Notas iniciais
Bom, último capítulo. Quero agradecer todos que leram a minha história e que comentaram, aos que chegaram até aqui e gostaram, favoritem e comentem falando o que acharam dela, afinal é o final de uma longa jornada de Draco e Hermione. Os que realmente gostaram e que quiserem recomendar mesmo estando terminada, fico extremamente agradecida. Obrigada, boa leitura e até uma próxima ;)

Quase dez anos depois...

Pov. Draco Malfoy

— Obrigado por virem – Hermione acenou para o restante dos Potter que pegaram o carro para se dirigirem para a casa deles, a poucos quilômetros dali.

Eu estava cansado, muito cansado na verdade. Tinha sido um dia longo comemorando os aniversários de 18 anos de Enzo e Sophia.

A casa agora estava vazia, mas se você chegasse aqui quarenta minutos antes, sairia correndo com a quantidade de pessoas que corriam pelos jardins da nossa casa. Os Weasley pareciam coelhos que se multiplicavam, se os filhos do senhor e senhora Weasley já tinham se reproduzido dessa maneira, eu fico imaginando quando os netos deles começarem com isso.

Jorge já estava com duas duplas de gêmeos, duas meninas com oito anos cada, e depois dois meninos com três, todos os quatro seguindo o rumo do pai e do tio falecido. Gui teve mais um garoto poucos anos atrás, Percy já tinha uma escadinha e já estava no quarto. Rony já no terceiro e Lilá grávida de novo, os dois não brincavam no serviço e ainda bem que ele era o novo capitão dos Cannons e ganhava muito dinheiro.

Até Carlinhos havia se casado, também não acreditei quando vi. Stephanie conseguiu domar o indomável, o casamento deles eram recente, dois anos e como nenhum Weasley perde tempo, ele já estava recendo seu castigo merecido tendo uma menininha, Fernanda.

Gina não era mais apenas uma Weasley, mas ela também entrava nessa categoria afinal ela tinha o sangue da reprodução. Ela e Harry já estavam no terceiro filho também numa escada, Tiago Sirius, Alvo Severo e Lilian. O Ministro da Magia estava mais do que contente em parar nos três e estava se eternizando como o melhor Ministro que já tivemos no mundo da Magia.

Eu estava contente com meus quatro, muito obrigado, e minha esposa também graças a Merlin.

Mione havia se tornado meu braço direito, a subchefe do Departamento dos Aurores e se hoje eu conseguia respirar e tomar conta do serviço e dos loirinhos pra lá de custosos, era graças a ela. Porque, Merlin me livre, mas eu não conhecia nenhuma mulher que conseguia se multiplicar para realizar tantas tarefas como ela.

Além de ser subchefe ainda trabalhava com Theo como investigadora, cuidava de Scorpius e Ethan, que ainda estavam na escola preparatória para as crianças bruxas, cuidava da casa e ainda tinha tempo para fotografar. Eu mal dava conta de cuidar do Departamento dos Aurores e passar bons momentos com Scorpius e Ethan quando eles chegavam da escola, sem ficar esgotado no fim do dia.

—Me ajuda a terminar de arrumar a cozinha? – Mione perguntou esticando os braços – Só falta ela e Pops já está terminando o jardim.

Passei o braço ao redor do pescoço dela e olhei para trás.

—Cadê as crianças? – perguntei.

—Scorpius e Ethan estão brincando na biblioteca. Agora o Enzo eu não sei, você sabe dele?

—Ele saiu com Victória, mais tarde ele vai aparecer por aí – dei de ombros e ela me olhou cética – Ele não vai chegar tarde, Mione. Ele estudou muito para passar na seleção mais difícil de todas para o curso de auror e eles estão noivos. Você o conhece, Enzo é responsável e focado demais com os estudos, não vai desleixar agora que conseguiu. Disso você não pode reclamar.

E não podia mesmo. Enzo era uma mistura perfeita minha e de Hermione, e com certeza o foco ele herdou de nós dois.

Enzo e Sophia quase deixaram o chapéu seletor louco quando se sentaram pela primeira vez no banquinho. Segundo eles, o chapéu ficou um bom tempo tentando decidir. Eles eram herdeiros dos quatro grandes, tinham as habilidades e mereciam ficar em qualquer uma das quatro casas. Só que no fim, ambos foram para a Sonserina.

Sophia foi a Sonserina mais doce da história, e Enzo o mais inteligente, ambos muito corajosos e leais. Não era para menos que Chapéu quase se aposentou naquele ano reclamando de dores de cabeça. Fora a relação entre casas dos dois, onde ambos namoravam grifinórios.

Eu ainda não estava lidando muito bem com Sophia namorando Ted, o que aconteceu com a promessa de namorar só com 25 anos? Ainda estava virado com isso, mesmo eles tendo demorado mais do que o esperado, como Mione dizia, para ficarem juntos e terem começado apenas no ano passado, pouco antes das férias de verão e dela completar dezessete anos.

Gui diz que eu tive sorte. Enzo e Victoria foram bem mais rápidos. Quando estavam com treze anos, meu garotão foi pedir a mão da filha dele em namoro. Gui até que reagiu bem, o colocou para fora a base de gritos e feitiços básicos, e na segunda tentativa, acabou cedendo contra a própria vontade e as ameaças de suas duas meias veelas.

No meu caso, Ted só conseguiu a permissão na quarta vez. Sorte dele, Mione ser boa com Petrifucus Totatulus e na última vez ter usado chantagem sexual, se não, ele não colocaria nunca a mão na minha filha.

—Onde está Ted e Sophia? – perguntei colocando os copos descartáveis dentro do saco de lixo.

Mione desviou o olhar e voltou para enxugar a louça que se lavava sozinha.

—Estão namorando.

—Namorando onde, Mione?

Ela deu de ombros.

—No quarto dela.

Minha visão ficou turva.

—E você deixou? Que merda é essa, Hermione? Agora está incentivando esse tipo de intimidade?

—Eles não estão fazendo nada demais, amor. Fica calmo, eu já te falei para parar com isso. Ei – ela segurou meu braço – Você prometeu que não ia ficar mais vigiando eles.

—Só vou conferir se a porta do quarto está aberta – menti.

Ela levou as mãos na cintura.

—Vai começar com isso de novo, Malfoy? Porque se for começar, dois pode jogar esse jogo – ela apertou os olhos fechando a cara – Enzo saiu com Victoria e você não falou nada, Sophia está aqui em casa e você quer conferir se a porta do quarto está aberta? Precisamos rever nosso acordo de novo?

Merda. Ela sempre me fazia se sentir como uma criança.

—Nosso acordo não é muito justo. Não quando acaba comigo no sofá e sem sexo – cruzei os braços no peito.

Ela relaxou a postura abrindo um daqueles sorrisos que me deixava maluco. Podia parecer clichê, mas cada ano que passava ela ficava mais bonita e me dava mais trabalho. E eu achando que depois de colocar uma aliança no dedo dessa mulher poderia focar apenas em proteger a virtude de Sophia. Quase dez anos de casados, e ambos com trinta e seis anos nesse período do ano de agosto, Mione chamava a atenção por onde passava.

