Dramione - Fotografias
6 Reforços
Notas iniciais

Reforços
A velha Sra. Figg demorou a voltar, uma hora mais ou menos. O tempo todo Draco ficou sentado ao lado de Mione, a mulher não o olhou nos olhos após o beijo e nem ele se atreveu a fazer isso. Estava confuso, não sabia por que estava fazendo aquilo, já não tinha problemas suficientes?
—Desculpe a demora Hermione, seu amigo Harry nos mandou uma carta – falou a Sra. Figg – Ele está mandando um grupo de aurores para proteger o local e as outras crianças, o conselho está tentando entrar em consenso sobre o que vamos fazer e por hora decidimos que podemos acelerar um pouco as coisas, assim decidiremos se você vai ou não ficar com as crianças ou se devemos achar outras pessoas. Vamos começar pelas visitas, vamos libera-las para uma nesse fim de semana. Hoje é que dia mesmo?
A mulher procurou para um calendário.
—Quinta. – Respondeu Mione rapidamente.
—Então, sábado cedo as crianças serão levadas por uma inspetora que irá verificar se sua casa está seguindo as normas necessárias. Se tudo estiver certo, você as trará na segunda cedo. Pode ser?
O sorriso de Mione foi contagiante.
—Mas temos apenas um problema. – A Sra. Figg acrescentou desfazendo aos poucos o sorriso.
—Qual?
—Precisamos de uma testemunha, alguém para assinar confirmando que te ajudará ou se caso algo aconteça com você trará as crianças em segurança. Caso contrário só posso liberar uma por vez, correndo o risco ainda da adaptação ser cancelada até o caso delas serem resolvidas pelo Ministério.
—Mais problemas em relação a eu ser solteira? – Sugeriu Mione nervosa.
—Mais ou menos, por hora é só para o período de adaptação Hermione, apenas uma medida preventiva. Precisamos de um segundo tutor, uma testemunha de adaptação – explicou pacientemente a senhora de cabelos brancos – Harry é um excelente amigo, vai assinar na hora se você pedir. Tente ver se tem jeito dele vir aqui imediatamente antes que a conselheira vá embora. Se o documento não for registrado hoje, você só poderá leva-los daqui a quinze dias.
—Vou ligar para ele agora mesmo.
Mione se levantou já discando os números, não podia perder a oportunidade de leva-los logo para casa. O celular dele chamou até cair, olhou nervosa para a mulher e tentou de novo.
—Não estou conseguindo falar com ele, mas eu sei quem vai querer me ajudar.
—Quem? – Perguntou Malfoy.
—Rafael, ele esta aqui em Londres...
Ela discou o número e Draco sentiu vontade de jogar o celular dela pela janela.
—Oi Rafa! Que bom que você atendeu...
Não gostou de ouvi-la falando com o troglodita bonzinho, se levantou da cadeira de uma vez e fechou o celular dela.
—Por que você fez isso idiota? – Perguntou furiosa.
—Eu sei escrever meu nome, não precisa ficar correndo pelo mundo para achar alguém para fazer isso...
Draco foi até a mesa e pegou a pena da Sra. Figg assinando os papéis na mesa.
—Pronto? – perguntou.
—Não senhor Malfoy, aqui está os documentos e assina esses aqui para mim, são os termos e as responsabilidades.
Revirou os olhos e se sentou na cadeira enquanto Mione o olhava por trás sem acreditar no que ele estava fazendo.
—Não vai assinar, Granger? Pelo que sei sua casa não está nada adaptada e você tem que comprar um monte de coisas idiotas. — Falou mal humorado.
Mione assinou todos os papéis muito rapidamente e se despediram da Sra. Figg, não trocaram uma palavra e ela apenas se despediu das duas crianças que quase tiveram um ataque cardíaco de empolgação ao saberem que finalmente iam conhecer a casa dela. Não puderam demorar muito já estava na hora das crianças banharem para o jantar.
Saíram do orfanato no mesmo silêncio. Draco nunca imaginou que iria acabar assinando um monte de papéis apenas para ver Mione feliz, quando pegou a capa de Harry e segurou na bolsa dela para segui-la, não pensou que fosse nada disso.
—Eu agradeço muito pelo que fez, nem posso acreditar que fez algo tão bacana por mim. – ela agradeceu parando duas ruas abaixo do Orfanato.
—É só um monte de papéis – Draco balançou o que a Sra. Figg tinha entregado a eles – Se você realmente gosta daquelas crianças, eu torço que tudo dê certo.
