Dramione - Orgulho e Preconceito
71 Eu preciso fazer isso!
Notas iniciais
Desculpem, mil desculpas pela demora e pela morte da Hermione! Sério, eu não conseguia escrever nada, nadinha de nada, e tive que esperar para que a criatividade viesse. Então hoje eu estava sem internet e consegui escrever algo decente, e espero que gostem.
Eu preciso agradecer a uma linda e fofa leitora que me mandou uma recomendação maravilhosa e me deu inspiração para escrever esse capítulo, obrigada Addae e obrigada a Ana Elisa que me deu uma dica de como escrever a parte principal desse capítulo.
Agora vamos lá!
Capítulo 71- Eu preciso fazer isso!
DRACO MALFOY
Haviam se passado dois dias desde que o maldito “piii” anunciou que a última batida do bondoso coração de minha querida esposa e amiga Hermione, e desde então eu não havia saído de seu lado em hipótese alguma, pois, segundo Luna ela ainda possuía atividade cerebral o que indicava que ainda havia uma probabilidade de que ela voltasse, pequena, porém, ainda havia.
Harry, Rony, Gina e os outros Weasley haviam ficado totalmente abalados com a notícia de sua morte, mas, tentavam a todo custo me fazer seguir em frente e cuidar de minhas lindas filhas, que estavam na maternidade.
Eu não saía de seu lado nem para tomar banho. Banho era a última coisa que precisava no momento, eu apenas a queria de volta ao meu lado, ver o brilho em seus olhos novamente, seu riso de sino, apenas ela ao meu lado viva. Porém, Luna havia me dito que se em 48 horas ela não acordasse eles seriam obrigados à desligar os aparelhos. E isso aconteceria dali à uma hora e meia.
_Hermione, eu preciso que volte para mim, para nossas filhas. – eu dizia segurando sua mão gélida. – Nós precisamos de você e você precisa de nós. – eu me sentia um inútil, um homem sem palavra.
Eu havia prometido a ela que sempre a protegeria, que nunca deixaria que nada de mal lhe acontecesse, que não importasse o que me custasse eu nunca deixaria que nada e nem ninguém nos separasse e olhe só onde como me encontro. Ao lado do corpo sem vida do amor da minha vida sem poder fazer nada, nada que lhe traga de volta a vida. Sem poder retribuir o que ela havia feito por mim.
Ela me trouxe da escuridão, me trouxe para a vida quando me mostrou o seu amor, fora ela quem havia me ajudado a seguir em frente mesmo quando todos me julgavam, quando todos tinham pena e nojo de mim. Foi ela quem fez de tudo para que eu me tornasse uma pessoa melhor, fora ela quem nunca desistira de mim. E eu não poderia ser quem desistiria dela.
_Draco, por favor vá se alimentar. – disse Luna entrando no quarto e tentando me convencer pela milésima vez no dia.
_Não estou com fome Luna. – respondi sem emoção.
_Draco, você precisa comer algo ou adoecerá. – insistia ela.
_Já estou doente. – falei apenas.
Ela se aproximou cuidadosamente de mim, depositou sua mão em meu ombro direito e olhando de Hermione para mim ela disse:
_Sabe que precisa seguir em frente, não sabe? – suspirou – E sabe também, que se houvesse algum jeito de trazê-la de volta o faríamos sem pensar duas vezes.
_Sim, eu sei disso tudo Luna. E sei também que há uma maneira de trazê-la, uma maneira de que não descobri ainda, mas, eu sinto no interior de mim alma que há.
HERMIONE GRANGER
Assim que abri meus olhos encontrei-me em um lindo lugar, um lugar tão belo e tão puro que deixaria qualquer um feliz só por vê-lo. Que transmitia uma sensação de paz e harmonia, uma sensação de dever cumprido e de tranquilidade.
Porém, a única sensação que aquele lugar me transmitia era pânico. Sim, você leu certo. Pânico.
Pânico porque eu sabia que uma pessoa só ia para um lugar como aquele quando se estava morta, e eu não poderia em hipótese alguma estar morta. Tinha duas filhas lindas para criar, um marido para amar e um lar para cuidar.
Era irônico que eu tivesse uma morte tão tola quanto aquela.
Eu havia passado por um Basilísco no segundo ano, dezenas de Dementadores no terceiro, sobrevivido á uma guerra cheia de mortes e tragédias e saído viva com apenas alguns arranhões. E eu havia morrido por uma parada cardíaca?
_Querida Hermione. – ouvi uma voz familiar me chamar. – O que faz aqui?
