Dramione - Fotografias
5 Enzo e Sophia
Notas iniciais

Draco se levantou de enxerido indo atrás dos dois que entraram num quarto escuro.
—Espera um minuto antes de ligar a luz. – Escutou Mione dizer.
Ela mesmo passou por ele e acendeu a luz, o deixando sem entender nada.
—Merlin Mione, essa é sua próxima exposição? – Perguntou Rafael.
Draco se aproximou deles, o quarto era magicamente ampliando e enorme por dentro. A luz que ela acendeu era fraca, mas que permitia ver perfeitamente suas fotografias espalhadas pelos murais nas paredes.
—Você que fez tudo isso? — Questionou Draco.
—Eu sou fotografa. Não te falei?
—Não...
Ele andou pelo lugar extasiado, tinha visto um mural com fotos dela na sala, mas nada comparado com essas guardadas aqui.
—Sua próxima exposição é sobre crianças Mione – falou Rafael impressionado – São lindas.
Rafael estava certo, as fotografias eram incríveis. Era como se a alma de cada uma das pessoas estivessem expostas, ali havia as mais variadas crianças dos mais variados lugares do mundo.
—Algumas são antigas, da época que comecei. Agora a maioria eu tirei nesse último ano, estive praticamente em todos os lugares do mundo em busca das mais variadas crianças, todas diferentes uma das outras. Simplesmente me apaixonei também...
—Esse aqui é o Gabriel – falou Rafael apontando para a foto de um garoto moreno escuro que sorria para a câmara com os olhos fechados – Eu o conheci. Ele é do Brasil não é mesmo? De uma favela do Rio de Janeiro.
—Ele mesmo.
Enquanto o casal herói conversava, Draco olhava foto por foto com curiosidade, a maioria era de trouxas e algumas de bruxos. Riu ao ver uma que ela capturou o momento exato do primeiro sinal de magia de uma menina de uns sete anos com os olhos arregalados.
Voltou a olhar para os dois e se xingou por dentro por ter perdido um pedaço da conversa deles, quando viu ela estava no peito dele aparentemente triste e ele acariciando seus cabelos. O ciúmes triplicou de tamanho sem entender o porquê.
—Você vai conseguir, tudo que precisar de mim eu posso te ajudar. Tenho alguns amigos... – Falou Rafael.
—Obrigado, irei te procurar com certeza.
O homem alto beijou o cabelo dela e ele não aguentou mais, não queria ver mais aquilo. Não queria mais ver a demonstração de carinho e cumplicidade entre aqueles dois, ele era Draco Malfoy, não precisava passar por isso. Abriu a porta do quartinho e saiu para voltar para a sua casa, que era longe o bastante daqueles dois.
—O que deu nele? – Perguntou Mione.
—Ele ficou com ciúmes, eu acho. – deu de ombros Rafael.
—Ciúmes?
—Eu não sei o que está acontecendo com vocês Mione, mas esse rapaz gosta de você, ele só não percebeu isso ainda.
—Ele é só meu parceiro. Nem nos gostamos.
—Eu acho que vocês se gostam de certa forma, só que não perceberam isso ainda. – Falou Rafael compreensivo.
Já era tarde quando Rafael foi embora, os dois conversaram sobre os processos de adoção e como era difícil uma mulher solteira adotar, ainda mais duas crianças, além da exposição.
—Obrigado pelos conselhos, e pode deixar que vou ligar para seu amigo da galeria. – Falou na porta do corredor.
—Por nada, qualquer coisa me liga. Depois eu quero conhecer Enzo e Sophia. Boa noite linda.
—Boa noite Rafa.
...
Mione nem conseguiu ver a hora que dormiu, estava exausta. Acordou com o irritante despertador perto da sua cama, se trocou rapidamente e foi para o serviço um pouco atrasada.
—Bom dia. – Falou para Draco.
—Vejo que a noite foi boa. – Respondeu azedo.
O ignorou, e começou o trabalho. Nem se atreveu perguntar por que ele tinha ido embora e nem porque apareceu sem avisar na sua casa.
Discutiram alguns casos com muito formalismo. Pegaram o maior caso entre os aurores dado por Harry a eles pessoalmente. Nunca tinha sido apreendido tanto produto não comerciável, e o motivo de tudo isso era um magnata da Máfia bruxa que tinha se instalado na Inglaterra por um motivo desconhecido, apenas ouviam falar dele, Fabricio Melgaço, mas não sabiam muito a respeito dele, somente que ele era um dos mais procurados e impossíveis de pegar na lista da Albânia e do Japão.
