Dramione - House Of Night

38 O Natal traz grandes surpresas.


Notas iniciais
Finalmente e infelizmente, chegamos ao último capítulo :( Espero sinceramente, que gostem deste capítulo e que gostem do fim da história. Ainda temos o epílogo, então nos veremos em breve, pela última vez aqui de verdade.

Enfim o dia de Natal chegara. O dia 25 de Dezembro era para todos, um dia mais do que especial e acima de tudo cansativo. Molly tinha passado o dia inteiro correndo no cubículo da cozinha da Toca com a ajuda de Gina e Hermione. As três prepararam um verdadeiro banquete para todos os convidados que chegariam dali a algumas horas. Como todo Natal da família Weasley, a casa estaria em lotação máxima. Para alegria das crianças, o tempo lá fora estava frio e o céu estava carregado. Era possível que nevaria em breve.

Pouco antes do anoitecer, a agitação na casa começou com fervor. Os gêmeos tinham acabado de se arrumarem para o jantar e estavam sentados na sala aguardando os demais. Harry e Draco chegariam, pelas contas de Hermione, em poucos minutos. Percy, Gui e Carlinhos estavam em seus quartos provavelmente se arrumando também. Gina deixou as duas mulheres terminando o trabalho na cozinha e subiu para aprontar as crianças, já Hermione iria em alguns minutos para ajudá-la. Arthur chegaria do trabalho mais cedo e se juntaria à bagunça de sua casa. Ronald chegaria no mesmo horário dos convidados e disse que traria uma acompanhante. Os convidados chegariam às 21h.

Molly, pela terceira vez, argumentou com Hermione para que ela fosse se arrumar também. Os gêmeos entraram na cozinha interrompendo a conversa das duas e fazendo cócegas em Molly que, como já era esperado, despejou meia dúzia de broncas os fazendo rir. Hermione, finalmente, ainda meio relutante, deixou Molly e os gêmeos para trás, subindo as escadas até o quarto onde Gina estaria.

Ao chegar no corredor, ouviu os gritos nervosos da ruiva e correu em seu auxílio. Ao abrir a porta do quarto, Hermione foi atingida por um vulto pequenino e por mais uma série de gritos de Gina.

— James Potter, volte já aqui! — A ruiva estava tão vermelha que parecia prestes a explodir. Para piorar o caos, Lily, deitada no berço, assustou-se e começou a chorar.

Sem demora, Hermione voou até o berço e tirou a menina de lá.

— Shiu, meu amor, não foi nada, sua mãe é uma louca escandalosa mas você se acostuma. — Hermione sussurrou para ela, risonha, enquanto a embalava calmamente. Aos poucos, o choro cessou e a pequena se acalmou.

Hermione notou, um pouco atrasada, que estava sozinha no quarto. Pelos gritos que se faziam ouvir no corredor, Gina tinha ido atrás do furacão que era James. Alguns minutos depois, ela voltou com Harry ao seu lado e o filho do casal pendurado no ombro do pai. Era uma cena tão hilária que Hermione não conseguiu segurar o riso.

— Entre neste banheiro e tome banho. Pelo amor de Deus, James, você não é mais nenhuma criança!

— Mas pai, eu não quero tomar banho. — O menino de cabelos pretos como o do pai resmungou.

— Já conversamos sobre isso Jamie, agora vá.

O menino resmungou mais alguma coisa ininteligível e entrou no banheiro do quarto. Gina ao lado de Harry suspirou dramaticamente.

— Não me custava ter tido um filho calmo?

Harry riu do comentário da esposa e acenou para as duas mulheres, saindo do quarto em seguida.

— Acho que ela dormiu. — Hermione falou ao notar a menina tão quietinha em seus braços.

— Desfrute seu lazer enquanto pode minha querida, em breve ninguém mais conseguirá dormir nesta casa. — Gina profetizou enquanto tomava Lily dos braços de Hermione.

— Agora, eu vou procurar os meus pestinhas.

Hermione falou aos risos e saiu do quarto também.

No fim do corredor, reconheceu a voz de Draco vindo do quarto em que os dois ocupavam provisoriamente na Toca. Ele parecia estar negociando algo com alguém e a curiosidade aflorou. Ela abriu a porta ao tempo de ver uma cabeleira ruiva entrando no banheiro. Percebendo a situação e vendo o sorriso satisfeito de Draco, ela concluiu que aquele era seu filho.

