Notas iniciais
Bom, eu resolvi tentar igualar os capitulos com o do outro site mesmo que aqui a história não esteja sendo muito bem recebida, muita visualização e pouquissimos comentários. Sobre esse capitulo o nome da terapeuta é uma homenagem a uma fã da fic no Spirit, Adriana Tavares que acompanha e comenta cada capitulo desde o inicio além de me ajudar nos comentários porque ela sempre fica passeando por lá dando algumas dicas e me ameaçando ( acreditem, logo vocês vão começar a me ameaçar kkk) Quem está lendo não custa nada comentar gente, gentileza em troca de gentileza por favor ;) Eu posto e vocês comentam, eu dediquei horas da minha vida escrevendo e acho que o pouco que mereço é alguns comentários ou até mesmo recomendações rsrsrs

Pov. Hermione Granger

Foi incrível ouvir as crianças chamando Draco de pai, parece que em cada frase que elas pronunciavam tinham que ter essa palavra e falavam com tanta força e convicção do que quando falavam mãe. Era como se tivessem esperado muito para poderem dizer aquilo, e eu os entendia e apenas os deixavam curtir aquele momento.

Draco parecia meio perdido com tudo aquilo, ficava o tempo todo com um sorriso bobo nos lábios e volta e meia olhava pelo retrovisor. A promessa ainda martelava na minha mente, ele pediu para não me apaixonar por ele e eu quebrei aquela promessa tão rápido quanto prometi.

Primeiro contei para Harry e Rony assim que chegamos em casa antes de irmos para a Toca, as crianças ficaram no quarto enquanto conversávamos com eles. Draco ficou o tempo todo tenso e desferiu algumas palavras rudes antes de revelarmos tudo, mostrei a gravação para eles entenderem melhor, e no começo reagiram de formas diferentes.

Rony quase arrancou os próprios cabelos andando de um lado para o outro enquanto Harry afundou no sofá com o rosto para cima respirando fundo e confuso. Mas no fim eles fizeram apenas o que eu esperava deles, suspiraram e aceitaram que Enzo e Sophia não tinham culpa do pai que tinham e os dois descendo as escadas e se jogando no colo deles apenas ajudaram a não fazer essa comparação, porque tanto eu quanto eles, não conseguíamos ligar os gêmeos a Voldemort.

Os Weasley eu fiquei bem mais nervosa de contar, mas felizmente Draco ficou ao meu lado e assim como meus dois melhores amigos, a minha família adotiva nos entendeu. Naquelas horas que eu entendia porque o destino colocou os dois no meu caminho, eu era rodeada com as melhores pessoas do mundo, eles sempre estariam ali para nos ajudar.

Todos na Toca perceberam a mudança de Draco com as crianças, o mundo dele parecia girar ao redor deles como se fosse capaz de fazer qualquer coisa a qualquer momento apenas para protegê-los, exatamente como eu era capaz.

Depois do jantar de Natal todos foram conversar sobre o casamento de Rony e Lilá dali a dois dias, esta última era a única que não sabia a verdade, tanto Fléur, Angelina e Penélope sabiam sobre os gêmeos.

Eu não estava nem um pouco animada com esse casamento e preferi sair de fininho com Harry para conversarmos sobre a missão. Narcisa tinha nos dado muitas informações e estas serviram apenas para deixarmos a missão mais redondinha e sem brechas, e para isso teríamos que reformula-la.

Quando voltamos para a sala Draco me lançou aquele olhar “Eu quero saber” e eu o ignorei completamente. Eu não podia contar para ele, era confidencial e o pai de Enzo e Sophia ia ter que esperar para saber junto com os outros aurores que só saberiam quando estivesse tudo decidido.

Voltamos para casa, apesar da comida deliciosa, muito mais leve do que quando fomos para lá, sem todo aquele peso nas costas com medo da reação de todos. Enzo e Sophia já vieram dormindo e apenas os colocamos na cama.

—Acho que eles vão ficar bem agora – Draco fechou a porta do quarto dos dois – O pior já passou, na hora certa eles vão saber a verdade.

—E você está disposto a contar a verdade?

—Sabe aquela história que você muda quando é pai? Que quando a gente conhece esse sentimento alguma coisa se transforma sem vermos? – ele perguntou e eu apenas acenei, era tão estranho vê-lo entregue assim – Na hora certa a gente vai contar a verdade, mesmo que algumas vezes tenhamos que contar alguma mentira para protegê-los.

—Eu só não quero que eles sofram. – Falei quando ele abriu a porta do nosso quarto para entrarmos.