A diaba era mais do que gostosa e apesar das brigas que de vez enquanto rolava, 90 % delas, ela acabava vencedora. Uma coisa que aprendi no casamento e que poderia quase dar aula para outros maridos, não é nada bom irritar suas esposas ou dar corda para brigas, não quando você tem planos de transar a noite na sua cama, em algum canto escondido da casa ou escritório. O que era, claramente, meu caso.

Eu era o chefe da casa, ela era a da minha cama.

Não brigávamos e nem tirávamos a autoridade um do outro na frente das crianças. As decisões eram de nós dois juntos. Mas quando o assunto era Sophia e seu namoradinho, ela sabia bem que ponto tocar e eu tinha que maneirar com o casal, bom, pelo menos eu ainda tinha sexo se não ficasse em cima de Sophia quando ela estava com Ted.

—Você tem que ceder, Draco. Sophia é maior de idade, se você vai sufoca-la demais, ela vai escapulir pelos seus dedos e isso você não quer, não é mesmo? – confirmei de cara feia – ótimo, eu vou ao jardim ver se Pops já terminou e me despedir da sua mãe e do seu padrasto.

Ok. Eu só posso ter problemas com as mulheres da minha família. Minha filha, estava namorando e só tinha dezoito anos. Minha mulher era baita gostosa e ás vezes eu tinha que ficar ameaçando alguns engraçadinhos por aí. E minha mãe arrumou um namorado. Para meu azar.

Kingsley enfrentou uma série de problemas de saúde após deixar de ser Ministro e era viúvo. Quando ele começou a cortejar minha mãe, eu nem ao menos percebi e agora os dois moravam juntos. Ele estava cansado depois de ser ministro durante sete anos, ter enfrentado e lutado nas duas guerras bruxas, o melhor que ele fez foi deixar esse cargo para Harry mesmo, disso ninguém tinha duvida.

Mas nem por isso eu podia admitir que ele e minha mãe estavam “namorando”. Affs. Para mim isso era estranho, não que eu quisesse que ela morresse sozinha longe disso, só que quando eu disse que fiquei traumatizado quando a vi pedindo para um striper tirar a cueca, eu realmente fiquei. Nunca me esqueci daquela cena.

Na verdade, aquela ainda era a maior vergonha que já passei na vida.

Blás ainda tem problemas para lidar com esse assunto em particular sempre que se lembra que sua filha estava na barriga da mulher naquela época. A pequena Karol Zabini, filha dele e Susana, é melhor amiga de Ethan. Blás teve a mesma reação que tive quando sua filha falou para ele que era namorada do meu garotão. Quase morri de orgulho, ele de desespero. Eu não era o único pai patético com ciúmes da filha, isso me fez sentir tão bem.

Ethan e Karol não se desgrudavam, assim como Scorpius ficava sempre atrás de Rose que era um ano mais velha do que ele. Muita coisa mudou nesse tempo e eu não podia estar mais feliz por me sentir vingado com os solteiros da despedida.

Carlinhos comia na palma da mão de Stephanie. Rafael se casou com uma brasileira, Karina, ela era quase tão aventureira quanto ele e para a minha sorte, Rafael teve duas filhas, Dana e Nara. Agora ele ia sentir na pele o que eu senti quando ele chegava perto da minha esposa e eu estava torcendo para que ele tivesse mais uma logo.

Mas Theo era a superação de todos os solteiros daquela noite fatídica. O cara que saia por ai comendo as mulheres do mundo sem se preocupar com nada foi fisgado justo pela mulher que não queria nada com ele no começo. A medibruxa Tassy o deixou no chinelo, ele passou quase dois anos atrás dela enquanto ela o fazia pagar por todos os seus pecados. No final ela cedeu, eles se casaram há quatro anos e ele tinha uma menina, Marilia e estavam esperando um menino. Eu estava doido para a filha dele crescer logo e ele sentir na pele o que os matadores como eu, Blás, Rafael e todos os outros estávamos sentindo.

As festas nunca mais foram as mesmas. Todo mundo havia casado e tido filhos, havia tanto bruxos no nosso grupo de amigos e familiares que Merlin deveria agradecer nossa fertilidade, estávamos quase repopulando, se é que essa palavra existe ou é certa, o mundo bruxo.

Jessica e Walisson tiveram dois meninos, ele era um baita sortudo. Simas e Aline, tinham apenas um rapazinho que graças a Merlin puxou a mãe. Jeovane e Natalia eram os pais adotivos de Isaac, filho de Augustus, e tinham adotado mais uma menina, Mylena. Foi um gesto bonito da parte deles porque a menina deu muito certo com Isaac, na época ela tinha dez anos e agora já estava com dezoito. Mylena tinha se tornado uma moça muito bonita e era a melhor amiga de Sophia e Victória.

Adriana e Hugo não estavam mais em Londres, nossa terapeuta e seu marido assim como o irmão dela e a esposa, haviam se mudado para a África para fazer serviços voluntários. Volta e meia eles vinham para Londres, como fizeram nessa noite. Eles tinham um filho, só que também haviam adotado um casal que se apaixonaram em uma das suas viagens do bem.

Neville se tornou diretor de Hogwarts há pouco mais de três anos quando a professora Minerva resolveu se aposentar. Luna dirigia com pulso firme o Pasquim que superou o Profeta diário em todas as edições nos últimos anos. Para minha sorte e azar, Mione ainda era considerada uma das bruxas mais sexys do mundo bruxo e já tinha posado várias vezes inclusive quando estava grávida de Ethan e Scorpius.

Neville e Luna também tiveram filhos, é obvio. Dois meninos que também por sorte puxaram a beleza da mãe, Sophia vivia mimando os dois e os trazendo aqui para casa quando estava de férias.

Pensando em Sophia...

Olhei pela porta e vi Mione se despedindo da minha mãe e seu “namorado”, já que eu nem sabia que eles ainda estavam aqui.

—Scorpius, Ethan... – chamei.

Em menos de um minuto, dois rapazinhos de nove anos de idade com cabelos loiros platinados correram na direção da enorme cozinha. Enzo e Sophia, apesar de não ter nosso sangue, eram mais parecidos com Hermione em aparência com seus cabelos castanhos. Ethan e Scorpius eram iguais a mim.

Eram a cara de um focinho do outro e graças aos céus Hermione não era aquele tipo de mãe que veste os gêmeos iguais, bom, não depois que eles completaram seis anos e tiveram que ir para escola. Ethan tinha o corte de cabelo mais comprido caindo na testa, já Scorpius mantinha o corte curto e arrepiado.

Não que eu não fosse reconhecer meus filhos... Tá, eu os confundia de vez enquanto, mas até a senhora Weasley confundia Fred e Jorge, imagine eu?

Os dois eram crianças incríveis. Davam um pouco mais de trabalho que Enzo e Sophia, mas eram apaixonados pelos irmãos mais velhos. Gostavam de imitar Enzo em quase tudo assim como a mim, e eram tão ciumentos quanto nós dois em relação a Sophia... Não que eu ensinei isso aos dois, imagina.

—Chamou papai? – perguntou Ethan.

—Sabem onde está Sophia?

Scorpius fez uma careta antes de responder.

—Com Ted e a porta está fechada.

Apertei os olhos com aquela informação.