O telefone dela tocou, mas ela não atendeu. Aproximou-se dele puxando seus cabelos da nuca e o beijando com ardor. O simples beijo o acendeu. Ele a encostou no muro de uma casa e apertou com firmeza sua cintura fazendo-a sentir o que tinha provocando tão facilmente nele.
—Obrigada Malfoy, nunca vou esquecer esse seu favor.
—Por que você faz isso? Me acende e depois foge.
Ela riu.
—Eu vou te recompensar por tudo, mas agora não é a hora nem o momento certo para isso.
...
Mione passou em vários caixas eletrônicos trouxas para sacar o dinheiro, não era a pessoa mais querida no Gringotes depois de sair de lá voando num dragão sete anos atrás com Ron e Harry. Colocou tudo na bolsa e assim que banhou, dormiu no sofá, morta de cansaço. Não teve nenhum sonho ruim, dormiu feito uma pedra e nem ao menos se virou.
Acordou furiosa com o som de várias batidas na porta, o sol já entrava fraco pela janela da sala que se esqueceu de fechar. Arrastou-se e abriu a porta.
—É sério Draco? Você virou um carma na minha vida.
O loiro abriu o sorriso mais cafajeste.
—Você está péssima Hermione. – Draco passou por ela se sentando no emaranhado de cobertas – Você já olhou esses papéis? Já olhou essas regras.
Ele entregou os papéis para ela que jogou na mesinha de centro e puxou uma coberta para se embrulhar.
—Vai embora. – Pediu.
—Você sabia que se algo der errado eu posso ser preso por falso testemunho? Eu sou um tutor responsável Hermione. Quero garantir que não vou para Azkaban por sua causa, e que elas não te matem por não arrumar a casa para recebê-las.
—Merlin! O que eu fiz para te merecer? – perguntou Mione se levantando e olhando para ele – Você não vai embora agora, não é mesmo?
—Só quando tudo estiver pronto. Somos parceiros, uma dupla.
—Pensei que quando recebi folga do Ministério hoje, isso incluísse você.
—Quanto mais rápido terminarmos, melhor para nós dois. – Draco mentiu.
Ele realmente não sabia por que estava ali. Tinha lido aqueles papéis procurando motivos para vir a casa dela e vê-la sorrir quando tudo estivesse pronto, era isso ou apenas ciúmes da possibilidade dela convidar o aventureiro para ajuda-la.
Mione pegou uma pena, um pedaço de papel e entregou a ele.
—Vamos começar escrevendo o que precisamos comprar – ela falou se deitando e colocando os pés em seu colo – Coloca aí...
A lista não parava de crescer, e ambos foram ficando cansados só de escreverem aquilo.
—Merlin do céu! Vamos terminar só semana que vem de noite. – Ela falou colocando o rosto entre as mãos.
—Vamos ver o seguinte. Já sabe qual vai ser o quarto deles? – Perguntou Draco surpreendendo-a.
Ela se levantou e subiu as escadas sendo seguida por ele.
—Você está muito sexy com essa roupa Mione.
—Não enche.
Virando o corredor a esquerda, o levou ate um quarto enorme com dois banheiros e paredes brancas.
—Eu mandei derrubar a parede que tinha aqui, aumentei o espaço e construí mais um banheiro. – ela falou com um sorriso tímido.
—É espaçoso.
—E tem mais esse aqui.
Ela abriu uma porta na mesma parede da que entraram, nele havia um pequeno closet todo branco.
—Era realmente necessário? – revirou os olhos, Draco.
—Eu não sei, mas achei que eles mereciam – Mione encolheu os ombros – Podemos deixar o closet branco mesmo, mas o quarto eu quero dividir em duas cores, lilás do lado da Sophia e azul do Enzo, são as cores favoritas dele.
O modo que ela falou era diferente, como se a vida dela dependesse do sorriso daquelas duas crianças que mal conhecia.
—Vamos andar logo com isso, chamei reforços e já devem estar chegando. – Falou Draco descendo as escadas.
A lareira se acendeu rompendo-se em chamas e dela começou a sair pessoas... Uma, duas, três... Sete.
—Não achou que íamos te deixar na mão, achou querida? – Perguntou a Sra. Weasley abraçando Mione.
—Muito bem, o garoto dos cabelos verdes e a ruivinha veela... – Começou Draco.
—Ted e Victoria. – Corrigiu Gina.
—Eles mesmo, vão ficar com o Fléur e a Luna para escolherem as coisas que garotos da idade de vocês gostam. Os pirralhos de Mione são do mesmo tamanho, usem e abusem deles para comprar roupas, brinquedos... Todas essas chatices.
Mione até pensou em brigar com ele por chamar Enzo e Sophia de pirralhos, mas deixou de lado. Malfoy estava empenhado com isso.