—Eles vão ser felizes, e isso é o que importa. Você escolheu a família perfeita para ele.

Apenas acenei, aquele Draco Malfoy não estava me ajudando nada com meus sentimentos. Eu olhava para ele e tudo que eu queria era beija-lo, queria senti-lo da forma mais carnal e sussurrar as palavras que há muito tempo eu não sussurrava no ouvido de um homem e que falei apenas no de Rony com os devidos sentimentos que eu sentia.

—Está tudo bem? Ele perguntou depois que saiu do banho.

Eu havia ficado completamente perdida em meus pensamentos durante vários minutos e nem me dei conta do tempo.

—Está sim.

Passei por ele e fechei a porta do banheiro com raiva, se ele visse que eu estava sofrendo, ia sofrer também. Eu não queria vê-lo sofrer porque gostava demais dele para isso. Desde quando meus sentimentos eram confusos? Sempre fui tão certa sobre Rony depois que passamos a nos envolver, mas Draco... Era diferente, era como se eu realmente não soubesse o que estava sentindo. Como se a qualquer coisa ligada a ele pudesse me deixar feliz ou me machucar de uma só vez.

Enxuguei os cabelos e tomei uma poção para dor de cabeça, aquilo estava acabando comigo de todas as formas possíveis. Era como se você tivesse andando por um deserto com muita sede e tivesse na sua frente um copo bem gelado de agua, mas não pudesse pegar.

Como se eu não tivesse problemas demais na minha cabeça para me preocupar, me via sentindo essa dor, essa angustia forte no peito... Essa paixão. Se é que esse sentimento tão estranho pudesse ser apenas paixão.

Sai do banheiro ainda pensativa, Draco estava sentado na cama lendo um livro e eu nem me preocupei com nada e nem com ele. Prendi meu cabelo de qualquer forma, agora que estavam secos, e me deitei virada de costas para ele na cama.

Nunca me senti tão incompetente. Em relação a Enzo e Sophia eu podia protegê-los, mas ao meu sentimento com o homem do outro lado da cama... Eu não conseguia fazer nada.

—Está tudo bem Mione? – Draco colocou as mãos nas minhas costas.

—Só estou cansada.

—Ei olha aqui para mim – ele falou me puxando devagar e eu me virei para ele – O que foi? Você não está bem.

—Eu só estou cansada Draco – falei firme colocando o braço no meu rosto – Só isso.

—Tudo bem então – deu de ombros e tirou meus braços para que eu pudesse vê-lo, mas eu permaneci de olhos fechados – Eu quero te dar uma coisa, meu presente de Natal. Vem, senta aqui.

Ergui meu corpo e me sentei ao seu lado. Draco pegou uma caixinha de veludo larga e colocou em minhas mãos.

—Feliz Natal. Não achou que eu ia mesmo esquecer achou? – indagou Draco e não respondi, porque eu realmente achava que ele tinha esquecido ou não se importado comigo a ponto disso – Eu escolhi algo simples. Enzo e Sophia que me ajudaram a comprar no dia que fomos ao treino. Sei que não gosta de nada extravagante...

Abri a caixinha e não deixei de ficar impressionada. Era um colar lindo de pérolas com duas voltas onde cada uma delas eram separadas por ouro, extremamente delicado.

—É lindo! – toquei o colar de leve.

—Como você. – passou uma mão no meu rosto bem de leve.

—Eu não posso aceitar. – Falei exasperada.

Ele não podia fazer essas coisas comigo, me pedir para não me apaixonar quando já estou apaixonada, e me dar presentes daqueles com atitudes tão lindas aumentando ainda mais meus sentimentos.

—É claro que pode. E vai. Se não aceitar eu vou ficar muito chateado com você – me analisou – Está acontecendo alguma coisa Mione?

—Não, não está acontecendo nada – menti olhando o colar. – Muito obrigada pelo presente. Eu adorei, é muito lindo.

Draco, pegou o colar e eu me virei para ele prender o fecho sentindo as mãos geladas na minha nuca e assim que fechou, ele depositou um beijo no meu pescoço fazendo meus pelos eriçarem. Beijou meu pescoço, e desceu para o meu ombro abaixando a alça da minha camisola.

—Draco, desculpe... – levantei de uma vez – Não vamos fazer nada hoje.

—Pensei que o acordo tinha acabado – se sentou na cama enquanto eu permanecia de costas para ele – Podemos fazer sexo quando quisermos agora, aquilo tinha sido apenas uma ideia idiota do Rony e minha...

—Não tem nada haver com isso, ok? – falei me sentindo uma idiota – Eu... Eu vou descer, estou sem sono. Muito obrigado mesmo pelo presente.

