Dramione - Heart Attack {Hiatus}
16 Elizabeth Justice em grande estilo
Notas iniciais
Estava tudo andando bem, havia se passado dois dias, eu e Draco estávamos cada vez mais juntos, Esther esbanjava felicidade e sorrisos, e eu não estava tão diferente. Saímos da casa da mãe dele hoje de tarde, depois de várias promessas de que iríamos visitá-la sempre.
Já estava de noite quando tudo o que eu mais temia aconteceu.
Eu estava no sofá abraçada com Draco, devorávamos pipoca, Harry tinha saído para encontrar Gina, enfim estavam se reconciliando e Ron estava lá em cima brincando com Esther. Começamos a ver um filme de terror, ele sabe o quanto odeio esse gênero, mas eu simplesmente perdi o medo enquanto estava com Draco.
Eu fechei os olhos quando o monstro apareceu na tela, e me aconcheguei no peito de Draco, enfiei o rosto na curva do seu pescoço, e ele riu baixinho. Eu mordi o seu pescoço e ele olhou para mim com cara de safado. E esquecendo o filme começamos a nos beijar ferozmente.
Eu já estava no colo dele quando ouvimos gritos: “HERMIONE, DRACO, RONY!!!! CORRAM, CORRAM!!” –Era a voz de Harry e no susto eu cai no chão.
Draco se colocou de pé, e me deu a mão para me ajudar a levantar.
Harry apareceu na sala da frente ofegante, Rony desceu com Esther no colo. E Draco me abraçou por trás. Harry apenas pronunciou uma frase que me fez gelar
–Elizabeth foi vista, não muito longe daqui!
*-*-*-*-*-*
Rony instantaneamente subiu as escadas e começou a arrumar a bolsa de Esther para levá-la para a Toca, eu e Draco corremos para nos vestir, peguei minha varinha, e algumas outras coisas como comunicadores e etc.
Em menos de 5 minutos estávamos todos na sala, junto estava Lélis, Francis, Darah e Kingsley. Este ultimo abriu uma sacola com poção polissuco e todos nos transformamos em pessoas diferentes. Rony aparatou n’A Toca, e explicou para senhora Weasley, Draco se sentou no sofá e me puxou para o seu colo enquanto Harry e Kingsley nos davam instruções.
–A gente não sabe se ela esta sozinha, então precisamos de várias pessoas. Ela está em um bar, e eu acho muito suspeito ela ir para um bar sem mais nem menos e anda por cima sozinha sabendo que está sendo caçada. –Kingsley falava
–Tem duas possibilidades, ou é uma armadilha ou algum encontro com um estranho. –Eu disse
–Também pensamos assim Hermione, mas não podemos deixar essa oportunidade passar. Bem, Lélis e Darah, vocês deverão agir como um casal e escolher a mesa mais afastada no fundo do bar – Os dois confirmaram e sorriram um para o outro, Darah que sempre teve seus cabelos loiros platinados estava agora com eles ruivos, sua pele mais clara e eu podia ver suas sardas ao redor dos olhos castanho-escuros, Lélis que era alto, forte, tinha cabelo pretos e olhos verde-azulado, estava mais baixo, com uma jaqueta de couro e botas de cowboy, cabelos ruivos acastanhados e olhos preto. Os dois estavam irreconhecíveis.
Kingsley continuou: — Harry e Rony ficarão na saída do bar e checará cada um que entrar e sair. Tomem cuidado e se alguém perguntar vocês estão fumando e olhando a moto de vocês – Rony ainda estava ruivo, mas os cabelos eram mais compridos e o rosto mais quadrados, Harry cresceu, seus cabelos ficaram loiros mas batiam na cintura, tinha uma barba rala, os dois estavam usando roupas de couro e tinham motos- trouxas. – Draco você abordará a Elizabeth sabe o que fazer, nós já conversamos – Draco assentiu, ele tinha cabelos pretos e olhos mais azuis, uma barba cerrada muito sexy e o corpo mais musculoso, usava uma camisa azul e uma calça jeans rasgada, um cigarro na orelha tinha uma cicatriz abaixo do olho. Todos estavam incrivelmente sexy, e eu me pergunto onde o ministério achou pessoas tão diferentes, mas tão bonitas?
“-Hermione é perigoso você aparecer mesmo com a poção polissuco, por isso eu mesmo pedi a Harry que lhe emprestasse a capa da invisibilidade, e você poderá ficar mais próxima de Draco. –Eu afirmei – Todos deverão tomar cuidado e ficar com a varinha em mãos. Eu ficarei na mesa de sinuca junto com Francis. Qualquer coisa que acontecer é só apertar um pequeno botão nos cintos e pensar, assim todos ficarão sabendo.