— Como conseguiu que ele fosse tomar banho tão rápido? — Hermione perguntou, vendo o video game ligado à televisão, que era provavelmente o que Hugo e James estavam fazendo antes de serem chamados.

— Eu disse que quanto mais rápido ele fosse tomar banho, mais rápido ele receberia seus presentes.

— É, parece que você sabe como convencer alguém... — Hermione comentou levemente impressionada.

— E você, o que me diz de um banho a dois? — Draco propôs, sedutor, levantando da cama e abraçando-a pela cintura.

— Shiu, Hugo pode ouvir! — Ela reclamou.

— Hugo irá descer assim que terminar o banho, estaremos sozinhos e como você pode calcular, levaremos muito tempo se tomarmos banhos separados e já são quase 21h. — Ele argumentou aos sussurros.

— E Rose? — Hermione questionou.

— Pelo que notei, já está pronta e está sentada lá embaixo conversando com Fred... ou Jorge, não sei bem. — Ele riu.

— Pelo que vejo, terei que dizer sim. — Ela deu de ombros mas sorria.

— Resposta correta. — Ele brincou. Depois a olhou com carinho. — Passei o dia todo pensando em você.

— Eu também. — Ela sussurrou em resposta, aproximando os lábios do dele. Antes que concluísse sua ação, um pigarro os fez separar assustados.

Hugo tinha acabado de sair do banheiro e estava os olhando com uma sobrancelha levantada. Hermione riu levemente envergonhada e se separou totalmente de Draco.

— Venha cá, deixe eu arrumar esse cabelo.

Hugo se aproximou da cama onde Hermione tinha acabado de sentar e deixou que ela penteasse seus cabelos. Os fios ruivos eram espessos, assim como os cabelos de Hermione, por sorte, Rose tinha ficado com a genética de cabelo da família Weasley e não sofreria por seu cabelo grosso e armado.

Depois de alguns minutos penteando e arrumando o cabelo do menino, Hermione finalmente conseguiu fazer algo que parecesse agradável.

— Desligue a TV e vá lá para baixo, desço em alguns minutos. — Hermione pediu e entrou no banheiro deixando a porta destrancada sabendo que Draco viria logo depois.

Ela escutou o barulho da porta bater enquanto ligava o chuveiro. Depois de um dia cansativo de trabalho na cozinha, Hermione estava quase esgotada. Tudo que ela queria agora era desfrutar da noite de Natal que se seguiriam com várias surpresas.

A porta do banheiro rangeu ao ser aberta e logo depois foi fechada calmamente. Hermione ouviu o farfalhar de roupas e a porta do box se abriu. O vapor quente nublava sua visão e ela só pôde distinguir a cabeleira loira de Draco se aproximando. Ele a abraçou pela cintura e colou os corpos nus, ficando, juntamente com ela, debaixo do chuveiro. Os dois se beijaram com desejo e fervor, como a muito tempo não se beijavam.

— Eu senti tantas saudades suas. — Ele murmurou rouco. De perto, Hermione podia enxergar suas pupilas dilatas e seus olhos escurecendo para um cinza chumbo.

— Eu também senti saudades, mais do que você pode imaginar.

A verdade era que os dois não tinham passado quase tempo nenhum juntos naquela semana. Draco trabalhava até tarde da noite junto com Harry, acertando os números da empresa e correndo atrás dos prejuízos da Malfoy Seguros. Quando Draco chegava, pouco depois do jantar, ambos estavam cansados demais para se amarem e somente dormiam abraçados.

As mãos de Draco iniciaram um caminho de fogo até os seios de Hermione, os quais ele apertou com desejo. A água quente que caía sobre eles, deixava seus corpos quease em ponto de ebulição. Draco abaixou a cabeça e sem pudor, passou a língua por um dos mamilos excitados ouvindo com satisfação, Hermione soltar um suspiro. Ainda acariciando os seios, subiu beijos pelo pescoço, depositando leves mordidinhas quando chegou ao maxilar.

Ele a beijou profundamente, sem pressa, mergulhando sua língua na boca de Hermione e a fazendo soltar um fraco gemido que foi retribuído sem hesitação. Draco largou os seios de Hermione e a segurou pela cintura. Entendendo sua intenção, Hermione deu impulso e envolveu as pernas ao redor da cintura dele. Rapidamente, Draco a encostou em uma das paredes do box, pressionando com força seu membro rígido nela. Os dois gemeram fortemente com o contato. Sem querer perder mais tempo, Draco ajustou-se em sua entrada e de uma só vez afundou-se em seu interior.

