Dramione - Heart Attack {Hiatus}
20 Festa Part. 2
Notas iniciais
Pov. Hermione
Tomei Draco pelos cabelos, enquanto a mão dele apertava cada vez mais forte minha cintura. Separamo-nos ofegantes e ele desceu sua boca para meu pescoço, dando pequenos beijinhos até minha clavícula.
–Ohh – Eu murmurei baixinho quando suas mãos foram para o meu sutiã– Draco pare...
–Mas não era você que queria isso? – Ele me olhou confuso e se afastou passando a mão nervosamente pelos cabelos.
–Oh Merlin, é claro que sim... – Minhas mãos puxaram as suas e ele me olhou nos olhos – Eu estou dizendo que eu não quero que isso nos leve a cama, poxa, estamos na festa da nossa filha.
–Acho que eu... Acho que eu te entendo – Ele murmurou e eu dei lhe um selinho. Ele puxou meu lábio inferior com os dentes e o chupou e eu gemi manhosamente em sua boca – Acho que deveríamos descer – Ele disse quando nos separamos ofegantes do grande beijo que tinha vindo a seguir.
–Concordo – Eu disse indo até o espelho e ajeitando o cabelo, com um aceno de varinha minha maquiagem se restaurou, olhei para Draco e disse – Não arrume os cabelos, você está sexy como o inferno!
–Hum, minha querida sabe-tudo Granger falando palavrões... –Ele negou rindo – Que coisa feia... – Ele me abraçou por trás.
–Vamos descer Barbie – Eu disse e ele me olhou ofendido – Minha imitação de Barbie preferida – Ele revirou os olhos
–Não ajudou muito...
–Cale a boca – Eu disse passando pela porta e jogando um feitiço.
*-*-*-*-*-*
Desci as escadas de mãos dadas com Draco, olhei lá fora procurando Esther e a encontrei de mãos dadas com Teddy, e eu sorri.
Eu não nem um pouco preocupada com essas atitudes dela, eu sei que Teddy, assim como Esther, foi muito bem educado. Fora que é apenas coisa de criança, um amor puro e infantil, quando eles crescerem eles vão rir de isso tudo, ou irão dar um inicio a um amor de verdade, o que eu não acho que deixaria Draco muito feliz, já que ele está custando a engolir esse “relacionamento” de sua princesa.
–Ela prefere dar a mão para esse palhaço do que para o pai dela – Ele resmungou
–Deixe de ser ciumento Draco – Eu o cutuquei com o cotovelo – ESTHER VENHA CANTAR OS PARABÉNS !!
A festa inteira ouviu e veio se reunir a frente da mesa, o lugar ocupado por Esther estava vazio.
–Mamãe, papai – Ela gritou e apontou para o seu lado
–Não meu amor, a festa é sua... – Eu lhe mandei um sorriso
–Mas é a minha primeira festa com o papai – Seus olhinhos se tornaram tristes. Eu puxei Draco pelo braço e ele abraçou ela.
–Todas as suas festas agora você terá o papai... – Ele murmurou baixinho para ela ouvir, mas eu acabei escutando e sorrindo.
Assim que todos estavam em volta da mesa, Esther desceu do banquinho e foi até Teddy, o puxando. O garoto estava completamente vermelho, e eu ri disso. Ela deu a mão para ele e eles ficaram no meio de nós, Draco infelizmente estava do lado de Teddy e o ficava fuzilando com o olhar.
–Draco meu bem, vamos mudar de lugar – E sorrindo como se me desculpasse eu empurrei ele para o outro lado.
Logo após o famoso parabéns, Esther soprou as velhinhas e sorriu, virou e deu um beijinho em Teddy, eu tive que segurar Draco para ele não acabar com toda a festa.
–O primeiro pedaço vai para...
–Para o Teddy eu aposto –Draco disse para si mesmo baixinho, e eu ouvi e bati nele
–O papai!! – Ela pegou o bolo e levou para o Draco com um sorriso Colgate.
Ele sorriu emocionado e a pegou no colo, logo ouve o coro de : ‘awwn’
Depois ela me entregou um pedaço e um para o Teddy, logo então Gina entrou na frente e começou a distribuir o bolo
–Vá brincar meu anjo – Ela disse enquanto partia os outros pedaços. Esther assentiu e chamou os amiguinhos, ou quase todos. Victorie foi deixada de lado. Ela estava sentada no banquinho de cabeça baixa.
–Vic meu amor, o que houve? – Eu me ajoelhei na frente dela e passei a mão pelo seu rostinho triste, Victorie tinha apenas dois anos a mais do que Esther.
–Acho que a bu não gosta de mim – Ela fez uma expressão triste – Nem os amiguinhos dela, e eu fico aqui sozinha...
–Aaah garotinha, não pense assim, tenho certeza que você faria grandes amizades.
–Não tia Hermione, eu não me importo – Ela deu um sorriso frágil e se levantou. Eu peguei a sua mão e ela me olhou confusa. Fui até o campo de quadribol que foi modificado para parecer apenas um vasto espaço para as crianças brincar.