Nós assentimos e aparatou todos separadamente, Draco seria o último.
Assim que todos foram eu me virei para ele e o beijei.
–Toma cuidado – Sussurrei entre seus lábios
–Eu sempre tomo – Ele me puxou pela cintura e me roubou mais um selinho e assim eu aparatei
*-*-*-*-*-*
Assim que aparatei em frente ao bar, com a capa de invisibilidade, vi Ron e Harry conversando, fumando cigarros trouxas e apoiados na parede do bar.
O bar na verdade se chamava “Grifs Bar” – Era um bar bruxo-clandestino, tinha a aparência daqueles bares de filme de faroeste, era todo feito em madeira, e havia algumas motos paradas em frente, assim que entrei um forte cheiro de bebida barata e perfume masculino entrou nas minhas narinas. Em um canto estava Lélis e Darah se tocando carinhosamente, Lélis tinha namorada, mas ele estava em missão. Francis e Kingsley estavam jogando sinuca rindo com outros dois homens que exibiam tatuagens em braços fortões. No balcão estava ela, Elizabeth Justice, seus cabelos estavam agora em um tom acaju, soltos e lisos, batiam até a cintura, ela pode ter colocado lente porque eu juro que seus olhos estavam um verde penetrante, mas ainda assim eu a reconhecia, sua roupa era preta e colada, uma calça legging preta uma jaqueta de couro e uma bota de salto alto, ela certamente estava chamando atenção de vários homens, inclusive aqueles que estavam acompanhados, havia namoradas, esposas e prostitutas.
Olhei um homem que não escondia a ereção de olhar para Elizabeth, mesmo tendo uma loira falsa sentada em cima de sua mesa com uma mini-saia e as pernas abertas, realmente nojento, desviei o olhar para um casal de idosos, pareciam indefesos, até que um homem de aparência suspeita chegou em sua mesa passou duas armas discretamente e eles lhe entregou uma maleta que provavelmente teria dinheiro.
Aquele lugar me dava mais repulsa a cada canto que eu olhava, resolvi me afastar um pouco do balcão, mas estava em um lugar que dava para ouvir a conversa, um rock dos anos 70 tocava em algum lugar perto de mim.
Vi Draco entrando pela porta, ele recebeu um olhar sugestivo de Kingsley e afirmou quase imperceptivelmente, sentou-se próximo a Elizabeth
–O que uma garota como você faz sozinha? – Disse com uma voz de paquerador
–Quem disse que eu estou sozinha? – Elizabeth fez uma voz sexy e sorriu travessa
–Não vejo ninguém por aqui...
–Não tem que ver realmente – Draco sorriu irônico e pediu dois copos de alguma bebida alcoólica, entregou à Elizabeth e brindaram.
Após algumas palavras trocadas, Elizabeth jogou o dinheiro no balcão.
–Já vai?
–Eu tenho que ir Malfoy – Quando ela disse isso ele arregalou um pouco dos olhos e um frio passou pela minha barriga. – Seu cheiro. – Ela disse como se explicasse tudo – Seu jeito de mexer o cabelo, o olhar que o homem da sinuca deu para você quando entrou. – Ela piscou e pegou a bolsa – Você, mesmo disfarçado, continua um homem muito bonito – Ela se aproximou dele e eu cerrei os pulsos de ciúmes – Vi sua filha outro dia, Esther não? – Ela começou a rir
–Deixe ela em paz, Justice – Ele rosnou
–Ah vou deixar, como você tem seus informantes eu tenho os meus... Ela estava linda naquela touquinha, e a Granger, Granger estava poderosa – Ela riu – Era um encontro? Perdeu ela Malfoy?
–Cala a boca – Ele disse fatalmente
–Oh não, eu reconheci cada um que não faz parte desse bar, não sei quem são, mas sei que são os macacos do Potter, mande eles ficarem longe de mim Malfoy, e mande eles me deixar sair... Se não, eu tenho meus meios de tirar a pobre Esther da vida de você e da Granger... – Ela riu maldosamente – Ela não está aqui né? Não teve coragem de aparecer.
“Bom Malfoy vou indo, mande eles deixarem eu sair ou acabo com a Esther antes que vocês possam dizer ‘bu’. –Ela riu com escárnio – Foi bom te ver novamente – E ao invés dela sair, ela se aproximou mais de Draco e o beijou, agarrou a cabeça dele e deu um beijo quente, assim se virou e foi embora sorrindo, Draco limpou a boca com a mão e virou o resto da bebida, apertou o botão e instantaneamente seus pensamentos foram para dentro da nossa cabeça “DEIXE A VADIA IR EMBORA, É UMA ORDEM!”
Fale com o autor