Dramione - O leão e a serpente
5 Por uma vez na Eternidade
Depois que Draco partiu para Hogwarts, Narcisa ficou sozinha e depressiva, com um marido em Azkaban e sozinha em uma casa enorme com um vazio ainda maior em seu peito, ela se matou, e de um modo bem trouxa, ingeriu uma caixa de remédio para o coração, o que o fez acelerar brutalmente, e parar.
A morte de Narcisa causou um baque horrível na vida de Draco, não era só Narcisa que precisava de Draco, ele também precisava de sua mãe, ela foi a única pessoa que sempre o apoiou, que nunca quis que ele se tornasse comensal, que sempre o ajudou a tratar dos assuntos com Lúcio e Voldemort, agora ela estava morta, e o vazio que rondava o peito de Draco durante os dias de trevas voltou.
Foi dado á Draco uns dias de "folga" para tratar da morte de sua mãe e preparar um funeral adequado, quando ia saindo pelas portas da escola ouviu passos vindos de suas costas, era Hermione, estava exausta por ter corrido para alcançar Draco á tempo.
– Pensei que já tinha ido. — Falou Hermione
– Hermione? Por que esta aqui? — Perguntou Draco confuso.
– Eu precisava te ver, ver se você esta bem.
– Na medida do possível, bom, eu tenho que preparar um funeral para duas pessoas, sendo que uma delas esta morta, então...com licença. — Falou Draco, dando meia volta e se virando para a porta.
– Eu vou com você, você não precisa enfrentar isso sozinho Draco, eu sei como é o sentimento de perder alguém, você não precisa passar por isso sozinho, me deixe ir com você. — Falou Hermione.
Nesse momento Draco virou de volta e a olhou nos olhos, eles eram sinceros, e era tudo o que bastava para Draco, ele andou em suas direção e a beijou, isso era tudo que ele precisava, isso era a única coisa que o confortava, Hermione lhe passava calma, era como beijar um anjo.
– Vá buscar suas coisas. — Falou Draco parando o beijo.
Ela pegou a varinha e conjurou suas malas que já estavam arrumadas.
– Já sabia que eu ia lhe deixar vir? Bom...ainda temos que falar com Minerva sobre você vir comigo.
– Eu a avisei sobre querer ir com você, ela me disse que se você desse permissão, eu poderia ir.- Falou Hermione.
– Vamos, vou te levar para um lugar que você nunca pensou em se alojar: A mansão Malfoy.
Hermione estremeceu, os poucos minutos que tinha passado ali foram um dos piores de sua vida, mas ela foi mesmo assim, a mansão estaria vazia, só com os empregados e os elfos domésticos, Hermione estremeceu de novo ao imaginar a situação dos elfos.
– Vamos. — Concordou ela, e segurou na mão de Malfoy, que a guiou para a porta.
E eles aparataram.
Eles desaparataram no quintal da mansão, em frente a uma grande fonte, ao entrar pelas portas Hermione pode ver o quão grande era o lugar, da última vez que esteve aqui não deu tempo de perceber os detalhes, uma palavra definia tudo: Luxúria. Uma mulher apareceu de repente em frente a eles, era a governanta.
– Sr. Malfoy, deixe-me leva-lo aonde esta o corpo. — E a mulher saiu andando com a intenção de que a seguíssemos.
Hermione e Draco trocaram olhares e a seguiram, passaram por vário corredores até chegar á um quarto branco, com uma única cama ao centro, revelando o corpo de uma mulher, o corpo de Narcisa, o corpo não havia putrifado devido a magia. Draco entrou, Hermione o esperou do lado de fora, sabia que aquele era o último momento a sós de Draco com o corpo de sua mãe, a governanta fechou a porta e acompanhou Hermione até a sala, lá ela esperou, até Draco voltar pálido com os olhos vermelhos, ela se levantou.
– Vamos para cima pra você se instalar. — Disse Draco dando meia volta e subiu as escadas, seguido por Hermione.
No meio da subida, a ela se virou e falou:
– Ah, Obrigada. — Para a governanta, ela deu um sorriso, e continuou a subir.
Draco a estava esperando em frente a porta de um quarto, ela chegou perto dele, e ele a abriu, a quarto era imenso, em tons de vermelho e branco, com uma enorme cama de casal.
– Qualquer coisa, meu quarto fica aqui em frente. — Falou Draco caminhando para o seu quarto.
– Draco — Chamou Hermione. — Você vai ficar bem, eu prometo. — Disse Hermione caminhando em direção a ele e lhe dando um selinho.
– Obrigada Hermione...por tudo. — Falou Draco em seus olhos.
Ele foi para o quarto dela, eles conversaram até tarde e ele acabou adormecendo em seu colo, sem qualquer beijo ou toque, apenas palavras de consolo, de ambos os lados.
Por uma vez na eternidade Draco sentiu a dor da perda, e a compaixão alheia.
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