Notas iniciais
Oie, voltei para a alegria de vocês (ou não).
Não demorei, quero presentes por causa disso (presentes = reviews) hehe
Espero que gostem, acho que ficou do tamanho usual.
Galera, segunda feira eu volto a estudar (porque não tá fácil pra ninguém) e isso vai tomar boa parte do meu tempo, então os capítulos podem demorar um pouquinho mais para sair. Mas eu prometo (sério!) que vou tentar fazer o máximo que posso para manter o ritmo.
Boa leitura!

Hermione abriu os olhos devagar, acostumando-se com a claridade do quarto. Chegara muito tarde na noite anterior, e com toda a confusão de Rony e Draco, esquecera de fechar as cortinas. Ainda estava com o mesmo vestido que usara no baile e seu cabelo estava uma bagunça. Ela fedia à uísque e sua cabeça latejava fortemente, atrapalhando os pensamentos da garota.

Olhou para o relógio. Meio dia. “Graças a Merlin, é domingo”, suspirou aliviada enquanto andava cambaleando em direção ao banheiro. Tomou um banho relaxante e gelado, esfregando a pele o máximo possível para sair aquele odor horrível. Ao se dar conta do que realmente tinha acontecido com Rony, deixou as lágrimas caírem, sentindo-se culpada e com ainda mais raiva de Draco.

Vestiu o uniforme sem muito cuidado, deixando a gravata torta e a blusa um pouco amarrotada, dando-lhe uma aparência desleixada. Estava com tanta dor de cabeça que nem se importava. Depois de pentear os cabelos, começou a cavar entre as roupas que estavam dentro do seu malão, procurando por aspirinas trouxas que ela sempre levava para Hogwarts. Ao achar o frasco, tomou duas delas, e desceu para o almoço no Salão Principal.

Gina, Rony e Harry estavam sentados na mesa conversando e rindo, provavelmente discutindo fatos da noite anterior. Hermione soltou um muxoxo quando começou a se aproximar, desanimada. A última coisa que queria agora era conversar sobre o baile, ainda mais na frente de Rony, que provavelmente olharia para ela com uma expressão decepcionada que partiria o coração da garota. Mesmo assim, sentou-se ao lado de Rony (o local ao lado de Gina estava ocupado por Harry, algo que nunca acontecia).

-Bom dia, Mione! –Disse Gina, sorrindo. Ela estava estranhamente feliz. –Dormiu mais que a cama, hein? Parece que a noite foi agitada.

A ruiva lançou-lhe uma piscadela e Hermione percebeu que Rony estava vermelho. Teve vontade de morrer.

-Eu tenho que ir, ahn... Em algum lugar agora. Nos encontramos depois. –Rony levantou-se e deu um beijo na testa de Hermione, mas o gesto não foi nada carinhoso. Foi mecânico e frio. A castanha enterrou o rosto nas mãos, tentando não chorar.

-Mione?-Harry perguntou, preocupado. –Está tudo bem?

-Sim, está, só estou com dor de cabeça.-Respodeu a castanha, começando a colocar comida em seu prato.

Os três ficaram em silêncio por alguns minutos.

-Harry, você não tem treino de quadribol agora? –Perguntou Gina, lançando um olhar significativo para o namorado.

-Gina... –O moreno relutou, beijando a namorada.

A ruiva riu.

-Por favor. Ficamos juntos a manhã inteira.

-Certo. –Harry disse, emburrado. –Vai ter me compensar depois.

O moreno beijou a namorada e saiu andando, sorrindo. Mione nunca o vira agir assim, demonstrando carinho tão publicamente.

-Agora fala a verdade, Mione. O que está acontecendo? –Gina perguntou, séria.

A castanha começou a explicar tudo,desde o início, contando da banheira, da ameaça de Draco, e finalmente, da burrada que fizera com Rony.

-Eu deveria ter contado antes, mas não tive coragem. Não achei que fosse necessário, pois não significou nada pra mim. Mas agora... Bem, não há nada a ser feito. Eu deveria ter esperado a manhã de hoje, ter contado quando nós dois estivéssemos sóbrios, mas... –A castanha disse, desabafando.

