Dramione - Jogo do Prazer
41 Always
Notas iniciais
~Lumos~
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Hermione olhava com os olhos arregalados para um Draco Malfoy semi acordado.
– Dra-draco! — ela pulou em cima dele o abraçando. Ele se contorceu sentindo um pouco de dor, mas senti sua morena aos seus braços fazia-o esquecer de qualquer dor ou doença possível.
– Não vai ser agora que você vai se livrar de mim morena. — sua voz saia fraca, quase como um murmúrio.
Ele levantou a mão devagar e colocou em cima da cabeça de Hermione que chorava de alegria ao pescoço dele. Não conseguia acreditar, ele havia acordado e estava ali falando com ela.
– Você nunca será uma nada Hermione... e eu vou estar com você pra sempre... até os fim dos tempos... não deixarei mais nada acontecer com você.... vou te dar um futuro.
Ela o olhou, ele havia escutado tudo, tudo que ela havia dito. Chorou mais ainda, estava feliz e completamente chocada pelo o que ele havia dito.
Ela abriu a boca para responder, mas de repente a enfermeira que cuidava dele chegou.
– Santo Merlin! Ele acordou! — Hermione levantou de cima dele e o observou, mesmo em coma ainda tinha aquele sorriso maroto nos lábios.
A enfermeira chamou o médico e logo Hermione foi enxotada de dentro da enfermaria, mesmo com seus gritos e exclamações de que não sairia do lado dele, mas no fim entendeu. Precisavam ver como ele se sentia e se poderiam tirar os aparelhos dele.
Ela olhou pela pequena janela e entre suas lagrimas abriu um sorriso.
Draco estava vivo!
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Todos estavam ao lado de Draco que parecia muito melhor com a poção que havia tomado.
– Nem acredito que você está vido cara! Você não podia morrer!
– Sabe isso foi meio broxante Blas! — Nott falou arrancando gargalhadas.
– Eu sei que as meninas não viveriam sem mim, incluindo você Blas!
Todos riram. Estavam felizes que Draco estava vivo, mas desde que Hermione havia entrado novamente naquela sala ela não falava nada, apenas estava sentada a cadeira que passou seus dois dias com a mão na boca, uma mania que ela tinha quando estava nervosa.
Não sabia por que estava nervosa, alias Draco estava acordado e vivo! Estava ali, rindo e conversando com todos! Então porque ela continuava triste? Como se uma parte lhe faltasse?
Ela olhou novamente para todos que agora riam com alguma coisa que Gina falava.
– Eu sei por que você está assim. — ela olhou para seu lado direito, Harry estava agachado ao seu lado olhando-a com um sorriso leve no rosto.
– Sabe eu pensava que você era péssimo em leglimencia. — ela falou revirando os olhos.
Harry riu.
– Bom... vamos dizer que eu melhorei muito... Mas eu sei onde ele está Mione, e eu posso ir com você hoje à noite. — ela encarou Harry, entendeu instantaneamente sobre o que ele se referia.
– Você faria isso? — seus olhos tinham lagrimas.
– Com certeza. — Harry sorriu para ela e a abraçou.
– EI! A mulher é minha Potter, e mesmo eu sendo contra todo esse relacionamento, a sua é minha prima. — Harry ficou vermelho enquanto Astoria ria.
Hermione olhou para Draco e ele lhe lançou um olhar, e mesmo depois de meses ao lado dele, ela ainda não sabia ler suas expressões, alias, era raro ter alguma expressão. Mas ela se sentiu mais culpada ainda com aquele olhar, e entendeu a partir do momento que todos saíram da enfermaria a tarde deixando-a apenas com Draco.
Ele estava sentado na maca, depois que havia acordado o médico havia liberado-o para tomar as poções e dali a alguns dias ele poderia sair da enfermaria, e poderia aproveitar um mês toda à Irlanda.
Hermione olhava para o chão, sabia que ele a encarava e ela detestava isso. Suspirou fundo e o olhou também. Draco sentiu uma batida rápida no coração, de repente tudo que ela havia falado antes dele acordar veio nítido em sua mente, e mesmo ela não dizendo que o amava, como ele também não falava, os dois sabiam que não podiam mais negar, um sentimento crescia no meio daquele casamento arranjado, mesmo eles sendo tão orgulhosos ao ponto de negar.
– Decidi ir ver Ronald. — Ela continuava o encarando-o, não queria demonstrar que pedia permissão.
Draco a olhou, sem expressão.
– Sem chances! — virou-se para frente. Sabia que ela insistiria naquele assunto, então decidiu cortar de uma vez.
– Perdão? — O olhar de Draco mudou, e aquele olhar ela conhecia bem, ele estava completamente furioso com ela.
Hermione levantou sentando a frente dele, o fazendo olha-la.
– Sem chances Granger! — Draco disse entre dentes. -Se você acha realmente que eu vou deixar você ir ver o filha da puta que fez isso comigo e te machucou você é muito burra!
Ela abriu a boca, não acreditava que ele estava falando daquela maneira com ela. Uma raiva lhe subiu, preenchendo todo seu corpo.
– Draco... eu preciso! Rony nunca faria aquilo! Não era o Rony, ele não teria coragem...
– De te estuprar?! — a interrompeu. — Granger você já imaginou o que poderia ter acontecido se eu não tivesse chegado a tempo?! Você poderia estar muita machucada ou até morta! Ele bateu na sua cara!
– Ele não é assim! Ele deve ter sofrido alguma coisa...
