Notas iniciais
Olá meus amores. Capítulo saindo antes porque mais tarde vai ser impossível. Quero dedicar esse a minha querida Khaleesi Dracarys que fez aniversário essa semana. Parabéns minha linda. Considere esse mais um bônus de aniversário tá?

Os planos para o Natal

Pov Draco Malfoy

A festa de Hermione para tentar fazer com que eu me desse bem com os amiguinhos dela quase tinha sido um fiasco. É, quase. Eu realmente gostei da Weasley fêmea e o Potter não é tão ruim assim. O problema mesmo foi o Cenoura. O Weasley tinha abusado demais da minha paciência e quase entrei na porrada com ele. Hermione nos separou e todos nos despedimos, o Weasley ficou por último. Parecia que ele sabia que eu queria falar com ele. Optamos por uma competição justa pelo amor da Hermione. Ela me olhava curiosa quando me viu apertando a mão do Weasley e eu apenas disse que fizemos uma trégua em nome do que sentíamos por ela. Ela ainda estava muito irritada, mas apareceu feliz ao ouvir isso. Levei-a até em casa e depois aparatei para a mansão.

Acordei no domingo lembrando que agora estávamos entrando na terceira semana de dezembro e que na semana seguinte seria o natal. Minha mãe já havia me dito que iria passar o natal com a irmã Andrômeda e o meu pequeno primo babão. E eu sabia que queria ficar com Hermione, o que provavelmente seria um desastre. Eu sabia que ela queria passar o natal com os Weasleys, mesmo ela não contando nada. E Malfoy plus Weasley é sinal de problema. Lembrei então do meu acordo com o Cabeça-de-Fósforo e percebi que o único problema seriam na verdade os pais dele e os outros irmãos. Continuei apreensivo, precisava resolver logo isso com ela e uma ideia passou pela minha cabeça.

Desci as escadas correndo procurando minha mãe. Greek me viu e prontamente me disse que ela estava na biblioteca. Corri para lá.

– Mãe! – disse entrando na biblioteca feito louco.

– O que é isso Draco? De onde veio todo esse entusiasmo? Tem a ver com Hermione? – ela disse fechando o livro que tinha nas mãos e levantando-se da poltrona onde estava sentada.

– Sim e não. – disse me aproximando.

– Então me conte logo.

– Você vai passar seu natal na casa da tia Andrômeda não vai?

– Sim. Eu já tinha lhe dito isso.

– Quanto tempo vai ficar lá?

– Devo ir na quinta, já que o natal é na sexta. E só devo voltar na segunda. Porque?

– Então a mansão vai ficar só para mim não vai?

– Sim. Draco, você está me deixando curiosa.

– Você deixaria que eu trouxesse convidados?

– Ora, claro que sim. Mas que convidados são esses?

– Os Weasleys.

– O quê?

– Sim. Você sabe que aquela casa onde eles moram é pequena, isso nunca foi segredo para ninguém. E eles são uma família muito grande. Sei que Hermione quer passar o natal com eles e sei que não vai caber todo mundo lá. Quero fazer o natal aqui em casa, e convidar todos eles.

– Draco isso é maravilhoso. Nunca pensei que você iria se dar bem com eles.

– Ainda não. Mas a Weasley fêmea não é ruim e até o Cicatriz vai ser convidado.

– Fico feliz por você meu filho. Parece que finalmente essa casa vai saber o que é um natal de verdade.

– Bem. Preciso falar sobre isso com Hermione. Ela tem que convencer os Weasleys não é? Vou indo mãe.

– Tudo bem filho. Até logo.

Me deu um beijo e eu corri de volta para meu quarto. Tomei um banho e comi alguma coisa e então aparatei até a casa de Hermione tocando a campainha nervosamente.

Pov Hermione Granger

Eu estava terminando meu café da manhã quando a campainha começou a tocar insistentemente. Levantei um tanto quanto aborrecida, mas minha raiva passou assim que vi os olhos acinzentados e os cabelos loiros de Draco que estava quase quicando de tão empolgado ali na minha porta. Ele me beijou e então abri mais a porta para que ele entrasse.

– Porque toda essa animação?

– Porque sou um gênio e o melhor namorado do mundo.

– Eu não diria isso. Você foi um verdadeiro idiota ontem à noite.

– Já disse que não vai acontecer de novo. Weasley me tirou do sério. Mas nós já fizemos uma trégua e você não precisa se preocupar.

– Sei. E então? Porque tudo isso?

– Tive uma ideia e preciso da sua ajuda.

– Que ideia?

– Vamos passar o natal lá em casa.

Fiquei sem graça, eu já tinha decidido passar o natal na Toca e eu estava pensando em como levar o Draco sem criar problemas e por isso mesmo ainda não tinha comentado nada com ele. Agora ele queria fazer um natal na mansão e eu não sabia como dizer não.