—Já sabem o que fazer, não sabem? – perguntei.

—Mamãe disse que era para ficarmos em cima deles – Ethan falou.

—Só que isso não quer dizer que não podemos tira-los do quarto – Scorpius olhou para o irmão.

—Bomba de bosta! – disseram juntos com sorrisos diabólicos.

Eles se olharam e balançaram a cabeça olhando para mim. Por um minuto visualizei Ted saindo do quarto de Sophia todo sujo e sorri igual aos dois pela segunda vez, só que aí me lembrei que da primeira vez, Sophia também ficou suja e não só os gêmeos ficaram duas semanas de castigo, como eu também fiquei uma semana dormindo no sofá, porque aparentemente mesmo a casa tendo vários quartos de hospedes, eles estavam todos trancados. Pelo menos para mim.

—Não. Parece tentador, mas dessa vez não... Espera aí, onde vocês estão conseguindo essas bombas de bosta?

Eles me lançaram aquele olhar da mãe deles de quando eu fazia uma pergunta obvia demais. É claro, Theo e Blás. Eles sabiam muito bem como mimar seus afilhados e ainda por cima, Jorge gostava de manter a desordem e dava desconto para os amigos.

Sacudi a cabeça.

—Eu vou conversar com eles depois, não quero vocês brincando com esse tipo de gemialidade, entenderam? – os dois assentiram sem graça – Bom, acho que a última vez já foi o suficiente desse tipo de brincadeira...

—Mas o senhor riu, até fez piada, papai – Scorpius falou encolhendo os ombros.

—E nos deu os parabéns – o outro completou.

Deem-me um desconto. Era o Ted, o cara que estava namorando minha única filha mulher.

—Eu agi errado. Adultos também erram e agora eu estou corrigindo meu erro proibindo vocês dois de jogar bomba de bosta em qualquer pessoa...

—Ainda pode ser em qualquer lugar? – questionaram juntos.

—Não, claro que não – era muito, mais muito difícil lutar contra a vontade de rir desses dois. Minha sorte, era os anos de prática – Sem bomba de bosta, sem foguetes dentro de casa ou qualquer coisa perigosa. Na verdade, ai de vocês se transformarem seu quarto em floresta de novo.

Os dois concordaram rindo.

—Então se não tem bomba de bosta, o que o senhor realmente quer que a gente faça para atrapalhar os dois? – Scorpius perguntou.

—Não sei. Apenas cuidem da irmã de vocês.

Os dois trocaram um olhar cúmplice e concordaram já com sorrisos sacanas. Eu nem perguntei o que ele iam fazer, apesar de tudo eles eram obedientes, quando falávamos que não era não, e eles escutavam. O problema era que eles eram corajosos e criativos demais, então a lista de Não, sempre aumentava conforme eles aprontavam.

Baguncei o cabelo dos dois que saíram correndo.

Olhei ao redor para enorme cozinha que poucas horas atrás estava uma bagunça, só que agora estava brilhando graças a serviço manual e, principalmente, magia.

—Eu posso saber por que Ethan e Scorpius subiram tão cedo? – Mione perguntou entrando na cozinha.

Peguei uma maçã em cima da mesa e mordi dando de ombros.

—Draco, você não os mandou importunar os dois, não é?

—Eu apenas mandei ficarem de olho. Você sabia que a porta estava fechada? Tudo tem limite, Mione. Ainda bem que Sophia vai fazer o curso de medibruxa na Bulgária, pelo menos eles vão dar um tempo nesse grude todo.

Nenhum de nós dois estávamos gostando nada de Enzo e Sophia viajarem para estudarem longe de casa. Mas tinha seu lado positivo no caso dela.

Enzo era muito inteligente e passou em primeiro lugar no melhor curso de auror do mundo, também na Bulgária, na Universidade Bruxa. Ele queria seguir meus passos, mas não ser privilegiado por mim e a mãe dele nessa carreira. Queria vencer sozinho, era focado e teimoso como eu. Erámos muito parecidos em muitos aspectos, ele era ambicioso, esperto e perfeccionista como um bom Sonserino. Queria crescer na vida, só que não queria passar por cima dos outros para fazer isso, queria conseguir tudo por suor próprio respeitando os limites das outras pessoas e era corajoso e teimoso o suficiente para enfrentar esse tipo de desafio.

Já Sophia, ela também tinha as mesmas características de uma Sonserina, perfeccionista, ambiciosa e esperta e assim como o irmão queria ultrapassar seus objetivos. Só que além de tudo ela era doce e leal, segundo o chapéu ela seria uma maravilhosa Lufa-Lufa por conta disso. Ela ia ser uma medibruxa incrível com toda a certeza, tinha facilidade em lidar com as pessoas por ter o espirito de líder dos sonserinos e uma coragem enorme para enfrentar as coisas, do sangue grifinório que também corria em suas veias.

Eu tinha sorte. Todos os quatros estavam tendo a mesma criação e estavam indo para os rumos certos, até mesmo Ethan e Scorpius eram extremamente inteligentes para a idade deles, apesar de gostarem de ser meter em confusão bem mais do que os irmãos.

—Eu não queria conversar com você hoje, Draco. Mas acho melhor fazer isso agora, já está quase chegando o dia deles começarem suas aulas na Bulgária e vão ficar bem distantes de nós durante um bom tempo.

Mione se sentou na cadeira de frente para mim e esticou sua mão para pegar a minha.

—Eu não estou gostando da sua cara – falei a encarando – Se for para brigarmos, acho melhor nem conversarmos agora, amor. Eu fiquei a semana inteira sem te ver, trabalhei o tempo todo querendo voltar para cá e não estou com cabeça para isso.

—Não vamos brigar. Vamos conversar, Draco. Temos que conversar.

Olhei para ela esperando continuar.

—Sophia já decidiu que vai ser curandeira geral ao invés de pediatra.

—Eu falei com ela sobre isso, ela tem talento, assim ela pode cuidar de todos os casos ao invés de apenas crianças – falei orgulhoso.

—Sim, ela me falou que mudou de ideia por sua causa mesmo – Mione sorriu doce de um jeito que só ela sabia sorrir – A questão é que precisamos conversar sobre Ted.

—Estou ouvindo.

—Ele também passou na seleção para o curso de auror e não foi no daqui, foi na Universidade Bruxa Búlgara.

Tirei minha mão de cima da dela.

—Draco, era obvio que ele ia passar. Ele ficou em terceiro lugar para o curso, é um metamorfomago e é um rapaz muito inteligente. Não é nenhuma surpresa na verdade.

—E onde você quer chegar com isso? – perguntei direto.

—Não faz sentido cada um alugar uma casa, muito menos ele alugar uma quando Sophia e Mylena vão morar sozinhas.

—Você está sugerindo que eles morem juntos? – minha voz saiu alta.

—A decisão é deles.

—De jeito nenhum.

—Pensei que seu machismo tinha acabado, Draco. Enzo e Victoria podem, mas Sophia e Ted não?

—É diferente.

—Eu já ouvi isso antes – ela cruzou os braços.

—É diferente. Enzo e Victoria estão noivos e de casamento marcado. E eu não quero que Sophia fique noiva também. Ela é minha única filha mulher, Hermione! Por Merlin, uma coisa é deixa-la namorar, outra diferente é você me pedir para deixa-la dividir um apartamento com ele.