– CACETE! DA PRA VOCÊ PARAR DE VER BONDADE EM TODOS?! O MUNDO NÃO É FEITO DE FLORES! — Ele gritou a fazendo paralisar, seus olhos marejaram já marejando.
Não esperava que ele agisse daquela forma, na realidade não queria nem ter contado para ele, em sua cabeça o plano já estava bolado, sairia falando que precisava tomar um banho, olhava Ronald conversa com ele e subiria para ficar ao lado de Draco. Mas tinha uma coisa errada nesse plano, e ela sabia o que era. Esconder tudo de Draco! Mas por incrível que pareça estava começando a se contrariar, e não ter contado para ele teria sido melhor.
Draco a encarou, percebendo o que disse e se sentiu culpado. Detestava como só ela conseguia fazê-lo se sentir culpado quando falava algo sem pensar.
– Desculpa. — ele falou àquelas palavras que se tornaram tão frequentes quando se tratava de Hermione.
Parou de olha-la desviando para uma sujeira no chão o que naquele momento parecia muito mais interessante, não sabia se conseguiria falar olhando-a nos olhos.
– Se acontecesse alguma coisa com você aquele dia, eu nunca iria me perdoar! — Sua voz era fria.
Hermione não sabia o que responder apenas ficou olhando-o, sentou mais para frente aproximando seu rosto do dele e colocando suas mãos sobre o rosto de Draco, fitando aqueles olhar acinzentados.
– Eu sei que você não deixaria nada acontecer comigo. — Ela o beijou, suavemente e o olhou, ela foi um pouco para trás, mas ele a prendeu com sua mão a nunca dela, deixando suas testas coladas. Amava olhar para aqueles olhos castanhos.
– Eu te odeio quando você faz isso Granger... Usar meu ponto mais fraco.
– Eu vou voltar, hoje à noite estarei aqui... eu prometo.
– Você adora prometer. — ele revirou os olhos.
Hermione sorriu.
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Astoria e Harry estavam sentados ao lado de fora do convés, ambos bebendo cerveja amanteigada, o sol estava se pondo deixando tudo mais bonitos. Astoria estava feliz, Draco estava acordado, e Irlanda estava perto. Talvez o plano de Gina desse mesmo certo. Mas já Harry não parecia estar tão feliz, seu olhar estava vago, pelas pessoas que andavam pelo Cruzeiro. Aqueles rostos tão familiares de Hogwarts começavam a deixa-lo mais errado ainda, irritado por seu melhor amigo não estar lá para poder zoar como eles sempre faziam.
– Sinto muito por Rony... Sei o quanto é difícil para você, principalmente pelo o que ele tentou fazer com a Mione.
– A cena de quando chegamos dela apenas coberta com um lençol e ele torturando Malfoy... — Harry não conseguiu continuar a falar. Nunca fora do tipo emotivo, não depois da morte de Sirius, mas seu melhor amigo tentando estuprar sua melhor amiga e irmã, era demais para sua cabeça.
– Parece que mesmo depois da guerra você não para de pensar não é? — Astoria o encarou sorrindo.
Harry reparou em seu sorriso, algo que fazia com frequência sempre que estava perto dela. Amava aquele sorriso, e podia dizer que ela roubava todos os brilhos das estrelas quando sorria daquele jeito, ela ficaria feliz com o que ele falou e poderiam até se beijar, como fizeram a dias atrás, que parecia ter sido uma eternidade.
Ele abriu a boca para falar, mas foi interrompido.
– Harry! — Hermione vinha correndo.
Astoria olhou para trás e levantou sorrindo.
– Mione... Como está o Draco?
– Bravo.
– Foi o que eu imaginei. — as duas riram.
– Ei eu estou aqui! — Harry se levantou. — Pronta? — Hermione concordou e olhou para Astoria, antes que fizesse o pedido a amiga já entendeu.
– Nem precisa pedir, vou ficar com Draco até você voltar.
Hermione sorriu e a abraçou, e antes que Harry pudesse aproveitar pelo menos aquela deixa para dar um selinho na morena, foi puxado por Hermione, e no máximo que conseguiu fazer foi acenar.
Os dois chegaram a Recepção, ofegantes. Lalau os atendeu.
– Senhorita Hermione, soube que o Senhor Draco acordou.
– Bom... você e todo o mundo bruxo... AI! — Hermione cutucou Harry com força. Se queriam a ajuda de Lalau não poderiam ser estúpido com ele.
– Sim Lalau, ele está bem melhor e obrigada por ouvir Astoria e pedir para o capitão deixar os paparazzi longe da gente... — suspirou indo direto ao ponto. — Preciso saber onde fica a prisão daqui!
– Como? — ele pareceu surpreso. — Desculpa Senhorita Granger, mas não poderá descer até lá, é proibido! Está completamente fora do meu alcance falar onde fica.
Hermione fechou seu sorriso simpático. Que se dane ser simpática nessas horas. Aproximou-se do balcão e olhou fundo nos olhos dele, fazendo a pior de suas caras.
– Lalau eu acho que você não me entendeu muito bem! — ele o pegou pelo colarinho aproximando seu rosto do dele. — Eu não estou pedindo! Eu necessito descer até lá! E se você não quiser ser chamado pelo capitão você muito bem nos mostrará o caminho ou pelo menos irá falar onde é! Você me entendeu? — Lalau a olhava com medo nos olhos.
Harry por sua vez estava com a mão na boca tentando segurar a gargalhada que estava prestes a sair.
– Si-sim senhorita Hermione... eu vou pegar a chave da porta e levarei vo-vocês até lá... não se preocupe. — Ele engoliu em seco.
