Notas iniciais
Oi gente, muito obrigado por estarem acompanhando a fic. E um obrigado mais especial aos que comentaram a fic, adoro ver minhas atualizações e ver que alguém está gostando do que escrevo. Desculpem qualquer erro que deva ter, eles sempre escapolem, e boa leitura :) *Capítulo revisado 18/11/2015

Os dias voltaram a passar. A lembrança do elevador ainda incomodava Draco, e divertia Mione. Nenhum dos dois tocaram no assunto do beijo e nem do fogo que quase incendiou o elevador. A brincadeira com Draco apenas piorou ainda mais a situação dela, estava precisando mesmo de um homem para ajuda-la com tudo aquilo que sentia. Não entendia como tinha escolhido Draco naquele dia, era para ser o porteiro. Mas fugiu do controle.

Todos os dias que ia ao Ministério cedo observava o loiro, eles pouco se falavam, apenas o que era estritamente necessário. Ela passou no teste depois de duas semanas e estava em êxtase em levar os documentos logo para o Orfanato.

—Vamos na nossa primeira missão fora – falou Draco da mesa dele – Com a libertação dos elfos estamos tendo algumas denuncias, analisou o caso?

Ela olhou para ele que mal olhava para ela apenas para o papel. Para ele era mais fácil evitar contato visual, assim não se perdia nas curvas da morena.

—Sim, são famílias antigas que estão mantendo alguns elfos escravos. Eles estão livres, mas se optam trabalhar tem que receber remuneração, estou certa?

Ele confirmou com a cabeça.

— Almoçaremos com o Chefe do Departamento de Criaturas Mágicas, para saber mais sobre os caso e vamos ter que ir aos locais.

—Hoje? – Ela perguntou.

—Hoje não, eu tenho um compromisso.

O sorriso de Mione se desfez e alguém bateu na porta, uma mulher com os cabelos loiros, vestindo roupas vulgares e que trabalhava em alguma seção do Ministério entrou na sala e se sentou na mesa dele a ignorando.

—Vamos Draquinho?

—Só um minuto, Paola.

Draco arrumou suas coisas e foi até a mulher beijando o pescoço dela.

—Dá próxima vez Draco, mande suas namoradinhas esperarem do lado de fora do NOSSO escritório. – reclamou Mione formalmente.

—Eu trago quem eu quiser para cá Granger. – retrucou com um sorriso vitorioso.

—Você não gostaria que eu trouxesse meus affaires para cá, gostaria?

—E você tem algum? – ele riu – Alguém aguentaria sua chatice?

A mulher ao lado dele o acompanhou rindo.

—Posso dizer que sim. – irritou-se.

Draco tomou a mulher nos braços dando-lhe um beijo e em seguida segurou na mão dela.

—Também adoro brincadeirinhas Granger. – Sussurrou antes de sair.

...

Mione chegou em casa cuspindo fogo. Quem ele pensa que é para ficar levando aquelas vadias de quinta para o local de trabalho? Tá certo, ela não devia ter brincado com ele daquele jeito no elevador. Mas estava nervosa, e com desejo. O que ele queria que ela fizesse? Precisava de contado físico rapidamente.

Jogou-se no sofá e fechou os olhos. Era tão mais fácil quando Rony estava solteiro. Mas se ele queria provoca-la, ela também sabia o que fazer para provoca-lo. Cada um joga com as armas que tem, e felizmente Hermione Granger tinha algumas.

Levantou-se cedo no dia seguinte e decidida a fazer o possível para jogar com ele. Ele não queria provoca-la? Ele não queria insinuar que ela não tinha capacidade de ter namorados? Ele ia ver que não era como ele imaginava.

Vestiu uma saia preta social colada e uma blusa de alcinhas branca, calçou um salto fechado preto e passou um batom bem vermelho, sem ser vulgar. Assim que andou pelos corredores do Departamento de Aurores sentiu os olhares masculinos sobre si, e ignorou. Abriu a porta do escritório e a tal de Paola estava encostada na mesa, mas os olhos dele foram diretos para a morena na porta.

Ela pode ver por trás dos olhos cinzentos o que tanto queria ver, desejo. Ignorou o brinquedinho dele e se sentou no sofá cruzando as pernas para tomar um chá.

—Eu vou voltar para o meu serviço, qualquer coisa me mando um memorando. – Falou Paola saindo da sala.