Peguei um roupão pendurado perto da porta e desci as escadas. Eu estava estranha, estava com ódio de mim mesmo e com ódio dele. Sentei-me no sofá e fechei os olhos, eu não queria sentir aquilo, eu não queria chorar... Mas lá estava eu, chorando por Draco Malfoy. Quem diria Granger?

Era para ser tudo tão fácil, e se tornou tudo tão difícil. Seria tão mais fácil se ele gostasse de mim também, se ele tivesse a mesma vontade que tenho em ficar com ele, que ele me olhasse com outros olhos... O que estava acontecendo comigo?

Nunca tive medo de me apaixonar, é claro, eu nunca precisei sofrer antes com nenhum deles. Fechei os olhos e me encolhi ali no sofá, querendo entender e descobrir uma maneira de reverter essa situação que eu tinha me metido, sem machuca-lo também.

Pov. Draco Malfoy

Eu simplesmente não via motivos para Mione estar tão estranha, tudo tinha dado certo. A reação de todos tinha sido melhor do que esperávamos e enquanto a Fabricio Melgaço, Harry estava confiante que iriamos coloca-lo atrás das grades de alguma forma.

Fiquei até tarde a esperando subir para conversarmos, mas nada dela. Não iriamos trabalhar, apenas as cinco últimas salas de investigadores, o que não era o nosso caso. Só voltaríamos depois das férias de inverno após o ano novo então não me preocupei em dormir cedo, só quando o cansaço venceu a preocupação consegui pregar os olhos e tirar algumas horinhas de sono.

Ela só voltou para o quarto depois que o sol nasceu e ainda não falou nada, parecia muito séria e pensativa, quando realmente a vi ela estava saindo de novo pela porta usando uma jaqueta de frio e roupas esportivas. Abri a janela e ela estava saindo pelo portão, sozinha no meio da nevasca para correr.

Nunca tinha a visto sair pra correr, pelo menos desde quando moramos juntos pelo menos. Na cozinha os gêmeos já tomavam café da manhã e Pops lavava a louça.

—Sabe o que aconteceu com a mãe de vocês? – Perguntei me juntando aos dois.

—Ela preparou o café e foi correr. – Enzo deu de ombros.

Ela estava sempre assim, fugindo de mim e nem sempre falava comigo. Eu tinha a companhia apenas de Enzo e Sophia e mesmo sendo boa sentia falta dela, era como se tivéssemos mais distantes.

A secretária da terapeuta nos ligou remarcando a seção para véspera do feriado de ano novo nos informando que a terapeuta que ia cuidar do nosso caso tinha sido trocada e isso não fez muita diferença na minha vida.

O que fazia diferença era o lençol não estar mais ali entre mim e ela, mas mesmo assim era como se tivesse um muro de pedras separando a gente na cama. Pensei que podia ser o casamento de Rony que estivesse mexendo com os sentimentos dela, mas percebi que não.

Foi um casamento legal, para todos os efeitos. Cheio de estrelices e Lilices que sinceramente era muito para meu bom gosto. Mione estava linda, com um vestido azul brilhante pouco acima dos joelhos e Rony tinha liberado apenas ela para fotografar a cerimônia dentro da igreja.

Ela parecia muito mais feliz do que eu pensei, o que era estranho, o homem que ela amou durante tanto tempo estava se casando e ela nem se abalou. Eu esperava que pelo menos ela ficasse deprimida durante algum tempo como a vi ficar na casa de Harry a primeira vez que ficamos no elevador, na noite que ela soube que Lilá que se casaria com o ex dela.

Ela apenas tirou uma foto junto comigo para o álbum dos noivos e sorriu para mim depois de dois dias sem nem olhar na minha cara de novo.

—Papai, a gente pode ir embora? – Sophia esfregou os olhos no colo de Hermione, estávamos quase no fim da festa no luxuosa do salão próximo a igreja.

—Você quer ir também? – Perguntei a Enzo.

—Quero papai. – Ele estendeu os braços para eu pega-lo.

Usamos uma das lareiras para ir embora e colocamos os dois na cama como sempre fazíamos quando saiamos de casa e eles dormiam no caminho.

—Draco... Er... Eu tenho que fazer um ensaio fotográfico amanhã, tive que marcar para agora porque depois voltamos a trabalhar no Ministério. Será que pode ficar com as crianças?

O ensaio fotográfico, eu não estava gostando nada disso. Mas o que eu podia fazer?

—Fico sim...

Ela se deitou do meu lado e eu senti o doce cheiro original de sua pele misturado com as das espumas de banho.