Tinham recebido uma denúncia anônima com uma foto de um dos contrabandistas próximo da Máfia que estaria no Beco para negociar uma grande carga. Decidiram que era bom pegar esse cara, arrumaram suas coisas e saíram juntos, Draco na frente ainda enfezado e ela um pouco atrás intrigada pela noite anterior, na verdade estava gostando dessa reação dele.
—É aquele homem ali. – Apontou Mione para um homem de altura mediana encostado numa livraria no Beco Diagonal.
—Você vai por lá, que eu vou por cá. – Indicou Draco.
Mione negou com a cabeça.
—Eu vou e intercepto-o, sei o que fazer. Mande os outros ficarem de olho. – Instruiu Mione.
Nem deu tempo para ele pensar. Mione saiu andando da forma mais sensual possível, ela estava linda usando um sobretudo aberto com uma saia de couro preta e uma blusa manga longa azul o que deixou Draco em estado de alerta. A garota ficou conversando com o homem e depois de uma vez virou o braço dele encostando-o na parede, os outros aurores correram junto dele e a ajudaram.
—Descobriu alguma coisa? – Perguntou Malfoy.
—Vamos levar ele para um lugar seguro onde poderemos interroga-lo.
O Beco estava cheio de pessoas andando de um lado para o outro o tempo todo e só pararam quando chegaram num comercio vazio. Colocaram o homem que devia ter uns vinte e sete anos, sentado numa cadeira de plástico e o amarraram, os seus aurores de apoio deixaram apenas os dois para cuidar do suspeito e foram vigiar as portas.
—Pra quem você trabalha? – perguntou Mione – Por que o chefe de vocês está vindo para a Grã Bretanha se o negócio dele é no Japão?
—Eu não sei – o homem respondeu tremendo – Ele é um albanês que comanda o comercio ilegal no Japão, ele trouxe muita gente para cá. Fabricio Melgaço está atrás de uma coisa...
—Que coisa? – Perguntou Draco.
—Eu não sei.
Draco socou o rosto do rapaz com força.
—Não é assim que ele vai falar Draco – disse Mione um pouco mais calma – Que coisa Fabricio Melgaço está atrás? Acho melhor me responder, meu parceiro não é muito compreensivo.
O homem gemeu com dor por causa do soco e das cordas, e ela desfrouxou um pouco.
—Duas crianças. – respondeu por fim.
—Duas crianças? Por que um homem poderoso como Fabricio Melgaço viria para cá apenas por causa de crianças? – Perguntou Draco com um sorriso irônico.
—Essas crianças são importantes... Fabricio Melgaço era um amigo do Lorde que caiu, ele pegou os planos dele e para concluir ele precisa dessas crianças. Nós da equipe estamos a procura deles que foram abandonados num orfanato, não sabemos se foram adotados ou se estão em algum lugar só estamos recebendo ordens para procurar e investigar cada criança entre seis e sete anos...
Uma cena se formou na mente de Mione e ela arregalou os olhos.
—Por que ele quer essas crianças? – disparou a pergunta antes de perceber o seu estado emocional.
—Eu não sei...
Num movimento rápido e violento ela socou o rapaz e puxou seu cabelo para trás. Seu coração estava disparado.
—Por que ele quer essas crianças? – repetiu numa voz letal.
—Eu não sei... ESPERA – ele gritou quando ia soca-lo novamente – O pai delas era um comensal importante, mas a mãe conseguiu fugir quando teve os bebês depois da Guerra. O resto da história eu não sei, Fabricio Melgaço apenas quer as crianças. Tudo que sabemos é que temos que vender nossas coisas e procurar saber dos gêmeos, são um casal...
O mundo girou aos pés de Mione, ela não ouviu mais nenhuma palavra do homem. Apoiou-se na parede e fechou os olhos vendo os rostinhos de Enzo e Sophia.
—Está tudo bem Hermione? –Aproximou-se Draco.
—Leve-o para o Ministério – ela falou tentando manter-se firme – O nosso chefe vai interroga-lo.
—Não há necessidade de envolver Harry, é apenas um ricaço tentando caçar crianças, vamos pega-lo.
