheios de tristeza e mágoa. Minha mãe passou seis anos assim?

—Mamãe? –Chamei-a novamente e ela se virou pra mim olhando-me incrédula. –Está tudo bem mamãe, eu voltei. –Mas ela nem se mexeu, só foi ficando cada vez mais pálida até que desmaiou diante de mim. Assustado eu corri até ela e a peguei no colo, colocando-a em minha cama.

Depois de algumas horas ela começou a se mexer, fazendo-me suspirar aliviado. Eu não estava perto dela, estava encostado na parede olhando-a atentamente.

—D-Draco? –Ela chamou enquanto se sentava. Os olhos inundados pelas lágrimas.

—Estou aqui mãe. –Falei aproximando-me devagar e sentando-me na cama, ao seu lado.

Percebi que suas mãos estavam tremulas quando ela tocou meu rosto meio relutante para ver se era real. Eu segurei sua mão e as lágrimas caíram mais.

—Draco você está aqui! Você voltou pra mim! — Ela me puxou para um abraço apertado que durou longos minutos. Eu também estava morrendo de saudades dela. –Mas como? E-eu estou...

—Não ouse insinuar que está morta ou louca Narcisa Malfoy. –Falei e ela sorriu beijando meu rosto e me abraçando em seguida.

—Oh meu filho!

—Mamãe, a senhora está bem?

—Sim Draco, eu estou muito bem, é que eu achei... Todos acharam... Ah deixe pra lá. Eu não quero tocar nesse assunto. –Ela sorriu pra mim enquanto limpava as lágrimas e com a minha ajuda pôs se de pé. –Eu amo você meu filho!

—Também amo você mãe. –Eu beijei sua testa e ela segurou minha mão.

—Está com fome? Ah que pergunta a minha, é claro que está! Você precisa comer Draco!

—Ao que tudo indica a senhora também. Há quanto tempo não se alimenta direito?

—Isso não importa agora. Você voltou pra mim!

Mamãe insistiu para que eu tomasse um banho enquanto ela fazia o jantar para nós e eu fui. Aproveitei para fazer a barba e quando desci ela estava olhando uma fotografia em que todos estávamos juntos no meu primeiro aniversário.

—Até quando essa ilusão vai durar? –Ela se perguntava baixinho quando cheguei. –Ah Draco, desculpe, não vi que estava aí.

Eu sorri e beijei seu rosto. Depois, quando nos servimos e nos sentamos para comer ela me lançou algumas vezes um olhar de dúvida.

—O que foi? –Perguntei.

—Já procurou Hermione Granger? –Balancei a cabeça negando. –Devia procurá-la.

—Farei isso amanhã. A senhora tem notícias dela? Como ela está?

—Acredito que terá de ver com seus próprios olhos, Draco.

Achei estranho ela ter perguntado de Hermione. É claro que ela sabia o que tínhamos durante a guerra, mas porque não poderia me dizer se ela estava bem ou não? Será que aconteceu algo com ela?

Notas finais
Espero que tenham gostado Beijooos meus anjooos! #HappyBDayKate?