—Eles não vão ficar noivos, não ainda, Draco. Vamos ser realistas. Sophia já é uma mulher crescida, já é maior de idade e provou muitas vezes ser mais velha do que realmente aparenta ser. Ela e Ted estão namorando sério a um ano, dormirem juntos...

—Você não está tentando me dizer, o que estou pensando que vai me dizer?

Ela se levantou comigo e segurou meu braço.

—Aquele moleque...

—Eles se amam e estão juntos, não seja hipócrita Draco. Eu sei que é difícil...

Eu não podia acreditar que ela estava tentando defender Ted.

—Eles... Ela... Como foi que isso foi acontecer debaixo do meu nariz, Mione?

—Não foi debaixo do seu nariz, e você não iria segura-la para sempre. Essas coisas acontecem – tirei a mão dela do meu braço – Você não vai fazer nada contra ele.

—Por que não?

—Porque você não quer magoar Sophia. Se você machuca-lo ela vai te odiar.

—Eu posso conviver com isso.

—Não pode não, Draco. Você está sofrendo porque ela e Enzo vão para a Bulgária, acredite em mim, eu também estou morrendo por isso e sei que vou chorar uma semana quando isso acontecer. Se ela te odiar você não vai suportar viver com isso, não com a ligação que vocês têm.

—E como você quer que eu haja? – perguntei fracassado e frustrado. Era tão mais fácil quando eles ainda eram crianças – Eu não sei como agir, não sei como pensar em agir. Como você quer que eu haja? Você tem que me dizer, porque eu sinceramente não sei. Acho que não estou preparado para isso, não sei se vou conseguir me sair bem, se vou conseguir ser um bom pai.

—Amor, você fez um papel incrível com os dois, e estava fazendo um melhor ainda com Scorpius e Ethan. Você vai saber o que fazer, Draco, você sempre sabe o que é melhor para as crianças. Você ensinou a eles tudo que nunca foi ensinado a você, me ajudou a construir o caráter dos dois, você foi o melhor pai que eles podiam ter tido e vai saber como lidar com isso.

Não a encarei, apenas fiquei girando a aliança no meu dedo. Eu não estava pronto para isso, ser pai deveria vir com um manual de instruções para a infância, mas principalmente para a adolescência e a vida adulta dos filhos. Como eu poderia deixa-los encarar sozinhos o mundo lá fora, quando eu sofri tanto com ele?

O mundo era preconceituoso, perigoso e eu não podia fazer nada. Eu não podia impedir Enzo de ser noivo tão jovem, nem de proteger Sophia de seguir o mesmo caminho que o irmão. Só que eu sentia medo por eles, medo de alguém machuca-los como um dia eu e mãe deles fomos machucados. Medo de eles terem seus corações partidos, de chorarem e sofrerem por conta disso.

Eu via esses medos nos olhos de Hermione, maiores do que o meu na verdade. Ela temia por eles mais do que eu, ela queria segura-los por muito mais tempo e prendê-los debaixo de suas asas, só que mesmo assim ela me tranquilizava.

Me lembro do dia em que Enzo pediu Victoria em casamento, não era uma surpresa. Apesar de eles serem jovens, isso era quase inevitável, eles não iam se casar imediatamente, iam esperar até o ano seguinte, mas queriam privacidade como um casal por isso iam morar juntos logo.

Hermione havia preparado um verdadeiro banquete, sorriu a noite inteira, deu as boas vindas para Victoria a nossa família e depois, quando Enzo foi ao um show com sua noiva, irmã e cunhado, ela limpou a cozinha sozinha por mais de duas horas. Mas naquela mesma noite eu a vi chorar sozinha e escondida no quarto dele.

Eu não entrei, apenas a deixei lá porque conhecia a minha mulher. Sabia que tudo que ela queria era apenas aceitar o fato que o filho dela estava noivo, e não era de mim que ela precisava, era de Scorpius e Ethan. E eles deram conta do recado enchendo a mãe deles de promessas que nós dois sabíamos que eles não iam conseguir cumprir, mas que naquele momento a deixou melhor.

Se estava difícil para mim, para ela deveria estar bem pior.

—Obrigado – agradeci apertando sua mão – eu vou precisar apenas de tempo para lidar bem com a situação.

—Eu sei que vai – ela se levantou da sua cadeira e se sentou no meu colo passando os braços pelo meu pescoço – você vai se sair bem, amor. Ela vai te contar mais cedo ou mais tarde, e você vai ter que ser compreensivo com ela.

—Obrigado por me contar antes.

—Eu sei que tudo em relação a Sophia é mais complicado para você, como também sei que você vai precisar de tempo para assimilar tudo, só tenta entender que ela não é mais sua garotinha indefesa, ela cresceu amor, virou uma mulher linda, forte e corajosa. Não é que ela não precise mais de você, é só que a partir de agora, vai ser com ela. Ela vai ter que aprender a lidar com tudo sozinha, com Ted, com a profissão que ela escolheu, tudo que podemos fazer é sempre estar aqui, para quando eles precisarem de nós.

Apenas acenei para ela que se levantou e beijou minha testa.

—Vai subir agora? – perguntou.

—Eu vou ficar no meu escritório um tempo se não se importa.

—Não, não me importo. Vou cuidar dos gêmeos e eu vou te esperar para dormir.

Fomos juntos até a escada e enquanto ela ia para o quarto, fui para o meu escritório. Não estava com muita cabeça para pensar, nem falar nada.

—Papai? – Ethan colocou a cabeça pela fresta da porta.

—Oi garotão?

—Ted acabou de ir embora – Scorpius terminou de abrir a porta – não precisou que fizéssemos nada.

O olhar sapeca deles me garantiam que eles tinham feito algo sim.

—Já tomaram banho?

—Não, a mamãe foi buscar nosso lanche – Ethan fez uma careta.

—O senhor vai nos colocar para dormir hoje, papai? A mamãe falou que está cansado – Scorpius falou – Se quiser a gente pede ela...

—Não, eu vou colocar vocês para dormir hoje, é minha vez não é? – eles acenaram confirmando juntos com enormes sorrisos – Daqui meia hora eu subo para o quarto de vocês, peguem o livro e deixem na cômoda.

Os dois saíram correndo do escritório empurrando um ao outro e escutei a voz autoritária de Hermione mandando pararem, nem precisava estar lá para ver os dois a obedecendo. Coloquei os óculos e passei a mão pelo rosto quando tive que ler o mesmo paragrafo três vezes para entender, eu não estava concentrado, minha concentração estava uma merda na verdade. As letras apenas se embaralhavam na minha frente.

Peguei uma garrafa de Whisky de fogo do armário e servi um copo para mim.

Sophia e Enzo não saiam da minha cabeça. Por um lado Hermione sempre esteve certa em relação a maior liberdade que eu dava a Enzo, mas isso não queria dizer que eu não me preocupava com ele também. Que eu não temia por ele tanto quanto temia por Sophia.