—Você lidou bem com Rony hoje – puxei assunto.

—Eu e ele não temos mais nada, como eu disse já nos despedimos. Eu não tinha mais nada para sentir, se fosse alguns meses atrás eu até ficaria, agora é diferente.

—Mas você ficou emocionada quando ela entrou na igreja – Brinquei, ela não riu apenas se virou para mim.

—Eu apenas fiquei emocionada por que... Não sei, talvez porque foi bonito vê-la entrando na igreja para casar com o homem que ela amava, ao lado do pai, onde todas as pessoas estavam lá apenas para vê-la. Ela estava linda.

Não havia inveja ali, apenas uma certa mágoa que não deixei de sentir. Para a minha surpresa ela se aproximou de mim e deitou a cabeça no meu braço, colocando uma perna sobre a minha e ficando de olhos fechados para dormir. Acariciei seus cabelos, ela não estava bem, e agora eu sabia que não era por causa do casamento de Rony.

Na manhã do ensaio ela ficou a manhã inteira escolhendo as roupas dela e depois do almoço a um motorista da Teen veio busca-la junto com as malas para o ensaio fotográfico como uma das bruxas mais sexy dos últimos tempos. Eu continuava não gostando nada disso, ainda mais a vendo pegar os shorts e a observando pegando algumas lingeries que sinceramente me deixaram o resto do dia de mal humor.

Quando voltou ela não tocou no assunto do ensaio e nem quis falar nada comigo sobre aquilo. A festa da virada como sempre era na Toca, o único lugar onde conseguíamos reunir todos os amigos sem que os donos da casa nos expulsassem no final.

Levantamos cedo no último dia do ano de 2005, a neve não estava mais tão grudada no chão como antes.

—A gente vai ficar com a madrinha no Jornal dela Mãe? – Perguntou Enzo.

—Vai sim meu amor, Luna pediu para deixa-los lá enquanto vamos á terapia. – Mione respondeu terminando de se maquiar no banheiro enquanto eu abotoava a camisa, Enzo estava sentado na nossa cama e Sophia no andar de baixo com Pops – Depois vamos arruma-los muito rápido e vamos para a Toca, tudo bem?

Ele acenou, concordando.

—Mamãe... – Gritou Sophia lá de baixo – Vem ver o que chegou.

Descemos as escadas os três juntos e a menina estava perto da lareira segurando um exemplar do Pasquim na mão.

—A senhora estava tão linda mamãe. – Elogiou Sophia pulando de um pé para o outro.

— Já saiu? – Perguntei.

—Não. Vai sair no final do mês que vem ou no começo de fevereiro na Teen. O pasquim só anunciou a novidade, era óbvio que Luna não ia deixar de alfinetar o Profeta diário por eu escolher a Teen ao invés deles para o ensaio. Só escolhi a Teen porque ela pediu, eles e o Pasquim são parceiros – ela respondeu pegando a revista – Hum, não ficou tão mal assim.

—Nossa! – Enzo olhou em cima do sofá, pelo ombro dela – Você está tão linda.

—Obrigado meu amor.

—Será que eu posso ver? – Perguntei.

—Pode, mas já estamos atrasados. – concordou, jogando o Pasquim para mim e pegando o casaco.

Peguei as chaves do carro e seguimos pelas estradas até o Pasquim. Deixamos o carro na garagem da edição e subimos para falar com a editora chefe. O Pasquim tinha crescido muito nos últimos anos e estava quase superando o Profeta diário.

Assim que entramos na edição meu humor sempre raro, piorou, de novo para variar. Todos os olhares masculinos do local se voltaram para ela enchendo a sala de assovios, senti vontade de puxa-la pela cintura, mas nosso casamento não era muito público para podermos fazer isso e nem todo mundo era confiável, ainda mais por causa da identidade dos gêmeos.

Eu não entedia porque uma simples matéria estava chamando tanto a atenção, procurei o que ela tinha me entregado no bolso, e nada, tinha ficado no carro.

—Você estava linda Srta. Granger – pra você Sra. Malfoy, trinquei os dentes para o rapaz de uns 22 anos de idade – Vou comprar a revista assim que sair, a senhorita pode autografar aqui para mim?

Mione ficou muito vermelha, mas autografou o jornal enquanto os gêmeos quase quicavam ao lado dela de empolgação por ver a mãe dando um autografo para um franguinho. A caminhada até a sala de Luna foi longa, a maioria não pedia autógrafos mais ficava enchendo ela de elogios que vinham a maioria dos homens no local.

