Notas iniciais
Oii lindas, era para eu ter postado uma hora antes, mas eu estava meio nervosa com alguns assuntos, nervosa não de brava, do outro sentido mesmo. Mas, agora eu to um pouco melhor rs e vim agradecer a AccioSagas pela recomendação maravilhosa que me deu e postar esse capítulozinho. Espero que gostem

\"\"

Capítulo 57 – Lar provisório

POV. HERMIONE GRANGER

Havia acabado de me despedir de todos os professores, exceto Robert, daquele ali eu quero é distância.

Malfoy e eu estávamos indo para a estação de Hogsmeade, onde estavam Harry, Gina, Rony e Luna esperando-nos.

_Pois é, parece que chegou a hora. – disse Draco virando-se para encarar o castelo – Chegou a hora de despedirmos do nosso lar.

_Verdade. – concordei, lutando para não chorar.

Aquele havia sido o lugar que me acolheu, o lugar onde arrumei amigos de verdade, era o lugar onde eu havia aprendido coisas que não se aprende em lugar algum. E eu não estou falando de magia, não. Eu estou falando de experiências, de lições que só a vida nos proporciona. Foi nesse lugar que eu cresci, foi nesse lugar que eu amadureci, foi nesse lugar em que achei o grande amor da minha vida. E só de pensar que eu nunca mais irei acordar todos os dias para ter aulas mágicas, viver grandes aventuras, saborear aquele delicioso café da manhã, almoço, jantar... Não vou mais esperar ansiosamente pelas corujas invadindo o salão principal trazendo nossas correspondências... Tudo isso me deixa emocionada.

Mesmo que eu tivesse lutado para não chorar, mesmo que eu não quisesse chorar, não adiantou, era emoção demais, um misto de alegria e tristeza...

_É melhor irmos. – disse secando a teimosa lágrima que beijava minha face.

_Sim, é melhor. – concordou Draco ao ver que eu chorava.

Ele passou o braço pela minha cintura e guiou-me até a estação. Fomos o caminho inteiro em silêncio, não havíamos o que dizer e com o Draco, o silêncio dizia muita coisa. Sei que ele não queria dizer nada com medo de que eu ficasse mais triste ainda, e embora ele também estivesse não demostrava para que eu não ficasse pior.

Assim que chegamos na estação entramos no trem e procuramos pela cabine onde estavam eles, não demorou muito e encontramos, não só eles como também Pansy e Zabine, todos aos beijos. Chegava a ser uma cena engraçada.

_Com licença. – Draco disse assustando-os. – Será que podemos participar dessa pegação?

_Claro brother, senta ai. – disse Zabine.

Sentamo-nos e começamos a conversar sobre diversos assuntos, como, o que faríamos agora, onde moraríamos.

_Eu quero ser auror. – disse Harry.

_Eu também. – afirmou Rony.

_Quero ser um médico curandeiro. – disse Draco, deixando-nos espantados. – O que? Acham que só porque sou um ex-Comensal eu não posso fazer o bem às pessoas?

_Não dissemos isso. – disse Pansy rindo.

_Eu não sei o que quero ser ainda. – disse Luna.

_Eu também não faço ideia. – concordou Pansy pensativa.

_Quero ser jogadora de Quadribol. – disse Gina sonhando. – E você Mione?

_Quero trabalhar no Ministério da Magia, em que eu ainda não sei. – admiti.

E continuamos a conversar por um bom tempo, o papo estava tão bom que nem vimos o tempo passar. Quando nos demos conta o trem já havia parado na Plataforma 9 ¾ e todos estavam desembarcando.

Saímos da cabine e desembarcamos também. A primeira pessoa que eu avistei foi senhora Weasley e em seus braços o pequeno Teddy, que devo admitir não estava tão pequeno assim. Assim que ele me viu veio correndo ao meu encontro.

_Tia Mione! – disse ele, com seus cabelos mudando do azul para verde.

_Meu pequenininho. – disse abraçando-o e beijando sua testa.

_E eu? Não ganho abraço não? – perguntou Draco aparecendo atrás de mim.

_Não. – disse ele tímido. – To blincando.

Ele inclinou-se até ele e deu um beijinho, voltando para se esconder em meus cabelos.

_Que coisa linda. – riu Draco – Amor desculpa eu tenho que ir, minha mãe não veio provavelmente ela esqueceu e quero fazer uma surpresa pra ela. Mas, em breve nos veremos.

_Tudo bem, manda um beijão pra ela. – disse dando-lhe um selinho.

Ele foi, então, engolido pela multidão. Estava procurando por ele quando senti uma mão em meu ombro, assim que virei, dei de cara com a senhora Weasley.

_Hermione, querida. Tudo bem com você? – perguntou sorrindo docemente e arrumando os cabelos rebeldes de Teddy.

_Estou ótima senhora Weasley, obrigada. – disse sorrindo.

_Então vamos? Eu fiz um bolo maravilhoso para vocês... Onde está Gina? – perguntou olhando em volta.

_Aposto que está por ai com o Harry. – disse Luna aparecendo abraçada com o Rony.

_Rony, vá procura-los e diga que precisamos ir. – pediu a ele. – Esperamos vocês no carro.

Fomos então, Teddy, Luna, Molly e eu para o carro, onde esperava o senhor Weasley. Não demorou muito e logo Rony estava de volta com os pombinhos, eles entraram no carro e partimos para A Toca.

Chegamos então no jardim mais convidativo e aconchegante que eu já conheci, onde eu passava pelo menos uma semana das minhas férias desde o terceiro ano. Estar lá novamente era como estar em casa. E seria, realmente, minha casa. Seria um lar temporário.

Entramos e fomos direto lavar as mãos para comer o delicioso café da tarde que senhora Weasley havia preparado. Assim que sentamo-nos à mesa começamos a falar sobre as novidades do ano, menos, é claro, sobre os casamentos. Isso, Gina e eu, havíamos combinado de contar mais tarde.

Sentado em meu colo, estava Teddy, que acabou adormecendo. Levantei com cuidado para que não acordasse ele e coloquei-o no sofá, cobrindo-o com uma manta que estava no braço do sofá.

_Eu tenho que ir Roniquinho, meu pai está me esperando. – disse Luna.

_Tudo bem, eu levo você...

_Não precisa. – deu um selinho nele e despediu-se de nós e foi, toda saltitante com sempre.

Depois de um tempo Harry e Rony subiram para o quarto e ficamos, Gina, a senhora Weasley e eu na sala, e claro Teddy que dormia.

_Mãe, Hermione e eu temos algo para lhe contar. – disse Gina olhando para mim.

_Digam então. – pediu ela sorrindo.

_Vamos nos casar! – dissemos juntas.

Notas finais
Espero que tenham gostado.