Mas ela não o ouvia, pegou o celular com as mãos trêmulas já discando os números de Harry, suas palavras estavam desconexas e rápidas, nem Draco entendia. Sentia-se confuso, para que aquela reação exagerada dela? Ele queria saber tudo o que estava acontecendo.
Assim que ela desligou o celular, os bipes dos aurores tocaram para levarem o homem até o Chefe do Departamento de Aurores. Harry tinha atendido ao pedido dela, o pedido que ele, Draco, não sabia o que era. A morena entrou na lareira junto dele sem dizer uma palavra, sua mão tremula e seu rosto lívido e pálido.
—Mione. – chamou Harry com os braços já abertos.
A morena saiu da lareira direto para os braços dele e ficou lá enquanto ele sussurrava palavras em seus ouvidos, palavras inaudíveis para Draco e os outros aurores que carregavam o cara.
O interrogatório foi na sala dos casos mais importantes e somente Mione e Harry participaram. Draco achou ainda mais estranho, ele era parceiro dela, ele que deveria está participando.
Mione estava nervosa, Harry usava todas as artimanhas mais o homem não sabia de muita coisa. Somente o que já havia lhes contado. A mão dela tremia, a história batia com a dos gêmeos na maioria das partes...
—Você vai voltar para as ruas e fingir que essa prisão nunca foi feita, nesse momento você trabalha para nós. Tudo que você souber terá que ser compartilhado com a gente e trabalhará como nosso infiltrado, Augustus. – Falou Harry sério.
O homem concordou. O voto perpétuo foi feito com o Ministério da Magia e os aurores trataram de deixa-lo onde pegaram.
—Está tudo bem? – Perguntou Draco quando os três saíram da sala.
—Está sim. – respondeu Harry – Estão dispensados pelo resto da semana. Vê se relaxa Mione, almoce alguma coisa e vá esfriar a cabeça, eu vou cuidar de tudo...
Mione sentiu os olhos curiosos de Draco, mas não disse nada. Entrou na sala deles e ligou para o orfanato.
—Senhorita Alves, avise que eu chegarei daqui a pouco... – Pediu para a secretária do local.
Assim que desligou o telefone sentiu os olhos de Draco todos nela.
—O que está acontecendo Mione? Você não tocou no assunto do sexo de ontem, não falou o que fez com o tal de Rafael, não falou sobre a ligação do tal Figg, não quer me falar o que esta acontecendo agora. Por que não me responde de uma vez?
—Porque todas as respostas são pessoais.
Saiu a passos largos da sala, levando com ela sua bolsa e garantindo seu celular. Naquele momento nada mais importava, somente os gêmeos que tinham tomado seu coração. Tinha que vê-los, precisava senti-los em seus braços.
Aparatou algumas ruas a baixo e um estalo junto dela chamou sua atenção, virou-se para trás e não viu nada. Caminhou pelas ruas quase desertas até um pequeno Beco, o orfanato era bem ocultado, mas ainda sentia como se tivesse sendo perseguida. Tocou os tijolos e a visão do orfanato se tornou clara, era grande e espaçoso num enorme prédio privilegiado com um jardim na frente.
Abriu o portão e apontou a varinha para trás, estava sendo vigiada. Conhecia bem aquela sensação, principalmente na época de escola quando Harry usava a capa de invisibilidade.
—Eu falei que ia ficar bem Harry – falou olhando para o nada – Sai logo daí.
A capa foi retirada a poucos metros dela e seu sorriso se desfez, não era um homem moreno com uma cicatriz na testa e óculos, era um rapaz alto e loiro com olhos azuis cinzentos.
—O que você está fazendo aqui Malfoy? – furiosa, apontou sua varinha para ele.
—Eu que te pergunto Hermione. O que está fazendo aqui?
Ela caminhou para o lado dele com olhares mortais.
—VOCÊ ESTAVA ME SEGUINDO SEU IDIOTA? – Gritou com raiva.
—Eu fiquei preocupado, você estava meio perturbada.
—E HARRY TE EMPRESTOU A CAPA?
—Sim, mas ele não sabia que eu ia atrás de você. Eu menti para ele.
Mione encostou a varinha no peito do rapaz e suspirou fundo. Contou dez respirações e só ai abriu os olhos.
—Vai embora!
