Dramione - Heart Attack {Hiatus}
8 Brava com a mamãe.
Notas iniciais
–Posso te chamar de pai? –Ela olhou pra mim.
–Claro pequena. –Ela levantou e me deu um abraço, ela era frágil e pequena, eu afaguei o cabelo da minha filha e a cheirei, o mesmo cheiro da Hermione, apertei-a forte. Até que ela começou a dizer palavras “pai” “esta” “me” “ESMAGANDO”
Eu a soltei e ela sorriu pra mim. Mas de repente ela ficou séria e abriu os olhinhos.
–Não vai nos abandonar, certo?
–Nunca! – Eu disse sorrindo pra ela. Ela me abraçou – Como eu fui cego, você é igualzinha a mim. –Ela e Hermione sorriram, um sorriso muito parecido. Nem tudo era meu afinal.
–Então agora você e a mamãe ficarão juntos? –Hermione começou a tossir descontroladamente.
–Bom Esther, era isso que eu queria te dizer.
–O que?
–Eu.estou.namorando.o.Eliot –Hermione disse tudo de uma vez e eu e Esther arregalamos os olhos
–COMO ASSIM??? –Ela gritou.
–Ei, calma pequena, lembra o que nós conversamos? –Eu disse, mas ainda me sentia desconfortável nessa situação. Esther assentiu com a cabeça e se acalmou deitando no meu colo.
–O que vocês conversaram? –Hermione falou desconfiada.
–Você não me conta as coisas. Então não devo te contar! – Esther disse e se levantou –Vem pai, eu vou andar de moto – Ela puxou as minhas mãos e descemos escada abaixo.
Ela me puxou até a garagem, e puxou o pano que estava em cima da minha moto.
–E pra onde vamos?
–O ponto mais alto da campina, preciso falar um assunto importante com você.
Eu guiei a moto morro acima, chegamos no ponto e Esther pulou da moto, eu a peguei no colo, e retirei o capacete rosa de sua cabeça. Sentamos no chão, onde havia um gramado baixinho.
–Eu vou acabar com esse Eliot!! –Ela gritou
–E como você acha que vai fazer isso baixinha? Você tem só 5 anos... –Falei puxando ela para deitar em meu peito.
–Quase seis. Enfim, mas eu vou fazer ele sofrer. Quem ele pensa que é? Na hora que eu acho meu pai, ele vem estragar minha família? –Ela disse chorando.
–Ei pequena calma – Ela parou de chorar, mas soluçava de vez em quando – Sabe, também não acho que eu e sua mãe ficaremos juntos, eu a fiz sofrer quando ela era nova, depois magoei ela quando ela tinha 18 anos, e o pior, fiz isso com ela grávida... –Eu falava mais para mim do que para a Esther.
–Não vai me contar o que aconteceu não é mesmo?! –Eu neguei. Ela suspirou e se sentou ao meu lado, vimos o pôr-do-sol juntos...
*-*-*-*-*-*
Pov. Hermione
Minha filha, a garota que eu mais amo nesse mundo, está a favor do homem que acabou com a minha vida, depois de partir para a Alemanha eu entrei em depressão, comecei a me cortar e a beber remédios, quase perdi Esther por causa dele, e ela ainda o ama mais do que a mim mesma.
Me diz Merlin, me diz o que e que eu fiz? Tentei proteger a mim e a ela? Foi só isso. Por isso eu não contei, eu estava magoada.
Fiquei o dia inteiro no quarto, ninguém estava em casa. À noite Esther chegou com Malfoy. Gina e Harry haviam saído, e Rony teve que cuidar de Teddy, que pegou um resfriado lá na Toca, ou seja eu em um “jantar em família”.
Fiz a comida, coloquei meu prato e meu copo, e já estava comendo quando Esther apareceu na porta.
–Porque não me esperou?
–Não achei que jantaria... –Ela deu de ombros, pegou dois pratos e colocou, um na cabeceira e um na minha frente, e por incrível que pareça ela que se sentou na cabeceira.
Minutos depois Malfoy apareceu, havia acabado de sair do banho, estava com uma camisa branca e uma calça de moletom preta, cabelo molhado e bagunçado, se serviu e ficou sentado na minha frente.
