Dramione - Orgulho e Preconceito
69 Até que a morte nos separe!
Notas iniciais
Espero que gostem e que não fiquem tão decepcionados comigo.
Capítulo 69 – Até que a morte nos separe!
POV. HERMIONE GRANGER
Aquele mês eu havia sido mais paparicada do que em toda a minha vida, Draco estava impossível, fazia tudo e mais um pouco para que eu não levantasse da cama, e nem saia de casa.
_Draco, já lhe disse que estou bem. – falei pela milionésima vez. – Você está me dando nos nervos já.
_Ei, eu só quero que você e meus filhos, ou filhas, fiquem bem. – disse dando de ombros com uma carinha de dar dó. – Apenas isso.
_Sei, está parecendo que quer é me enlouquecer. – disse levantando-me da cama e rezando para que ele não me mandasse deitar novamente.
_Não é a minha intenção. – disse ele fazendo menção de vir me ajudar a levantar, mas parou no meio do caminho assim que lhe lancei um olhar – Eu quero só o seu bem.
Revirei os olhos e fui indo para a porta, pois queria comer alguma coisa e para isso precisava ir até a cozinha. Fui descendo as escadas com enorme cuidado, pois, não conseguia enxergar meus pés e nem os degraus que precisava descer, e enquanto isso Draco murmurava cuidados.
_Malfoy! – gritei.
_Desculpe. – disse.
Fui para a cozinha já sem paciência com o Draco, abri a geladeira e peguei a tigela de pudim que ele havia feito de manhã, e que era sobremesa para o jantar.
_Não vai comer tudo, não é? – perguntou-me meio receoso.
_Ah eu vou sim. – disse com um sorriso psicopata.
Ele deu risada e sentou-se na cadeira, enquanto eu estava encostada a pia abraçando a tigela e com uma colher na outra mão, preparando-me para atacar.
Estava comendo como uma morta de fome que havia ficado dias sem comer nada.
_Hermione vá com calma desse jeito terá uma indigestão. – ele disse olhando-me assustado.
Nesse momento senti uma dor aguda e muito intensa em minha barriga, um grito estridente e ensurdecedor escapou de meus lábios, era uma dor realmente muito forte, eu nunca havia sentido nada igual ou parecido.
_Tudo bem me desculpe. – falou Draco achando que era com ele que estava gritando.
Outra pontada aguda e soltei a tigela na pia, agachei-me e contorci-me de modo a tentar amenizar a dor, mas nada que eu fizesse diminuía a intensidade, apenas aumentava mais e mais.
_Hermione?! – disse ele agachando ao meu lado – Me diz o que está havendo?
_É agora Draco! – disse com esforço. – Agora!
_Agora o que? Pelo amor de Merlin, Hermione me diz, está me deixando preocupado. – falava desesperado.
_Vai nascer! – gritei estridente.
_Ai meu Deus! – gritou ele desesperado – O que fazemos agora?
Ele andava de um lado para o outro sem saber o que fazer, ele estava mais perdido do que eu.
_Que tal ir ao St. Mungus? – perguntei tentando manter a calma.
_Sim. É uma ótima ideia. – disse procurando algo – Se eu encontrasse a chave do carro.
_Pelo amor de Merlin e da Morgana, Draco vamos logo. – peguei minha varinha e disse – Accio chaves!
Dei a ele as chaves e fomos para o carro. Ele ligou o carro e saímos em disparada para o St. Mungus, ele não parava em nenhum sinal vermelho, não dava a mínima para os pedestres que estavam atravessando, e quase batemos três vezes.
Ele estacionou o carro de qualquer jeito e veio me ajudar a sair do carro, o que não era nada fácil com a barriga do tamanho que estava. Entramos no St. Mungos e logo uma enfermeira loira, de olhos azuis e máscara veio nos ajudar.
_Hermione? – perguntou.
_Luna! Graças ao Merlin! Ajude-me, estou em trabalho de parto. – disse aliviada ao vê-la.
_Tem certeza? Não fiz nenhum parto ainda, entrei aqui duas semanas... Acho melhor outra pessoa. – disse meio receosa.
_Não, eu confio em você! – disse sentando-me em uma cadeira de rodas que Draco havia pegado para mim.
_Tudo bem, me sigam. – disse ela.
Luna havia decidido tornar-se parteira e curandeira, ela sempre gostou de cuidar de pessoas e achou que se daria muito bem nesse ramo. Porém, ela havia entrado em St. Mungus para exercer essa profissão há apenas duas semanas, e como ela havia me dito, não tinha feito parto algum desde então. Porém ela era Luna, e eu confiava cem por certo nela.
_Deite-se ai que eu já volto – disse ela assim coloquei a camisola que havia me dado para vestir.
_Draco, estou com medo. – disse a ele.
_Não se preocupe tudo vai dar certo, vocês três irão sobreviver a esse parto e vocês três voltaram para casa. – falou sorrindo, mas, pude sentir que ele também estava com medo.
_Avise a Gina e Harry, sim? – pedi a ele.
Ele então produziu um patrono que saiu pela janela contar a novidade para eles.
Eu não pude deixar de conter minhas teimosas lágrimas, era um misto enorme de sentimentos que eu possuía dentro de mim, um misto de alegria, por dar a luz aos meus amores, e medo, de que eles morressem. Não estava preocupada comigo, de jeito nenhum, mas não suportaria que eles, ou elas morressem.
_Não chore amor, não chore. – disse Draco secando minhas lágrimas – Tudo ficará bem, e estou no seu lado na alegria na tristeza, na riqueza e na pobreza, na saúde e na doença, lembra?
_Até que a morte nos separe! – completei aquilo poderia até parecer uma simples frase para quem ouvia de fora, porém para nós tinha um significado profundo e doloroso.
Ele olhou dentro de meus olhos e não pude deixar de notar a dor que transparecia naqueles lindos olhos acinzentados ao me dizer:
_Errado! Mesmo assim continuaremos juntos. – e uma lágrima brotou em sua face.
_Pronto. – disse Luna chegando com mais uma pessoa ao seu lado, uma mulher que era mais experiente lá, eu já a havia visto diversas vezes. – Essa é Jéssica e ela vai me ajudar nessa... Nessa experiência nova.
_Experiência? – perguntou Draco exasperado – Isso não é nenhuma experiência, são dos meus filhos e de minha mulher que estamos falando.
_Draco, calma. – pedi a ele.
_Desculpe, usei um termo ruim. – disse sem jeito, Luna. – Estão prontos?
_Sim. – disse nervosa segurando a mão de Draco.
_Sim. – disse ele respirando fundo e beijando minha testa.
_Até que a morte nos separe? – perguntei.
_Nem mesmo a morte conseguirá nos separar. – sussurrou sorrindo para mim.
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