Draco Malfoy

–Aparate! Agora!-Minha mãe gritou para mim chorando.

Eu rapidamente tentei me lembrar no meu primeiro beijo com Hermione, abri os olhos e disse:

–Expecto Patronum!

–Avada Kedavra!-Gritou Voldemort com ódio no olhar, mas era tarde demais, eu não fiquei lá para ouvir o resto.

Aparatei novamente até a dedos de mel, apoiei as mãos nas paredes do sótão e corri pela passagem até Hogwarts. Eu estava vivo, aquele feitiço funcionava, Hermione me protegeu! Sem ela eu não teria lembranças boas o suficiente para conjurar um Patrono.

Era o dia mais feliz da minha vida. Eu havia escapado da morte por um tris. Eu queria agradecer a Hermione, abraça-la até não ter mais forças. Mas ela não entenderia, afinal, eu não lhe contei sobre nada disso. Mas uma hora eu teria de contar a verdade.

Subi para o meu quarto, com um sorriso estampado no rosto que logo sumiu. Minha mãe, uma hora dessas ela estaria morta. Por tentar me proteger.

E tudo em vão, quando Voldemort me encontrasse novamente ele me mataria sem nenhuma piedade, além de não ter completado minha missão, eu o insultei.

Hermione Granger

"Me encontre 9:00, um pouco atrás da cabana de Hagrid."

Eu já conhecia aquela caligrafia, era Draco. Será que ele queria fazer uma surpresa para mim? Espero que sim, ficaria extremamente feliz com isso. Mas não quero ter esperanças falsas, me arrumei e me dirigi até o local combinado, e lá estava ele. Me esperando.

–Hermione...-ele parecia lamentar-Por favor, me prometa que vai me escutar, até o fim, me prometa que você vai tentar me entender! Por favor, Hermione... Por favor!

–O que? Draco você está me assustando!-eu estava desesperada, por Merlim o que estava acontecendo?

–Me prometa!

–Eu prometo.-eu poderia me arrepender disso.

Draco Malfoy

Comecei a chorar, eu tinha de contar tudo para ela, ela merecia saber de tudo. Saber com o tipo de pessoa que ela está se envolvendo.

–Lembra aquela vez que meu pai queria falar comigo? Bom... Ele me levou até Voldemort.-ela parecia aterrorizada, mas eu continuei-Não me interrompa, por favor! Eles haviam descoberto sobre nós, Hermione!-ela soltou um pequeno grito-E ameaçou sua vida, e a de meu pai. A menos que eu me juntasse a ele.

Ela começou a chorar, olhou para o meu braço, esperando ver a Marca Negra, mas eu nunca mostrava meus braços.

–O que você fez?-ela parecia implorar para que eu dizer que não me juntei a ele.

–Hermione, eu precisava proteger você! Eu ainda preciso! Eu prometi...-e então eu levantei a manga, deixando a mostra a minha Marca Negra.

Ela colocou a mão sobre a boca, e devagarinho se sentou no chão, como se despencasse em câmera lenta.

–Hermione... E então ele me pediu para matar a Luna, ou ele mataria você! Me perdoe, Hermione! Por favor!-ela não respondeu, me olhava como se eu fosse um monstro que estava prestes a mata-la.-Eu me recusei a princípio, mas ele ameaçou você, Hermione! Eu não consigo matar a sangue frio, não sou um como os outros servos dele. E então... Eu fechei os olhos e Neville se jogou na frente dela.

–Você... Matou... Neville!-ela não me perdoaria.

–E no dia do enterro dele, a Marca Negra ardeu em meu braço, eu iria morrer, eu não havia completado minha missão. Eu tinha falhado! Aquele dia, fui a biblioteca, fiquei te observando, e... Fui embora, eu tinha certeza de que aquela era última vez que eu veria o seu rosto.-As lágrimas agora eram constantes, embaçavam minha visão-E então, ele apontou a varinha para mim, ele ia me matar, e então eu lembrei de você, Hermione. Do seu sorriso e do nosso primeiro beijo.-Eu não conseguia decifrar a expressão dela, e nenhuma palavra saia daquela boca, semi-aberta.-E conjurei um patrono enquanto ele me lançava o feitiço da morte, minha mãe me gritou para Aparatar, e da dedos de mel voltei para Hogwarts.

Ela não respondeu, apenas ficou me encarando, as lágrimas começaram a cessar, então ela mordeu o lábio inferior, se levantou, e ficou me encarando. Como se fosse me matar.

Mas se eu fosse morrer afinal, eu não iria morrer com o sentimento de culpa, e pelo menos agora ela sabe, que tudo o que fiz, foi pensando nela. Foi por ela.

–Eu amo você-por fim eu disse.