Hermione sorriu soltando-o e vendo-o correr para dentro de uma portinha a procura da chave. Ela se virou para Harry que não se aguentava de rir.
– Cacete eu vou me mijar aqui mesmo! Você é louca!
– Eu sei... — ela deu de ombros rindo com Harry. -... Mas foi por uma boa causa.
Não aguentou e os dois gargalharam.
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Draco olhava para teto, estava chato ficar ali e não via a hora de receber logo sua alta, alias, se sentia mais bem do que antes, e nem as dores na perna que até de manhã estava ele sentia mais.
– Olá! — Astoria falou batendo na porta entrando.
– Cacete Merlin ouviu minhas preces! Minha priminha que ficou cega do nada e agora está saindo com Potter, veio me ver. — Draco sorriu olhando para a expressão de sua prima.
– Há há! Eu amo seu senso de humor. — Ela se sentou na poltrona. — Como está?
– Bem... — ela o encarou. — serio eu estou bem, as dores passaram e quase agora a enfermeira conseguiu de vez tirar todos os cortes do meu rosto... Só ficaram algumas cicatrizes.
– Não estou falando sobre seu corpo... Você já encarou coisas muito piores. — ele sorriu. — Estou falando de Hermione.
– Eu estou com um completo ódio que poderia correr até onde ela está!
– E porque não faz isso?
Ele olhou para Astoria, sem respostas, nem ele mesmo sabia o porquê não fazia isso. Olhou para o lado, estava nervoso ainda, primeiro por Granger ser burra! Segundo por não lhe escutar! Terceiro porque ela usou sua arte de beija-lo sedutoramente para convencê-lo e isso com certeza era golpe baixo.
– Ela não precisa ir ver o Weasley! Ela está com dó do cara que fez isso comigo! Então não merece que eu vá atrás dela! — pensou rápido.
Astoria por sua vez riu, recebendo o olhar furioso dele, qual ela já estava acostumada.
– Você não sabe o que falar Draco! Você está apaixonado por ela isso é um fato e a única coisa que precisa é admitir para si mesmo... Isso há muito tempo deixou de ser um casamento arranjado, e só vocês dois que não percebem!
– Não fale besteira Astoria, você sabe que eu não me apaixono.
– Tem certeza? Você pode amar uma pessoa sem dizer eu te amo! — ela disse irônica.
Ele sorriu e a encarou.
– Você me conhece tão bem não é mesmo priminha... Sabe que eu não falo "eu te amo" mais, mas você não é uma Malfoy, você é uma Black! Então até agora não entendi porque você e Harry Potter ainda não assumiram o que tem juntos!
Astoria ficou vermelha, Draco sorriu maior ainda. O silêncio percorreu a enfermaria, e novamente ele se viu pensando em Hermione, ela descendo para ver o cara que quase a estuprou, Harry Potter como deveria estar furioso e ao mesmo tempo contente de ir ver o "amiguinho" dele.
– Eu espero realmente que Potter não seja gay! — ele falou bufando e cruzando os braços. — Estou confiando a vida de Hermione à mão dele!
Astoria riu revirando os olhos.
– Draco às vezes você é tão dramático que soa meio Gay.
Os dois gargalharam.
A porta da enfermaria abriu, a enfermeira entrava ao lado do medi-bruxo, ambos sorrindo. Draco olhou para eles indiferente, estava cansado de ver de uma em uma hora a cara dos dois, e desejava mais que tudo apenas sair dali, alias se sentia muito bem, e precisava esperar Hermione ou pelo menos ficar perto de onde ela foi.
Droga! Granger era uma burra, que ia pagar cara por ter deixado-o daquele jeito para ver aquele otário do Weasel!
Astória fez menção de levantar, mas o médico apenas apontou suas mãos para ela a impedindo.
– Bom, senhor Malfoy, estava nesse momento vendo seus exames que fizemos algumas horas atrás.
– Então... — fez o gesto para ele continuar.
– Seus ossos com certeza se fortaleceram rápido com a poção que demos, os Crucius não foram muito forte, mas os pontapés e socos fizeram alguns ferimentos. Felizmente não atingindo nada que pudesse deixa-lo desacordado durante uma semana... Apenas seu cérebro que precisava com certeza de um repouso.
– Desculpa senhor — Astoria o interrompeu. — Mas onde o senhor está querendo chegar.
Ele engoliu em seco e voltou o olhar para Draco, de repente um sorriso se abriu.
– Talvez volte para sua lua-de-mel antes mesmo do que espera.
Draco e Astoria se entreolharam sorrindo.
Merlin com certeza estava começando a ficar há seu favor.
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Hermione andava segurando os braços de Harry que doía devido a unha da morena que o furava "Desse jeito vou ficar sem braço" sussurrou ao ouvido dela.
– Perdão. — pediu daquele seu jeito ingênuo, Harry sorriu, mas não adiantou nada ele falar, minutos depois a meia-irmã fazia a mesma coisa.
Hermione estava completamente nervosa, não sabia como Rony ia reagir, e a cada passo que dava a lembrança da noite vinha a sua mente mais nítida.
Ela parou. Fazendo Lalau e Harry lhe encarar.
– E-eu não posso! Harry eu não posso encarar o Rony... ele... ele não é mais o mesmo! — seus olhos já derramavam lágrimas.
Harry se aproximou e ficou de frente a ela colocou as mãos ao rosto dela e olhou fixo nos seus olhos.
