Dramione - Side Effect
34 Céu Noturno
Notas iniciais
O movimento de convidados nos corredores diminuía à medida que subíamos e, assim que pareceu não haver mais ninguém por perto, Draco pegou a minha mão e começou a correr. Quando paramos, eu estava rindo como uma maluca e totalmente sem fôlego. Meu joelho machucado protestava pelo esforço de galgar as escadarias em cima dos altos saltos. Mas eu o ignorei. O loiro me colocou parada de costas para a parede e pediu que eu esperasse. Então, concentrei-me em restabelecer o ritmo da minha respiração. Ele enlaçou a minha cintura e me fez dar alguns passos de costas. Achei que acabaria encostada na pedra, mas então o portal entrou no meu campo de visão e eu, finalmente, percebi onde estávamos.
Senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem ao perceber que, mesmo inconscientemente, eu sabia para onde estávamos indo quando começamos a subir as escadarias do castelo. E que eu queria estar ali, naquele momento, com Draco, em nosso lugar. A respiração que eu tinha lutado tanto para controlar, agora parecia presa na garganta, tão escassa e irregular quanto as batidas do meu coração.
Draco pegou minha mão nas dele e beijou a palma, demorando-se no gesto. Depois, depositou em sua bochecha e inclinou o rosto para ela. Acariciei a pele macia com a ponta dos dedos, sentindo cada detalhe, enquanto pequenas descargas elétricas desciam pela minha mão, energizando meu corpo, colocando-o em alerta. Eu estava totalmente ciente de Draco. Tudo bem, ele estava parado bem na minha frente. Mas era mais que isso. Era a respiração dele, tão desigual quanto a minha, difícil, fazendo seu peito subir e descer de forma lenta e trabalhosa. Seu hálito fresco batendo no meu rosto, misturando-se ao meu no espaço entre nós. Era o cheiro inebriante de âmbar, sândalo e musgo de carvalho que emanava dele. A forma protetora, até um pouco possessiva, mas ao mesmo tempo suave, com que ele me segurava nos braços.
— Hermione...
A voz dele estava rouca, baixa, perigosa e parecia acariciar meu nome ao dizê-lo. O que contribuiu para aumentar o meu nervosismo, deixando a minha boca seca. Então, umedeci os lábios com a língua em puro reflexo. Foi o que bastou para deixar Draco maluco. Assisti suas íris escurecerem. Como céu se fechando para a tempestade. Ele segurou meu rosto com firmeza e atacou minha boca. Não tentei reprimir o gemido de satisfação ao sentir sua língua na minha e o som fez Draco afundar a mão em meus cabelos, puxando-me ainda mais para si. Nossas línguas brincavam uma com a outra, explorando todos os lugares, tocando uma à outra de forma sensual. Suguei o lábio inferior do sonserino e ele gemeu contra a minha boca, apertando a minha cintura.
Quando suguei de novo, segurei o lábio dele entre os dentes e depois mordi, as mãos de Draco se fecharam com força em volta de mim, levantando-me do chão. Percebi que ele havia dado alguns passos e senti a parede contra as minhas costas. As lembranças da última vez em que isso aconteceu invadiram a minha mente, trazendo com elas o desespero bom que me fazia querer Draco mais e mais. De novo, o contato não pareceu suficiente e segurei seus ombros com força, puxando-o para mim. A expectativa pelo que viria a seguir fazia meu estômago revirar, como se a revoada de borboletas multicoloridas estivesse acontecendo lá dentro, desta vez.
Não estávamos em um corredor, ninguém podia nos ver e, especialmente, nos atrapalhar. Quando ele me impulsionou para cima, tentei entrelaçar as pernas em volta de sua cintura, como da outra vez, mas o vestido longo e volumoso atrapalhou nossos planos, trazendo-o de volta a realidade.
Draco me colocou de volta no chão e riu consigo mesmo. Ele uniu nossas testas, da maneira que eu aprendi a amar, e ficou tentando respirar normalmente de novo. Aproveitei o momento para tentar controlar a ansiedade. Ou eu ia estragar tudo. Ia acabar fazendo algo errado e estragando tudo. Então, ele sussurrou:
— Sinto muito! Me desculpe...
— Por quê? – retruquei rápido demais, fazendo os cantos da boca dele se levantarem de forma travessa.
— Porque eu estava te atacando de novo. Sério, Mione, você não sabe como é difícil me controlar perto de você. Mas isso não é desculpa, eu vo-
Coloquei o dedo indicador sobre os lábios dele, fazendo-o parar de falar. Eu não queria que ele se controlasse, não naquela noite. Meneei a cabeça de forma negativa e deslizando as mãos até a parte de dentro do casaco dele, fiz a peça escorregar pelos braços firmes até cair no chão. Draco arregalou os olhos e seu rosto assumiu uma expressão séria.