Entramos na sala e os gêmeos correram pra a excêntrica Luna Longbottom.

—Deveria ter me avisado que iria divulgar para a Teen. – Mione a abraçou.

—Era uma surpresa, ficou maravilhoso o seu ensaio Mione. Os rapazes da edição que escolheram aquela foto, tinham escolhido a que você usava a lingerie vermelha, mas as garotas vetaram as de lingerie apenas para a Teen, passaram a tarde toda ontem analisando as fotos – sei, analisando, sei bem o que esses bando de macho estavam fazendo com essas fotos e isso me deu ainda mais raiva –Todas ficaram lindas, foi muito difícil escolher.

—Será que você tem algum jornal aí para eu ver? – Perguntei com os dentes trincados.

—Claro.

Luna abriu a gaveta da mesa dela e pegou um jornal, passei as páginas até chegar na matéria que eu queria onde um texto médio elogiava e anunciava o ensaio de Hermione Granger – cadê o Malfoy? – que iria posar para a revista jovem com os looks dela.

Abaixo o motivo de tanta confusão. Merlin! Ela realmente estava perfeita. Mione estava em pé perto de um lago congelado olhando sensualmente para a câmara, as pernas afastadas e usando um salto alto gladiador preto destacando as pernas torneadas e delicadas vividamente, usava um short preto curto e um camisete branco com um colete preto por cima, seus cabelos estavam soltos e ela usava um chapéu preto que a vi usando uma vez quando fomos para a Toca. Aquela imagem em si não tinha nada demais, mas o olhar provocante dela aliado a TUDO aquilo...

—Isso é roupa de posar? – Perguntei.

—Ele não viu as duas de lingerie que passaram. – Luna se sentou.

Mione riu junto com Enzo e Sophia.

—O que seus filhos pensar de você? O que as pessoas vão pensar da mãe deles?

—Que minha mãe é linda! – falou Enzo orgulhoso – Ela não está linda, pai?

—Muito – confessei e ele riu – Mas isso não justifica essas roupas.

—A gente vai indo Luna – Mione mudou de assunto – Eu passo aqui para pega-los.

Ela saiu na frente furiosa depois de beijar cada uns dos meninos.

—Srta. Granger, será que podemos marcar um jantar? – Perguntou um jornalista do jornal.

Eu quase soquei a cara do cara, mas ela ergueu uma sobrancelha como se lesse meus pensamentos. Foi até a mesa do cara e pegou um pedaço de papel.

—Esse é meu número, me liga para marcarmos alguma coisa. – me implicou.

—É sério isso? – perguntei quando ela virou as costas e saiu me ignorando – Me dá essa merda aqui – falei pegando o número da mão do homem – E se já decorou e tentar ligar para ela, vai se arrepender de ter nascido.

O homem ficou branco quando apontei a varinha para ele, e sai andando furioso atrás dela.

Aparatei assim que sai do jornal e ela já estava lá na porta com a cara amarrada para mim.

—Eu que devia estar assim – falei enquanto ela andava rápido na frente – Vai ficar assim o dia inteiro, Hermione?

—Olha aqui Draco Malfoy. O que eu faço da minha vida não é da sua conta, será que está entendendo? Foi apenas um ensaio fotográfico de looks, não estava posando nua para a Playboy seu idiota.

—Mas vai posar de lingerie, é a mesma coisa. Sabe o que os caras vão fazer olhando você?

—E o que você tem haver com isso? O corpo é meu! E você está me ofendendo com essas acusações, acha que sou vagabunda apenas por tirar algumas fotos?

—Claro que não... Eu não queria falar isso, eu não acho que está sendo vagabunda. É só que... Bom... Você é mãe dos meus filhos, eu me preocupo com você.

—Eu sei me cuidar, não se preocupe com isso. E não tem nada demais nesses ensaios, nada que possa prejudicar os gêmeos, eu não deixei chegar a tanto – falou mais calma – As de lingeries são simples, apenas para divulgar a marca que eu sempre uso. Ela deu um patrocínio generoso na minha última exposição.

Não dava para ficar calmo com aquilo, mesmo querendo. Porque assim que entramos no prédio olhares masculinos se voltaram para ela mesmo eles sendo trouxa e não vendo a revista Teen.

—Por que você não usou o sobrenome Malfoy? – perguntei no elevador – Vergonha?

—Porque o Harry pediu, você vai entender. E eu não tenho problemas de usar seu sobrenome, ele já conversou com o conselheiro chefe e explicou porque não assumimos nosso casamento a outras pessoas mais distantes.

—Eu queria saber o porquê disso.