– Eu vou estar do seu lado Mione, como eu sempre fiz! — foi tudo que ele precisou falar.
Ela pulou aos braços dele e o abraçou como sempre fizera todos esses anos. Harry, seu melhor amigo, irmão, companheiro, tudo que se referia a estar perto poderia ser representado em Harry Potter, o menino que nunca desistiu dela, que nunca a abandonou, que sempre esteve ao seu lado mesmo em seus momentos mais irritante. Que sempre a salvou!
Os dois voltaram a andar agora com os braços de Harry envolvendo a amiga que estava encolhida a ele. Estava com medo, muito medo! Isso ela tinha que admitir.
Lalau parou a frente de uma porta onde tinha dois homens altos.
– Viemos ver Ronald Weasley! Duas pessoas! Minha responsabilidade.
O senhor do lado direito, um moreno alto de olhos verdes passou seu olhar de Lalau para Harry e por ultimo encarou Hermione. Ela logo o conheceu! Era o segurança que estava a porta do navio logo quando saiu de seu casamento.
Ela sorriu para ele, e acenou. Ele sorriu também, e virou para o homem branco ao seu lado, falou algo no ouvido dele, que tirou uma chave do bolso e abriu a imensa porta de vidro atrás deles.
– Me sigam! — Disse com uma voz rouca.
Os três obedeceram, viraram a direita em um corredor cheio de grades, todas vazias, exceto por uma.
O coração de Hermione veio a boca, sentia que a qualquer momento ele furaria seu peito. Ali estava Ronald, sentado de cabeça baixa riscando uma pedra no chão.
Ela abriu a boca para falar algo, mas não conseguia, seus olhos derramavam lágrimas silenciosas, ela soltou um grunhido fazendo Harry aperta-la ainda mais contra seu peito.
– Ronald Weasley, você tem visitas.
Ele então levantou sua cabeça e pareceu se chocar com o que viu. Harry Potter, Hermione Granger estavam ali, a sua frente apenas separados por uma grade o olhando assustados.
– Estarei ali se precisarem. — O homem branco disse e logo se afastou ao lado de Lalau.
Ronald se levantou rapidamente segurando as grades, Hermione não conseguia olha-lo, estava de cabeça baixa e apertava Harry cada vez mais forte.
O silencio parecia deixar a cena ainda mais terrível de Hermione ver, enfim ela levantou a cabeça e encarou aqueles olhos mel, aquele mesmo olhos que não pareciam daquela cor enquanto atacava ela. Sentiu um enjoo a dominando.
– Hermione... — Ronaldo tentou falar, mas ela levantou a mão para ele ficar em silencio.
Suspirou fundo repetindo em sua cabeça "não seja covarde" não sabia o que falar, na verdade apenas queria olha-lo, queria ver se ainda enxergava seu melhor amigo.
– Você prometeu. — foi á primeira coisa que ela disse.
Harry a olhou sem entender, mas Ronald sabia muito bem sobre o que ela estava falando, a promessa que havia feito na despedida de solteiro que jurou estar ao lado dela mesmo depois do casamento sempre a apoiando.
– Hermione não tem um dia que eu não penso nessa promessa... eu sinto...
– Eu não vim aqui escutar suas desculpas Ronald. — o cortou. — eu só queria entender... como você teve coragem! Nós somos amigos há anos, você nunca demonstrou nada como aquele jeito antes, nós já passamos tantas coisas juntos! Já namoramos, já morei junto com vocês, antes de contar para minha avó! Nós éramos o "trio de Ouro lembra"? E você acabou com ele, por causa de uma vingança contra DRACO! — perdeu o controle. — VOCÊ ME ATACOU! VOCÊ ATACOU DRACO! BATEU-ME! SAIU FORA DE SI! DESTRUIU O CORAÇÃO DE PESSOAS QUE SE IMPORTAVAM COM VOCÊ! — Ela se aproximou da grade ficando cara a cara com ele, Harry não a impediu, sabia que era melhor não interferir. — Você já pensou na sua família como vai ficar quando descobrir? — falou entre dentes.
Ronald tinha a cabeça baixa, escutava tudo, e pela primeira vez na frente deles, ele chorava, chorava de verdade, deixando as lágrimas tomarem conta de seu rosto.
Os três ficaram em silencio, apenas dava para ouvir o suspirar de Rony, e a respiração ofegante de Hermione.
– Eu sei que eu errei... eu estava fora de mim Hermione... você tem que acreditar em mim! Eu nunca me senti daquele jeito! Cada vez que tentava me aproximar de Draco Malfoy uma raiva me consumia cada dia mais! Eu fiquei dias sem dormir depois que vi que ele te machucou e em vez de eu ter simplesmente falado com ele, eu acabei fazendo a mesma coisa, não só com você mais com todos a minha volta... — Ele suspirou procurando palavras certas. — Eu sei que vocês não vieram aqui escutar minhas desculpas, e muito menos vão acreditar em mim... Mas eu sinto muito, eu sinto pelo o que fiz com você e sinto por ter magoado todos. Depois que vim para cá eu percebi a verdade sobre mim, e talvez você tivesse razão quando terminamos. — ele levantou a cabeça olhando para Hermione que chorava silenciosamente, mas sem tirar seu olhar reprovador.
– "Não daria certo, somos completamente diferentes, e isso acabaria machucando a nós dois" — ele repetiu exatamente o que ela havia dito. — Eu sempre achei um absurdo essa frase, mas eu enfim percebi o quanto ela é verdadeira.