Estávamos em silêncio, nem ousei falar nada:
–Tia Gina comprou as coisas do meu aniversário – Esther falou olhando para mim – Temos que fazer a lista de convidados, eu queria saber se podemos fazê-la agora.
–Claro –Eu falei e Draco concordou. Esther levantou, abriu a gaveta da pia, e tirou alguns pergaminhos e penas, as entregou com o Draco e começou.
–Vovô e vovó Weasley – Ela chamava os pais de Gina e do Ron de avós, e eles a consideravam neta — E vovô e vovó Granger, Tio Percy e Tia Penélope, Tio George e tia Angelina, Fred II e Roxanne, Tio Gui, Tia Fleur, temos que chamar a Victorie?? –Ela implorou, odiava a garota, achava ela metida.
–Claro! –Ela bufou e continuou.
–A família acabou, agora de amigos eu pensei na Lizz, Taylor, Marcelo, Carmen e John.
–Só eles Esther? Sua colônia de férias de Londres tinha mais ou menos 40 crianças, e você fez amizade com quase todos, não acha muito errado chamar alguns e não outros?
–Vai mesmo querer 43 crianças, fora meus primos, correndo pela casa e te dando dor de cabeça? – Ela arqueou a sobrancelha. Eu arregalei os olhos.
–Não havia pensado por esse lado...
–Então pai... –Eu fiquei desconfortável, eu não me acostumaria nunca dela chamá-lo de pai -Alguém para acrescentar?
–Posso chamar Blásio e Pansy? – Eu revirei os olhos, Pansy jura??? Aquela vadia na festa da minha filha??
–Sim. E você mãe? – Ela olhou para mim..
–O Eliot –Falei firme.
–Mas eu nem conheço ele...
–Vai conhecê-lo na festa. E você por acaso conhece Blásio e Pansy?
–Mas eles são amigos do meu pai... O Eliot é o seu namorado– ela falou o “namorado” com nojo. Eu soltei uma gargalhada.
–E assim que classifica a Parkinson Draco, amiga? –Eu ri de novo — não seria namorada, ficante, peguete... – Tampei o ouvido da minha filha com as mãos – Vadia nas horas vagas? – Soltei as orelhas de Esther...
–Aé Hermione? – Foi a vez dele tampar o ouvido de Esther – Esse “Eliot” te faz gemer como eu fazia? –Minha vez de tampar.
–Pode ter certeza que ele me leva nas nuvens!!
–Oiiii – Esther gritou – Eu vou subir, conversem como quiserem, só não fiquem revezando quem segura minhas orelhas... Não é divertido para mim!!! –Ela levantou e saiu
–Jura, Hermione? Te leva nas nuvens? Tenho certeza que eu sou melhor do que ele...
–Aaah querido eu não contava com isso.
–Ele arranha a sua nuca? – Ele me puxou, prendeu na parede e arranhou minha nuca. – Puxa seus cabelos do jeito que gosta? – Na hora em que as mãos dele puxaram meus cachos eu fechei os olhos – Beija seu pescoço? – Ele sussurrou no meu ouvido, e desceu os lábios até meu pescoço e começou a beijar até mordê-lo eu gemi.
–Que bom que eu ainda sou seu melhor. – Eu falou, se afastou e riu. –Ele não te satisfaz, Hermione?
–Pode ter certeza que ele dá conta do recado, irei até encontrá-lo agora. Cuide da Esther para mim por favor– Sai da cozinha, peguei minha bolsa na sala. O plano não era encontrar Eliot, era simplesmente pegar a moto e esfriar a cabeça. Já estava abrindo a porta quando ele puxou minha mão, e me deitou no sofá.
–Não precisa procurar o “dá para o gasto”, quando me tem aqui. –Ele tomou meus lábios, e afagou meu rosto delicadamente, eu puxei seus cabelos e aprofundei o beijo fazendo ele soltar um risinho, as mãos dele foram para minha cintura, e os lábios para meu pescoço, e eu gemi alto.
–A Esther pode aparecer aqui – Ele disse. Eu concordei. Ele puxou minha mão, subimos as escadas, e ele abriu a porta do quarto dele.
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