Dramione - When Fire Meets Ice
13 Capítulo 13 - Férias de Natal
Notas iniciais
Minha beta tá dodói :( Melhoras pra ela, preciso dela bem pra betar meus capítulos, estou desesperada.
(Ignorem vícios de linguagem, gírias e emoticons nestas notas iniciais. Procuro evitar isto, mas estou alterada hoje.)
Tenho que mencionar que eu me esforcei muito para encontrar um título bom para esse capítulo, e como podem ver, falhei, então coloquei o único disponível (e o pior de todas as opções que eu poderia ter encontrado). Não me culpem. Bloqueio criativo.
Boa leitura!
Hermione estava parada em frente ao Expresso de Hogwarts, que tinha acabado de parar na estação. Com a ajuda de Harry, tirou os malões de dentro do trem.
-Obrigada, Harry! –Ela disse, dando um abraço no amigo. –Eu assumo a partir daqui. Meus pais já devem estar esperando lá fora.
-Se cuida, Mione. –Respondeu o moreno.
-Não esqueça de mandar cartas! –Pediu Gina, com um sorriso. –Nos encontramos depois do Natal.
Hermione sorriu de volta e deu um último abraço nos dois, despedindo-se. No exato momento que se virava para ir embora, Rony saiu do trem. A garota hesitou, mas não disse nada. Seus olhares se encontraram por míseros segundos antes do ruivo começar a encarar o chão. Sem dizer mais nada, Hermione saiu andando e não olhou para trás.
-Rony, quando você vai deixar este orgulho bobo de lado e ir falar com ela? –Gina disse, num tom cansado. –Vocês são feitos para ficarem juntos. Não deixe que um mal entendido tire a mulher da sua vida de você.
-Já disse que não quero falar sobre isso, Gina. Vamos, mamãe e papai devem estar esperando.
O trio saiu andando, Harry e Gina abraçados e Rony andando um pouco mais na frente, tentando ignorar o casal. Nos últimos meses, o ruivo estava tentando ao máximo ignorar qualquer coisa que lembrasse Hermione: fugia da biblioteca, da árvore do jardim em que costumavam se encostar para relaxar e conversar nos sábados, das comidas que ela gostava, dos recados que costumavam escrever um para o outro em pergaminhos, que Rony ainda guardava em sua gaveta de meias...
O garoto balançou a cabeça, concentrando-se em afastar aqueles pensamentos. Tudo que queria era esquecer aquilo por algumas semanas e ter um bom Natal em família. Já seria difícil o bastante explicar o que acontecera para os Weasleys...
~*~
Hermione correu e deu um abraço apertado no pai e outro na mãe, com um sorriso no rosto. Depois que conseguira devolver-lhes a memória, tentava aproveitar ao máximo o tempo que passava com os dois.
-Filha! Como estão indo as aulas? –Perguntou o Sr. Granger, colocando o malão da filha no porta-malas do carro, com cuidado.
-Estão ótimas, pai. Muitas coisas para fazer, é claro, com as responsabilidades da monitoria e os deveres e trabalhos, mas estou conseguindo lidar com tudo muito bem. Depois do Natal, começarei a estudar para os exames.
— Você é a garota mais inteligente de Hogwarts, relaxe. Estamos orgulhosos de você! –A mãe disse, dando um beijo carinhoso na bochecha da filha.
Os três entraram no carro e o Sr. Granger acelerou, passando tranquilamente pelas ruas de Londres. Hermione observava tudo com atenção: Sentira falta do mundo trouxa do jeito que era, tranquilo e absorto ao mundo mágico que se escondia atrás dele.
-Então, filha... E aquele garoto, que você estava namorando... Ronald? Como vocês vão? –Perguntou o pai, olhando para a garota pelo retrovisor.
Hermione engoliu em seco. Contara tudo para a mãe, mas pedira sigilo, e, pelo visto, a Sra. Granger tinha respeitado o pedido da filha. Com um suspiro, Hermione decidiu contar tudo para o pai.
-Não estamos mais juntos, pai. –A garota disse, escondendo a melancolia. –Tivemos um mal entendido e resolvemos que era melhor nos separarmos por um tempo indeterminado. Mas de qualquer forma, não estou tão mal como estava antes, e tudo que eu quero é passar um tempo com vocês. Não precisamos falar disso.
-Como desejar. –Respondeu o pai, com um sorriso. –Adivinhe o que sua mãe fez para o almoço? Panquecas!
~*~
Draco passava por toda aquela confusão da estação com certa impaciência. Antes de chegar à Londres, trocara o uniforme de Hogwarts por um terno preto e elegante, e penteara seu cabelo como costumava fazer no sexto ano, de uma forma impecável. Apesar de não conseguir fazê-lo tão perfeitamente como antes e os fios estarem um pouco maiores, Draco conseguiu uma aparência relativamente apresentável para o pai, e não queria estragá-la no meio daquela confusão.