–ESTHER! MENINOS! CHEGUEM AQUI – Eu gritei alto e todos interromperam suas brincadeiras e me olharam, logo correram até a mim com expressões confusas.
–O que houve, mãe?
–Esther, eu gostaria que vocês deixasse a Vic entrar na brincadeira – Esther me mandou um olhar afiado e eu sustentei esse olhar dela
–Não – Ela rosnou
–Não, não moçinha – Eu disse tentando camuflar a minha raiva – Você como boa anfitriã que é, vai recepcionar bem TODOS os seus convidados.
–Ela vai brincar sim tia Hermione – Teddy disse e correu para pegar a mão de Victorie para levar pra brincadeira, a mesma abriu um sorriso e abraçou o Teddy – Vamos Esther? – Ele disse chamando quando todos correram para os seus antigos postos.
–Eu vou apenas conversar com minha mãe um segundo, vai indo, eu já vou –Ela disse sem quebrar o contato visual. Teddy e Vic já tinham ido.
–Que história é essa mãe? Você sabe como eu não gosto daquela oxigenada – Eu me segurei para não rir, Esther estava com a sobrancelha arqueada e os braços cruzados.
–Não me aborreça Esther, se quiser uma festa perfeita, trate bem os seus convidados! – Eu suspirei cansada – Volte a brincadeira por favor, viu meu amor? — Ela me lançou um olhar frio e olhou para a brincadeira. Era uma brincadeira trouxa, polícia e ladrão. Vic era uma ladra que estava tentando fugir, mas Teddy a puxava pela cintura e não se soltava dela.
–EDWARD REMUS LUPIN!!! LARGUE A VICTORIE !!!! –Esther gritou e Teddy olhou para ela assustado, eu ri nervosamente e disse:
–Meu bem, volte a brincar que eu vou conversar com a Esther – Teddy assentiu nervoso ficando o mais longe possível de Victorie.
–Querida, não precisa de ter ciúmes da sua “prima” – Eu disse – Você e o Teddy são duas crianças, o namoro de vocês é algo puro e inocente, nada de cobranças e ciúmes, vocês são crianças, devem brincar juntos, passear, tomar sorvete, contar segredo.
“Quando você crescer você irá entender, agora, apenas curta o momento de liberdade... Eu perdi grande parte da minha infância querendo crescer, agora, eu tenho momentos que eu quero ser apenas uma criança, que brinca e volta com o joelho ralado para casa. Você entende? –Ela assentiu envergonhada – E mesmo que ciúmes seja fofo as vezes, até nas mais maduras relações ele não deve existir. Temos que confiar nas pessoas de quem gostamos, okay?
–Okay – Ela me deu um beijo na bochecha e saiu andando. Eu me virei procurando Draco e o encontrei segurando a cintura de Pansy enquanto ela segurava o seu pescoço, ela aproximou o seu rosto no dele e lhe deu um beijo.
–DRACO LUCIUS BLACK MALFOY, QUE POUCA VERGONHA É ESSA? –Gritei zangada. Olhei para trás e Esther revirou os olhos
–É, até nas mais maduras relações... – Ela murmurou
Eu olhei para frente de novo e Draco estava me olhando assustado e com uma expressão de desculpas no rosto.
–Hermione, não é nada do que você está pensando – Ele disse largando uma Pansy que estava com um sorriso no rosto.
–Eu não pensei nada Draco. Eu vi. – Eu disse com a voz mais fria que pude colocar. Me virei e entrei na casa, olhei para Gina desesperada e ela entendeu o que eu disse, deu um selinho no Harry e correu para mim, subi as escadas correndo antes que Draco me alcançasse e entrei no quarto de Gina. Tranquei a porta com o maior número de feitiços que eu pude.
Sentei na cama cansada e chorei no colo de Gina
–Shh Hermione, fique calma. –Ela falou passando as mãos no meu cabelo – Vocês devem conversar, vocês tem que agir como adultos e esclarecer as coisas. – Eu concordei com a cabeça, mas disse:
–A festa está acabando, eu vou passar o final aqui. Por favor Gina, só me deixe pensar um pouco – Eu disse olhando-a, ela assentiu e ficou mais alguns minutos mexendo nos meus cabelos.
–Eu tenho que ir, alguém tem que se despedir dos convidados que estão indo e cuidar dos que ainda vão ficar...
–Não deixe ele entrar – Eu disse com a voz abafada pelo travesseiro. Ela abriu a porta e depois a fechou novamente. Eu de novo joguei vários feitiços pela porta e adormeci em lágrimas.
Pov. Draco
–Eu preciso falar com ela Gina, explicar o que aconteceu – Eu dizia desesperado passando as mãos pelo cabelo de nervoso.
–É melhor esperar Draco, não se resolve nada de cabeça quente... Dê um tempo a ela – Gina disse me olhando no fundo dos olhos, eu assenti tristemente e me sentei no chão. A ruiva saiu e eu fiquei sozinho, no corredor, ao lado da porta onde Hermione estava.
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