Dramione - O amor do Bruxo e da Sangue-Ruim
32 "É Ginevra pra você!"
Notas iniciais
Pansy estava caminhando no corredor junto com as outras meninas da Sonserina quando ouviu um Harry muito ofegante gritando seu nome no final do corredor.
–- Parkinson! Hey, Pansy!
Ela se virou, e deu de cara com ele, por pouco não trombando. Tracey e Sally-Anne deram risadinhas.
–- O que é?
–- Nós... precisamos... conversar. – disse, pausadamente, entre um intervalo para respiração e outro.
–- Que é que você tem pra conversar com ele, hein, Pansy? – Daphne perguntou, ironicamente. – Acho que o Draco não ia gostar de saber que você anda amiguinha do Potter Cicatriz...
–- Cala a boca, garota, não se intrometa. – Pansy ralhou. – Que você quer, H- caham... Potter?
–- É particular.
Pansy deu de ombros e seguiu Harry, ignorando as provocações das meninas às suas costas.
–- Não ligue pra elas, são umas invejosas ridículas. – disse, displicentemente, e quando desapareceram por um corredor, Pansy o abraçou. – Senti sua falta. Precisávamos conversar mesmo.
Harry fez um grande esforço para não corar, e retribuiu o abraço.
–- Senti sua falta também. Escute, Pansy. Hum... hoje à noite, eu e mais duas pessoas vamos... você sabe, investigar melhor sobre essa história toda, e eu m-me perguntava se você não g-gostaria de vir...
–- Depende de quem são as pessoas.
–- Ron e a Gina...
–- COMO É QUE É? A Weasley-fêmea? Ah, ha, ha... Nem morta! Pode esquecer. Não vou sequer respirar o mesmo ar que aquela piranha água-de-salsicha.
Harry suspirou.
–- Pansy, por favor! Eu preciso de você lá. Além disso, é injusto deixar você de fora.
–- É injusto colocá-los para dentro, isso sim! Achei que estivéssemos juntos nessa, Harry...
–- Eles têm o mesmo direito que você de saber a verdade.
–- E eu lá me importo com os direitos deles? Danem-se os Weasleys, aqueles traidores do sangue! Eu não vou.
Harry a fitou, desapontado.
–- Achei que tivesse parado com isso. Eu fiz uma puta propaganda sua quando contei à Gina que pretendia te levar. Disse que ela não te conhecia, e por isso tinha uma impressão totalmente errada de você, que nós éramos amigos, e tal... Mas parece que eu me enganei.
–- Chantagem emocional não vai funcionar, você já deveria saber. Foi força do hábito... porque eu não gosto deles. Da Weasley fêm-, digo, da Weasley, menos ainda. E nada que você disser ou fizer vai mudar isso.
Harry suspirou.
–- Eu sei, eu sei. Mas só faça um esforço. Não estou pedindo que goste deles, mas que vá comigo descobrir a verdade. Eles vão estar lá, sim, mas você vai estar comigo, ok?
–- Não. Já falei que não cedo às vontades do grande Harry Potter... Lamento muito. – Pansy disse, sarcasticamente.
–- Não cede, é? – Harry disse, desafiador, enquanto se aproximava de Pansy. – Quer apostar como eu consigo te convencer?
Pansy se aproximou ainda mais, ficando a uma distância perigosamente curta do garoto, de forma que suas respirações se misturavam.
–- Quero. Vamos ver o que consegue fazer, Potter. – Pansy sussurrou essa última parte.
–- Ah... você pediu. – ele respondeu, sarcasticamente. Harry fez um movimento súbito, e tirou do bolso duas caixinhas dos feijõezinhos de todos os sabores.
Pansy bufou.
–- Isso – disse ela, apontando. – é golpe baixo. Me dê!
–- Não. Isso é saber jogar... – ele se aproximou novamente. – Venha comigo, e os feijõezinhos são seus. – sussurrou para ela. Ele se afastou, e sorrindo, estendeu a mão para ela.
Pansy riu e ponderou sobre a questão. Em seguida, apertou a mão de Harry.
–- Fechado. Mas você trapaceou. Você sabe que eu sou viciada nesses.
–- Isso não é trapaça, é saber aproveitar bem as informações que recebe.
–- Você é um grandessíssimo filho da puta, Harry Potter. – disse ela, rindo.
Harry riu, e percebeu que suas mão ainda estavam coladas, mas, dessa vez, com os dedos entrelaçados. Sem jeito, soltou-a, evitando encará-la. Seu coração de um solavanco, mas Harry ignorou.