-Ah, Mione, isso é complicado... –Gina suspirou. – Mas eu acredito em você e acho que uma hora ou outra Rony vai entender. Seja paciente e espere um pouco, depois, chame-o para conversar.

A castanha concordou com a cabeça.

-De qualquer forma... –Gina sorriu. –Bom, eu e Harry...

Hermione não pôde deixar de sorrir.

-Nem precisa falar, estou vendo o modo com que vocês dois estão agindo.

Gina começou a contar tudo para Hermione, e a castanha sentiu-se aliviada por poder se distrair de toda a confusão. Quando a ruiva terminou, levantou-se para ir ao treino de quadribol. Hermione falou que logo iria para o campo assistir, assim que terminasse de comer.

A castanha já estava terminando seu almoço, prestes a ir para o campo, quando viu que alguém sentou ao seu lado. Draco Malfoy.

-O que você quer? – Perguntou, agressiva.

-Calma, Granger. – O loiro sorriu, irônico. –Primeira ressaca?

Hermione ignorou o comentário, revirando os olhos e continuando a comer. Draco riu.

-Sério, Granger, está bem visível. Posso te ensinar alguns truques, se você quiser...

-Não, obrigada. E caso você não tenha percebido, eu já contei ao Rony, portanto nós dois não temos nada para conversar. Você já pode sumir da minha vida. –A castanha levantou-se, indo em direção ao campo, mas o loiro segurou o braço da garota.

-Não vai ser tão fácil se livrar de mim, Granger. Talvez, se você me der um beijo, nós podemos discutir a possibilidade...

O tapa que Hermione deu na cara do garoto pôde ser ouvido do outro lado do castelo. A garota chegou bem perto de Draco para que ele a escutasse bem.

-Se você não me deixar em paz, vai se arrepender, Malfoy.

Dizendo isso, virou-se e continuou seu caminho.

~*~

Draco ficou parado no meio do Salão, sem reação, tentando processar o que havia acontecido. Todos olhavam para ele.

-O que estão olhando? Hein? Voltem a comer, estúpidos. –Draco gritou, irritado.

-O que de fato aconteceu ali, cara? – Peguntou Blase assim que Draco se sentou.

-Fui irritar a Granger e ela ficou mais irritada que o normal. Droga, era para ser discreto, agora todo mundo vai achar que eu levei um fora dela. –O loiro bufou, passando a mão no rosto, vermelho por causa do tapa.

-E não foi isso que aconteceu? –Perguntou Blase, mas parou de rir quando percebeu o olhar de censura do amigo. –Calma, cara. É só que você anda muito no pé dela.

-Ela é uma sangue-ruim, Blase. Eu nunca vou ter interesse nela.

-Certo, então. Conte-me o que aconteceu.

-Eu chantageei para que ela contasse ao pobretão sobre o lance a banheira, comigo e tudo mais. Disse que se ela não contasse, eu contaria, e então... Bem, ela caiu, e contou.

-E por que você fez isso? – Blase perguntou, intrigado.

-Queria ver o quanto ela acreditava em mim. É óbvio que eu não ia contar, mas ela acreditou, e isso quer dizer que ela tem medo do que posso ou não fazer. Posso usar isso ao meu favor. –Respondeu Draco, sorrindo.

Blase deu um sorrisinho.

-Então está na hora de criar alguns planos, não acha?

~*~

No campo de quadribol, a situação estava agonizante para Hermione. Rony evitava olhar para ela, coisa que fazia em todos os treinos, e aquilo era uma tortura para a garota. Quando o treino terminou e os jogadores foram para os vestiários, Hermione bufou ao perceber que ficaria sozinha o resto da tarde. Gina e Harry provavelmente ficariam grudados, e aquele dia era um dos dias que passava horas com Rony no jardim, o que, obviamente, não aconteceria daquela vez.

A castanha viu que o ruivo foi o primeiro a sair do vestiário e foi ao seu encontro, tomando coragem.

-Oi. –Disse, fraca.

-Oi. –Ele respondeu, sem olhar para ela.

-Podemos conversar agora? –Hermione perguntou.

-Olha, Hermione... Sei que falei para conversarmos quando estivéssemos sóbrios, mas não acredito que essa seja a hora certa. –O ruivo parecia chateado e mantinha o olhar reto.