Eu tinha acabado de estragar tudo!
Ele me examinou por alguns segundos, depois levou a mão até o meu rosto e acariciou o lábio inferior com o polegar, fazendo minha respiração falhar.
— Você tem certeza disso? – a frase saiu entrecortada, mas serviu para retirar o peso que esmagava meu coração. Eu não tinha estragado tudo, tinha apenas surpreendido o loiro. Isso quase me fez sorrir. – Podemos... podemos esperar. Eu posso esperar.
Deixei o sorriso sair diante daquelas palavras. Foi como se um líquido quente tivesse sido injetado nas minhas veias. Encarei as orbes azul-acinzentadas com toda a determinação que possuía.
— Mas eu não! Eu quero você, Draco Malfoy.
Não consegui não rir da cara de choque de Draco. A boca, literalmente, aberta, os olhos ainda mais arregalados que da primeira vez. Eu também estava surpresa com minha coragem e, em especial, minha escolha de palavras. Gina teria dado um braço para assistir essa cena. Bem, ela teria que se contentar com a versão resumida.
— Não me maltrate brincando comigo desse jeito, Hermione.
Apesar do tom de brincadeira, sua expressão, especialmente seus olhos, mostravam que ele falava sério. Revirei os olhos. Era ele quem não estava me levando a sério. Aproximei-me dele devagar, sustentando seu olhar penetrante. Passei o nariz pela lateral de seu queixo, na curva da mandíbula e subi até a orelha. Mordisquei o lóbulo e senti o corpo dele vibrar.
— O que mais eu tenho que fazer para você acreditar? — sussurrei. — Eu te amo, Draco Malfoy. E confio em você.
— Te amo. Tanto te amo. Ita hic amor non est in me, Hermione!
Então, ele se aproximou de mim bem devagar. Segurando meu rosto entre as mãos, Draco beijou minha testa, a ponta do meu nariz, meu queixo e só depois, meus lábios. Sua boca era suave da minha, cálida e familiar. Ele me encostou na parede com delicadeza e pressionou-se contra mim de forma ainda mais cuidadosa. Ficamos assim, apenas nos beijando, pelo que me pareceram vários minutos. Procurei por ar e Draco pegou a minha mão, puxando-me para perto da cama, sem nunca tirar os olhos dos meus.
Ele fez com que eu me sentasse e se abaixou, tirando as minhas sandálias de salto. Com os polegares, massageou a planta dos meus pés em movimentos circulares. Fechei os olhos apreciando a sensação. Toda a minha ansiedade de minutos atrás havia desaparecido. A sola dos meus pés tocou o tapete felpudo e abri os olhos depressa. Draco me observava com um sorriso no rosto.
— Merlin! Como você é linda.
— Eu poderia dizer o mesmo, mas acredito que você já saiba.
Nunca pensei que veria Draco corar. Uma pequena gargalhada escapou dos meus lábios, quando imaginei o que aconteceria se eu tivesse dito o que realmente estava na minha cabeça. O que eu pensava sobre ele. Dizer que Draco era lindo era… injusto. E eu sabia que não estava exagerando. Assisti, durante anos, metade das garotas de Hogwarts suspirar quando ele passava no corredor; dar gritinhos de excitação quando ele surgia no campo de Quadribol. Se havia uma coisa que eu não podia negar sobre Draco Malfoy, mesmo quando ainda éramos inimigos declarados, é que ele era descaradamente bonito.
Sempre achei que parte do “encantamento” vinha da pose de mal e do ar misterioso, mas eu tinha quebrado essas barreiras, eu conhecia o verdadeiro Draco, e ele parecia ainda mais belo para mim. Porque eu conseguia ver além do exterior esplêndido; além dos cabelos loiros jogados de forma displicente, como se ele tivesse acabado de chegar de um vôo de vassoura; do sorriso de lado, que combinava perfeitamente com os lábios finos e a atitude desinteressada; do rosto anguloso; dos ombros largos, dos braços e do abdome definidos pelos anos de Quadribol. E como se tudo isso não bastasse, havia os olhos. Os dois pedaços de céu azul-acinzentado que, mais que uma cor exótica, carregavam a força de uma tempestade.
Para disfarçar a falta de jeito, Draco pegou minha mão e beijou-a sobre a luva. Depois descalçou a peça. Assim que tirou as duas, fez com que eu ficasse de pé novamente. Mas dessa vez, antes que ele me tocasse de novo, levei às mãos até os botões de sua camisa. Senti que ele me observava, esperando enquanto eu tentava fazer aquilo da forma mais graciosa possível. Apesar de eu não me sentir nervosa, meus dedos tremiam e precisei me concentrar mais do que o normal na tarefa. Mas fui recompensada quando o tecido de algodão caiu de seus ombros. Antes que eu me desse conta, as pontas dos meus dedos passeavam pelos músculos definidos. Olhei para cima, um pouco envergonhada, mas o loiro parecia deliciado. Sorri mordendo o lábio.