– Draco eu na verdade...

– Shhh. – ele disse colocando o indicador em meus lábios para que eu ficasse calada – Você não ouviu tudo. A ideia é o seguinte, sei que você quer passar o natal com os Weasleys, e eu estava disposto a ir com você mesmo sabendo que pode dar tudo errado. Mas hoje de manhã me lembrei que minha mãe vai passar o natal com tia Andrômeda e o pequeno Ted babão. Logo a mansão é minha até segunda, e eu decidi que talvez fosse uma boa ideia fazer o natal lá e convidar todos os Weasleys e o Potter para ficar conosco. O que acha?

Ele estava realmente preocupado quando me contou tudo. Mas eu achava uma excelente ideia. Sorri e ele sorriu comigo, então eu o abracei e beijei várias vezes. Draco podia ter todos os defeitos do mundo, mas realmente era o melhor namorado de todos.

– Ok. Então precisamos planejar tudo. Vou hoje mesmo na Toca para conversar com Molly e Arthur, você vai falar com sua mãe. Peça para ela lhe ajudar com a decoração da mansão para o natal. Aquele lugar é muito sombrio, precisa melhorar.

– Tudo bem. Vou fazer isso agora mesmo e aproveitar enquanto mamãe ainda não se enfiou na casa de minha tia. Eu amo você sabia?

– Eu sei. Também amo você.

Draco me beijou e aparatou em seguida de volta para a mansão. Eu subi as escadas e fui trocar de roupas. Assim que fiquei pronta aparatei até os jardins da Toca. Percy, Jorge e Rony pareciam estar desgnomizando o jardim novamente e assim que me viram correram a me abraçar.

– Hermione! Que surpresa boa. Já estava com saudades de você. – disse Percy

– É, você nunca mais apareceu. Só dá bola pro Rony, isso é injusto. – reclamou Jorge.

– Nada disso. Percy também vê a Hermione tanto quanto eu. Reclame dele também.

Todos rimos e então fomos até a porta da cozinha, Molly como sempre estava cozinhando e Gina parecia estar ajudando a mãe. Assim que passei pela porta senti a atmosfera familiar dos Weasleys me envolver.

– Hermione, minha querida. Como está? Nunca mais deu notícias, sentimos sua falta. – disse Molly vindo me dar um abraço apertado.

– Eu sei Sra. Weasley. Desculpe não vir antes. Muita coisa acontecendo.

– Sim, sim. Eu soube, Percy nos contou que o ministério está procurando por seus pais. Espero sinceramente que os encontrem logo.

– Obrigada.

Gina veio me abraçar também.

– Não pensei que fosse te ver hoje. Tem alguma coisa a ver com aquele papo de ontem? Rony não contou nada para mim, menos ainda para o Harry.

– Não precisa se preocupar com isso. Ele me disse que apenas acertaram uma trégua. Acho que isso é o melhor cenário apesar de tudo.

– Ah com toda a certeza.

– Querem parar de falar de mim como se eu não pudesse ouvir? – Rony tinha entrado na cozinha comigo e estava atacando uns bolinhos de limão que a Sra. Weasley havia preparado.

– Estão falando de quem acho que estão?

– Sim mãe. – disse Gina respondendo à pergunta que eu não havia entendido.

– Então é verdade Hermione? Você está namorando mesmo aquele garoto Malfoy?

– Sim. Mas ele não é ruim como vocês pensam. Ele sabe que as coisas que fez foram erradas e está disposto a tentar arrumar tudo. Ele fez o que fez por pressão, ele não tinha escolha.

– Calma querida, não precisa defendê-lo tanto. Harry já nos contou sobre o julgamento. Principalmente depois do estado que Rony chegou aqui. Confesso que sempre quis que você e meu Rony se dessem bem. Mas ninguém escolhe quem amar não é querida? O que importa é que esse rapaz faça você feliz.

– Acredite Sra. Weasley, ele faz.

Nesse momento o Sr. Weasley entrou pela cozinha com Jorge e Percy, sendo seguidos por Gui e Fleur

– Oh, Gui. Veja só quem está aqui. Herrmione que bom vê-la.

Embora Fleur já estivesse a bastante tempo morando na Inglaterra seu sotaque Francês ainda se fazia presente algumas vezes. Principalmente na pronúncia dos erres.

– Fleur, você está fantástica.

– Obrrigada Herrmione. Você também está marravilhosa.

Gui abraçou seus irmãos e a mãe e em seguida me cumprimentou. Sr. Weasley também veio me abraçar logo depois de falar com todos os filhos. Era realmente bom ver todos reunidos. O que me lembrava do porque eu estava ali.

– Sr. e Sra. Weasley. Será que posso falar com vocês em particular?

– Claro filha. Venha Molly vamos até o jardim.