–- Hã... eu vou... vou voltar para as masmorras. Que horas hoje?
–- Depois do jantar, na Sala Precisa. Tudo bem?
Pansy semicerrou os olhos, e cruzou os braços.
–- Só estou fazendo isso pelos feijõezinhos. Então não se anime tanto.
Harry sorriu, revirando os olhos.
–- Ok, ok... Tente apenas não puxar briga com a Gina, por Merlin!
–- Ah, isso eu não posso te garantir! Não me responsabilizo por meus atos.
–- Só tente.
–- Tá. – Pansy grunhiu. – Só que eu provavelmente não conseguirei. Se ela me provocar um tiquinho sequer – aproximou o polegar e o indicador, quase selando-os. – eu vou devolver, e vou devolver muito pior. Então acho que seria melhor você controlar a sua namoradinha, se não quiser que ela vire meu saco de pancada. Estamos entendidos?
–- Gina n-não é minha namorada. Mas controle-se, você também! – ralhou Harry.
–- “Controle-se”? Eu sou a rainha do autocontrole.
–- Ah, claro. Com certeza... A rainha da discrição também? Talvez mesmo até da graciosidade.
Pansy revirou os olhos.
–- Muito engraçadinho. Agora eu tenho que ir.
–- Ok. Lembre-se: depois do jantar, Sala Precisa.
–- Relaxa. Tchau, Potter. – ela lançou uma piscadela.
–- Tchau, Parkinson.
Pansy deu um último aceno, e quando desapareceu pelo corredor seguinte, Harry se permitiu um sorriso.
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Gina andava extremamente triste. Desde que brigaram com Hermione, nada era a mesma coisa. Era horrível toda vez que se cruzavam na Sala Comunal, ou no dormitório, e não paravam para conversar, rir e falar mal de garotos. Desde que Malfoy se intrometera em suas vidas, tudo virara do avesso. E ela o odiava ainda mais por isso. Então, cansou-se de fingir que ela não existia, e resolveu procurar Hermione e resolver tudo de uma vez.
Enquanto fazia seu caminho até a biblioteca, trombou forte com alguém, que praguejou.
–- Que merda, Weasley, olha por onde anda!
–- Ah, não estou acreditando... Se você abaixasse um pouco esse nariz empinado, não trombaria com os outros.
Draco revirou os olhos.
–- Eu não estou com paciência, Weasley, vai caçar o Potter e me deixa em paz.
–- Se você pedisse com boas maneiras... Ou será que a sua mamãe e seu papai não te ensinaram nada? Bem, como poderiam, não é? Estavam muito ocupados servindo seu “supremo Lord das Trevas”...
–- Escuta aqui, garota – Draco avançou, com a varinha em punho, e um tom levemente avermelhado em seu rosto pálido. – Mais uma palavra sobre mim ou minha família, e eu te estuporo aqui mesmo.
Gina riu, sarcasticamente.
–- Gostaria de ver você tentar. O que você quer? Treinar as novas maldições que seu mestre te ensinou?
–- Estupore!
–- Protego! – Gina disse, rapidamente, e o feitiço ricocheteou para Draco, que voou para trás.
Ouviu-se barulho de passos, e Hermione apareceu, toda esbaforida, na porta da biblioteca. Vendo a cena, sua cara se contorceu em uma careta de indignação.
–- Acho que já deveria saber que não é permitido duelar nos corredores. Cinco pontos a menos para a Grifinória.
–- Ah, qual é, Hermione! Eu só estava me protegendo, foi ele quem atacou primeiro!
–- Não interessa. Ninguém ataca sem motivo.
Gina riu pelo nariz.
–- Ele está realmente mudando você, não é? Mudou de lado. Eu pensei que podíamos parar de brigar por isso, mas pelo visto você não está disposta.
–- Eu estaria disposta se vocês parassem com a neurose, e parassem de me acusar por uma coisa que não é possível controlar!
–- Não é neurose! Se está tão convencida de que ele é inocente, como diz, procure saber um dia o que ele tanto esconde debaixo da manga que cobre o antebraço, mesmo no calor, e com quem ele vive trocando cartas! – Gina vociferou e deu meia volta, pisando duro.
–- GINA!
–- É GINEVRA PRA VOCÊ! Me erra, Granger!
Hermione lançou um último olhar triste e indignado, e voltou a se trancar na biblioteca, esquecendo-se completamente do que estava procurando, da lição que tinha para terminar, ou sequer de Draco, que ainda estava caído no corredor, inconsciente.
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