—Não sem antes conversarmos Granger, eu quero saber de tudo. Não sou apenas seu brinquedinho, eu brinco com as mulheres, não ao contrário. – retrucou Draco teimoso.
—Me seguiu por se sentir ofendido? Vá a merda Malfoy, volte para o raio que o parta e me deixe em paz – falou Mione cega de raiva, tentando se controlar, não podia dar vexame de frente para o orfanato – Você não percebeu que está me atrapalhando?
—Senhorita Granger? Algum problema?
O sangue congelou em suas veias e Mione se virou devagar para o portal. A inspetora de doação do orfanato estava no portão olhando para eles.
—Não senhora, estava conversando com meu amigo. – Respondeu tentando abrir um sorriso e cutucando Draco.
—Pensei que estava havendo uma discursão. Vamos entrar, a senhora Figg está os esperando.
A mulher andou na frente e os dois ficaram se encarando.
—Sra. Figg? Pensei que era mais um amiguinho seu.
Mione passou por ele dando um soco em suas costelas sem que a mulher visse. Andaram atrás dela pelo local e ele a viu conversando e brincando com as crianças o tempo todo, parecia conhecê-las bem, assim como elas pareciam gostar dela.
A mulher que os recebeu os deixou numa porta e ela o olhou com olhos suplicantes.
—Tenta não ser um arrogante Malfoy, é muito importante para mim.
Ele deu de ombros e ela abriu a porta. No começo Draco não entendeu, era uma brinquedoteca com quase uma dúzia de crianças das mais variadas idades. Draco sentiu-se incomodado, nunca esteve num lugar daquele. Viveu sua vida cercada de luxo e foi enfrentar a dureza apenas quando o Lorde das Trevas tinha voltado. Olhou para Mione e ela procurava por alguém ali.
—Que saudades meus amores. – Falou Mione com os olhos lacrimejantes.
A saudade que ela sentia era enorme, como se tivesse passado anos ao invés de dias. Enzo foi o primeiro a chegar em seus braços lhe dando um beijo caprichado, Sophia veio andando um pouco mais atrás, um pouco cautelosa.
—Me desculpe, eu não trouxe nada para vocês hoje. Vim de última hora, mas prometo trazer algo bem gostoso quando eu vier.
—Eu quero sorvete de chocolate com muitaaa cobertura de morango. – Pediu Enzo arregalando os olhos e abrindo os braços.
—Pode deixar não vou me esquecer da calda de chocolate...
—É morango, calda de morango. Corrigiu Enzo.
Ela riu e se ajoelhou para ficar da altura dele.
—Eu sabia que era morango, só estava te testando.
A risada do garoto foi como sinos para os ouvidos dela.
—E o que você vai querer Sophia? – perguntou pegando na mão da garota com cabelos compridos e castanhos.
—Eu posso escolher morango com calda de chocolate? –perguntou Sophia tímida, com voz baixa.
—Você pode escolher o que quiser meu amor – falou Mione tocando o rosto da garota – Não precisa ter vergonha de me pedir nada, já te falei.
De longe Draco observava tudo com muita curiosidade e sem entender o que Mione estava fazendo. O modo como ela tratava aquelas crianças era tão maternal que fez cálculos mentais para saber se não tinha a possibilidade dela ser mãe deles.
—Quem é ele? – A garota de cabelos castanhos e olhos escuros, apontou para Draco.
—Ele é o seu namorado? – Perguntou o garoto – Ele também quer a gente?
—Ele é um amigo, veio apenas me acompanhando. – respondeu Mione, naturalmente.
A cabeça de Draco deu um nó. “Ele também quer a gente?” o que o menino queria dizer com isso?
—Tia você pode brincar com a gente? – perguntou a menina tímida de novo – Eu estou brincando sozinha.
Os olhos de Mione brilharam e ela sorriu de orelha a orelha.
—Claro, claro que sim.
A garota abriu o mesmo sorriso e a puxou pela mão até uma pequena mesa, só que o garoto ficou olhando intrigado para Draco.
—Eu não quero brincar de tomar chá, é brincadeira de menina. – o garoto fez uma careta chamando sua atenção, com sua voz infantil e até um pouco arrogante.
Draco pensou em ignora-lo, mas não conseguiu.
—E do que você gosta de brincar? – Draco tentou manter-se indiferente.
—De coisas de homem. – Respondeu o garoto como se fosse inteligente demais para o tamanho que tinha.