Todos os nos olharam curiosos enquanto íamos para fora da casa. Gina tentou vir junto mas eu a impedi com um aceno de cabeça. Fomos até bem perto da barraca onde Arthur costumava guardar suas bugigangas trouxas.

– O que você queria falar conosco querida?

– Na verdade é uma pergunta. Mais um pedido do que outra coisa.

– Então diga filha. O que nós pudermos fazer por você nós faremos. Você é da família. Sabe disso não sabe?

– Oh Molly. Eu sei. – disse abraçando a mulher gorducha a minha frente. Assim que a soltei resolvi falar tudo de uma vez.

– Como vocês sabem eu estou namorando Draco Malfoy. Ele não é uma má pessoa, só é alguém que não teve escolhas. Ele está se esforçando para melhorar e até está se esforçando para se dar bem com Harry, Gina e até com Rony. Ele sabe que eu tenho o desejo de passar meu natal com vocês todos, vocês são minha segunda família. Eu estava pensando em um jeito de trazer ele para passar o natal conosco sem causar nenhum desconforto, mas ele teve uma ideia e eu achei maravilhosa. Não sei se vocês concordariam com isso mas ainda assim estou aqui pedindo.

– Diga logo Hermione. Não precisa ter medo. Molly já disse que faremos tudo o que pudermos por você.

– Draco quer fazer o natal na mansão. Ele quer fazer uma comemoração especial e convidou toda a família Weasley para fazer as festas lá conosco. Harry também vai ser convidado e no final todos estaríamos juntos. A mansão é mais espaçosa e também vocês não precisariam se preocupar com todos os preparativos. É tudo comigo e com Draco. Vocês aceitariam?

Vi Arthur olhar para Molly esperando a resposta. Ela como matriarca da família Weasley era a pessoa que tomava as decisões na maioria dos casos. Eram raras as vezes em que o Sr. Weasley precisava se impor perante os filhos. Molly me olhava com um rosto sereno e parecia refletir sobre o assunto até que finalmente deu o veredicto.

– É claro que sim querida. Nós nos sentiríamos honrados. Espero que hajam acomodações para todos, sabe como nossa família é grande

– Oh obrigada Molly. – disse abraçando novamente a matriarca Weasley – Não sabe como me deixa feliz. Eu e Draco vamos preparar tudo e logo lhe avisarei dos detalhes.

– Claro querida. Agora porque não vamos lá para dentro? Preciso ir ver como está o almoço e creio que você vai ficar conosco hoje não é?

– Sim. Adoraria.

Dito isso Molly se dirigiu de volta a cozinha. Eu ia segui-la mas Arthur me chamou. Ele ainda estava parado ali, como se ainda quisesse falar algo importante.

– Sim Sr. Weasley?

– Hermione filha. Sabe que me preocupo com você não sabe?

– Sim. E fico profundamente feliz com isso. Também tenho vocês todos como família.

– Eu sei. E é por isso que preciso falar com você.

– Sobre o que?

– Você sabe que Rony e Harry estão junto com os aurores na busca pelos Carrow não sabe? – fiz sinal afirmativo com a cabeça – O ministério descobriu que eles fugiram separados e conseguiram interceptar as comunicações. Eles estão querendo se reunir novamente e estão querendo juntar os comensais que ainda restaram com eles. Mas os comensais tem medo de serem capturados e por isso disseram que só se unirão aos Carrow se eles provarem sua força.

– O que quer dizer?

– Os Carrow planejam matar vocês três Hermione. O ministério ainda não descobriu a localização deles e tampouco a localização dos outros comensais. Todos os aurores e a inteligência bruxa de captura são tão inúteis quanto uma vassoura quebrada. Os rapazes já sabem disso e andaram se protegendo. Eles não queriam preocupar você e por isso mandaram que o ministério protegesse sua casa sem que lhe informassem. Mas você corre perigo em qualquer lugar e por isso estou lhe avisando. Tome cuidado, ande sempre com sua varinha preparada e de olhos atentos. Deus sabe a falta que Olho-Tonto faz nessas horas. Ele e Tonks seriam de grande ajuda. Se precisar de algo não hesite em pedir tudo bem? E se eu fosse você procuraria um auror para proteção.

– Não há necessidade Sr. Weasley. Eu tomarei cuidado, prometo.

Sob o peso dessas palavras entrei na Toca mais uma vez. A princípio fiquei bastante tensa, mas depois o clima alegre e sempre festivo dos Weasleys tratou te me tranquilizar. Eu tinha Harry, Ron e Draco. Sabia que se eu precisasse de ajuda eles estariam ali para mim. Passei o restante do dia com Gina e Fleur fofocando sobre nossos homens.

Notas finais
É isso amores. Esse foi bem leve porque as coisas vão começar a pegar daqui pra frente. Já estamos na metade final da fic, então se preparem.