Fingiu que ele nem estava ali, levantou-se e se encostou na própria mesa pegando um papel com o horário e lugar do almoço.

—Não tem uma cadeira para você sentar não Granger? – Draco perguntou azedo.

Ela o olhou com desdém e voltou-se para o papel, inclinou-se sensualmente na mesa para pegar a pasta com suas anotações e ele afrouxou um pouco a gravata, ela sabia provocar quando queria.

—Vamos indo para o almoço? – Perguntou o olhando sugestiva.

Ele gaguejou um pouco e confirmou com a cabeça.

—Ponto para você. – Ele falou desgostoso.

...

Mal entraram no restaurante e quase todos os olhares foram diretos para ela e Draco se sentiu estranho. Ela andava um pouco mais a frente, o corpo perfeito, as pernas torneadas e claras os cabelos nada volumosos que balançavam de um lado para o outro destacando ainda mais suas curvas.

Desde que ela voltou não se cansava de olha-la. Era muito bonita, tinha que admitir. O ar arrogante dela se parecia com o seu mesmo eles não tendo nada haver um com o outro. O homem que os recebeu os levou até uma mesa sem tirar os olhos dela, e Draco quase o azarou. Sentia algo estranho em ver a atenção que os homens ao redor deles davam a ela.

—Duas taças de vinho, por favor. – Ela pediu com suas bocas carnudas e tão vermelhas.

—Sim senhorita.

O metre saiu os deixando sozinhos apenas esperando Sr. Oliver para conversarem sobre o caso dos elfos. Ela pegou o cardápio e mordeu o canto da boca analisando cada refeição, o modo sensual como ela fazia estava o deixando extremamente excitado. Desde quando ela tinha ficado tão gostosa?

Se alguns anos atrás ele se pegasse tendo pensamentos estranhos com uma Sangue Ruim ele próprio se martirizaria, mas agora não. Ele tinha mudado, a guerra o mudado. Tudo que o Lorde das Trevas idiota prezava acabou com sua vida, desde o preconceito contra nascidos trouxas até a vontade sublime de poder. Havia perdido muita coisa durante aquela época, mas tinha ganhado muito depois.

Quem diria que um dia ele gostaria do Potter? Sim, ele gostava dele. Depois de tudo finalmente o entendeu, entendeu o coração bom dele e passou a admira-lo. Harry teve várias oportunidades de deixa-lo afundar ou até mesmo morrer, mas não deixou. O ajudou a arrumar um emprego, livrou sua mãe de Azkaban. Era chato admitir, mas Draco Malfoy devia muito ao Testa Rachada e ao amigo ruivo dele, eles o acolheram quando a maioria dos seus amigos lhe deram as costas.

—Sr. Malfoy, quanto tempo?

O Sr. Oliver estendeu a mão e ele apertou.

—É bom revê-lo.

—Está é a Srta. Granger? – ele perguntou e ela se levantou para cumprimenta-lo – Você é muito mais bonita do que dizem os rumores no Ministério, Srta. Granger.

—Muito obrigado Sr. Oliver. Sente-se com a gente.

O homem a secou e ela nem ao menos pareceu perceber no começo. Já ele, alguma coisa dentro dele queria fazer aquele bigodudo de uma figa sair de perto dela.

Ela que puxou o assunto sobre os elfos, parecia obcecada por aquelas criaturas e o homem compartilhava do mesmo entusiasmo, sem tirar os olhos do decote sutil da sua blusa. Draco teve que entrar no meio da conversar para ver se ele pelo menos tentava disfarçar e deixar o decote da sua parceira em paz e ela o agradeceu com um leve aceno de cabeça.

O almoço pareceu durar horas, mas as informações que precisavam estavam sendo dadas pelo homem inconveniente. Felizmente, Sr. Oliver logo se levantou e disse que tinha um compromisso e Hermione pareceu relaxar, ela estava incomodada com os olhares dele e se ele ficasse mais alguns minutos ela o azararia com certeza.

—Vamos? – Draco a chamou, tentando ser educado.

—Vamos. – concordou e se levantou sensualmente passando por ele e piscando.

Quem aquela garota achava que era para brincar assim comigo? Pensou Draco suspirando fundo.