Saímos no andar indicado e a secretária da terapeuta pediu para nos esperarmos alguns minutos.

—Minha secretária vai marcar o horário de vocês, desculpe a mudança estou assumindo todos os casos da minha colega de profissão, ela está de licença maternidade. Boa tarde – uma mulher baixa de no máximo trinta anos que usava um jaleco saiu com um casal que parou na mesa da secretária – Merlin! Hermione Granger.

—Adriana! – Gritou Mione.

As duas se abraçaram e me deixaram de canto.

—O que você está fazendo aqui? – perguntou a mulher – Conseguiu meu endereço com o Rafael?

—Não, eu só estou esperando para consultar a terapeuta de casais do Ministério.

—Espera! Eu não acredito. Sr. e Sra. Malfoy? – ela concordou com a cabeça – Merlin Mione! Eu sou a terapeuta.

—Sério Adriana? Eu não acredito. Desde quando você está aqui? – Perguntou Mione, elas pareciam duas adolescentes conversando, affs.

—Já faz um ano, apenas alguns dias que estou trabalhando para o Ministério. Eu vim antes do Rafael para cá, ele não te falou? Estou fazendo trabalho voluntario como terapeuta infantil na ONG com ele e abri um escritório de terapia de casais consignado com o Ministério da Magia além de trabalhar com trouxas também, tenho que ganhar dinheiro também.

Rafael! Sempre quando alguém citava esse nome não era bom. Arranhei a garganta para chamar a atenção delas.

—Ah! Este é o meu marido, Draco Malfoy. – Apresentou se lembrando da minha existência.

—Prazer Sr. Malfoy. Sou a terapeuta Adriana Tavares.

—Tavares? Tem razão de não reconhecer o nome quando a secretária falou – falou Mione empolgada – Desde quando deixou de ser uma senhorita Monteiro e passou a ser a Sra. Tavares? Não me diga que casou-se com o Hugo?

—Pra você ver, éramos cão e gato. Faz dois anos, assim que te vi pela última vez noivamos e casamos em questão de seis meses.

Se ela era uma Monteiro, era irmã de Rafael, grande sorte que tive. Dá pra castigar mais um pouquinho Merlin?

—Já viu meu irmão? – a terapeuta perguntou – Ele voltou faz uns dez dias para Londres.

—Não, não o vi. Mas ele vai para a Toca na virada do ano. Carlinhos, um amigo nosso, o convidou.

Weasley traidor! Era óbvio que ele ia arrumar um parceiro novo já que eu me amarrei.

—Será que podemos começar a terapia? – cansei-me daquele mimimi.

—Claro Sr. Malfoy.

Entramos na sala dela e a terapeuta amiga de Mione selou a sala com feitiços e pediu para sentarmos.

—Primeiramente, eu não sabia que estava casada Hermione. O Rafael não me disse nada, apenas que te viu algumas vezes e que você estava aqui – falou Adriana – E eu li o relatório do Ministério. Estão enfrentando um processo para adoção de duas crianças, mas tiveram denúncias que esse casamento é de fachada, eles estão lhes dando o benéfico da dúvida, estou falando isso por nossa amizade. Os relatórios da inspetora Gomes me deixaram com uma pulga atrás a orelha quando li, fiquei realmente preocupada em recebermos o casal Malfoy, a situação de vocês é delicada. A inspetora não vai muito com a cara de vocês pelos relatórios.

Isso a gente já sabia, olhei para Mione que parecia bem tensa olhando para a amiga.

—Eu preciso entregar provas, trechos da nossa terapia, mas preciso falar com você de amiga para amiga. Pense bem Mione, apesar de ser terapeuta do casal eu sou sua amiga em primeiro lugar, eu quero te ajudar com o que for possível e quero apenas sua sinceridade para podermos trabalhar juntos e se isso for uma fachada, como eu acho que é, porque sei muito bem a amiga que tenho e se seu “marido” realmente lhe traiu você não iria perdoa-lo como fez, nos afastamos nos últimos três anos, mas nos conhecemos muito antes de você conhecer meu irmão, eu o indiquei no Brasil. Sabe que pode confiar em mim, te provei isso quando viajamos para a Índia e Antártida. Enquanto ao senhor, quero que fale a verdade para mim também, eu posso ajuda-los nesse período da fachada a deixar esse relacionamento mais fácil para ambos. Apenas confiem em mim.

Mione ficou séria por alguns segundos e olhou para mim, eu não conhecia a terapeuta e deixei a decisão por ela. Fiquei um pouco preocupado, a inspetora havia nos informado que a terapia era bem evasiva e agora estávamos aqui, sentados com uma amiga dela cogitando a ideia de contar a verdade.