Hermione gritou, surpresa com a invasão e totalmente extasiada. Draco jogou a cabeça para trás, recordando-se de como era bom o sexo com ela. As investidas começaram e com elas os gemidos baixos e contidos. Conforme a velocidade que Draco tinha imposto aumentava, os gemidos de Hermione tornavam-se mais altos. Draco a beijou, abafando sua voz para que ninguém que passasse no corredor pudesse ouví-los. Ele sentiu o corpo de Hermione retesar e suas unhas fincarem na pele de seu ombro, ela chegou ao orgasmo segundos depois, o corpo convulsionando e arqueando de encontro à Draco, enquanto um grito agudo desprendia de sua garganta, sendo contido pelo beijo exigente dele. Quatro ou cinco investidas depois e o corpo de Draco também convulsionava e ele se liberava com força dentro dela. Ambos estavam ofegantes e trêmulos. Hermione encostou-se na parede, se apoiando em Draco para descer de seu colo. Ao pisar no chão, suas pernas tremeram e ela perdeu o equiíbrio levando Draco, junto com ela, ao chão.

Os dois tombaram com um baque surdo no chão molhado e desataram a rir. Quando finalmente recuperaram o fôlego, Draco a ajudou a levantar-se e tomaram banho rapidamente. Draco saiu do banheiro primeiro e vestiu a roupa que tinha trago mais cedo. Uma calça jeans escura e uma blusa social cinza, junto com sapatos de couro.

— Te espero lá embaixo! — Ele gritou para Hermione que ainda estava no banheiro secando os cabelos. Sem esperar resposta ele abriu a porta e saiu.

Hermione saiu do banheiro cinco minutos depois com os cabelos devidamente secos e levemente ondulados. Quase natural. Ela abriu o armário que uma vez fora de Gina e tirou o belo vestido que havia comprado junto de Narcisa. Era um tom de verde água e batia no meio das coxas. O tecido era leve e assentava muito bem em seu corpo. Era de manga comprida e com um decote em V. Hermione vestiu uma meia-calça de lã grossa, perfeita para suportar o frio de Dezembro e pôs o vestido. Deu uma olhada no espelho e não quis passar nenhuma maquiagem. Com seus olhos de águia, notou uma coisa que não havia notado ainda. Mas ela percebeu que poderia apenas ser coisa da sua cabeça porque sabia. Ela sorriu e virou-se para a caixa de jóias aveludada, tirando de dentro a pulseira que Draco havia lhe dado e colocando-a no pulso.

Agora sim estava pronta. Ao olhar no relógio, percebeu que passava um pouco das 21h e pelo falatório além da porta do quarto, alguns convidados já haviam chego.

Hermione apagou a luz do quarto e fechou a porta atrás de si. Desceu as escadas calmamente, sendo notada apenas ao chegar no último degrau. A sala da família Weasley estava abarrotada de gente e todos os rostos eram familiares. Ela cumprimentou a primeira pessoa à sua frente que era Luna, e estava acompanhada de Neville. Depois de cumprimentar todos rapidamente, Hermione chegou à Draco.

— Você está maravilhosa, como sempre. — Ele comentou, sorrindo ternamente. Hermione abaixou a cabeça encabulada. Ainda não se acostumara com os elogios tão fervorosos de Draco.

— Obrigada amor. — Ela deu-lhe um beijo singelo.

A campainha tocou e Molly correu para atender. Ela abriu a porta e o alvoroço começou. De algum lugar da multidão, Hermione escutou a voz de Gina.

— Não acredito nisso!

Curiosa, Hermione e Draco passaram pelas pessoas chegando à porta, onde Molly abraçava Rony com força. Ao olhar para a pessoa ao lado dele, Hermione entendeu o comentário de Gina. Seu estômago embrulhou e ela sentiu vontade de vomitar. Draco, tendo acompanhado seu olhar, enrijeceu ao reconhecer Pansy Parkinson em pé na soleira da porta. Hermione encurvou-se e segurou o braço de Draco que rapidamente a amparou. Felizmente, ninguém notou o estado de espírito de Hermione, já que todos estavam cumprimentando o recém-chegado. Gina voou ao encontro da amiga, preocupada.

