Dramione - Um Amor Inesperado. (reescrevendo)
2 Monitora-chefe.
Notas iniciais
Aquele era Draco Malfoy.
Hermione se recuperou da surpresa de encontrar Draco Malfoy em sua cabine, enquanto o loiro a encarava com uma expressão de descrença.
— O que faz na minha cabine, Granger? Ninguém quer a Sangue-ruim por perto? — Draco perguntou enquanto se sentava em frente a garota, no mesmo lugar em que dormira durante toda a viagem. Ele ostentava nos lábios seu costumeiro sorriso, o que irritava ainda mais Hermione.
— Oh, que interessante, Malfoy! Não sabia que tinha adicionado uma cabine de trem aos bens materiais de sua família. — A morena revirou os olhos. Ela aprendera a não levar a sério os insultos que recebia apenas por ser nascida-trouxa.
O sorriso deixou os lábios de Draco e deu lugar a uma carraca feia.
— Hilário, Granger. Vejo que seu senso de humor melhorou após a guerra, hã? — Hermione limitou-se a olhá-lo de cara feia. — Enfim, você não respondeu à minha pergunta. Por que está sozinha? Onde está o resto do trio inseparável?
— Mesmo que isso não lhe diga respeito, Malfoy, estou sozinha esse ano. Harry e Ron não voltarão a Hogwarts esse ano.
— Inacreditável! Não pode ser. — Draco fez cara de espanto e desdenho.
— Como não? Estou lhe dizendo, eles não virão esse ano.
— Não é isso, estou espantado de que eles finalmente vão deixar a sua queridinha viver a própria vida sem a sua proteção.
— Faça o favor, Malfoy. — Mais uma revirada de olhos — Não sou a queridinha de ninguém e além do mais, sei me cuidar muito bem sozinha. Aliás, me desculpe ter entrado na cabine sem falar com você, é que o trem estava lotado e você estava dormindo e eu não quis incomodar.
— Sem problemas, nem notei a sua presença. Ah, e da próxima vez que quiser ficar na minha irresistível presença não precisa inventar desculpas. — Ele disse a última frase com um tom brincalhão desconhecido para Hermione.
— Você não tem limites mesmo! Com licença, o trem já vai parar e eu tenho que encontrar Gina e Luna. — A morena disse levantando-se e recolhendo suas coisa.
— A porta é toda sua, Granger.
Hermione não ouviu a última frase que ele disse, pois já havia saído da cabine. Estava indo ao encontro de suas amigas quando sentiu o trem parar e inconscientemente sentiu um alívio de não ter que voltar a ficar a sós com Draco novamente.
A morena encontrou suas amigas e seguiram juntas para o Castelo. Gina achou a expressão no rosto de Hermione estranha, uma mescla de surpresa com irritação, mas decidiu deixar para conversar com ela à noite em seus quartos.
Hermione já estava acomodada em sua mesa, depois de ouvir o discurso de boas vindas proclamado pela nova diretora, Minerva McGonagall, e de o chapéu seletor distribuir as crianças pelas suas devidas casas. Ela não podia deixar de sentir saudades de Dumbledore e de seus discursos inspiradores, apesar de Minerva estar fazendo um ótimo trabalho. Por outro lado, ela também se sentia em casa naquele lugar e era um alívio ter Gina e Luna consigo. Depois do maravilhoso banquete Hermione decidiu revisar algumas matérias antes das aulas começarem, e pensou que seria melhor ir para um lugar mais reservado, porque sabia que dali a alguns minutos as meninas subiriam para o dormitório feminino afim de conversar até dormir. Portanto, resolveu ir para a Sala Precisa.
Dirigiu-se para o sétimo andar e desejou um lugar quieto e silencioso onde pudesse ler em paz e com calma. A porta se abriu e ela entrou numa sala ampla com uma lareira, uma poltrona aconchegante em frente, um sofá, u, uma cama, um criado mudo, e uma mesinha de centro. Decidiu sentar-se na poltrona, pois era mais perto da lareira e a manteria aquecida. Estava estudando há mais de duas horas, sem ver o tempo passar, quando um som na sala a despertou da leitura. Levantou-se para ver o que era e deu de cara com um emaranhado de pessoas se agarrando. Deu uma pigarreada falsa para chamar a atenção deles e não ficou muito surpresa quando reconheceu os cabelos loiros do rapaz.