A questão é que Enzo sempre foi mais forte, mais astuto e apesar do coração enorme que ele tinha, Sophia era sempre a mais doce. Aquela que se deixava acreditar mais nas pessoas, que quebrava mais a cara por se decepcionar. Isso não queria dizer que ela era frágil, nisso Hermione também estava certa. Sophia me surpreendia com a força que ela tinha ao enfrentar todos os seus problemas.

Duas batidas na porta em fizeram tirar os óculos e mandar entrar.

—Papai, está ocupado?

Assim como Scorpius e Ethan, Enzo colocou apenas a cabeça para dentro da sala.

—Não, pode entrar.

Enzo havia crescido muito e se tornado um rapaz muito bonito, sem modéstia parte. Estava da minha altura e tinha o mesmo estilo de se vestir que eu, desde muito pequeno. O visual de coturnos e sobretudos ele passou adotar desde quando entrou na puberdade abusando de calças pretas e camisas brancas.

Só que as semelhanças e gostos paravam por ai quando eu tinha a sua idade. Ele era muito mais inteligente do que eu era com sua idade, tinha uma personalidade mais forte e era mais corajoso também. Era um rapaz que chamava a atenção, ainda usava o corte de cabelo grande que deixava suas três avós malucas querendo cortar.

—Chegou cedo – falei apontando para a cadeira a minha frente – está tudo bem?

—Está sim pai, tio Gui pediu para Victoria não chegar tarde em casa hoje, é um direito dele, sabe? Ela vai ficar todo esse tempo fora e voltar para casa apenas nos feriados nesse ano antes do casamento.

—Hum... Está precisando de alguma coisa? Aconteceu alguma coisa? – perguntei.

Ele negou com a cabeça.

—Mamãe falou que o senhor estava aqui... e que estava precisando de companhia para conversar – ele coçou atrás da cabeça – ela já te contou sobre Sophia e Ted, não é?

—Contou. Só que sua mãe está exagerando, eu estou bem. Sabe como ela é.

—Eu sei, conheço a mamãe e ao senhor também...

Enzo se levantou e pegou mais um copo servindo uma dose de Whisky para ele e outra para mim.

—E o senhor não parece nada bem.

—Que história é essa? É claro que eu estou bem, só preciso de tempo para me acostumar com isso.

Ele sorriu o mesmo sorriso que Hermione dizia odiar na minha cara.

—O senhor virou um péssimo mentiroso meu velho.

Ignorei sua gracinha e virei a dose de Whisky de uma só vez. Enzo sabia ser um pé no saco quando queria.

—Não precisa se preocupar – Enzo falou – Eu também não gostei muito do modo como as coisas entre Sophia e Ted estão indo, mas temos que admitir que nossa garota cresceu.

—Você está certo, na verdade todo mundo está pelo visto.

Ele riu.

—Pai, eu e Victoria que vamos nos casar, não é Sophia e Ted. Eu vou ficar de olho nos dois, pode deixar. Eles vão demorar alguns anos ainda.

—Estou contando com isso – falei de mal humor.

Coloquei apenas mais meia dose de Whisky, eu ainda tinha que colocar os gêmeos para dormirem e não ai conseguir ler nenhuma história bêbado, fora que Hermione ia me esperar para dormir.

—As coisas não vão mudar papai, o senhor sabe disso, não sabe? – Enzo perguntou – A gente só cresceu um pouco, não mudou nada.

—Não, sua irmã só vai morar junto com o namorado e você está noivo – falei sarcástico – Não mudou nada mesmo.

—Mas essa mudança um dia ia acontecer, não acha? Não é porque crescemos que as coisas não são mais a mesmo pai, tudo que o senhor e a mamãe nos ensinou, tudo que aprendemos com vocês, o que sentimos por vocês não mudou e nem vai mudar. Vocês foram pais incríveis, os melhores que podíamos ter tido, não precisa ficar inseguro com isso.

—É bom saber disso, mas eu não estou inseguro.

—Não está? – ele riu – Qual é pai? O senhor está se corroendo por dentro, esse orgulho um dia vai te matar.

Me juntei a ele rindo.

—Você fez um grande trabalho com a gente, pode ter certeza disso. Vamos dar conta do que nos espera lá fora, e se não dermos, sabemos que vão estar aqui ainda para nos ajudar. Afinal o senhor é meu pai, não é?

—Desde quando você ficou tão maduro? – perguntei.

—Eu não sei, acho que aprendi ser homem com o melhor deles.

Encarei o homem na minha frente. Tudo que passamos para adota-los, com Melgaço, com a adolescência deles valeram a pena. Eu passaria por tudo de novo.

Os últimos anos não foram todos fáceis sem Melgaço. O passado, o sangue dificultou muito as coisas para Enzo e Sophia. Eu e Hermione não escondemos deles meu passado apesar deles não se importarem e as suas origens, e não foi nada fácil para os dois saberem quem o pai de sangue deles eram e o que ele fez, assim como o avô.

Eles eram bons, e como pessoas boas, de certa forma se sentiram responsáveis por tudo que aconteceu e por quem esses homens eram. Como se quisessem mudar as coisas eles tentavam fazer o bem.

Lucio estava certo, o sangue deles não produziriam elixires para sempre, mas Sophia e Enzo se tornaram muito mais poderosos do que o comum. Eles tinham habilidades que bruxos normais não tinham, tinham facilidade com feitiços com as mãos assim como Dumbledore, nunca tinham visto alguém morto quando viram os testrálios pela primeira vez, falavam ofioglota e seus poderes eram tão grandes quanto do pai de sangue deles.

Só que ao contrário de Voldemort, eles usavam aquilo para o bem. Trabalhos voluntários, projetos de integração na própria Hogwarts, mesmo quando eles eram alvos dos preconceitos quando a notícia de que eles eram filhos biológicos e Voldemort vazou, eles não desistiram de ajudar, juntos eles conseguiram superar os obstáculos.

Uma sensação de paz se estabeleceu em mim, muito além do elogio que ele me fez. Não importava as dificuldades, Enzo e Sophia iam conseguir se sair bem, eu tinha certeza disso. Se tinha uma coisa que eu poderia sentir orgulho foi os filhos que eu criei com Hermione.

—Isso significa muito para mim – sorri para ele.

—Não tanto quanto o senhor significa para eu e meus irmãos.

Afastamos nossas cadeiras e nos levantamos para nos abraçar como fazíamos de vez enquanto.

—Papai... – um Scorpius coçando os olhos apareceu ao lado de Ethan ambos vestindo pijamas de bichinhos – O que vocês dois estão fazendo?

—Isso não é da sua conta, campeão – Enzo bagunçou os cabelos deles quando nos afastamos – a mamãe sabe que vocês estão fora da cama?

Ethan negou com a cabeça e o olhou no corredor.

—Sabe o que ela vai fazer quando encontrar vocês dois fora da cama uma hora dessas?

—O papai falou que vai ler uma história para gente, já passou os trinta minutos – Ethan respondeu tirando a mão dele da sua cabeça – O senhor está atrasado papai.

—Meu Deus, eles são piores que a mamãe – Enzo se virou para mim.

—Não quando ela vai sair para arrumar – Scorpius reclamou.

—Deixa a mamãe escutar isso – Enzo riu.

—Sophia é pior – Ethan estendeu os braços para mim e eu o peguei no colo – Por que ela e mamãe demoram tanto para se arrumar papai?

