Dramione - Heart Attack {Hiatus}
6 Quero saber que é o pai da Esther!
Notas iniciais
–Bom Esther... Resolvi ir de última hora e não deu tempo de te avisar.
–Sempre confiei em você, e você vai e sai com um cara que eu nem conheço, não sei pra onde foi, volta tarde, nem me conta que iria sair... -A minha filha diz magoada.
–Eu sou a sua mãe bu, não tenho que te contar tudo.
–Tínhamos um trato, e você quebrou, não devo mais confiar em você. — Aquilo me pegou de surpresa.
–Mas o que é isso Esther? Eu saio com um cara uma noite em meses, e você faz isso? –Eu estava indgnada, era a minha filha falando aquilo para mim?
–Se você não me deve satisfações, não deveria ter imposto o trato, e está quebrado. Eu não te conto mais nada e você também! –Minha filha levantou com raiva, e subiu as escadas da casa.
E eu fiquei lá, pasma, Esther nunca fora ciumenta. Tudo bem, eu não avisei a ela, mas ela não tinha o direito de fazer aquilo... Bom, e eu não tinha direito de quebrar o trato que eu mesma havia criado. Mas eu ainda era a adulta da situação.
Fiquei um tempo refletindo sentada em um sofá branco, escutei um barulho de moto e me levantei para ver. Malfoy desceu da sua máquina, tirou o capacete e sacudiu os cabelos loiros, eu suspirei baixinho. Ele estava com uma cara abatida, tudo bem, ele é uma das pessoas que eu mais odeio por ter me abandonado grávida, mas aquela cara magoada fez o meu lado humano despertar.
–Aconteceu alguma coisa? – Perguntei meio indiferente. Ele suspirou e se sentou no sofá ao meu lado.
–Meu pai piorou, está na ala de emergência do St. Mungos – Eu nem sabia que o pai dele ainda estava vivo, mas não iria falar aquilo...
–Eu sinto muito – Coloquei a mão no seu ombro.
–Não me importo com ele – Ele falou com raiva olhando para a frente – Me importo com a minha mãe... Ela sim, está inconsolável. Sabe, ele não era um bom pai, nem um bom marido, nem um bom homem, mas é o homem que a minha mãe ama.
Aquela frase me abalou, meus olhos encheram-se d’água, como aquela frase se encaixava para mim, eu também amava um homem que não era bom, pelo menos não para mim, mas eu o amava, e essa era a minha sina,,,
Olhei para baixo, e passei despercebido a mão os olhos, suspirei e levantei a cabeça, olhando para a frente.
–Não pode culpá-la –Eu disse num sussurro
–Não a culpo. Só me preocupo com ela... –Ele olhou para mim, eu vi pela minha visão periférica, já que continuava olhando para frente, não ousaria encará-lo – Eu amo a minha mãe, nunca a culparia de nada – Ele também falou baixo. Essa era a gota d’água, eu respirei fundo, mas chorei, as lágrimas que tanto pesaram os meus olhos desabaram. –Porque está chorando? –Ele me olhou espantado
–Minha filha me odeia... – Eu falei num pio de voz embargada pelo choro
–Não odeia não! –Ele me puxou para aconchegar-me em seu peito, eu não teria aceitado em uma situação normal, mas estava fragilizada, deitei na sua curva do pescoço, e ele passou o braço pela minha cintura, e eu inspirei, inspirei o cheiro que eu tanto amava. Eu tinha tanta saudade daquele homem, que na época era apenas um garoto. Seu calor, seu cheiro, seu jeito, tudo isso me matava. – Me conta, porque acha isso?
–Ela ficou brava, eu quebrei o trato de contar tudo o que acontece para ela. Eu sai ontem, e ela ficou brava – Eu chorava e não saia muita coisa com sentido. – Ela não me olhou com raiva, foi pior, me olhou com decepção.
–Ei, calma. – Ele beijou o topo da minha cabeça. – Ela só se decepcionou porque te ama, ela ficou preocupada ontem, e ficou com medo de dormir sozinha em uma casa estranha. Ela é só uma criança e precisa que você dê atenção a ela...
–Mas eu dou atenção a ela! Bu é a coisa mais preciosa que eu tenho.