— Malfoy! O que faz aqui uma hora dessas e com essa quintanista?
Draco a encarou incrédulo e a loirinha sonserina que o acompanhava deu meia volta e saiu correndo da sala.
— Muito obrigado, Granger! Não tinha melhor hora pra você aparecer. — Ele a olhou impaciente e irritado.
— Ora, eu já estava aqui! Fazendo algo de útil, ao contrário de você que invade o espaço dos outros pra se agarrar com uma menina muito mais nova que você. Deveria se envergonhar, Malfoy.
— Fala sério, Granger! Não consegue suportar a ideia de me ver com outra garota? E aliás, isso não são horas de estudar. — Ele disse encarando o livro em suas mãos — Já passa das onze!
Hermione percebeu que passara mais tempo ali do que planejara.
— Por Merlin, já são onze horas?
— Sim e apesar de você ter atrapalhado a minha noite, vou te livrar dessa.
— Como assim vai me livrar dessa? Eu não fiz nada de errado, apenas perdi a noção do tempo. Você que estava se agarrando pelo colégio.
— Nem vem com essa história, já passou da hora de dormir e não é nada bom para a imagem de uma monitora-chefe pegar detenção logo no primeiro dia por estar fora da cama.
— Acontece, Malfoy, que eu não sou monitora-chefe. E quem me daria detenção sendo que você e nem aquela loirinha são monitores e muito menos professores.
— Aí que você se engana, cara Granger, você é sim! A McGonagall ficou te procurando depois do jantar e como ela não te achou, me deu a notícia e me encarregou de transmití-la a você quando te encontrasse. Bom, encontrei. É isso, eu e você somos os mais novos monitores-chefes de Hogwarts e... Granger, você tá bem?
Hermione tinha uma expressão indecifrável no rosto, que rapidamente explodiu em alegria.
— Não acredito! Eu, monitora-chefe! Nossa!
— Se você tivesse me deixado terminar não se sentiria tão feliz. — Ele coçou a cabeça e pareceu meio desconfortável com o que tinha pra dizer. — Eu e você vamos ter que dividir o nosso próprio salão comunal, sozinhos. E isso inclui quartos próprios.
— Oh, é... Você também é monitor. Olha, eu não me importo de dividir um salão comunal, o problema aqui é: tem que ser com você?
— Sim, já perguntei para a McGonagall e ela disse que apesar do meu passado obscuro, eu sempre tirei boas notas e é isso que importa no final. Além do mais, todos os outros monitores já estão acomodados.
— Mas só nós dois vamos dividir o salão? Isso não faz muito sentido.
— Granger, faça-me o favor, você é burra ou o quê? Eu já não disse que nós dois teremos que dividir um salão comunal? — Draco revirou os olhos e foi seguido na ação por Hermione.
— Eu sei, Malfoy, porém eu pensei que seria um salão por cada casa.
— Eu também, mas esse ano eles decidiram selecionar apenas a melhor aluna e o melhor aluno da escola para serem os monitores-chefes. E, eu estou te livrando de ouvir tudo isso novamente pela boca da Minerva, num monólogo interminável.
— Como se isso fosse um grande sacrifício...
— Bom se você prefere assim, eu te levo até lá.
— Ah não, obrigada, estou muito bem aqui.
— Então você vai dormir aqui? Ótimo, assim posso levar a Harrison para o meu quarto.
— Claro que não, Malfoy, como poderia? É que tenho que buscar as minhas coisas no dormitório da Grifinória.
— Não precisa, enquanto você estava sumida, McGonagall mandou nossas coisas para os quartos.
— Ah, então vamos. Só vou até lá me despedir das meninas, elas devem estar preocupadas.
— Não há necessidade, Granger, você as verá pela manhã.
— Eu conheço muito bem minha amiga Gina Weasley e sei que ela não dormirá até que saiba onde estou.
— Pois diga a ela que está comigo então. — Draco deu um sorriso maroto e a puxou pelo braço para fora da sala.
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