O que? Eu havia ouvido direito? Ele havia me chamado de querida? E de Hermione?
_Professor Snape? – ele sorria da forma mais amigável possível – Eu... Eu acho que morri.
_Não pode ter morrido. Pelo que sei acabou de dar luz á duas lindas menininhas. – era estranho o ver sorrindo e sendo tão amigável daquele modo. – Tem que voltar.
_Voltar? – perguntei confusa – Tem um modo de voltar?
_Sim. Porém, não é tão fácil quanto pensa. – riu ele. – Acho que precisará de um pouco de energia vital...
_O que? Isso significa que alguém tem que morrer para que eu possa voltar a viver? – eu queria voltar, mas, não desse modo.
_Sinto muito. – deu um sorriso triste. – Mas, é o único modo.
Não podia ser, devia haver alguma maneira, uma maneira onde ninguém precisasse morrer para eu voltar a viver.
_Professor...? – tarde demais. Ele já havia partido.
Eu havia pensado em algo, mas, não sabia se daria certo. Entretanto, não perderia nada em tentar, isso não mataria ninguém disso eu tinha certeza.
Eu precisava voltar para o quarto onde meu corpo estava. Mas, não fazia ideia de como.
Será que se eu tentasse aparatar funcionaria? Foi o que eu tentei e deu certo, por mais incrível que se pareça abri os olhos e me encontrei do lado de Draco, Luna e eu. Na verdade do meu corpo inerte.
_Hermione, você precisa voltar. – sussurrava Draco.
_Estou tentando Draco. Estou tentando. – eu dizia beijando sua face molhada pelas lágrimas que derramava.
Sentei na maca e tentei entrar em meu corpo, com uma esperança quase nula de que daria certo, mas, nada aconteceu.
_Será realmente que minha única esperança era a transmissão de energia vital?
_É isso! – escutei Draco dizer ainda com lágrimas nos olhos – Já sei o que preciso fazer!
Aproximei-me dele com curiosidade, e parei a sua frente estreitando os olhos. Ele procurou por sua varinha e a empunhou.
_Vou fazer a transmissão de energia vital. – ele havia sentido a minha energia? Ouvido minhas palavras?
_O que? Ficou maluco? – indagava Luna – Sabe que para transmitir energia vital é preciso morrer, e o que irá adiantar ela voltar se você morrer?
_Não Draco, ela tem razão, não faça isso. – eu gritava inutilmente.
_Eu preciso fazer isso! – disse apontando sem querer sua varinha na direção dela e derramando mais e mais lágrimas.
_Não! Não pode! – eu gritava em sua frente mas, ele não ouvia e nem me via.
_Não deixarei que faça isso. – disse Luna com um sorriso sereno. – Não sozinho.
Ele fez uma cara de confusão intensa e tive que imitá-lo. Ela queria morrer também?
_Se dividirmos o peso do feitiço nenhum de nós dois morrerá e ela terá a quantidade de energia necessária para voltar a viver. – explicava – Ficaremos um pouco fracos mas, logo recuperaremos nossas energias doadas.
_Tudo bem. – disse sorrindo esperançoso.
Será que daria realmente certo? Será que eu voltaria a vida? Será que eles não morreriam?
_No 3. – anunciou Draco. – 1.. 2... E... 3!
Eles apontaram para meu corpo inerte e uma grande e brilhante luz saiu de suas varinhas e atravessaram meu corpo. E foi nesse momento que senti algo muito forte puxando-me para o meu corpo que estava na maca e tudo escureceu novamente.
DRACO MALFOY
Eu me sentia fraco, porém, esperançoso. Agora eu sentia que a possuía de volta em meus braços, em minha vida.
_Está bem? – perguntou Luna apoiando-se na maca. – Me sinto um pouco tonta.
_Eu também. – respondi apoiando-me dela e ambos olhamos para Hermione.
De repente o monitor começou a registrar batidas cardíacas que iam aumentando cada vez mais, escutávamos a respiração cortante de Hermione e seus olhos começaram a querer abrir até que pude ver o brilho de seus incríveis e hipnotizantes olhos castanhos.
_Hermione? – perguntei sem realmente acreditar.
_Dra-Draco. – ela sussurrou meu nome tão baixo e fraco que quase não pude escutar.
_Conseguimos! – a abracei que permaneceu imóvel devido aos fios ligados em seu corpo.
_Conseguimos! – disse Luna.
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Gente, eu estou escrevendo uma fanfic Rose&Scorpius e espero que leiam e comentem ok? Por favor, espero vocês lá.
Notas finais
http://fanfiction.com.br/historia/401943/Heartbreaker/
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