–Eu sei, você sabe, a Gina sabe... Mas a Esther ainda está em dúvida. Ela sabe que você a ama e daria a vida pra ela, mas acha que em um momento você vai se cansar dela e correr para os braços de alguém, ou querer ter outro filho. – Eu fiquei assustada com a maneira que ele fala dela, é como se a conhecesse a anos.
–Tem razão.
–Eu sempre tenho. – Eu ri e olhei pra cima, ele também me encarava. Não sei se era por um imã, uma atração que depois de anos continuava forte entre nós, ou apenas por amor, mas eu me aproximei dele e ele se aproximou de mim. Colamos nossos lábios e um choque passou pelo meu corpo, como eu sentia saudade dos seus beijos, ele pediu passagem e eu dei, começamos um beijo lento e longo, mas ai eu percebi o que estava fazendo e me afastei ofegante.
–VOCÊ É CASADO!
–Não sou não...
–Mas é a Astória? – Falei quase indiferente, eu estava com essa dúvida a dias. Mas não queria trazer todo esse assunto à tona. Ele riu pelo nariz e fez um movimento com a cabeça...
–É uma história engraçada – Ele ria de uma piada interna. Draco olhou pra frente e abriu um sorriso de lado – Estávamos de casamento marcado, seria o casamento muito esperado, o jornal todo em cima. Então faltando uma semana a Astória me salvou de uma confusão. – Eu arqueei a sobrancelha
–Que confusão?
–O casamento! –Ele riu pelo nariz de novo – Faltando dois dias para o casamento ela revelou em um jantar para família e amigos que era lésbica. Então abafamos o caso, e dizemos que o noivado foi cancelado para os jornais. As únicas pessoas que sabem são a minha família, a Gina, o Harry, o Weasley e o Blásio, e dois amigos dela que também estavam presentes. Agora você... Mas não pode contar para ninguém!
–Ahh claro, porque eu venderia essa notícia por 5.000 galeões, e fugiria com a Esther. –Eu ri junto com ele – Sabe,você não é tão ruim quanto eu pensava.
–Ahh fala sério, você me conhece a anos, namoramos, você sabe que eu não sou esse monstro...
–Eu to falando que você amadureceu. Não é mais aquele garoto mimado e ridículo.
–Me achava mimado e ridículo? – Ele levantou a sobrancelha esquerda.
–Passei a achar, depois da maneira que terminou comigo e pela maneira que me deixou.
–Não tinha sido intencional. Nunca quis te magoar, mas pelos meus cálculos você não sofreu por muito tempo, já que um mês depois foi para a cama com um homem, e engravidou da Esther.
–Oi?
–Ah vai me dizer que engravidou do pai da Esther ainda me amando. –Ele rolou os olhos. Me subiu uma raiva, não sei o que me deu, mas lhe proferi um tapa certeiro no rosto, me levantei com a dignidade restante, e subi as escadas da casa.
Pov. Draco
Desde que havia falado sobre o pai de Esther com a Hermione, ela não havia saído do quarto. Gina chegou e ficou preocupada então me chamou para um canto da sala
–Anda Draco, desembucha, o que você falou com a Hermione?
–Como sabe que eu falei algo?
–Hermione é forte, a única fraqueza dela é você e as suas palavras... –Eu suspirei e falei da minha conversa com a Hermione para a Gina.
–Bom eu já não te achava inteligente, agora te acho mais burro ainda. –Ela falou brava e se levantou.
–O que eu fiz?
–Acho que você deve refazer seus cálculos. — Ela suspirou – Olha, eu não deveria estar te falando isso, mas a Esther não nasceu prematura. –Ela levantou e me deu as costas, foi até a cozinha para chamar Ron e Harry para sair da casa, com uma desculpa de desgnomizar o jardim, só que no jardim da casa Potter não havia gnomos.
Eu fiquei um tempo pensando no que ela disse, foi quando a ficha caiu, um frio bateu no meu estômago e eu arregalei os olhos.
Hermione não faria isso, ela não esconderia isso de mim. Se a Esther era minha filha ela me contaria!
Tomado pela raiva, eu subi as escadas e abri a porta com força, Hermione estava na cama, com um aparelho trouxa no colo, se espantou com a minha entrada colocou o aparelho na mesinha e se levantou.
–O que faz aqui?
–Quero saber que é o pai da Esther!
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