Todo dia era assim, todo dia ela chegava com as roupas mais provocantes possíveis o deixando mais maluco ainda. Todos os dias que Draco chegava em casa tomava dois banhos gelados para conseguir dormir, aquela sujeitinha metida a besta estava o deixando maluco. Vez ou outra ela sumia, principalmente depois do almoço voltando apenas um pouco mais tarde com algum segredo misterioso que o deixava ainda mais curioso.

Seguiam em suas missões sempre juntos e ela o provocava ainda mais se trocando no banheiro do escritório. Na sala ela usava roupas provocantes e que a deixavam sensual, mas com o corpo dela que roupa não ficava sexy?

Já estava fazendo quase dois meses que tinham se tornado parceiros. Invadiram uma fábrica de vassouras com elfos que estavam sendo escravizados, e ele viu Mione se emocionar. Ela era diferente. Ás vezes tão durona, ás vezes tão sensível. Ás vezes sensual, ás vezes parecia apenas uma garota tímida sempre que alguém lhe fazia um elogio.

Alguma coisa estranha estava acontecendo com Draco Malfoy e até suas amiguinhas tinham percebido a diferença, a Granger estava deixando-o maluco e ele tinha que acabar logo com isso porque nessas últimas semanas somente ela brincava.

Mais uma noite sonhou com ela do jeito mais absurdo possível, ela o deixava louco até mesmo em sonhos, tinha que dar um jeito naquelas provocações.

Chegou um pouco atrasado, teve que tomar um longo banho gelado para se preparar mentalmente em vê-la. Mione apenas balançou a cabeça e ele se sentou. Não se contentando se levantou, ela foi até a mesa dele para mostrar empolgada os resultados das suas últimas investigações. Os donos da fábrica tinham sido presos, mas ele nem prestou muita atenção, ela estava ainda mais provocante usando uma saia social azul curta quase um palmo acima dos joelhos e uma blusa de botões amarela, sua perna estava alongada num salto delicado e preto. Suspirou só de imagina-la nua e ela nem percebeu.

O dia foi torturante, ela andava de um lado para o outro, sempre inquieta e isso era o que ele mais gostava nela, sempre mudando de posição cruzando e descruzando as pernas, conversando por cartas e memorandos sobre alguma coisa do serviço e quando seu celular tocava, ela sempre saia da sala para atender.

Toc toc.

—Pode entrar. – Falou Draco sem prestar atenção.

Ele levantou o olhar e um cara alto que mais parecia um troglodita musculoso que entrou na sala, o homem que mais parecia um lutador de vale-tudo foi direto para a mesa dela que sorriu de orelha a orelha ao vê-lo e se levantou para abraça-lo. Draco bufou para eles detectarem sua presença.

Os dois se sentaram no sofá e ele teve vontade de azara-lo quando o troglodita colocou uma mão na perna dela.

—Você devia ter me falado que estava em Londres, eu viria ter ver na hora e estou passando um tempo aqui. Estava sentindo sua falta. – Ele falou docemente.

—Estou atarefada Rafael, cheguei em julho. Pensei muito em te ligar, mas fiquei com vergonha.

—Você com vergonha? – ele riu feito um idiota – Janta comigo hoje e eu te perdoo pela falta de educação e falta de consideração sua comigo.

Ela olhou para Draco provocantemente e se virou para Rafael.

—As nove, no meu apartamento. Eu mesmo vou cozinhar. — respondeu com uma voz sensual.

—Você nunca me levou na sua casa, sempre nos encontramos nas minhas ou em algum lugar diferente, outro país, por exemplo – ele falou rindo – É uma evolução.

Draco sentiu uma raiva mortal dele, então eles já transaram? Tinha pensado que a Granger tinha um gosto melhor para homens.

—Eu levo o vinho.

Granger o levou até porta e ele segurou na cintura dela dando-lhe um beijo na testa. O seu sangue ferveu, sem saber o por quê. Talvez ele estava apenas com ciúmes do seu objeto de desejo.

—Depois fala de mim — murmurou enfezado.

Ela se virou fechando a porta e o olhou abrindo um sorriso, com aqueles lábios vermelhos e irritantemente sexys.

—Com ciúmes Sr. Malfoy?

—De você? Tenho coisas melhores para fazer, como por exemplo trabalhar.

Ela revirou os olhos e se sentou na beira da mesa pegando um fichário de folhas. Mione estava a fim de brincar, já fazia tempo que não sentia toques mais íntimos e precisava ficar mais tranquila, virou-se para ele com um olhar sugestivo.