Draco segurou meus ombros e me fez girar. Agora eu estava de costas para ele, presa contra seu corpo. Ele passou a mão pelo meu pescoço, levando com ela os cabelos e desceu uma trilha de beijos quentes e molhados da base da minha orelha até a ponta do meu ombro. Quando senti suas mãos na parte de trás das minhas costas, minha respiração ficou presa na garganta. Ele estava desfazendo os laços do meu vestido. Senti o corpete afrouxar e engoli em seco.
— Me lembre de nunca mais pedir ajuda à Gina para comprar roupas para você. Isso é impossível de tirar.
A piada me fez relaxar um pouco. Draco sabia exatamente o que estava fazendo. Uma pequena e desagradável parte do meu cérebro lembrou que ele devia ter feito aquilo dezenas de outras vezes. Mas as mãos dele deslizando por meus ombros, mais uma vez, e parando debaixo das alças do vestido apagaram o pensamento. Ele esperou, como se pedisse permissão. Eu não confiava na minha voz para falar, então, recostei a cabeça em seu peito e alcancei sua garganta, depositando um pequeno beijo ali.
Draco escorregou as alças pelos meus braços e deixou que o vestido caísse no chão. Exceto pela fina proteção da renda da minha lingerie, eu estava totalmente exposta para a apreciação dele. O loiro segurou a minha cintura com as duas mãos e apertou a carne.
— Perfeita. — sua voz estava rouca, pesada. Eu sabia que se me virasse e olhasse nos olhos dele, estariam escuros, como o céu noturno. O pensamento me encheu de expectativa e desejo. Saber que eu despertava aquele tipo de sensação em Draco me fez sentir poderosa. Então, dei um passo para o lado, me desvencilhando do vestido aos meus pés, e me sentei na cama.
Sem que eu me desse conta, ele já havia se livrado das botas e da calça. Tentei não encarar o volume na cueca boxer preta que ele usava, mas eu estava falhando de forma terrível na missão. Senti minhas bochechas esquentarem e ele as cobriu com as mãos.
— Já disse que você fica ainda mais linda quando está envergonhada? — enquanto falava, ele me guiou até que eu estivesse deitada e me cobriu com o próprio corpo, sustentando o peso em um dos braços.
— Já… E lembro de ter respondido que você adora isso… Adora me ver encabulada. — respondi com a voz entrecortada.
— Faz parte do seu charme…
Se havia mais palavras na frase, elas foram abafadas pela união de nossos lábios. Levei minha mão até o pescoço do sonserino e o puxei para mim. Ele percorreu a lateral do meu corpo com a ponta dos dedos, do ombro até a coxa. O beijo começou a ficar mais urgente, de repente, minhas mãos queriam estar em todos os lugares, sentir cada pedaço dele. Passeei com os dedos por seu abdômen, descendo até o cós da cueca. Coloquei um dedo no elástico e percorri a extensão e Draco arqueou o corpo com um engasgo. Repeti o gesto, fazendo-o gemer contra a minha boca.
Ele desceu a mão com força pela minha perna e segurou meu tornozelo, trazendo-o para perto e fazendo com que eu enlaçasse a sua cintura. Foi a minha vez de engasgar. Draco sorriu contra a minha boca, antes de descer uma trilha de beijos pelo meu pescoço, clavícula e colo. O loiro começou a delinear as bordas do meu sutiã com a ponta do indicador, deixando minha pele em chamas. Quando ele enrolou a alça no dedo e puxou-a para baixo, mordiscando meu ombro em seguida, soltei um gemido sufocado. Ele sustentou meu corpo com um dos braços e com o outro, se livrou do sutiã. Meu primeiro instinto foi me cobrir com os braços, mas respirei fundo e apertei ainda mais os ombros dele.
Draco roçou a lateral dos meus seios e arqueei as costas, soltando o ar pesadamente. Draco procurou meus olhos e eu sorri para ele. Então, ele envolveu meu seio direito com a mão e apertou com delicadeza. Senti meu corpo esquentar diante do toque, mas isso não era nada comparado ao que viria a seguir. Ainda com a mão sobre o meu seio, ele começou a massagear a auréola com o dedão, ao mesmo tempo em que me beijou de novo. E eu senti ondas de prazer percorrerem a minha coluna.
Arranhei as costas dele, tentando extravasar parte do desespero que tinha se apossado de mim. Ele emitiu algo como um grunhido e deixou minha boca para passar os lábios pelo vale entre os meus seios, descendo até a minha barriga. Suas mãos acompanharam o percurso, mas enquanto a boca parou na altura do meu umbigo, elas continuaram até a barra da minha calcinha. Respirei fundo quando ele enganchou os dedos nas laterais e começou a deslizá-la devagar pelo meu quadril, atento à minha reação, pronto para parar se eu assim quisesse.