—Enzo vem sentar ao lado do Sr. Coelho. – Chamou a menina.
O garoto bufou.
—Mulheres são difíceis.
Bem que Draco tentou não rir, mas era impossível ainda mais do modo como o garoto falou. Enzo se sentou do lado do coelho e junto com Mione e a menina fingiram estar tomando chá. A mulher auror e determinada que deixou Draco de pernas bambas no escritório nem parecia estar ali.
Mione tomava o chá forçando ainda mais o sotaque que tinham e a garota ao lado dela dava gaitadas gostosas de ouvir. Ele não sabia por que estava ali olhando aquilo, deveria ter dado meia volta e deixado para interroga-la quando tivessem no Ministério, mas ele queria estar ali. Queria vê-los brincar, porque os contrastes entre a Mione e a Granger eram enormes demais para ser verdade.
—O chá muito gostoso Sophia, mas eu preciso falar com a senhora Figg. Deem-me licença.
Ela pegou numa saia rodada imaginaria e fez uma reverência, fazendo os dois pequenos na mesa rirem.
—Onde você vai? – Perguntou Draco segurando no braço dela.
—Falar com a Sra. Figg. Pode vir comigo, se quiser.
Eles subiram um lance de escadas e entraram numa sala que cheirava gato e mofo. Sentaram-se perto da mulher e as duas engataram a falar enquanto ele apenas prestava atenção, era muita informação e ele se sentiu perdido quando elas falaram do cara que tinham pegado mais cedo e de adoção.
—Espera! – falou as interrompendo – Você está aqui porque quer adotar aquelas crianças Mione?
Ela apenas concordou com a cabeça mordendo o lábio inferior.
—E você acha que aqueles dois pirralhos lá embaixo são os mesmo que Augustus falou?
—Enzo e Sophia – ela respondeu rude – E sim, eu acho que são.
—E só por isso você quer adota-los? É sério isso? Qual o seu problema com pessoas perseguidas desde criança? Primeiro Harry e agora aqueles dois que você mal conhece.
—OLHA AQUI... – Ela começou a gritar, mas parou quando a Sra. Figg se levantou.
—Eu vou deixa-los a sós, para conversarem. Depois a gente continua Hermione, você tem um assunto que precisa terminar aqui.
A mulher saiu da sala e Draco fechou a porta.
—Não pode salvar todo mundo garota. – Cuspiu Malfoy.
—Você não me entende. – retrucou Mione.
—Entendo que você gosta de aventuras, mas querer adotar aquelas crianças apenas porque elas estão em perigo é imprudente e sem noção Granger.
Ele não sabia por que estava se metendo, mas queria protegê-la de alguma forma. Caramba, aquela mulher havia ajudado salvar o mundo uma vez, não precisava se arriscar de novo com um mafioso. Virou-se para ela e se assustou em ver as lágrimas dela escorrendo pelo rosto e junto delas fúrias.
—Eu não quero adota-las por causa disso Malfoy, eu as amo. As conheci antes de tudo isso, eu só voltei para Londres para ficar perto delas, eu só comecei a trabalhar no Ministério para poder adota-las. O que eu sinto por elas vai além das suas compreensões egoístas, alguém como você nunca ia entender o que sinto...
Ela parou um pouco em meio as lágrimas, sorriu.
—Quando elas sorriem para mim, quando choram, quando estão felizes... Elas são minhas, vão ser minhas... Estou lutando para isso, e não é você que vai ficar me falando sobre o que não conhece. E se aquele homem estiver falando deles, eu vou fazer o possível e impossível para todo o mal ficar a mais de cem quilômetros dos meus filhos...
Ele a encarou o tempo todo, as palavras dela eram carregadas de algo que ele realmente não entendia. Via aquele sentimento apenas quando sua mãe discutia com seu pai sobre o seu futuro.
Mione se sentou na cadeira e fechou os olhos com força, sentia como se um buraco estivesse em seu peito. Agora que tinha achado Enzo e Sophia não queria perde-los, não ia conseguir.
Duas mãos frias tocaram seu rosto, e ela se obrigou a olhar nos olhos que a encarava.
—Por que tudo isso Mione? – Perguntou calmamente.
—Porque eu os amo, amor não é o suficiente?
Ele lutou com toda a sua consciência e respirou fundo.
—É suficiente. – Respondeu selando seus lábios com um beijo.
Fale com o autor