Dramione - Heart Attack {Hiatus}
27 Memórias de um passado
Notas iniciais
–Olá Narcisa, a quanto tempo – Hermione deu um abraço rápido em Narcisa.
–Tempo mesmo, Hermione. Draco não trás vocês aqui regularmente. Eu tenho andando apenas na companhia dos elfos – Narcisa que tornou sua feição triste, se recompôs e logo já era a mesma novamente. Fria.
–Sinto muito mãe, muito serviço – Draco disse suspirando.
–Okay querido, quero apenas que tente me visitar regularmente quando der.
–Sim senhora – Eu disse e sorri.
–Hermione, essa é Julietta – Draco me apresentou para uma bonita moça na sala e eu mandei um olhar de esguelha para ele que apenas se encolheu.
–Olá Hermione, estava doida para te conhecer – Ela disse e abriu um sorriso.
–Muito prazer – Dei um pequeno abraço para ela – Esther, venha aqui – Gritei para Esther que correu para perto de mim – Cumprimente a Julietta, ela é prima do seu pai – Esther sorriu para Julietta e logo as duas já estavam conversando animadamente.
–Olá, Hermione, não? – Uma voz forte veio atrás de mim.
–Sim – Falei desconcertada. Se eu achava Draco alto, tinha que ver esse homem. Eu batia no peito dele. – E você Casmer? – Disse simpaticamente.
–A seu dispor. –Ele abaixou e beijou minha mão, fiquei vermelha instantaneamente.
–Ram ram – Draco tossiu incomodado atrás de mim e eu corei fortemente.
–Draco, eu preciso de ir resolver uns problemas, eu volto logo, okay? – Disse tentando quebrar o clima.
–Posso conversar com você, Hermione? – Ele disse
–Hum, claro. – Fiquei nervosa.
–Onde você vai? – Ele disse quando entramos no quarto dele.
–Resolver uns negócios do Harry e Ron, não posso te falar, mas fique tranquilo. Nada sobre a Justice. – Disse mordendo o lábio e ele assentiu duramente.
–Okay, quando volta? – Disse brincando com um objeto em forma de cobra em sua cômoda.
–Antes do almoço.
–Ótimo – Caímos em um silêncio mortal. Ele se aproximou de mim e segurou minha nuca com as duas mãos me puxando para um beijo –Eu te amo – Disse assim que se afastou suficiente para apenas nossos narizes se tocarem.
–Eu também te amo – Sussurrei e lhe dei mais um beijo.
*-*-*-*-*
–Marrieth Andrew? Eu sou Harry Potter, havia ligado há uns dias atrás. – Harry disse para uma senhora baixinha de cabelos brancos, ela tinha um olhar assustado e ao mesmo tempo aliviado.
–Sim Sr. Potter – Ela abriu um sorriso – Podem entrar. – Ela abriu a porta mais, e eu, Ron e Harry entramos.
Sentamos no sofá da sala e logo Marrieth saiu para buscar chás e biscoitinhos. O Sr. Lewis Andrew apareceu logo em seguida. Nos cumprimentou, mas ficou sentado em seu canto calado. Assim que a Sra. Andrews voltou, nós começamos a conversar.
–A senhora sabe porque estamos aqui, não é um interrogatório, nem nada do tipo. É uma investigação externa do ministério e dos aurores, mas precisamos que a senhora responda as coisas com sinceridade. – Ela suspirou e assentiu brevemente – Lemos o depoimento que a senhora deu no dia seguinte após o crime, lá deixa bem claro que Connor não tinha nenhuma ligação com Elizabeth, mas nós sabemos que não é verdade. A senhora vem recebendo ameaças? –Eu perguntei, o mais educada possível.
–Eu? Eu não, na verdade eu não converso com a menina Justice tem anos, eu me lembro dela bem pequena sabia? Doce, um anjo, eu ainda não acredito que ela tenha virado essa pessoa fria e cruel que matou meu filho – A Sra. Andrew falava com dor, e isso fez meu coração se apertar. – Mas Connor vinha recebendo ameaças, eu não sei o que ela queria com ele, mas ele não estava disposto a falar. Ele pedia a nós para não nos envolvermos, ficava preocupado com a nossa segurança. E eu preferi não falar nada aos aurores, Sr. Potter, eu peço desculpas, mas eu não confio na sua instituição. Eu já vi muita coisa acontecer lá dentro, já ouvi também. Meu marido é auror aposentado, e só aceitamos esse tipo de conversa ao sabermos que nada do que dissermos estará registrado.
