Dramione: The Times I Think Is An Impossible Dream
5 O sacrifício
Draco Malfoy
Todos da sala riram novamente. Meus olhos se encheram de lágrimas. Tinha que ter uma saida!
–Me dê seu braço, Draco.
Eu hesitei um pouco, eu não queria fazer isso. Mas eu precisava. Não havia escolha.
Estendi meu braço para ele, estava doendo, doendo muito. Fechei os olhos, era um caminho sem volta. Quando os abri nova mente, a Marca Negra ardia em meu braço."Eu sinto muito Hermione" pensei. Mas o que eu poderia fazer? Eu só posso tentar proteger Hermione. Mas como se agora sou uma ameaça para ela?
–Sua primeira missão é matar Luna Lovegood.
–O quê?! Não! Isso não!
–Ou você mata ou eu me encarrego de matar Hermione. Você é um comensal teimoso.
–Quais são os motivos que o levou tomar essa decisão?-Perguntou meu pai se recompondo.
–O pai dela escreve O Pasquim Diário. E está alertando a todos do meu retorno. Mate-a Draco!
Eu estava com vontade de chorar, sair correndo, Hermione gostava de Luna. Mas eu precisava fazer isso.
–Dispensados.-pronunciou Voldemort.
Hermione Granger
Draco estava demorando demais. Peguei a capa da invisibilidade do Harry e disse que era para consultar um livro e fiquei esperando... E nada! Eu queria tanto estar com Draco agora, mas ele estava com o pai. Assuntos de família. Eu não tenho nada que me intrometer.
Draco Malfoy
Eu era um comensal. Nada poderia mudar isso, eu era um servo de Voldemort agora. Hermione me odiaria para sempre, era esse o meu destino. Ou servir a Voldemort ou ficar preso em Azkaban.
Eu não queria matar Luna. Ela poderia ser uma grande bruxa, futura professora ou coisas do tipo. Poderia ter um futuro brilhante, mas eu poderia estragar tudo isso.
Seu pai vai perder uma filha. Hermione uma amiga. E Neville um amor. Eu sabia disso, corriam boatos pela escola toda de que Neville era apaixonado por Luna e ele nunca disse o contrário.
Não troquei mais nenhuma palavra com meu pai. Aparatei até a dedos de mel e de lá fui para Hogwarts. Para minha surpresa, Hermione estava me esperando.
Hermione Granger
–Draco! Como foi lá? O que seu pai queria?-Hermione parecia preocupada comigo-Você está... diferente! O que aconteceu com você?
–Ta tudo bem, Mione. Ele só me mandou ter cuidado com os comensais-Ele quase engasgou ao falar a palavra "comensal"
Eu abracei Draco forte, amava estar nos braços dele. Era o único jeito de me sentir protegida de verdade! Ele era o meu protetor.
Ele me abraçou ainda mais forte, quase me sufocando. E então, ainda sem me soltar disse:
–Fica comigo Hermione, eu te imploro. Não me deixe!
–O que? Ah Draco, eu não vou te deixar, você sabe que não!-então eu percebi que ele estava chorando. Não sabia o motivo daquelas lágrimas, mas abracei ele até que as lágrimas parassem de escorrer pelo seu rosto pálido.
–Não chora, tá? Eu prometo que vou estar para sempre com você. Custe o que custar.
–Doa a quem doer...-ele continuou.
Eu achei estranho o que ele disse, mas talvez fosse só impressão minha. Então apenas afirmei com a cabeça e deixei que ele me abraçasse de novo.
Alguns dias depois...
Chamei Draco para que eu pudesse estudar com ele. Esse ano teriamos que ir bem nas N.O.M.s. e ele queria a minha ajuda, me sentia honrada por isso.
Fomos até uma sala, tranquei a porta. Comecei:
–O senhor sabe realizar o feitiço do Patrono?
–Bom, mais ou menos. Ele não tem forma.-ele respondeu meio constrangido.
–Você precisa pensar em uma lembrança muito feliz, a melhor lembrança que você tiver. Concentre-se apenas nessa lembrança e diga:Expecto Patronum!-Meu patrono era uma lontra. Ele ficou olhando e apenas admirando
Ele tentou conjurar um patrono por duas horas sem nenhum sucesso.
Por fim, deixamos de lado e começamos a correr um atrás do outro rindo feito crianças. Até que ele caiu de cara no chão e quebrou o nariz.
Draco Malfoy
Meu nariz estava doendo bastante. Hermione pegou a varinha e pronunciou:
–Episkey!-meu nariz melhorou na hora.
–Hermione como você aprendeu esse feitiço?
–Vi Luna fazer isso em Harry certa vez.
Eu tremi quando ela falou de Luna. Disse que estava cansado, dei um beijo nela e fui para o salão comunal.
Não queria pensar em Luna, mas eu precisava completar minha missão o mais rápido possível.
Eu prometi proteger Hermione, era isso que eu estava fazendo.
Hermione Granger
Toda vez que eu tocava no nome de Luna, Draco ficava estranho. Alguma coisa estava acontecendo e eu iria descobrir. Será que ele estava me traindo? Não. Me recuso a ter esse pensamento entre duas pessoas que eu considero tanto.
Talvez era apenas impressão minha. Balancei a cabeça tentando afastar a ideia. Comecei a falar com Harry e Rony. Eles sempre conseguiam me fazer sentir bem.
Eles me chamaram para passar o Natal na sede da Ordem: A Casa dos Black. Boa ideia! Eu estava bem, estava feliz. Só espero que Draco também esteja.
Draco Malfoy
Eu teria que matar Luna logo. Não suportava a ideia. Se Hermione descobrisse ela nunca mais olharia para mim... Mas era preciso, a qualquer momento a Marca Negra poderia arder em meu braço. Observei Luna nos últimos dias, ela costuma ir até a floresta e alimentar bichos que pelo jeito só ela consegue ver. Como ela é idiota! Talvez a morte dela não fosse me deixar com a consequência tão pesada. Era um sacrifício e eu precisava fazer isso. Por Hermione.
Às 19h segui Luna até a floresta, estava uma noite fria. Tudo o que queria era Hermione agora do meu lado. Eu ouvia sons vindo da floresta, dos mais diversos tipos, estava frio e já havia escurecido.
Avistei Luna dando comida para seus amiguinhos imaginários. Respirei fundo, ela era tão pequena, tão frágil, eu não queria fazer isso com ela, mas era preciso.
Esperei ela se distrair, apontei a varinha para ela sem ela perceber e disse:
–Crucio!-respirei fundo. Eu estava com pena de Luna, ela não merecia. Ela caiu ajoelhada no chão. Eu podia ouvir gritos roucos e via lágrimas escorrendo pela sua face-Crucio!-disse novamente, tentando fazer como Voldemort, sentia nojo de mim.
Comecei a chorar também, abaixei a varinha, Luna olhou para mim, aqueles olhos azuis implorando para que eu a deixasse em paz, ela implorava para que eu não a matasse:
–Draco, por favor... Não faça isso! Podemos encontrar a luz nas horas mais sombrias.
–Me desculpe.-as lágrimas se tornaram mais intensas, comecei a soluçar-Eu preciso fazer isso. Me perdoe.-fechei os olhos. Eu era covarde demais para ver uma cena dessas. Eu não aguentaria matar alguém assim, a sangue frio. Apontei para direção de Luna e ainda com os olhos fechados disse-Avada Kedavra!
Quando abri os olhos novamente, tive uma surpresa.
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