—Eu confio em você... – Disse Mione e começou a narrar tudo que aconteceu.

A terapeuta não escrevia nada, apenas escutava o que ela falava.

—Muito bom, tenha certeza que eu não vou falar para ninguém, mas tenho que fazer o trabalho para o qual sou paga para fazer.

—Claro. – Concordou Mione.

—Agora eu só queria perguntar uma coisa antes – pediu a terapeuta sorrindo de lado – Eu conheço você Hermione, o que você fez com a menina que os dedurou?

Mione riu e eu olhei para ela.

—Digamos que meus dedos ficaram impressos na cara dela e ela ficou com alguns fios de cabelos a menos nos braços da Madame Rosmerta.

Tá por essa eu não esperava.

—Você foi atrás da Alice? – perguntei surpreso – Você não me falou nada.

—Achou mesmo que eu ia deixar barato? – Perguntou Mione piscando para mim.

A mulher não nos deu tempo de conversar muito, nos encheu de perguntas e nos colocou para conversarmos. Perguntou para um de cada vez sobre a nossa infância, nossos relacionamentos anteriores e contávamos um por vez tudo a ela.

Uma pena de repetição escrevia tudo numa prancheta enquanto ela nos analisava e nos escutava com atenção, uma hora passou bem mais rápido do que eu pensei.

—Em todas as seções, no final delas vamos fazer uma espécie de brincadeira de autoconhecimento sobre o casal, hoje foi apenas para conhecermos o passado um do outro, entendermos que ele ficou para trás. – falou a Sra. Tavares – Eu quero que se levantem, os dois, por favor, fiquem de frente e segurem um na mão do outro. Hoje, Mione eu quero que fale para Draco tudo que mais gosta nele e Draco eu quero que olhe para Hermione e fale para ela tudo que mais odeia nela, sem mentiras.

Eu ri de lado e Mione fez uma careta.

—O que eu mais gosto nele? – ela se perguntou retoricamente e me olhou sem graça – Eu gosto do modo que você fala com as crianças, quando está com elas, eu sinto que esses momentos são quando você baixa a guarda, quando fica mais alegre. Eu gosto quando... Quando ri de lado, aquele sorriso cafajeste que sempre dá quando se acha demais ou apenas para irritar as pessoas. Quando você está lendo, na cama, fica tão sério que me deixa curiosa para saber o que esta pensando naquele momento.

“Também gosto do seu cabelo, sempre jogado e bagunçado, te dando esse ar sexy. Gosto do seu sorriso, do seu cheiro, e mais ainda que parou de fumar. Quando fica preocupado comigo e com as crianças, me dá um pouco de segurança e confiança, porque a pessoa que mais confio os dois é você. Sei que se algum dia algo acontecer comigo eu tenho certeza que cuidaria delas. Só que eu gosto ainda mais de quando você fica me olhando, eu me sinto desejada, a pessoa mais desejada e isso me deixa mais confiante.”

E ela era a mulher mais desejada para mim. Instintivamente tirei uma mexa do seu cabelo acariciando seu rosto. Ela falou tudo tão intensamente olhando nos meus olhos, mas desviou assim que toquei seu rosto.

—Muito bom Sra. Malfoy. –a terapeuta falou empolgada – Agora é sua vez, quero que fale tudo que não gosta nela Sr. Malfoy.

Bufei, essa terapeuta só podia estar de brincadeira com a minha cara.

—Sem mentir. – Ela completou – Acreditem em mim, essas coisas, essas verdades mesmo que dolorosas podem ajudar no casamento de vocês.

Revirei os olhos e encarei a mulher na minha frente.

—Bom, deixe-me ver... Eu odeio quando você é tão teimosa, acho que á pessoa mais teimosa que eu conheço. – comecei observando a careta dela – Quando você decide uma coisa, ninguém tira da sua mente. Odeio quando me esconde alguma coisa ou o que está sentindo, você não fala e eu fico sem saber o que está acontecendo e acredite, eu me preocupo com você. Odeio a maneira como você me deixa excitado, é ridículo ficar assim sempre que te vejo, e odeio mais ainda quando você foge de mim e me deixa nesse estado. Odeio quando você fica triste e mais ainda quando não posso fazer nada para te deixar feliz porque você tem o dom de me deixar de mãos atadas e não me deixar ajuda quando posso. – ela deu um mínimo sorriso e eu continuei – Odeio quando você mente pra mim e odeio mais ainda você não confiar em mim para certas coisas, como o seu passado. Tivemos uma conversa sobre um monte de coisas, mas o mais intimo você nunca se dispôs a falar comigo. Odeio também quando você chama a atenção de outras pessoas pra você, mesmo que sem querer, porque as vezes você não percebe o quanto é linda e o quanto chama a atenção simplesmente por respirar. Mas eu odeio mais ainda suas roupas, essas eu odeio mais que tudo e não só porque eu te prefiro sem elas e completamente nua, mas porque parece que tudo que veste fica perfeito em você e como se não bastasse você usa as mais provocantes possíveis.