Harry deu um passo para frente ficando lado a lado de Hermione, que olhava para Rony sem conseguir se mexer, não queria acreditar naquelas palavras, ou talvez não podia acreditar, Ronald não podia ser o mesmo, mesmo ele demonstrando o contrário. Percebeu que era hora de ir embora.
– Eu sinto muito por tudo não ter acabado como você queria. — Hermione disse e se virou indo embora. Quando virou o corredor, sentou ao primeiro banco e esperou por Harry. Deixava as lágrimas silenciosas tomarem conta de seu rosto, mas não se permitiu pensar naquilo, não agora.
Esperou mais alguns minutos e logo Harry apareceu, seus olhos também vermelhos, ele segurava seu choro.
Os dois se olharam e se abraçaram. Precisavam daquilo, sentir um o outro, e juntos deixaram as lágrimas rolarem.
Naquele momento a única coisa que precisavam eram um do outro.
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Nott estava com Draco, enquanto o amigo tomava um banho no banheiro da enfermaria, ele ficava do lado de fora do Box. Astória havia ido fazer sabe-se lá o que, e ele só saberia quando chegasse lá, porque dali alguns minutos Draco dependendo de como estivesse seria liberado para ir para o quarto.
– Sabe, eu realmente não quero ver seus fundilhos.
– Cale a boca! É só ficar ai do lado de fora, parece que preciso de observação. — Mesmo sem Nott ver, ele sabia que o amigo tinha revirado os olhos.
Ele ficou em silencio, Draco ainda com dificuldades soltava alguns grunhidos e xingamentos a cada vez que se mexia rápido demais. Desligou o chuveiro e pegou a toalha enrolando uma em sua cintura e a outra secava seu cabelo. Nott deu espaço para ela passar e abriu a porta ficando do lado de fora do banheiro.
Estava pensando em Gina, algo que estava completamente frequente e ele não estava gostando nada disso.
Draco se trocou e logo saiu do banheiro foi para o pequeno frigobar e pegou uma garrafa de aguá, estava tomando quando Nott decidiu falar o que estava preso a sua garganta e não tinha falado para ninguém, embora no fundo todo mundo desconfiasse.
– Eu acho que eu to gostando de uma menina.
Draco cuspiu toda a água que estava a sua boca.
– Perae fala isso de novo, porque é uma frase que eu jurava nunca ouvir sair da sua boca.
– HA HA HA! — Nott o empurrou e sentou a frente da maca que antes Draco estava deitado. — É serio Draco, eu acho que eu estou realmente gostando da Gina... ou sei lá pode ser porque todo mundo fala isso... Você pensa na Hermione toda hora?
Draco se viu sem resposta. Se falasse "não" estaria mentindo, mas sabia que se falasse "sim" todos achariam que ele a amava, e "eu te amo" não entraria depois de Daphne nunca mais no vocabulário de Draco Malfoy. Isso havia sido uma promessa.
– Às vezes. — respondeu por fim dando de ombro.
– Ta e você gosta dela, então isso significa....
– Que você está falando de mim e de Hermione ou de você e da Weasley? — perguntou irritado.
Nott ia responder mais a porta foi aberta o médico entrava. Draco sentou a maca e começou a ser examinado, depois que acabou olhou sorrindo para Draco.
– Bom senhor Malfoy, as poções com certeza estão fazendo efeito rápido no senhor. Irei te liberar, mas terá que me prometer que ficara sempre ao lado de alguém, tomara as poções nos horários certos e principalmente se sentir qualquer dor irá vir aqui, ou pelo menos ir a algum hospital.
– Bebida liberado? — Nott perguntou por Draco, que sorriu e olhou para o médico, que por sua vez apenas deu um sorriso fraco e colocou nas mãos de Draco as poções.
– Apenas beba com moderação. — ele piscou para Draco e deu passagem para ele passar.
– Obrigado Doutor, obrigado mesmo!
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Draco e Theo andavam a direção do quarto dele, queria de qualquer jeito ir lá colocar as poções, mas na realidade ele sabia, estava querendo ver se Hermione estava lá.
Abriu a porta com esperanças e ao ver o quarto vazio a odiou mais do que antes.
– Na acredito que ela ainda está lá! — ele falou em voz alta.
Theo nem arriscou olha-lo, apenas pegou as poções da mão dele e colocou do lado da cama.
– Olha cara você deveria confiar mais na Granger.
– Não quando ela age com esses impulsos idiotas! — respondeu friamente se sentando a cama.
Theo o olhou, serio.
– Hermione é a menina mais esperta e forte que eu conheço, ela se livrou de Voldemort, perdeu os pais, descobriu sobre os pais verdadeiros, e ainda casou com você por causa de um pacto. — Draco se remexeu inquieto, ainda lembrava muito bem que não havia um pacto, mas não arriscaria falar, e por ele enterraria aquilo a sete palmos do chão. — Eu acho que se ela foi ver o Weasley, ela teve pelo menos um motivo bom para isso, e que com certeza ela confia em você do mesmo jeito que você deveria confiar nela.
Draco ficou quieto, e ficou mais furioso do que antes, dessa vez não com ela e sim com Nott, que tinha razão.
– Ta agora que você ta pensando acho que devemos mesmo ir à festa que vai rolar! Daqui a uma semana estaremos em Irlanda, e só deus sabe se aquele castelo terá festas!
– Serio mesmo que você quer me levar em uma festa?
– E porque não? — perguntou inocente.
Draco riu e se levantou.
– Primeiro eu acho que eu acabei de sair do hospital e segundo, quero realmente saber se Hermione já voltou.
