Draco Malfoy

A marca negra agora doía mais do que nunca, eu não tinha escolha, eu iria reencontrar com o Lorde das Trevas.

–O que aconteceu?-Hermione por fim perguntou.

–A... A marca negra. Ela voltou a doer. Obrigada por todo esse tempo que passamos juntos, eu te amo muito Hermione, muito! Você tem toda uma vida para frente, me desculpe por tudo o que eu fiz.

Ela estava chorando, mas não um choro escandaloso e desesperado, parecia... lamentação. Ela parecia ter aceitado aquilo.

–Isso pode não ser um fim, Draco.-ela sussurrou.

–Como assim, Hermione?

–Ele pode não matar você, me entende?-ela parecia implorar pela minha compreensão, mas eu não compreendia.

Então eu sai, esse não era o adeus que eu esperava, mas não importava mais.

Fiz o mesmo caminho de sempre, com pressa. Eu poderia morrer sim, mas Hermione poderia finalmente se livrar desse mal da vida dela, porque era isso que eu era. Eu sentia nojo de mim mesmo, e pela primeira vez na vida, eu daria tudo para ser um Weasley.

–Olá Draco-o Lorde começou-tenho uma proposta para lhe fazer. Você pode não morrer essa noite.-Meus olhos não demonstraram nenhuma animação, eu teria de fazer alguma coisa cruel em troca, disso eu tinha certeza- Você precisa fazer um pequeno favorzinho para mim, matar Hermione Granger, menos uma sangue ruim para o mundo e além disso, ela já sabe demais.

Não, isso não, tudo menos isso, queria gritar mas minha garganta estava seca, não sabia bem. Mesmo assim, tirei forças e disse em um tom alto, mas não um grito:

–Não! Me mate agora! Não vou fazer nada contra Hermione, nem contra ela e nem contra ninguém!

Os Comensais riram da minha cara, meu pai estava sério e vi uma lágrima brotar nos olhos de minha mãe, então ela desviou o olhar.

–Você não tem escolha. A garota vai morrer de qualquer jeito, e se eu matar ela, ela terá certeza de que foi culpa sua. Você pode engana-la e matar de um jeito... que ela não perceba. Ou ela morre ou vocês dois morrem-ele deu um sorriso malicioso.

–Ele aceita!-disse minha mãe, eu... o quê?-Ele aceita! Draco matará a garota Milorde.

–Sua mãe já disse por você, mate a menina até amanhã. Dispensados.

Entrei em pânico.

Hermione Granger

Eu não conseguia acreditar, Draco, meu Draco estava vivo! Eu sabia que aquilo não era um adeus, não era a hora certa de dizer adeus.

A aula parecia não passar, pedi licença e sai mais cedo, como combinado, ah como eu estava animada!

Subi correndo as escadas até o último andar da imensa torre de Hogwarts. E lá estava Draco. Mas... Chorando?

Draco Malfoy

Eu não sabia o que falar para Hermione, eu teria que matar ela, ela sabia demais e tudo isso por culpa minha. Ela parecia tão confusa, tão frágil. Mesmo sendo tão inteligente ela era sensível, ela tinha um bom coração, eu sabia disso e acima de tudo eu sentia. Eu não conseguiria matar Hermione, tinha que ter outra saída, não tinha.

Eu olhei para Hermione quase que pedindo perdão, como eu cheguei aquele ponto? Por Merlim, como?

Ela não dizia nada, limpei a testa, mordi o lado inferior e retirei a varinha do bolso

Ronald Weasley

Pedi licença da aula um pouco depois que Hermione saiu, eu precisava dela, a ordem precisava dela, Harry precisava dela, todos nós precisamos dela. E quando mais precisamos onde ela está? Com Malfoy.

Mas eu não vou deixar ele fazer mal para Hermione, para ela não. E eu sei que se ele continuasse andando com ela, ele iria fazer. Ele era Draco Malfoy, para ele pior do que um Weasley só uma Granger.

Hermione é indefesa demais, ela não pode se deixar levar por alguém como ele, não pode e não vai. Eu não vou deixar.

Eu estava correndo como nunca pelas escadas do castelo, então de longe, eu escutei a voz de Hermione.

Hermione Granger

–Draco... Não...-Uma lágrima escorreu pela minha face, ele ia me matar?

Dessa vez ele quem começou a chorar, levantou a manga e gritou:

–Eu sou um comensal! Entendeu? EU SOU UM COMENSAL! Nada vai mudar isso nunca mais, eu vou e preciso fazer isso, eu prometi. Eu vou proteger você!

–O que? Me proteger? Você não vai me matar...?

–Você sabe demais, Hermione-ele lamentou.

De repente eu entendi, agora eu sabia o que ele ia fazer, não ele não poderia, tudo menos aquilo! Acho que preferia um Avada Kedavra logo de uma vez.

Draco Malfoy

–Antes de fazer isso, eu preciso do seu perdão. Me perdoe?

–Draco, não faça!

Ela suplicava chorando como nunca.

–Eu preciso fazer isso, eu te amo, eu vou proteger você.

Então ela fechou os olhos e disse baixinho:

–Eu te amo, Draco.

Então por fim eu disse:

–Obliviate!