—A Sra. Weasley e Gina podem cuidar da casa de Mione, ela não abastece a geladeira com comida de verdade e tem algumas coisas perigosas para crianças que estão escritos naqueles documentos idiotas, é só lerem.
A Sra. Weasley riu do rapaz e pegou o papel.
—Se tivéssemos que eliminar cada coisa perigosa que tem na Toca, ela não se manteria em pé. – Brincou a Sra. Weasley.
—Eu, Mione e Neville vamos cuidar do basicão para o quarto dele. Agora Mione, dá para vestir uma roupa descente e distribuir a grana?
—Sim senhor Malfoy.
Com tudo pronto se espalharam cada um para um canto. Fléur foi para o shopping mais a turma dela, Gina e a mãe ao supermercado e Draco, Mione e Neville a uma loja bruxa de moveis e decoração.
Escolheram cada detalhe. E cada coisa que compravam Draco se perguntava por que estava fazendo aquilo, não entendia como o simples fato de ver Mione sorrir fosse importante para ele. Tudo que estava fazendo era por ela, e não conseguia saber o que sentia. Alguma coisa tinha mudado nele, desde quando ela voltou que ele não saia mais com outras garotas, nem dormiu com Paola daquela vez. Ele não sentia mais necessidade de ter contato com outras mulheres porque queria ter contato apenas com Mione.
Já fazia dois dias que tinham transado e não podia olha-la que estava excitado. Queria mais. Só que não era por isso que estava a ajudando e isso era o que mais assustava, não queria nada em troca por aquilo. Geralmente agradava algumas mulheres para tê-las em troca, como ás vezes algumas elas faziam com ele.
—Muito obrigada, vamos liberar a lareira para vocês passarem. – agradeceu Mione, apertando a mão do vendedor.
Entraram na lareira do estabelecimento e atrás deles uma dezena de homens trazendo tudo que eles tinham comprado.
Foi um dia tenso, Neville e Draco foram para o quarto dos gêmeos e Ted os acompanhou, já tinham voltado do shopping trouxas e Fléur junto com Luna compraram muita coisa. Almoçaram e depois do almoço Mione se juntou a Gina e Luna para cuidarem da sua cozinha trocando algumas coisas de lugares no armário, sabia que Enzo e Sophia eram crianças inteligentes, mas precisavam manter o apartamento o mais seguro possível.
—Ufa. – Espreguiçou-se Gina quando terminaram.
—Eu estou morta. – Luna falou.
A Sra. Weasley não parou e nem Fléur, as duas foram para o próximo andar deixando as três no chão da cozinha.
—Sua mãe é uma máquina ambulante. – Falou Mione vendo a mulher cuidar da escadaria.
—Ela cuidou de sete filhos. – Brincou Gina e as três riram.
Draco desceu as escadas sem camisa e todo suado, passou por elas pulando suas pernas e pegou uma garrafa de Whisky com dois copos.
—Importa-se, Mione? – Perguntou a ela.
Ela negou com a cabeça e ele subiu as escadas e mesmo com muito esforço ela acabou o olhando. Seu corpo entrando em chamas, os músculos das costas larga, a bunda incrível demais para um homem. Até parecia que estava na sua adolescência de novo quando ela e Rony perderam a virgindade e depois que começaram a ver que a coisa era boa, não queriam mais parar.
Com Draco estava sendo assim, mesmo prometendo que nada ia mais acontecer entre eles, não podia vê-lo que queria arrasta-lo para um lugar deserto e... Sacudiu a cabeça repreendendo esses pensamentos indecentes e viu que dois pares de olhos estavam nela.
—Você está afim dele. – Falou Luna naturalmente, como se dissesse que o céu era azul.
—Oi?
—Você está afim dele. – Repetiu a garota loira.
—Você está viajando Luna.
—Ela está certa Mione, você estava secando ele na cara dura. E desde quando ele te chama de Mione? – Perguntou Gina.
—Não enche vocês duas, eu e Draco somos apenas colegas de trabalho.
—Não dá para ser apenas colega de trabalho dele, Mione. – falou Luna e tanto Mione quanto Gina olharam para ela – O que foi? Ele tem um corpo bonito, deve ser bom de cama.
—Meu queixo caiu, tenho que costurar de volta. – Mione riu.
—Você não achou que ela ia ficar virgem para sempre, achou? – Perguntou Gina.
A morena negou com a cabeça.
—Você vai transar com ele? – continuou Luna e Mione arregalou os olhos.
—Luna! Gina, o que fizeram com ela?
—Ela transou, mas continua sendo a mesma Luna, ela sempre fala a verdade. Já me acostumei com isso – Gina deu de ombros – Vão transar ou não, Mione?