Puxando o malão pesado, finalmente conseguiu atravessar para o mundo dos trouxas. Procurou pela mãe, mas não a avistou, e logo percebeu que teria que voltar sozinho para a mansão. Era de se esperar. Draco não se deu nem mesmo o trabalho de bufar. Andou alguns metros pelas ruas tortuosas e cheias de trouxas, até achar um beco em que poderia aparatar, e o fez.
Caiu tropeçando num terreno próximo à mansão dos Malfoy, e foi andando até a entrada da casa. Os jardins estavam mal-cuidados, dando à casa uma aparência sombria. O garoto bateu três vezes na grande porta de madeira, e poucos instantes depois, A mãe apareceu na porta, com um sorriso cansado.
-Olá, querido. –Ela disse, dando um beijo no filho. –Não encontrou problemas para voltar, não é mesmo?
O garoto respondeu que não, entrando na sala. Reparou no rosto da mãe: Tinha olheiras e estava pálido, como se ela não saísse de casa há dias. Os cabelos, geralmente impecavelmente penteados, estavam desgrenhados e presos num rabo frouxo. A aparência inquestionável da mãe agora passava longe disso: Narcisa envelhecera anos em poucos meses, e Draco sentiu uma onda de preocupação.
Antes que pudesse falar qualquer coisa, porém, escutou uma voz grossa e rouca.
-O menino chegou, Narcisa?
Draco andou poucos passos dentro do cômodo e repousou seu malão ao lado de uma poltrona, procurando a origem da voz. Logo a encontrou: O pai estava sentado na cadeira em que sempre sentava, mas estava muito diferente da última vez que Draco o vira. Possuía uma postura elegante e dominante, e trajava roupas nobres: trajes bruxos e uma capa de tecido fino. Seus cabelos estavam um pouco mais curtos, e seus olhos pouco menos fundos do que antes. Parecia um rei: Inquestionável, distante e frio.
-Olá, Draco. –Lúcio disse, lançando-o um olhar avaliativo. Olhou o garoto da cabeça aos pés, e por fim, levantou-se, esperando a aproximação do filho.
Narcisa colocou uma das mãos no ombro de Draco, encorajando-o a se aproximar. O garoto, meio atônito, andou com passos cambaleantes até Lúcio. Os dois trocaram um abraço desajeitado, e era visível que nenhum dos dois estava realmente com vontade de abraçar o outro.
-O almoço está pronto, Narcisa? –O homem perguntou.
-Sim, Lúcio, claro, vou trazer para a mesa. Sentem-se! Enquanto faço os preparativos finais, conversem um pouco. Passaram muito tempo afastados.
A mulher lançou-lhes um sorriso afetado enquanto andava em direção à cozinha. Era surpreedente: Draco nunca vira a mãe cozinhar, mas depois que os elfos deixaram de trabalhar para a família Malfoy, era de se esperar que Narcisa começasse a realizar atividades domésticas. Draco ignorou o quão estranha estava aquela situação e sentou-se na enorme mesa de jantar dos Malfoy.
-Como vai a escola, Draco? –Perguntou Lúcio, encarando o garoto, que não conseguiu retribuir o olhar.
-Vai bem, pai. –O garoto encarava as próprias mãos. Na verdade, não, não estava nada bem. Queria contar-lhe sobre ter que frequentar uma psicóloga por culpa dele, por sentir-se infeliz a maior parte do tempo, por não conseguir jogar mais quadribol e por sentir-se um peso morto quase toda hora, mas não disse nada. Engoliu as palavras. –Como foi... Hã... O tempo no sanatório?
Lúcio ignorou a pergunta.
-E como vão as coisas com Pansy? Estou louco para conversar com com os Parkinson, ajeitar o casamento de vocês dois daqui há uns três anos. Será uma boa união, nos trará ótimos privilégios em relação ao dinheiro e à minha sentença... Poderão reduzí-la... –Lúcio parecia falar mais consigo mesmo do que com o filho.
-Não estamos mais conversando, na verdade. –Disse Draco, com certo receio. Duvidava que o matrimônio dele e Pansy iria acontecer, e se de fato acontecesse, duvidava mais ainda que o Ministério concordaria em reduzir a pena do pai. –Na verdade, não converso muito com a turma antiga. Me afastei de Goyle também. As únicas pessoas que convivo ultimamente são Blaise e... Granger.
-Granger? –Lúcio gargalhou. O som era como uma lixa, áspero e frio. –Você só pode estar brincando. Não acredito que está andando com esta escória. Sangues-ruins, Draco? Por Merlin, será que você já esqueceu tudo que lhe ensinei?