Theo bufou nervoso, porque tinham deixado logo a tarefa de convencer Malfoy? Ele foi ao lado do amigo e bateu de leve nas costas dele.
– Vamos fazer assim, vamos a festa se passar 5 minutos e Hermione não aparecer voltamos para cá e esperamos ela a noite inteira. Que tal?
Draco hesitou, não sabia se era bom aproveitar uma festa quando Hermione poderia estar sabe-se lá aonde conversando com o Weasley. Suspirou fundo, sabia que Nott não desistiria ate ele ir. Então era mais fácil aceitar, e dar uma garrafa de bebida na mão do amigo, seria o momento certo que sairia e procuraria Lalau, e o faria levar até Hermione de qualquer jeito.
– Tudo bem! — concordou com o plano já feito.
Theo tentava puxar assunto com Draco, mas percebeu que ele não o ouvia a partir do momento que ele apenas respondia "uhum"
– Você me acha gostoso?
– Uhum... EI! — Nott gargalhava. — Vamos fingir que essa conversa nunca aconteceu... Alias onde será a festa dessa noite?
Perguntou, já andavam a algum tempo, viraram o corredor na direita e saíram no convés do Navio.
– ALI! — Theo apontou.
Draco percebeu uma sala escura e não gostou nada daquilo, havia chegado antes mesmo da festa começar? Theo só podia estar de brincadeira, mas ele decidiu não falar nada, era melhor do que puxar assunto e acabar falando seu plano de sair sem ninguém percebesse.
Theo começou a andar mais rápido a frente dele e abriu a porta do salão, Draco revirou os olhos e o seguiu, sendo recebido por confetes, e gritos de "SURPRESA!" ele olhou assustado a sua volta. Todos seus amigos estavam ali, incluindo os sonserinos de Hogwarts, e alguns de outras casas. Uma faixa enorme estava escrita em letras verde e prata "Bem Vindo de volta Draco"
Aquilo só podia ter sido ideia de uma única pessoa....
– Gostou da surpresa priminho? — Ele olhou para o lado, Astoria! Sim! Quem não encontraria motivo para comemorar sem ser Astoria?
Sentiu-se burro por não ter percebido ela sair correndo quando Nott chegou, Astoria a menina que amava bolar festas não faria um para ele.
De repente abraços e beijos vieram à direção dele, recebido por palavras de "estou feliz que tenha acordado" "quem diria em Draco Malfoy" "ninguém segura esse cara".
Draco apenas ria e agradecia, no fundo estava feliz que todos que conhecia estavam ali!
Quando acabou os cumprimentos e Blas gritou "Que comece a festa" uma musica contagiante começou, junto com as bebidas sendo liberadas e a pista de dança lotada.
Draco começou a procurar aquela cabeleira morena, não havia visto ela por nenhum lugar, nem mesmo havia sentido seu abraço, qual não podia ser comparado com qualquer um!
Ele avistou Harry Potter.
– Ei Potter! — gritou com a voz sendo abafada pela musica.
Harry o olhou e sorriu.
– Eai cara! Que bom que você está melhor! — Os dois se cumprimentaram e se abraçaram.
– É valeu... mas eu realmente quero saber cadê Hermione...
– Ah ela... — Harry parou e apontou para a porta dos fundos. — Falou que queria tomar um ar.
Draco olhou para onde o amigo apontava e sem agradecer foi aquela direção.
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Nott andava pela festa a procura de Gina, quando havia chegado com Draco não havia visto ela em lugar nenhum, e aquilo o preocupava.
– Ei Pan! — puxou a amiga que dançava com Luna. — Onde está Gina?
Pansy o olhou furiosa, cruzou os braços e o fitou.
– Você transa com ela, está louquinho por ela e age ainda como se fosse apenas melhores amigos. — Theo arregalou os olhos. — É eu sei que vocês transaram, Draco não é o único que sabe... e não! Ela não contou para nenhuma de nós, na verdade quase não conseguimos ve-la hoje, ela esta mau pelo o que o Ro...Weasley fez com a Mione.
Theo sentiu seu rosto ferver, não de raiva e sim de vergonha, vergonha por estar fazendo aquilo com ela, vergonha por mais ainda não consegui admitir seus sentimentos para ninguém e principalmente para Gina Weasley.
– Onde ela está? — suspirou fundo.
– Está ali! — Pansy apontou para o bar. — Chegou aqui meio alta, tentamos convence-la de ir se deitar, mas ela disse que queria aproveitar a presença de Draco e Hermione... Nessas horas dele estar maluca.
– E VOCÊS NÃO FIZERAM NADA?! — Ele se estourou.
– EI NÃO GRITA COMIGO! VOCÊ QUERIA QUE A GENTE FIZESSE MAIS O QUE, CADA VEZ QUE CHEGÁVAMOS PERTO DELA ELA APONTAVA A VARINHA RINDO DECIDIMOS VER SE O "MELHOR AMIGO" DELA CONSEGUE FAZER ALGO! — Ela suspirou fundo procurando ar. — Agora se me der licença, eu realmente quero dançar!
Pansy se virou para Luna que como sempre viajava sem ao menos notar a conversa que Nott e ela haviam acabado de ter ali mesmo.
Pansy voltou a dançar. Era a única que sabia que os dois haviam transado, alias Gina a poucos minutos atrás correu até ela falando o que tinha acontecido, e logo quando viu Nott decidiu que era melhor ele conversar com ela.
Ela deu uma ultima olhada para trás e sorriu o ver Nott indo a direção a Gina.
