Notas iniciais
Eu não sei a louca que me deu, mas eu tô ansiosa pra postar os capítulos, então postei mais um logo! HAHAHAHAHAHHA Esse cap é um pouco tenso e... só lendo pra saber! kkk Quanto aos capítulos serem maiores, EU JURO QUE TENTO! Mas as vezes não dá, sério mesmo, desculpem ):

Hermione coçou os olhos e olhou novamente para as pessoas que entraram pela porta do hospital e quase sorriu, quase. Bem na hora, o médico que havia levado Hugo apareceu e ela logo se esqueceu do loiro que havia acabado de olhá-la.

— E então, doutor? Como ele está? Ele vai ficar bem? Posso vê-lo? — A porção de perguntas que Hermione disparou assim que bateu o olho no médico fez o mesmo rir ligeiramente.

— Acalme-se senhora, ele está ótimo, foi apenas uma fratura. Dentro de alguns dias ele poderá voltar para casa. — O médico sorriu para Hermione. — Podem ir vê-lo se quiser.

Passado o susto, Hermione sentiu o instinto de mãe crescer dentro de si e a vontade de gritar com Hugo era maior que seu ser. Rony, conhecendo bem Hermione, precipitou-se até ela.

— Não seja tão dura com ele, é apenas uma criança. Além disso, estamos num hospital, se gritar seremos expulsos.

— Cala boca. — Hermione rugiu e foi em direção ao quarto de hospital do filho.

Hermione entrou no quarto sorrindo perigosamente e Hugo se encolheu na cama com um meio sorriso, ele já esperava pelo acesso de raiva da mãe.

— O que diabos você estava fazendo para se machucar dessa forma? — Hermione falou, tentando não gritar, sua voz saindo esganiçada.

— Eu subi na árvore e me desequilibrei. — Hugo disse sorrindo amarelo e Hermione suspirou.

— Não faz mais isso. Sua mãe quase teve que se internar por causa de um infarto. — Rony disse e Hugo gargalhou. Hermione decidiu relevar a presença do ruivo no quarto e se sentou na cama, depositando um beijo na testa do menino. Rony sentou-se ao seu lado, fazendo-a ficar desconfortável com a proximidade. Hermione levantou num pulo e foi em direção à porta.

— Vou pegar um café. — Hermione disse e saiu do quarto, indo até a recepção. Parou na máquina de café e sentiu alguém se aproximar. Assustou-se com a proximidade do loiro e deixou o copo quase cheio cair no chão.

— Desculpe, não queria assustá-la. — Ele disse com a sua voz grossa.

— Não foi culpa sua, eu apenas estava distraída. — Ela abaixou e pegou o copo de café, jogando o que havia sobrado dele no lixo e pegando outro.

— Parece que só nos encontramos em lugares inusitados não é? — Ele disse rindo, levando o copo de café até os lábios. Ela teve que se concentrar mais do que era capaz para absorver o que ele falava. Sem dúvidas não esperava encontrá-lo por ali.

— É verdade. — Ela disse um pouco sem jeito.

Um pouco ao longe, Rony observava os dois conversarem e sentia seu sangue ferver. Sentou-se na poltrona de frente para o casal e continuou a observá-los insistentemente.

— Seu namorado? — Perguntou Draco à Hermione sentindo o olhar inquisidor do ruivo sentado a alguns metros dali.

— Ex-marido. — Hermione falou mais segura do que se sentia. Draco trocou olhares entre Hermione e Rony e depois sorriu. Era possível ver o ciúme refletido nas íris azuis do ruivo.

— Parece que ele ainda tem sentimentos por você. — Hermione sentiu seu estômago embrulhar e abaixou o rosto, frustrada.

— Vamos mudar de assunto. — Pediu com um suspiro.

— Tudo bem, me desculpe. — Draco disse, sentindo realmente culpa por falar aquelas coisas. Sentiu que havia toda uma história em torno desse casamento acabado.

— Aquele homem era seu pai? — Draco assentiu e sua expressão endureceu. — O que ele tem?

— Não sei, minha mãe está conversando com os médicos, ela não me deixou entrar. — Hermione franziu o cenho e Draco prosseguiu: — Digamos que eu não tenha uma boa relação com ele e que não seria eu a primeira pessoa que ele queira ver quando acordasse. — Disse Draco sorrindo sem humor e Hermione tocou sua mão que pousava no balcão da recepção. — E você, por que está aqui? — Perguntou, sentindo o calor das mãos dela percorrerem todo seu corpo.

— Meu filho, se machucou enquanto brincava na casa da avó. — Ela disse, deixando a frustração estampada em seu rosto novamente.

— Você tem um filho? — Ele perguntou descrente, e como se para confirmar o que ele perguntara, a porta do hospital se escancarou e uma comissão de ruivos entrou no lugar. Rose ao ver a mãe, correu para abraçá-la.

— Mãe! — A garota se jogou nos braços de Hermione, chorando. — Onde está Hugo? Ele está bem? Ele vai viver né? — Hermione deu uma risada do desespero da filha e olhou para Draco que observava toda a cena com um sorriso torto.

— Ele está bem Rose, pode ir vê-lo se quiser. — Disse Hermione vendo a filha se afastar e se jogar no colo do pai, secando as lágrimas. Antes de voltar sua atenção para Draco, Hermione pôde ler os lábios da ex-cunhada se mexerem formando as palavras: Que gato!

— Desculpe. — Hermione falou tímida.

— Ela parece com você. Bonita como a mãe. — Ele disse e Hermione corou até a raiz dos cabelos. Era impressão dela ou Draco Malfoy havia acabado de cantá-la?

— Obrigada. — Agradeceu gentilmente e ouviu os chamados de Fred e Jorge.

— Acho que estão chamando você. — Hermione assentiu e olhou na direção dos amigos lançando um olhar de esperem!— Antes que você se vá, posso ao menos ter seu telefone? Chega de encontros inusitados não acha? — Hermione riu e afirmou, dando seu telefone a ele.

— Me ligue para tomarmos um café qualquer dia desses. — Hermione saiu, deixando Draco para trás e se aproximando dos gêmeos que esperavam impacientes.

— Não precisava ter vindo agora. Podia esperar até aquele cara parar de babar em você, o que seria nunca. — Fred falou apenas para que Gina, Jorge e Rony ouvissem. Hermione sentiu as bochechas arderem.

— Deixem ela em paz, não podemos fazer nada se nossa maravilhosa Hermione atrai caras maravilhosos como ele. — Gina disse e todos olharam reprovadores para ela, inclusive Hermione que estava mais vermelha que um pimentão. — Que foi? Vai me dizer que ele não é lindo, Hermione?

— Por favor, parem, ele é apenas um amigo. — Hermione disse cada vez mais envergonhada.

— Eu também era apenas um amigo, Hermione. — A voz de Rony ressoou pela sala de espera e todas as atenções se viraram para o ruivo. — E veja só, temos dois filhos. — Ele continuou, sua sobrancelha arqueada, o clima ficando cada vez mais pesado.

— Vamos ver como Hugo está. — Gina disse, puxando Hermione pelo braço. Os gêmeos lançaram um olhar intimidador para o irmão e seguiram as mulheres.

— Não fique assim Hermione, você sabe como ele é. — Jorge falou quando já estavam no corredor dos quartos.

— Sei, um verdadeiro idiota.

Notas finais
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