Draco respirou fundo. Sentia-se humilhado. Odiava o fato do pai não entender que Hermione era uma boa companhia para ele, uma boa colega, e que o garoto estava mudando, realmente. Não queria ser como antes. Apesar de ainda ter dificuldades em aceitar que Granger era uma sangue-ruim e que sangues-ruins podiam ser boas pessoas, não queria ser o Draco antigo.
-Escute, Draco. –Lúcio olhou nos olhos do filho, soando como uma ameaça. –Trate de voltar a falar com Parkinson. É para o seu bem. Largue dessa escória de sangues-ruins! Você é um Malfoy, portanto, aja como tal.
Draco assentiu, mesmo não concordando, e nesse momento, Narcisa entrou na sala com uma travessa na mão.
-Draco, querido, será que poderia me ajudar?
O garoto concordou e levantou-se, indo em direção à cozinha. Evitando olhar para o pai, engoliu em seco, procurando esquecer tudo aquilo que queria dizer para Lúcio, e convenceu a si mesmo a não pensar em Hermione ou na ameaça do pai enquanto estivesse ali.
~*~
-Ei, pessoal, silêncio por favor! –Pedia Harry, insistentemente, tentando ser ouvido no meio do caos dos Weasleys. –Pessoal!
Logo depois que Harry, Rony e Gina chegaram n’A Toca e cumprimentaram todos os Weasleys (inclusive Gui, que estava acompanhado por Fleur, grávida de dois meses, Carlinhos, que tirara folga do trabalho e voltara para a Inglaterra para passar o Natal com a família, e Jorge e Angelina, que tinham acabado de engatar um relacionamento), deixando suas respectivas bagagens nos quartos e ajudando a levar o almoço para os jardins, Harry contara à Gina que pretendia anunciar oficialmente o namoro dos dois, e a ruiva aceitara a ideia com entusiasmo. Agora, no meio de toda aquela confusão, duvidava que realmente fosse conseguir realizar seu objetivo.
-Atenção, por favor! –Pediu Harry mais uma vez, agora, de pé. Aos poucos, os Weasleys foram se calando. –Obrigado. Gostaria de dizer uma coisa importante.
O moreno deu uma olhada para a namorada, sorridente. Gina encorajou-o fazendo um aceno discreto com a cabeça.
-Provavelmente a maioria de vocês já desconfiava disso, ou tinham certeza, mas quero fazer o anúncio oficial. –Ele encarou Molly e Arthur nos olhos, devagar. –Eu e Gina estamos, oficialmente, juntos.
Harry prendeu o fôlego, esperando a reação dos outros, e Gina mastigava devagar. De repente, Molly se levantou, com um sorriso enorme nos lábios, e abraçou o moreno, deixando-o sem ar.
-Ah, querido, pensei que você não ia dizer isto nunca! Estamos muito felizes por vocês dois! –Molly deu um beijo na bochecha do moreno e outro na filha, com entusiasmo.
-Um brinde ao casal! –Pediu Gui, levantando seu copo de suco de abóbora. Todos seguiram o gesto, e Harry sentou-se novamente, sorrindo.
-Eu disse a você que eles iriam ficar felizes. –Gina sussurrou no ouvido do garoto, contendo o riso, logo antes de lhe tascar um selinho, deixando o garoto vermelho.
Enquanto isso, Rony brincava com a comida, tentando não parecer tão infeliz quanto estava. Depois que respondeu ao interrogatório da família sobre Hermione com frases curtas e grossas, começou a comer, para ter alguma desculpa para ficar calado. Mesmo assim, com toda a distração de Harry e Gina, o novo namoro de Angelina e Jorge e a gravidez de Fleur, podia sentir os olhares preocupados do pai. Não estava no clima para um almoço em família, mesmo sabendo que a mãe o preparara com muito carinho para dar boas vindas aos garotos. Levantou-se, sem fazer muito barulho, e murmurou um “com licença”. A única coisa que queria fazer era ficar sozinho, tentar dormir e esquecer de tudo aquilo. Não olhou para trás e subiu as escadas, torcendo para que ninguém o seguisse. Fechando a porta do quarto, mergulhou nos cobertores sem nem mesmo trocar de roupa, fechando os olhos e procurando na escuridão que via alguma resposta para o que fazer em relação à Hermione.
Notas finais
Gostaria também de destacar que tentei ao máximo ilustrar o contraste entre famílias: O caos e a proximidade dos Weasleys contrário à distância e à formalidade dos Malfoy.
Acho que o destaque deste capítulo vai para Lúcio, em sua volta teoricamente triunfal. Deixem reviews contando suas opiniões sobre o capítulo, sugestões para os próximos, o que vocês acham de Lúcio e se acham que ele realmente mudou e está mentalmente são...
A única coisa que posso revelar sobre o próximo capítulo é que será Natal e poderão acontecer algumas coisas um pouco... perturbadoras.
Desde já agradeço e até o próximo capítulo.
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