— Você está bem? — Draco perguntou. Ela balançou a cabeça afirmativamente mas em contradição, correu até o banheiro e despejou tudo o que tinha comido durante o dia dentro da privada.

— O que essa mulher está fazendo aqui? — Ela ouviu Gina perguntar à Draco quando ele abaixou-se para ajuda-la a levantar.

— Eu é que sei? Isso é coisa do seu irmão. Olha o que ele fez com Hermione. — Draco cuspiu.

— Ele não fez nada comigo. — Ela retrucou. — Foi apenas um mal estar, a presença daquela mulher me enoja.

Gina, decidida a armar o barraco, virou-se para ir de encontro ao irmão mas Hermione a segurou firmemente pelo braço.

— Não faça isso. Eu já estou bem e vou ficar bem, não há problemas. Por favor, não vamos dar o gostinho ao Rony de ser capaz de estragar o Natal.

Gina respirou fundo, acalmando sua raiva e sorriu para Hermione.

— Tudo bem, vamos voltar então.

Os três voltaram para a sala e perceberam a Hugo e Rose sentados com o pai. Molly, relutantemente, conversava com Pansy. Obviamente Molly tinha conhecimento de quem era aquela, uma vez que Gina aproximou-se para lhe falar no ouvido. Sem querer chamar atenção para si, Hermione foi até Harry e abraçou-o. Entendendo o que estava acontecendo, ele retribuiu o abraço. Percebeu que ela precisava do apoio de seu melhor amigo.

— É incrível como ele se supera a cada dia mais.

— Não sei porque ainda nos surpreendemos. — Ela cochichou de volta.

Depois de um tempo dos dois conversando, Draco voltou com uma taça de champanhe a qual Hermione recusou carinhosamente, pedindo para que ele trouxesse um copo de qualquer coisa sem álcool. Ele voltou minutos depois com um copo de suco de laranja. Ela agradeceu e ele a abraçou de lado, se integrando na conversa dela e de Harry.

Um pouco depois, os três sentiram duas pessoas se aproximarem e pausaram a conversa para descobrirem Rony e Pansy vindo sorridentes ao seu encontro.

— Oi Harry, Mione — Ele cumprimentou com um aceno de cabeça os dois e virou-se para Draco. — ... Malfoy. — Ele falou com desdem.

— É Granger pra você. — Hermione replicou.

Sem dar atenção ao comentário rude de Hermione, ele prosseguiu.

— Essa aqui é Pansy Parkinson, minha noiva, mas acredito que vocês já se conheçam. — Ele disse divertido.

— Eu poderia dizer que é um prazer conhecê-la mas, infelizmente, eu estaria mentindo. — Harry falou, fazendo Hermione sorrir e Pansy encrespar os lábios.

— Pelo visto, esse aí — E apontou para Draco. — Também te persuadiu contra mim. — Rony falou irritadiço, suas orelhas estavam avermelhadas e seus olhos fixos em Harry.

— Não, Rony, você mesmo fez isso. Agora se nos dão licença, temos coisa melhor para fazer.

Dito isso, Harry, Draco e Hermione deixaram os dois chocados para trás. A campainha tocou novamente anunciando a chegada de mais um convidado, a única que faltava. Faltavam 15 minutos para a meia-noite quando Narcisa apareceu na Toca. A verdade era que ela estava com medo de não ser aceita naquela casa. Superando seus temores e juntando sua vontade passar o Natal com seu filho, ela decidiu ir.

Draco apresentou sua mãe a todos e rapidamente o medo de Narcisa se dissipou. Molly e Narcisa conversaram durante os quinze minutos até que alguém anunciou que faltavam dez segundos para o Natal.

A contagem regressiva se iniciou e segundos depois, todos estavam se abraçando e desejando feliz natal. Hermione abraçou Draco e desejou-lhe feliz natal, em seguida, saiu de encontro a seus filhos. Quando os encontrou, ambos correram até ela quase a levando ao chão pelo impacto do abraço duplo.

Depois de todos se cumprimentarem, era a hora dos presentes. Hugo foi o primeiro a correr até a árvore de Natal cansado de esperar pelo momento.

Quando todas as crianças começaram a abrir os presentes, Rony levantou-se e pediu a atenção de todos. Todo sorridente, iniciou a falação.