–Ah sim, claro. – Harry falou desconcertado e ajeitando o óculos, ele sabia que havia todos os tipos de corrupção, as informações vazavam, boatos falsos eram implantados, pistas fundamentais sumiam, mas ele não acreditava que tais erros eram de conhecimento público. – Então, os senhores podem falar sobre a relação de Connor com o pai de Elizabeth?
–Connor e David eram amigos de infância – A voz do Sr. Lewis Andrew se fez presente. – David nasceu aqui, e eles se conheceram em brincadeiras na rua. A amizade deles eram realmente bela, nunca ouve nada de estranho, nenhum conflito, até que Anne apareceu. A família dela se mudou para Portslade, menos de 6 Km daqui. Eles se conheceram em festas, os quatro na verdade, e David começou a namorar ela, sabemos disso porque Connor se queixou sobre o quanto David se afastou dos amigos, até mesmo dele. – Lewis falava com grandes pausas, parecia que tinha acabado o assunto quando ele completava com mais informaçãos.
–Connor e Anne tinha uma relação conturbada?
–Na verdade não, eles se conheceram ao mesmo tempo, e tiveram uma “amizade” distante, eles se respeitavam, mas isso não impediu do meu filho fazer algumas reclamações sobre ela.
–E o que aconteceu depois que se conheceram?
–Assim que passou essa fase inicial do namoro, Connor e David voltaram como nos velhos tempos. As discussões de Anne e David eram constantes e muitas vezes ele vinha dormir na casa dos fundos, onde Connor morava. Até que Anne apareceu grávida, David havia aberto uma botica recentemente, e eles não estavam preparados pra tal coisa, tanto é que foi um choque para todos, já que viviam afastados. Ele veio passar uns dias aqui em casa, e Lewis e Connor conversaram com ele. -Sra. Andrew explicou.
–Na verdade – Sr. Andrew disse – Mais eu do que Connor, eu tentava o convencer a voltar para casa, assumir essa criança, se casar logo com Anne antes que a barrigada crescesse. E Connor era contra, ele argumentava que ele tinha apenas que assumir aquele filho, que o sentimento por Anne havia acabado a muito tempo.
–David o ouviu – Hermione afirmou balançando a cabeça e encaixando os fatos confusos em sua mente.
–Sim, ele me ouviu, casaram-se em menos de um mês, e Connor, era quem todos achavam que iria ser o padrinho, só apareceu no casamento e se sentou no final, nem no jantar de comemoração após foi, mas ele estava passando mal. Era compreensível .
–Elizabeth nasceu, se tornou a paixão de David, ele a amava muito, e por incrível que pareça, aquele amor de antes que tinha por Anne voltou. Ela era uma mulher cada vez mais fria, e ele um homem apaixonado.
–O senhor tinha dito os quatro quando estava falando de David e Anne se conhecendo, a quem estava se referindo? – Perguntei a ele.
– Brendda, é a prima americana da Anne, também estava na festa, ela ficou muito amiga de Connor depois que David e Anne se casaram, chegaram até a assumir um relacionamento, mas foi passageiro.
–O senhor tem informações dela? –Perguntei interessada.
–Não, a última vez que eu a vi foi no enterro de Connor, ela estava desolada, mas não passou nenhum tipo de contato.
–Hm, sim, obrigada – Murmurei meio decepcionada.
–Mas, a amizade de Connor e David ficou mais fraca depois que Elizabeth nasceu?
–Não, quer dizer sim, mas um ano antes da morte de David, quando Elizabeth era apenas uma menininha, eles voltaram a sair, e Connor às vezes vinha jogar baralho ou tomar um chá, aqui em casa. Anne começou a odiar meu filho, e as discussões com David só piorava, até que o pai dela morreu, ela ficou muito reclusa, meses depois David faleceu, foi a deixa para Anne virar aquela mulher maligna.
–E Connor? -Ron perguntou — Como ficou?
–Uma parte dele morreu no dia em que David se foi – E foi assim que acabou nosso interrogatório, tivemos algumas frases trocadas, mas nada de importante, o Sr. e Sra. Andrew não se lembravam de muita coisa. Voltamos pra casa, algumas poucas perguntas respondidas e muitas dúvidas na cabeça.
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