Estava feliz que todos seus amigos enfim haviam encontrado algo pelo o que lutar.
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Nott se aproximava cautelosamente de Gina, pensava quais iam ser a suas palavras, o que falaria, se lembraria de que haviam transado ou se apenas a convenceria de ir se deitar no quarto, mas todas as frases que fazia a mente se evaporaram quando ouviu a voz dela.
– Mais uma meu amor! — ela bateu o copo vazio na mesa. O barman riu e pegou a garrafa.
Nott andou rápido a direção dele e o impediu de encher o copo novamente.
– Ela não quer mais nada! Já está satisfeita! — sua voz saiu fria.
Ela se virou para Gina irritado, nunca havia ficado tão irritado na vida com ela, não percebeu o que fazia até ver que puxava ela com força pela porta de saída do Salão. Gina tentava de todas as formas se soltar e gritava "PARA NOTT" "EI ELE ESTÁ MALUCO" "ME LARGA SEU IDIOTA"
Ele chegou ao lado de fora da festa, mas continuou a puxando até ficarem em uma distancia razoável onde a musica era quase abafada.
Ele a largou com força em um banco. Queria gritar com ela, perguntar se ela era idiota, ou que estava apenas querendo aparecer, sentiu um idiota por estar preocupando com alguém que só queria beber e vadiar, sentiu-se mais irritado ainda quando ela vomitou aos seus pés, relembrando o dia que se reconciliaram a primeira vez.
Ele olhou para o lado, dessa vez sentindo o sangue ferver de raiva.
Gina parou de vomitar e continuou coma cabeça baixa, Nott pegou sua varinha e apenas com um aceno limpou tudo que ela havia feito, abriu a boca para gritar com ela, mas percebeu o corpo da menina balançando e quando viu Gina chorava.
Como ele jamais havia visto.
Nott agachou à frente dela e levantou o rosto dela na direção dele, ela estava com os olhos fechados enquanto soluçava. Sabia que Gina estava mal com tudo que estava acontecendo, e depois do que Pansy havia dito ele sabia que estava no meio de tudo isso! Mas o que diria para ela? "Gina eu estou aqui para o que precisar?" Ou " Como confiou sua virgindade em mim pode confiar outras coisas, não se preocupe estou aqui" NÃO! Aquilo era careta demais, era desculpa esfarrapada demais, e uma coisa que conhecia de Gina é que diferente das outras meninas ela detestava ouvir isso e principalmente detestava chorar!
Ele tinha que se desculpar, precisava falar o que achava estar sentindo pela primeira vez, queria dizer o quanto foi bom os dois terem transado, mas não podia, por que:
1º Poderia colocar toda sua amizade em risco com Gina.
2º Nunca havia se preocupado com ninguém como se preocupava com ela.
3º Não queria perde-la.
E com esse pensamento ele entendeu Gina pela primeira vez.
Ela estava desabando por dentro.
Gina abriu os olhos e o fitou, aqueles olhos castanho-claros que enlouquecia qualquer um de Hogwarts. Nott se sentiu tentado a beija-la, mas não era o certo, na realidade nem sabia mais o que era o certo quando se tratava de Gina Weasley.
Ela o pegou de surpresa quando se agachou a frente dele e o abraçou.
Ele retribuiu o abraço a sentindo chorar pela primeira vez em seus braços. Lembrou-se da promessa que havia feitos meses atrás "não deixaria mais Gina chorar por ele" mas aquilo parecia tão certo naquele momento, precisava deixa-la jogar tudo para fora, mesmo sabendo que as bobagens que cometia com ela estava naquele meio.
Droga! Como era difícil entende-la.
– O que você fez comigo em ruiva? — achou a frase perfeita.
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Draco parou ao meio do Convés do navio, reconhecia aquelas silhuetas em qualquer lugar. Hermione estava apoiada olhando o mar.
Ele se aproximou dela, cautelosamente, e devagar envolveu seus braços em volta dela, aspirando todo o cheiro possível do pescoço de Hermione.
– Pensamento em mim Granger? — sussurrou ao ouvido dela.
Hermione se arrepiou por inteira, se virou de frente e deu de cara com aqueles olhos acinzentados que a encarava, aqueles olhos que quando era criança odiava e que hoje em dia amava olha-los.
Ele sorriu para ela, percebendo ela o fitar.
– Para de me devorar com os olhos gatinha, quando eu estou aqui na sua frente e eu poderia estar te devorando de outro jeito. — Ele conseguiu arrancar uma risada dela, o que não pareceu o suficiente.
Os olhos dela estavam vermelhos e inchados, ele sabia que ela havia chorado, pensou em ficar irritado e gritar com ela por ela estar chorando por causa daquele verme, mas não queria fazer isso, Hermione já estava muito mal, e tinha que admitir, queria aproveita-la nessa ultima semana que teriam no Cruzeiro.
– Senti a sua falta. — ela disse por fim tirando-o de seus pensamentos. — Fiquei com medo de que você não acordasse, pensei que jamais iria ver esses olhos me olhando novamente.
Draco ficou quieto, nunca fora do tipo romântico que dizia eu te amo toda hora, principalmente depois da morte de Daphne, mas naquele momento decidiu tirar Daphne de seus pensamentos, como vinha fazendo a meses sem esforço nenhum, alias, Hermione estava ali a frente dele confessando pela primeira vez que sentira sua falta.
– Quem diria que Hermione Granger falaria isso algum dia para Draco Malfoy. — ela o empurrou se virando novamente a olhar agora as estrelas que brilhavam naquela imensidão azul.