-Rony, por favor. Eu sei que errei, mas achei que não era necessário contar, pois não significou absolutamente nada para mim. Eu só fiquei com mais raiva dele ainda. E ele continua me infernizando, acabei de dar um tapa nele no meio do Salão... Você sabe que não faço coisas assim, Ron.

O ruivo suspirou, tentando ser paciente.

-Hermione, eu sei que não significou nada para você. Eu só achava que podia contar tudo que acontecesse à você e vice versa, mas se você acha que por qualquer coisinha eu irei ficar chateado e terminar, bom, acho que não estamos prontos para isso. Eu não iria ficar bravo com você se você me contasse, Hermione, mas eu fiquei, pois você precisou ficar bêbada para ter coragem para falar. –O ruivo fez uma pausa e olhou para ela. –Isso doeu, e eu não posso fingir que não aconteceu. Eu não posso ser falso com você e fingir que estou feliz, sair abraçado e dando beijos pelos jardins, simplesmente não posso. Não consigo agir assim. Estou muito chateado, Hermione.

A castanha sentiu as lágrimas rolarem e odiou a si mesma por ser tão fraca.

-Você está... Terminando comigo? –Ela perguntou, enxugando as lágrimas e fazendo força para a voz continuar firme.

-Não. Estou apenas te dizendo que fiquei chateado, isto não é um término, nem um pedido de tempo, nós apenas precisamos nos reestabelecer. Sei que estou frio com você, sei que você está triste, mas eu não posso fingir e peço desculpas por isso. Vou me esforçar para voltar a agir como antes. Uma hora ou outra, vamos ficar bem de novo.

Hermione concordou com a cabeça, os olhos ardendo. O ruivo deu-lhe um beijo na bochecha e saiu andando para dentro do castelo, deixando-a sozinha.

O resto do dia foi um borrão. Hermione ficou o tempo inteiro no quarto, lendo, mas sem conseguir se concentrar realmente nas palavras, lembrando de tudo que Rony dissera. “Bom, acho que não estamos prontos para isso”, ele disse. “Estou muito chateado, Hermione”.

A garota sabia que, quando perguntara se ele estava terminando, a resposta fora não, mas, para ela, aquilo fora um término. Querendo ou não, indiretamente, Rony dissera que talvez aquilo não fosse certo. Sabia que a qualquer momento poderiam terminar de vez, e a realidade doía. Ela também ficaria muito irritada se a situação fosse o contrário, e ficou supresa com a maturidade do ruivo para lidar com a situação, uma vez que ela mesma não conseguiria agir assim. Deixava as lágrimas caírem, incerta do que aconteceria a seguir. E ainda tinha Draco... Que insistia em infernizar sua vida o máximo possível. Qual era a dele? O que ele queria? Se não fosse por ele, nada daquilo teria acontecido.

Hermione fechou o livro e tentou dormir, querendo desligar-se de tudo aquilo. Os deveres e trabalhos já estavam feitos e ela tinha o direito de relaxar. As risadas de Draco do lado de fora do quarto, porém, atrapalhavam seus pensamentos, e tudo que ela mais queria no momento era dar outro tapa na cara daquele loiro descarado.

Quando finalmente adormeceu, seu sono foi conturbado, cheio de sonhos estranhos e agitados que aconteciam desde quando voltara da guerra e só davam trégua quando a garota estava com Rony. Hermione acordou no meio da noite, ofegante coberta de suor, pensando se algum dia conseguiria uma noite sem sonhos novamente.

Notas finais
Gostaram?
Quero dar destaque ao primeiro tapa Dramione.
O primeiro de muitos!
Mal sabe Draquinho que está mexendo com fogo.
Gente, falando sério agora, eu sempre leio fics Dramione e a maioria delas coloca o Rony como um canalha cínico ciumento e agressivo, e estou tentando ao máximo não fazer isso nessa, pois realmente acho que ele mudou depois da guerra e amadureceu mais, e é isso que eu incorporo no personagem dele aqui.
Reviews?
Recomendem também, não dói.
Obrigada de qualquer forma e até o próximo capítulo!