—Eu já vou embora, terminei minha parte e tenho que me arrumar. Sabe como é? Comprar um vestido novo... Uma lingerie nova. Provocou.

Draco nem viu que se levantou, quando foi ver já estava ao lado dela segurando seu braço com força e sentindo a respiração ofegante da morena.

—Me solta, Malfoy. – Ela pediu com um sorriso triunfante.

—Qual vai ser a cor da lingerie? – Draco se viu perguntando, tentando manter a calma.

—Ele gosta de azul, acho que é azul mesmo. Rony gostava de branca, Krum de laranja...

—Você é muito assanhada Granger! – segurou no outro braço dela.

—Não tenho culpa se não consegui me acertar, não tive tantos parceiros quanto você, mas fiquei muito tempo fora – ela falou o mais sensual possível – Qual a sua favorita?

Draco sentiu seu membro se apertar mais ainda na calça e ela ergueu uma sobrancelha olhando para baixo.

—Qual a sua cor de lingerie favorita Malfoy?

—Vermelha. – rangeu os dentes, em chamas.

Mione soltou-se do braço dele e Draco pode ver a marca dos seus dedos nela. Ela sorriu maliciosamente para o homem na sua frente e abriu um botão da própria blusa.

—Esse tom de vermelho.

O sangue ferveu, aquela mulher só podia estar brincando com ele! Não tinha outra explicação. Puxou-a pelo braço e colou suas bocas com todo o desejo que nutria por ela durante todas essas semanas, ela retribuiu com mais fervor ainda deixando-o completamente entorpecido pelos lábios dela. Suas línguas travavam lutas mortais e letais enquanto ela puxava seu cabelo com força.

Passou a mão na perna dela, a ergueu sentando-a em cima da mesa e voltou a beija-la. Ele precisava sentir aquele corpo grudado ao seu, precisa sentir a pele dela na dele, a mão dela em seu corpo. Precisava sentir o corpo dela em suas mãos.

Puxou o cabelo solto e castanho da morena e dedicou sua atenção ao seu pescoço depositando beijos calmos e pequenas mordidas, fazendo-a arfar.

—Draco... Aqui não é lugar para isso. – reclamou Mione com dificuldades.

Que se dane tudo, ele precisava fazer aquilo para poder viver sua vida em paz. A luxúria estava falando mais alto. Ele desceu do pescoço dela para seu colo descoberto sentindo as mãos dela no meu ombro, afastando-o.

—Já chega.

Ela o empurrou e se levantou se ajeitando.

—Eu tenho que ir embora. – negou fogo.

Mas Draco não queria parar, ela tinha que apagar o que acendeu, não ia fazer agora o que tinha feito no elevador. Deu dois passos e se aproximou dela segurando sua nuca. Os seios dela subiam e desciam ofegantes.

—Não gosta de brincadeiras Hermione? Agora vamos brincar. – falou a puxando para perto de si – Abaffiato.

Beijou-a o mais intensamente que pode e a levantou, passou a mão derrubando tudo no chão e a sentou em cima da mesa. Depositou um beijo no pescoço dela e a sentiu estremecer na mesa, segurou dos dois lados da blusa dela e puxou de uma vez arrancando todos os botões de cima a baixo.

Ela sorriu erguendo uma sobrancelha e rasgou sua camisa do mesmo jeito que ele fez com a dela. A força e precisão, o surpreendeu. Mione se sentou bem na beirada e fez uma trilha de beijos no seu tórax, cada beijo o fazia estremecer. Era como se sua boca fosse feito de pluma.

Ela beijou seu pescoço e ele sentiu que ia explodir a qualquer momento, depositou um beijo em cada seio de Mione e ela tirou o resto que sobrou da blusa.

—Hermione. – Gemeu ao ver tamanha perfeição.

—É a sua cor favorita? – perguntou maldosa.

—Você está brincando com fogo Hermione Granger – avisou hipnotizado.

—Fogo é o meu elemento favorito. – Ela sussurrou, mordiscando sua orelha.

Notas finais
Oi parei no ponto né? Pois é, já devem imaginar o que vem no próximo capitulo!? Muito Hot *-*. espero que tenham gostado e os vejo no próximo capítulo, termino de escrevê-lo amanhã e depois de revisar posto. Espero comentários. Beijão pra vses :)