— Tenho uma novidade para contar para vocês! — Ele falou animado. — Vocês estão olhando, nesse exato momento, para o novo goleiro do time de futebol do Chudley Cannons! — Ele disse.

Molly levantou-se e abraçou o filho, em seguida todos fizeram o mesmo. Hermione, observando a todos, sentiu-se insegura com o comunicado que tinha a fazer. Ela preferiu esperar todos se acalmarem. Em seguida, os adultos começaram a entregar seus presentes uns aos outros. Hermione entregou todos os presentes que havia comprado, deixando o de Draco por último. Receosa, ela pegou o pequeno embrulho e entregou nas mãos dele.

— Espero que goste. — Ela mordeu os lábios, nervosa.

Curioso, Draco desfez o embrulho e sentiu seu coração bater mais rápido. Ele olhou para Hermione esperando uma confirmação e ela simplesmente assentiu com a cabeça. Alguns dos amigos que não bajulavam Rony e resolveram prestar atenção ao casal, começaram a sorrir.

Draco, numa reação instintiva, abraçou Hermione com força e quando se separou dela, tinha um sorriso maravilhoso nos lábios. Suspirando de alívio, Hermione sorriu de volta. Àquela altura do campeonato, todos observavam os dois e olhavam com alegria para o pequeno sapatinho de bebê nas mãos de Draco.

— Parabéns Draco Malfoy, você vai ser papai! — Ela verbalizou o que passava por sua cabeça.

Dali em diante, todos se aproximaram do casal, desejando felicidades e saúde ao bebê. Hugo e Rose que estiveram com o pai até aquele momento, comemoravam a vinda de um novo irmãozinho ou irmãzinha. Narcisa surgiu do meio da multidão, abraçando o filho e sorrindo.

— Cuide muito bem dela e dessa criança, tenho certeza de que vocês serão muito felizes.

Hermione assentiu, abraçando a sogra e sussurrando em seu ouvido um agradecimento.

— Obrigada por me ajudar a confirmar minhas suspeitas.

Narcisa sorriu em meio aos seus cabelos e sussurrou de volta.

— Eu soube no momento em que lhe vi no shopping. Não precisa agradecer, eu é que agradeço por tamanha felicidade.

As duas se soltaram com lágrimas nos olhos. Gina estava atrás de Narcisa somente esperando para falar com Hermione.

— Como você esconde uma notícia dessas de mim? — A ruiva fez drama.

— Eu queria fazer surpresa. — Hermione fez beicinho.

— Foi uma surpresa e tanto. — Ela riu.

Do outro lado da sala, sentado no sofá, Rony falava algo que ninguém se interessava em ouvir. Pansy sentou ao seu lado e fingiu ouví-lo com atenção. Desligando-se das muitas vozes em volta de si, Hermione observou-os e viu o quanto eram perfeitos um para o outro. Draco seguiu seu olhar e silenciosamente concordou com sua constatação.

Tirando-a do meio da bagunça de pessoas, levou-a até a cozinha deserta. Hermione notou que ele não parava de sorrir e em reflexo a ele, ela não parava também. Ele a abraçou e distribuiu vários beijos pelo seu rosto, fazendo-a rir com gosto.

— Te amo, te amo, te amo, te amo... — Ele repetiu seguidas vezes, parando em alguns momentos para beijar-lhe a boca. Depois ele ajoelhou-se e tocou a barriga ainda reta de Hermione. — Papai ama você também, não importa como você seja. Papai te ama tanto.

Emocionada, Hermione deixou as lágrimas fluírem livremente pelo rosto.

Ela sentia-se feliz, completa, como nunca havia se sentido antes.

Notas finais
Eu queria agradecer a todas que acompanharam a fic desde o começo, há exatamente sete meses atrás. Queria agradecer também a quem começou a acompanhar no meio da fic e a quem começou agora. Vocês são maravilhosos e sem vocês, essa fic não seria nada. Obrigada aos mais de 400 comentários e a todas as recomendações. Vocês me fizeram muito felizes durante esse tempo. E queria me desculpar se em alguns momentos fiz vocês esperarem uma eternidade para ler um novo capítulo, sempre quero fazer o melhor que posso e as vezes isso demanda tempo, né? hehe Enfim, obrigada por tudo; Eu que achei que não conseguiria terminar essa fic, estou muito feliz por aqui estarmos. Espero que gostem e se divirtam. Mas calma, ainda não é um adeus, nos vemos no próximo, até :)