—Porque elas são mulheres, e precisam ficar bonitas.

—Mas elas já são bonitas – Scorpius respondeu e arregalou os olhos – Não fala para Sophia que eu falei que ela é bonita.

Rindo, Enzo colocou Scorpius no ombro e subimos para o quarto deles. Os dois estavam grandinhos, mas ainda sim dividiam o quarto por decisão própria. Hermione bem que tentou separa-los, o resultado foi catastrófico e Gemialidades Weasley foram encontrados em lugares dobrados. O jeito foi deixarem os dois juntos, um lugar só já era o bastante para eles concentrarem suas bagunças, e como eles mesmo que tinham que arrumar, preferiam dividir o serviço do que arrumarem sozinhos cada um o seu. Os garotos eram espertos.

Eles não demoraram muito para dormir. Dois capítulos, um narrado por mim e outro por Enzo, eram mais que o suficiente graças à imperatividade dos dois que passavam o dia correndo e brincando.

—Já vai para o quarto? – Enzo perguntou quando peguei a bandeja que os gêmeos haviam deixado na mesinha de centro.

—Só vou deixar na cozinha.

—Eu vou passar no quarto da mamãe para dar um beijo nela e vou me deitar, então. Conseguimos uma chave de portal para irmos ao apartamento da Bulgária logo bem cedo, temos que comprar algumas coisas que estão faltando, sabe como Victoria é, sempre falta alguma coisa.

—Tem dinheiro suficiente?

—Tenho sim, tio Gui deu uma boa grana para ela de presente e eu tenho dinheiro guardado. O apartamento é bem pequeno, não é tão grande quanto o de Sophia, Ted e Mylena e custou bem mais barato do que eu pensei. É no mesmo condomínio que o deles, apenas algumas casas de distância, o resto do dinheiro que o senhor deu está guardado.

—Certo então, se precisar de mais alguma coisa... Se tiver faltando alguma coisa...

—Pode ficar tranquilo pai, está tudo certo. Obrigado por tudo – ele apertou meu ombro – Eu vou subir, boa noite pai, te amo.

—Boa noite, também te amo.

Enzo subiu as escadas para ir ao meu quarto ver Hermione e eu desci para a cozinha que não estava vazia. Sophia estava sentada na bancada com dois copos de leite na mão.

—Com tanta fome assim? – perguntei a ela.

—Esse é para o senhor – ela me entregou – Ouvi o senhor no quarto dos gêmeos. Eles já estão dormindo?

—Estão sim, Enzo me ajudou coloca-los para dormir.

Ela mordeu o canto da boca e ficou encarando o copo, pensativa.

—Eu preciso falar com você, papai. Só que eu estou com medo.

—Eu não quero que tenha medo de mim Sophia, eu já te falei que não é assim que as coisas aqui em casa funcionam, prefiro seu respeito do que o seu medo.

—Meu respeito o senhor já tem pai, todo ele – ela sorriu – Eu não tenho medo do senhor, apenas da sua reação.

Caramba, aquela menina era a mãe dela escrita. Sophia era uma Hermione Granger da vida, que usava sua influencia sobre mim para conseguir quase tudo.

—O senhor tem que me prometer que não vai pirar, papai...

—Sua mãe já falou comigo, Sophia – a interrompi sério.

—Sério? – ela perguntou trocando o peso do corpo para o outro pé, nervosa – Ela te contou tudo? – cruzei os braços e afirmei – Olha pai... Eu sinto muito não te ter te contado, quer dizer, eu ia te contar e sobre Ted... Bom, faz sentido ele morar comigo e Mylena, vai ser apenas nós duas e vai ser bom tem uma presença masculina, você sabe, para dar aquela tchan na casa...

Ergui uma sobrancelha para ela que bufou frustrada.

—Eu deveria ter falado com o senhor antes, desculpa, desculpa, desculpa... Foi o senhor que me deu o apartamento e eu não tinha esse direito, eu sinto muito mesmo por isso, Ted vai ajudar a pagar as contas, ele economizou das mesadas do padrinho Harry...

—Sophia, dinheiro não é o problema aqui, e você sabe disso.

—Eu sei, eu trai sua confiança papai. Me perdoa por isso, eu só estava arrumando uma desculpa tola, eu sei que dinheiro não é problema. Eu deveria ter falado com o senhor antes, mas é que tudo relacionado a Ted é tão complicado para o senhor e morarmos na mesma casa, termos... Termos concretizado nosso amor... nem sei como falar isso com o senhor.

—E eu não quero conversar sobre isso com você. Eu só deveria ter ficado sabendo disso antes, Sophia... Vocês... er, você sabe... Se cuidou?

—Hã? Ah! – ela arregalou os olhos – Claro que sim, pai. Isso é tão constrangedor.

—Não como é para mim, acredite nisso.

—Mamãe já conversou comigo sobre isso, está tudo certo.

Um silêncio se estabeleceu enquanto tomávamos o resto do leite.

—O senhor está bravo comigo?

Apenas sacudi a cabeça, era mais fácil.

—Vem, vamos subir – estendi a mão para ela e passei o braço pelo seu pescoço – como anda as coisas com você e Ted?

Ela abriu um sorriso do tamanho do mundo, como sempre fazia quando seu namorado era mencionado. Eu não tinha nada contra a pessoa Teddy Lupin, ele era meu primo, cresceu junto com meus filhos e eu gostava dele. Meu problema com ele era apenas que ele namorava minha princesinha e agora, ia morar com ela enquanto estariam a quilômetros de distância de casa.

Só que no fundo eu estava feliz, bem lá no fundo mesmo, num canto bem escondido do fundo... Pelo menos eu o conhecia, ele tinha a parte de sangue da minha mãe, foi criado por um cara cheio de princípios e pela minha tia. Quando o assunto era Sophia, eu não preferia nenhum homem, mas quando eu fosse olhar lá para aquele mínimo guardado nos cafundós, eu preferia ele com minha princesa do que qualquer outro palhaço por ai.

—Estamos melhor impossível papai, Ted é um fofo, carinhoso, atencioso e é meu melhor amigo no mundo inteiro. Eu o amo tanto e tenho certeza que ele sente o mesmo por mim. – ela tagarelou, empolgada– Eu sinto que ele faria qualquer coisa por mim e que nunca me magoaria por vontade própria, disso eu tenho certeza.

—Eu acho bom mesmo.

—Papai! – ela me cutucou com o ombro – Eu sei que o senhor gosta dele.

—Eu gosto dele, não gosto dele ter colocado a mão em você.

—Ele não vai me roubar de você papai.

—Sei. Ele só é seu príncipe encantado agora.

—E você se tornou meu rei, quem saiu ganhando foi o senhor papai – ela parou na porta do quarto dela e se virou para mim – E eu te amo muito mais a cada ano.

—Você é uma grande manipuladora, Sophia Granger.

—Granger Malfoy – ela sorriu sacana – eu juro que não vou esconder nada do senhor, quando o senhor for avô vai ser o primeiro que eu vou contar.

Me afastei dela e Enzo abriu a porta do quarto dele de uma vez.

—Que história é essa de avô? – perguntamos juntos.