Minha última peça de roupa tinha ido embora e apesar da vergonha, eu queria mais. Queria que Draco continuasse me tocando, me beijando, proporcionando as sensações maravilhosas que eu estava experimentando. Mas eu também queria que ele sentisse, que ele precisasse de mim tão desesperadamente quanto eu precisava dele naquele momento.
Ele começou a passear com a mão pelo meu corpo, a partir do joelho e subindo. Então, remexi embaixo dele e passei minha outra perna para o lado de seu quadril. Eu estava total e indiscutivelmente exposta, podia senti-lo contra mim, refreado apenas pelo tecido da cueca. Draco parou com a mão na minha cintura, apertando-a. Coloquei o dedo, de novo, no cós da cueca e puxei a beirada da peça.
— Hermione… — ele gemeu baixinho. Percebi que seu corpo tremia sobre o meu.
— Draco…
Fiquei surpresa ao perceber que minha voz estava tão entrecortada e rouca quanto a dele. Era para eu parecer confiante enquanto fazia aquilo. Olhei dentro dos olhos dele e tentei continuar, mas acabei me atrapalhando. Draco colocou a mão sobre a minha e guiou meus movimentos, ajudando-me a livrá-lo da peça. Imediatamente, foi como se uma bola tivesse se formado na minha garganta, bloqueando a passagem do ar; e minhas bochechas queimaram, como uma lareira no inverno. Era impossível não olhar para baixo. Eu precisava admirá-lo. Ele pegou minha mão novamente e voltei a encarar seu rosto. Mas Draco estava de olhos fechados. Levei um susto quando senti que ele estava me guiando para tocá-lo, mas a expressão em seu rosto tirou a maior parte do meu acanhamento.
Ele jogou a cabeça para trás e gemeu alto quando o envolvi com a mão. Subi e desci algumas vezes, experimentando o ritmo e a pressão e ele enterrou o rosto no meu pescoço. Enquanto eu o acariciava, Draco mordeu minha clavícula, depois, sem aviso, abocanhou meu seio, fazendo-me gritar. O susto e, especialmente, os tremores que começaram a se alastrar pelo meu corpo, fizeram com que eu perdesse a linha de raciocínio e abandonasse tudo o que estava fazendo para me agarrar aos lençóis em busca de estabilidade.
Quando achei que não ia mais aguentar, ele parou. Segurando meu quadril, posicionou-se melhor entre as minhas pernas.
— Abra os olhos e olhe para mim, Hermione. — obedeci, sem saber ao certo quando tinha fechado os olhos. — Agora respire. — ou prendido a respiração.
Draco encostou a testa na minha, os olhos fixos nos meus, a tempestade no céu noturno penetrando a minha alma. Senti-o junto à minha entrada. Meu corpo tremia violentamente em expectativa, cada parte de mim latejava, incandescente e ciente dele. Percebi que ele esperava por permissão e me estiquei para dar um selinho rápido nele.
— Eu te amo. — sussurrei o melhor que pude.
Ele começou a escorregar para dentro de mim, aumentando o aperto no meu quadril a cada centímetro. Senti uma pressão no pé da barriga e me contrai.
— Eu te amo, Hermione.
Fiz o melhor que pude para relaxar e ele empurrou mais um pouquinho, depois de uma dor aguda mas suportável, senti-o se acomodar e relaxar, fechando os olhos por um instante. Eu não era a única que estava tensa, afinal. Quando ele começou a se mexer, foi como se o mundo ao redor deixasse de existir. Começou devagar, quase incerto, então, como se tivéssemos ensaiado, estávamos nos movimentando juntos.
Draco prendeu minhas mãos em cima da minha cabeça e aumentou a força das investidas. Meus seios túrgidos roçavam contra o tórax dele, espalhando pequenas descargas elétricas pelo meu corpo já saturado de sensações. Joguei a cabeça para trás e ele atacou meu pescoço com vontade. Eu ficaria marcada, com certeza. Mas eu não me importava mais, eu era dele. Soltei minhas mãos e agarrei seus ombros, descendo com as unhas por suas costas. Um gemido subiu por seu peito e ele enterrou as mãos na minha cintura de novo.
Eu ia começar a protestar pois aquilo estava restringindo meus movimentos, mas ele levantou meu quadril, indo ainda mais fundo. O calor começou a se concentrar na parte baixa da minha barriga. Draco entrava e saia com mais rapidez agora, começando a perder o controle. Senti que ia explodir e puxei Draco para mim, colando nossas testas mais uma vez. Ele começou a tremer e me apertou ainda mais contra si.
— Hermione… — ele meio chamou, meio gemeu e isso me levou ao limite. Draco veio junto comigo.
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