Draco sorriu, se colocou ao lado dela e fez a mesma coisa que ela estava fazendo, não achando graça nenhuma no que via, decidiu voltar a olha-la.
– Não me julgue Hermione... estou feliz que você esteja bem, depois de ter visitado aquele parasita, eu juro que se não te encontrasse nessa festa eu iria te caçar pelo Cruzeiro inteiro, nem que se eu machucasse alguém o que provavelmente ia acontecer.
O silencio percorreu, até Hermione soltar uma risadinha. Draco não entendeu.
Ela o olhou.
– Não sabia que fazia do tipo romântico e protetor...
– E não faço! — disse na defensiva. — Eu só estou deixando claro que você é minha gatinha. — Ele levantou a mão esquerda mostrando a aliança. — E ao menos que algum marmanjo tente encostar um dedo no que é meu, eu o mato!
– Claro! Claro! — Hermione riu novamente e se virou para ele. — obrigada por ter aparecido a tempo... sabe aquele dia... se não fosse por você...
– Não acho que devemos mais falar sobre isso. — Dessa vez foi à vez de Draco se apoiar e olhar o mar. — Não quero imaginar o que poderia ter acontecido.
Hermione suspirou fundo e voltou a sua posição inicial. O silencio percorreu os dois, pela primeira vez não sabiam o que falar.
Draco se sentiu um pouco idiota, na verdade sempre se sentia assim, já que Granger tinha o dom de deixa-lo sem saber o que falar quando estava perto dela.
– Eu tive medo Draco... Medo de você ter razão! — Draco a olhou, Hermione continuava com a cabeça baixa. — Me de eu acreditar que o Ronald realmente voltou a ser o mesmo.
Hermione chorava. Draco continuou encarando-a por alguns segundos, uma parte dele queria abraça-la falar que tudo que ficaria bem, e a outra queria saber o que Ronald havia dito para ela se convencer tão facilmente que ele sempre havia sido dócil.
Mas não fez nenhuma delas e sim continuou em seu lugar a olhando derrubar lágrimas silenciosas.
Suspirou fundo.
– Eu também tive medo Hermione... Medo e perder você! Você não sabe o quanto foi difícil para mim chegar naquele quarto e ver você gritando por ajuda... e-eu meu odeio ainda por ter saído antes de você acordar...
– Mas... — Hermione deu um passo para frente, e ele deu um para trás esticando sua mão para ela parar.
– Espera! Deixa eu terminar de falar, talvez eu nunca mais consiga falar isso! Bom... Se eu não tivesse saído antes, nada disso teria acontecido, e principalmente se eu nunca tivesse aquele livro maldito, talvez as coisas tivessem tido outro rum nesse momento... Mas eu quero Hermione que você saiba que no dia que recebemos aquela carta de minha mãe e Bellatrix, minha vida mudou para sempre, mas não foi uma mudança ruim foi uma mudança para melhor.
– Draco... — ela deu outro passo ara frente e novamente ele recuou.
– Serio não torne isso mais difícil! Eu só quero que você saiba, que talvez eu não seja o melhor marido do mundo, que eu não vá todos os dias lhe dar flores e principalmente falar que eu te amo, porque eu realmente não sei o que essa palavra significa para mim, mas eu sei de uma coisa! Eu quero estar do seu lado agora Hermione, oficialmente! Quero que você confie em mim, quero que você tenha paciência comigo, e acima de tudo não quero te perder nunca mais, quero ser seu protetor, sem deixar nada de mal acontecer com você, nunca mais! — ele passou as mãos no cabelo desesperado, falava tudo muito rápido e não conseguia pensar direito.
– Mas se você acha que vá sofrer com esse meu jeito frio e diferente de gostar, eu vou deixar você ir, podemos deixar nossos nomes no papel e cada um ir para seu lado, não quero te prender Granger, mas eu precisava confessar... Eu estou maluco por você!
Hermione ouvia tudo atentamente, ela percebeu ele para e deu novamente seu passo para frente, mas dessa vez ele não recuou apenas fechou os olhos e estou novamente sua mão fazendo sinal para ela parar.
– Eu só quero que você tenha em mente que se você se aproximar mais, e não quiser ficar comigo... eu sinto muito, mas eu não vou mais te deixar ir embora.
Hermione sorriu e correu a direção dele se jogando aos braços dele o beijando. Draco suspirou aliviado e com a mão na nuca dela beijou-a com fervor e paixão. Nem acreditava que ela fez mesmo aquela escola!
Separaram-se e como de manhã apenas deixaram suas testas grudadas, ambos ofegantes e sorrindo.
– É nessa hora que eu digo que tudo vai ficar bem? — ele perguntou arrancando um sorriso dela.
– Eu quero estar do seu lado Draco! Pra Sempre!
– Pra sempre. — ele repetiu antes de beija-la novamente.
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O amor está mais perto do ódio
do que a gente geralmente supõe.
São o verso e o reverso
da mesma moeda de paixão.
~Nox~
"Dramione — Eterno Prazer"
O errado é mais gostoso! Quem discordaria dessa frase?
Hermione havia vivido ela, e podia garantir que cada palavra era verdadeira!
Alias tudo que acontecera há meses atrás era verdadeiro, principalmente agora que tudo está se encaixando... ou só parece... As coisas não poderiam estar mais de cabeça para o alto do que antes!
Um lado! Um amor! Uma maldição! O Prazer.
Talvez guardar segredos não seja a melhor opção!
Até onde você iria para salvar quem realmente ama?
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