—Eu estou brincando gente – ela riu e Enzo fechou a cara para ela batendo a porta de novo – eu só vou me casar com vinte e cinco anos papai, não se preocupe com isso. Fora que o senhor está novo e gatão demais para ser avô, todas as minhas amigas vivem morrendo de inveja da mamãe.

— Eu não quero ouvir isso nem brincando, Sophia.

—OK, OK...Eu estava só brincando, então está de boa Ted dividir o apartamento comigo?

Respirei fundo e olhei para ela.

—Só se você realmente for se casar depois dos trinta.

—Ei, o combinado foi vinte e cinco.

—Vinte e cinco você ia namorar, coisa que a senhorita não cumpriu.

—Eu tinha sete anos papai, na época eu nem sabia o que era... Bom, o senhor sabe o que eu não sabia. Vinte e cinco?

Ela estendeu a mão e eu apertei.

—Vinte e cinco – concordei.

—Sempre é bom negociar com o senhor.

—Eu sei, sua mãe fala a mesma coisa. Agora vai dormir projeto de Granger, antes que fale demais e eu repense na ideia de deixar Ted dividir o mesmo teto que você.

Ela ficou na ponta dos pés e me deu um beijo no rosto.

—Boa noite, papai.

—Boa noite, princesa.

Ela entrou no quarto e fechou a porta, poucos segundos depois ela colocou a cabeça para fora.

—Pai, Ted pode dormir aqui em casa comigo amanhã?

A porta do quarto de frente para o dela se abriu de novo e Enzo parou de braços cruzados.

—Isso já é demais pai – ele falou – É claro que não.

—Você vai ficar escutando atrás da porta? É sério isso, Enzo?

—De onde você tira a ideia de Ted dormir aqui em casa? Era o que faltava, já basta vocês morarem juntos, não exagere, Sophia, está testando a paciência dos homens dessa família agora.

—Eu perguntei para o papai – ela o empurrou para o quarto dele, fechando a porta na cara do irmão – E ai, pode?

—Não abuse da sorte, Sophia – respondi apertando os olhos.

Ela sorriu largo e caminhou de volta para o quarto, gritando sobre o ombro:

—Não custava tentar. Te amo papai.

—Também te amo, engraçadinha.

Hermione estava sozinha no quarto quando eu entrei. Estava de frente para o espelho passando creme nos braços com uma camisola que deveria ser considerado um pecado para a humanidade. Era vermelha e tão curta que eu podia ver a curvatura do seu bumbum perfeito facilmente, seus seios estavam incríveis no decote e seu cabelo estava preso num coque.

—Pensei que já estava dormindo – falei a abraçando por trás.

—Eu estava terminando de ver um caso, e eu falei que ia te esperar – ela se virou para mim e colocou os braços pelos meus pescoços – Você demorou muito.

—Estava com as crianças, todas elas na verdade.

—Hum... Pegou leve com Sophia, não pegou?

—Acho que está certa, Enzo e Sophia vão se sair bem. No final todos eles vão ficar bem.

—Estou muito orgulhosa de você, senhor Malfoy. Acho que finalmente está amadurecendo.

—Isso foi cruel, senhora Malfoy –olhei cético para ela – um homem da minha idade ainda não amadureceu? Me sinto ofendido.

Ela riu.

—Você me entendeu, e merece sua recompensa por isso.

Do jeito dela, mesmo depois de muito tempo, Hermione me acendeu apenas com um beijo. Eu não me cansava daquilo, do gosto dela sempre que sua língua tocava a minha.

Passando a mão por baixo do traseiro dela, tirei-a do chão. Suas pernas se enroscaram nos meus quadris e a levei até a cama sem tirar sua boca da minha. Com um sorriso malicioso as mãos delas seguraram minha camisa e abriu de uma só vez, arrancando todos os botões. Sorte que podíamos usar magia para reconstruir, porque minha mulher adorava arrancar os botões da minha camisa, assim como eu adorava rasgar suas camisolas provocantes.

De joelhos na cama, ela desabotoou minha calça e sai delas tirando os sapatos juntos e ficando apenas de boxer. Minhas mãos conheciam cada centímetro mínimo do seu corpo, cada curva, cada pedaço de pele, e mesmo assim sempre que eu a tocava ficava ainda mais excitado.

Passando pela sua cabeça, retirei sua camisola e seus seios ficaram expostos. Eram perfeitos, médios e empinados, com os mamilos rosados e extremamente sexys.

—Você é tão linda – Passei a língua ao redor do mamilo e depois o puxei entre os dentes, o corpo dela estremeceu e ela gemeu puxando meus cabelos.

—Draco...

Hermione desceu a mão para dentro da minha boxer, apertou meu membro o colocando para fora e o estimulando enquanto eu me deliciava com seus seios, chupando, lambendo e mordendo, aproveitando de cada gemido que ela soltava. Ela derretia em minhas mãos, mas seu toque lá em baixo não diminuía a pressão. Eu estava tão duro que não estava conseguindo me controlar, era sempre assim, ela me fazia sentir um adolescente cada vez que suas mãos delicadas me tocavam.

Hermione mordeu meu pescoço e eu me afastei dos seus seios para joga-la deitada na cama. Ela me olhou com seu sorriso malicioso, seus olhos transbordando luxúria, seus seios descendo e subindo. Beijei seus lábios, mordendo o inferior e descendo em seguida para seus seios, contornando seu umbigo com a língua e beijando cada lado das suas coxas.

—Você está molhada – afastei sua calcinha para o lado – Isto é por que eu fiquei apenas uma semana fora de casa?

—O que você esperava, Malfoy?

Minha língua circulou no seu clitóris e meu dedo contornou ao redor da entrada a deixando mais molhada. O mais lentamente possível, escorreguei o dedo indicador para dentro e ela novamente se contorceu, resolvi tortura-la mais e introduzi mais um. Os estoquei devagar, colocando e tirando sem deixar de sentir seu gosto familiar e delicioso.

—Mais rápido – ela pediu.

Num sinal de tortura retirei os dois dedos dela, que gemeu ainda mais frustrada, eu sentia que ela estava preste de gozar e queria tortura-la o máximo possível. Sempre que ela estava chegando perto do orgasmo eu parava de toca-la e penetra-la, a levava as alturas e diminuía a pressão dos dedos e da língua. Apenas depois de muitos xingamentos e ameaças incoerentes, acrescentei o terceiro dedo fazendo uma pressão no clitóris com o polegar.

E havia passado a semana inteira longe dela e quando cheguei hoje cedo para o aniversário, mal tivemos tempo de darmos alguns amassos na dispensa. O orgasmo dela veio violento, o corpo de Hermione estremeceu inteiro, ela entreabriu os lábios para facilitar a respiração e os meus dedos foram apertados em seus espasmos enquanto seus fluidos escorriam por eles.

Lambi um por um sentado na cama e a observando. Eu nunca ia me acostumar com aquilo, vê-la assim tão entregue em minhas mãos, o quão ela ficava corada e o quanto sua respiração deixava seus seios ainda mais atraentes após seus orgasmos.

—Isso... foi... bom – ela falou recuperando o folego e se apoiando nos cotovelos para levantar a cabeça – mas vai ter troco... Você me torturou, Draco Malfoy, e sabe que eu não deixo nada por isso mesmo.