—Está sentindo ciúmes Sr. Malfoy? Você sente ciúmes da sua esposa? Perguntou a terapeuta e engoli em seco.

—Claro que não! – respondi imediato – E só que... Bom... Ela devia vestir algumas coisas maiores para evitar esse tipo de atenção.

—Está me chamando de vulgar Draco? – Mione arregalou os olhos.

—Não, claro que não – caramba, como foi que eu entrei nessa? – Eu não acho você vulgar, você nem consegue ser isso.

—Então o que você está querendo dizer? – Ela perguntou arqueou uma sobrancelha.

—Que tem que parar de chamar a atenção dos homens, só isso.

—Agora eu sou oferecida.

Passei as mãos pelos cabelos ,nervoso.

—Eu não disse isso, você sabe muito bem que eu não disse nada disso. – Falei – É só que você chama a atenção demais, e tirar fotos praticamente pelada não ajuda muito...

—Não precisa dizer mais nada, sua cara de tapado disse tudo – ela falou pegando a bolsa dela – Passar bem Adriana, aguardarei a sua coruja marcando a hora. Enquanto você – ela virou e bateu o dedo no meu peito – busca nossos filhos porque a oferecida aqui vai direto para casa.

Senti a fúria em suas palavras, eu devia ter ficado de boca calada.

—Está vendo o que você fez? Você vai ajudar ou nos atrapalhar? – Perguntei para a terapeuta que continuava seria.

—Eu não fiz nada, você apenas falou o que sentia, mas você falou do jeito errado – ela falou me fitando – Você tem que aprender senhor Malfoy que está convivendo com uma mulher. Sua esposa é forte e dura na queda, mas ela tem sentimentos, o senhor tem que aprender como falar com ela para não magoa-la como fez agora.

—E como você queria que eu falasse?

—Com certeza não do jeito que falou, eu te entendi, mas eu sou terapeuta... Ela entendeu do jeito que a maioria das mulheres iria entender, soou como se realmente a culpasse por chamar a atenção de forma vulgar quando sabe que Hermione não precisa vestir nada vulga para ficar linda, ela entendeu o elogio, não entendeu porque ele veio seguido de uma ofensa.

—Mulheres são tão complicadas.

—Aí que você engana, mulheres são simples, cada mulher tem uma essência e os homens tem que entender. Quero apenas finalizar a seção com uma pergunta para você: Você gosta da sua esposa Sr. Malfoy?

—Em que sentido? – Perguntei.

—Eu não vou te responder, eu quero que você me responda em que sentido gosta dela, mas não precisa ser hoje. Eu quero que pense em qual sentido você gosta da sua esposa, essa é a sua lição de casa, descobrir o que realmente está sentindo por ela. Tente entender o que sente por ela, quando descobrir, me conte.

Fiquei confuso, sai com as mãos nos bolsos, pensativo. Eu teria que me desculpar com Mione, e mais ainda, descobrir o que estava sentindo por ela. No fundo mais remoto eu parecia saber, eu gostava da Mione, mas a ponto de estar apaixonado por ela?

Lembrei-me de ter lido algo sobre isso, se eu realmente estivesse apaixonado por ela não precisaria me perguntar isso. Eu teria certeza do que estaria sentindo. Mas se eu não estava apaixonado por ela, o que era esse sentimento estranho? Essa era uma pergunta que eu não sabia responder.

Notas finais
Sobre o romance dos dois, não é assim que as coisas andam Ok... Pode não parecer mais cada detalhe da fic é muito bem pensado e os capitulos já estão decididos até mais na frente, acreditem vem muita emoção e badalação por ai...Vamos fazer um trato aqui, quem recomendar a fic recebe o proximo capitulo e acredite as meninas do outro site quase morreram com ele kkk As coisas vão ficar quente... Bem quente, foi um dos capitulos mais badalados por lá e considerado o melhor Hot... Então recomendem a fic, mas sem pressão... Só quem quiser mesmo, vou postar só na sexta a noite ou no sábado ok ;) Proximo capitulo: Feliz Ano novo