—Eu não vou responder.
—Qual é Mione, pensei que seria como se o tempo não tivesse passado – Gina pareceu magoada – Sempre falamos de tudo, te contei da minha primeira vez com Harry e você me contou todas as suas aventuras sexuais até três anos atrás...
—Ela não quer falar porque já devem ter transado. – Luna sorriu maliciosa.
Mione ficou mais vermelha que o cabelo da ruiva ao seu lado.
—Tá bom! Nós transamos. – Cedeu Mione.
—Eu sabia, eu sabia... Eu falei para Harry que vocês iam acabar transando.
—Não tem graça nenhuma. – gemeu Mione.
—Como foi que isso aconteceu? – Perguntou Luna.
As duas olharam pra ela insistentes e ela teve que contar cada detalhe. Começou pelo elevador, pelas provocações, Paola, Rafael... Até chegar ao escritório, não ficou com vergonha após contar o começo. Sentia-se independente e a opinião dos outros não eram importantes, ainda mais quando o assunto era sua vida sexual. Sentir prazer não era crime, não para ela.
—Adorei Amiga.
—Deve ter sido bom no escritório, eu e Neville já fizemos no elevador do Harry, na gráfica do Pasquim, na estufa de Hogwarts, mas no escritório não. Deve ser legal. – contou Luna balançando a cabeça.
As três riram.
—Acha que vão ficar de novo? – Perguntou Gina.
—Não, já falei pra ele que somos apenas colegas. Mas...
—Mas? – Indagou Luna.
—Mas eu sinto tanta atração por ele, o tempo todo. Não posso olha-lo que fico excitada, quando discutimos ao invés de azara-lo tenho vontade de beija-lo, tudo que estou sentindo é estranho.
—Acha que está gostando dele? – Gina arqueou as sobrancelhas, séria.
—Claro que não, é apenas atração.
—Meninas, é pra hoje. – Gritou a Sra. Weasley.
As três se voltaram para ao trabalho, já era quase oito horas da noite quando estava quase tudo pronto. Só as roupas que estava faltando para arrumar, a Sra. Weasley foi a primeira a ir embora junto com Fléur e Victória. Pouco tempo depois Luna e Neville tiveram que ir, tinham que trabalhar no sábado e só tiraram o dia de folga para ajuda-los.
Ficaram apenas Gina, Ted e Draco ajudando a colocar os últimos detalhes e organizar as roupas. Ted já cochilava encostado na cama de Enzo segurando algumas peças de roupa na mão.
—Vou ter que leva-lo e deixa-lo na casa do Harry. – Gina pegou o garoto no colo.
—Obrigada por tudo amiga, fico te devendo essa.
Gina entrou na lareira junto com Ted deixando apenas Draco e Mione na casa. Sozinhos terminaram de organizar o closet e se sentaram no chão, Draco pegou a garrafa do Whisky colocando para os dois.
—Muito obrigado por tudo, eu nunca conseguiria terminar minha casa até amanhã. Confesso que não tinha nenhum plano.
—Por nada. – Ele respondeu olhando para ela.
Com vergonha, Mione, desviou o olhar, não entendia o que estava acontecendo. Ambos não entendiam.
—Você está imundo Malfoy, se sujou todo de tinta. Tome um banho no banheiro do primeiro andar... Accio toalha.
Os dois se levantaram juntos e se olharam.
—Aproximação perigosa. – brincou com um sorriso nervoso, Mione afastando-se dele.
—Eu não vou te atacar Mione – riu o loiro pegando a tolha e saindo pela porta – Só se você me pedir.
O loiro desceu as escadas e ela correu para tomar um banho também no seu próprio banheiro. Não sabia o que estava acontecendo, podia jogar com Draco, mas ela não queria jogos. Queria algo natural.
—O que você está pensando Hermione Granger? – Falou para si mesmo.
Ela não podia estar tendo esses pensamentos incoerentes com o rapaz, mas de alguma forma gostava dele. Gostava das suas mãos fortes e da sua cafajestagem.
Vestiu uma roupa de dormir ligando para o entregador de pizza e desceu as escadas quando a campainha tocou. Pagou o homem que se foi olhando para os ela.
—Quem é aquele homem? – Perguntou a voz de Draco.
Ela se virou fechando a porta e desejou ter ido embora com o entregador que estava a xavecando. Draco estava apenas com uma toalha enrolada no quadril, os braços cruzados e uma cara fechada. O corpo dele parecia a escultura perfeita de um deus Grego.
Não seria nada fácil olhar Draco desse jeito até a roupa dele secar.
—Vai ser uma longa noite. – suspirou excitada.
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