—Eu estava contando com isso – sorri malicioso.

Se recuperando, ou fingindo ter se recuperado, ela me prendeu entre suas cochas e segurou meus braços me girando de uma vez e me colocando de costas para a cama. Eu nem fiz esforço para dificultar seus movimentos mesmo podendo fazer isso, a questão é que eu adorava quando ela usava suas técnicas de auror comigo, isso era quente.

Hermione levantou minhas mãos acima da cabeça e se sentou na minha barriga beijando minha testa e descendo para minha boca, só que não me beijou.

—Já faz um tempinho que não fazemos isso – ela sorriu de lado.

Algemas de metal trouxa foram conjuradas nos meus pulsos antes mesmo de eu ver o que estava acontecendo, ou saber de onde ela tirou uma varinha. Tentei puxar das grades, mas elas apertaram meus pulsos ainda mais. Filha da mãe.

—Muito engraçado – tentei me soltar de novo, sem sucesso – Onde é que você consegue essas coisas? Algemas, vendas, fantasias... Tô começando a ficar curioso com sua criatividade, Mione.

—Uma mulher não conta seus segredos – ela desceu os dedos pelo meu peito e apertou meu membro tirando minha boxer por completo – Eu só quero me vingar, e hoje não tem venda, é uma punição, não uma brincadeira.

Eu não levei a sério até sua boca tocar meus mamilos e subir para meu pescoço. Suas unhas subiram pela minha barriga bem lentamente e cravaram nos meus ombros quando ela se sentou em cima de mim para eu sentir o quanto ela estava molhada. Uma onda de fogo percorreu meu corpo, tentei me soltar novamente e meus pulsos se apertaram ainda mais. Puta Merda, eu precisava dela, mais do que eu precisava de ar.

—Mione...

Ela me beijou forte me deixando explorar cada centímetro da sua boca enquanto se esfregava em mim. Seu toque era preciso e certeiro, suas palavras do meu ouvido quase me levavam a loucura me fazendo imaginar tudo que saia de sua boca.

—Não seja malvada, Mione... Vamos, sente em mim...

—Está com pressa? – ela se afastou e se sentou ereta, suas coxas de cada lado do meu quadril me dando vontade de aperta-las assim como seus seios expostos.

Ela ficou em pé na cama e abaixou a calcinha jogando em cima do meu peito, quando se abaixou de novo, ficou de joelhos. Suas mãos tocaram meu membro devagar subindo e descendo num ritmo torturante e quando seus lábios quentes e úmidos tocaram minha glande um gemido alto saiu dos meus.

—Chupa – mandei fechando os olhos.

Ela obedeceu, do jeito que ela sabia que eu gostava. Ela me colocava inteiro na boca e subia passando a língua, estava fazendo bem devagar, de uma forma tão gostosa, sugando a glande nos momentos exatos e passando apenas a língua quando os líquidos pré-gozo saiam. Eu estava furioso e cheio de tesão, queria puxa-la pelos cabelos e ditar o ritmo.

Ergui os quadris para ir mais rápido quando estava quase no fim, mas a minha torturadora era pior do que eu e parou.

—Pode voltar a fazer o que você estava fazendo – falei entredentes.

Ela estralou a língua numa negativa e o segurou entre as mãos me colocando na sua entrada e escorregando em mim de uma só vez.

—Merda!

Ela riu da minha desgraça. Estava tão molhada que tive que me segurar para não gozar naquele momento. Hermione ficou parada por poucos segundos me olhando, mas quando começou a se mexer estava me fazendo pagar pelos meus pecados ou me presenteando, eu não sabia qual dos dois.

Ela descia e subia bem devagar, só que de um jeito mais selvagem. Sua cabeça jogada para trás, suas unhas cravadas no meu peito. Quando ela começou a rebolar segurei nas grades sem me importar na dor que o movimento de virar os pulsos me proporcionou, eu já não estava mais em mim. Meus quadris se arqueavam a estocando por baixo cada vez mais acelerados a levando a loucura também.

—Merlin! Isso é tão bom – ela falou gemendo.

E era mesmo, eu era um cara de muita sorte por ter uma mulher como ela.

Estoquei nela com mais força erguendo os quadris quando ela se abaixava nos chocando.

—Me tira daqui – pedi – deixa eu te pegar de jeito.

Ela gemeu e nos chocamos de novo. Sem aguentar mais, ela me soltou, minhas mãos voaram tão rápido para os seus quadris que ela soltou um gritinho assustado quando a virei na cama, tomei um dos seus seios na boca e a entrei nela com força. As pernas delas rodearam meus quadris para aumentar meu movimento, nossos corpos já eram ensaiados, cada movimento era preciso e certeiro. Cada um conhecia as vontades e desejo do outro, nunca era monótono, sempre intenso.

Mordi o outro seio dela e quando ela explodiu em mais orgasmo. A deixei terminar de me apertar com seus deliciosos espasmos apenas para sentir aquela sensação tão boa em volta de mim e a ergui da cama, a virando de costas para mim, ambos de joelhos e retornando para dentro dela na nova posição.

Os dedos dela ficaram brancos de tanta força que ela segurou a cabeceira enquanto eu entrava e saia dela com rapidez e força, a cama fazia um barulho arrastado, sua bunda colidia no meu colo quando estávamos quase sentados e os quadris dela me ajudavam rebolando sempre o oposto do meu para nos encontrarmos mais fundo. Meus dentes cravavam em suas costas e ombros, numa explosão de falta de sentidos.

Eu nunca ia me cansar disso, eu não podia me cansar disso. Hermione Granger Malfoy era a mulher da minha vida. Tudo entre nós era intenso e explosivo.

A tocando em todos os lugares possível para poder senti sua pele, e entrando e saindo dela com força, juntos chegamos em mais um clímax violento e arrebatador que tirava todas as nossas forças. Porque com a gente era assim, selvagem.

Esse era o jeito que sabíamos contar e fazer uma história de amor. Nosso jeito de fazer amor.

FIM

https://www.amazon.com.br/dp/B01F6J3QVY

Notas finais
13/05/2016 Olá pessoas que ainda passeiam por aqui, gostaria de informa-los que publiquei meu primeiro livro em E-Book pela Amazon e gostaria muito que pudessem estar indo lá dar uma olhada, vou deixar aqui o link para vocês e espero que gostem é um romance incrível e que apesar de esgotar muito meu tempo, valeu cada gota de suor que levou para escrevê-lo. Os personagens são cativantes e o enredo trabalhei bastante nele, quem quiser ler e quem sabe, recomendar, o link é o que está no final do capítulo ;) Olá pessoas que ainda passeiam por aqui, gostaria de informa-los que publiquei meu primeiro livro em E-Book pela Amazon e gostaria muito que pudessem estar indo lá dar uma olhada, vou deixar aqui o link para vocês e espero que gostem é um romance incrível e que apesar de esgotar muito meu tempo, valeu cada gota de suor que levou para escrevê-lo. Os personagens são cativantes e o enredo trabalhei bastante nele, quem quiser ler e quem sabe, recomendar, segue o link e aqui ;) -> https://www.amazon.com.br/dp/B01F6J3QVY
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!