Dramione - Fix You

2 Capítulo 2 - I See Fire


Notas iniciais
Cá estou eu novamente, e se tudo der certo continuarei nesse ritmo sempre, um capítulo todo dia ou pelo menos um a cada dois dias. Recebi meu primeiro comentário e isso é quase como ganhar na loteria ASJASJISA Obrigada! Então, sem mais demora, vamos a leitura! Leiam com carinho ♥ O link da música que originou o título do capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=2fngvQS_PmQ

Após o banquete fomos para os dormitórios, as escadas de mármore não se moviam mais, e é claro que eu sentiria falta do movimento delas, mas pelo menos assim Ron não se perderia mais. Subimos as escadas até a torre da Grifinória e encontramos a mulher gorda no seu habitual retrato.

— Então você sobreviveu — Ron disse boquiaberto.

— Não iriam se livrar de mim assim tão fácil, cabelinho de fogo — ela proferiu as palavras e Ron fez uma cara de bravo, o que nos arrancou boas gargalhadas.- Andem, digam a senha — ela disse ansiosa.

— Nós não sabemos a senha — Gina cochichou no meu ouvido.

— Não tenho a noite toda, digam logo — a mulher gorda começava a se exaltar.

— Com licença, abram passagem — dizia alguém se espremendo entre os alunos — Choco-loco — uma Parvati Patil disse ofegante ao chegar perto do retrato.

— Finalmente — a mulher gorda disse e o retrato se abriu.

— Então você é a nova monitora, Parvati — Harry disse nos acompanhando.

— Isso mesmo, estava na sala da profª Minerva recebendo as instruções — ela disse sorridente.

— Meus parabéns então — Harry completou sua frase.

A sala comunal estava decorada com as habituais cores vermelho e dourado, mas agora haviam mais poltronas e mesas de estudo, a lareira tinha uma abertura maior e nas paredes haviam fotos de Fred Weasley, Lilá Brown e outros alunos da Grifinória que haviam morrido na batalha. Fiquei fascinada com aquilo, com certeza era uma bela homenagem. A foto de Fred se mexia e intercalava entre um Fred de braços cruzados e logo após descruzando-os e dando um largo sorriso.

Quando parei de analisar as fotos, vi que Ron e Gina estavam abraçados e em lágrimas, Harry abraçou os dois e eu corri para fazer o mesmo. Ambos sentiam muita falta do irmão, Jorge principalmente, as geminialidades estavam acabadas. Após um longo abraço grupal os dois pararam de chorar, Harry deu mais um abraço na namorada e eu fiz o mesmo com Ron. Nos sentamos em uma mesa que possuía quatro poltronas, logo Ron chamou Harry para uma partida de Xadrez Bruxo, como nos velhos tempos.

Gina me contou que haviam visitado Luna nas férias, que ela estava extremamente tranquila e continuava com suas peculiaridades, e que Neville ainda estava caidinho por ela.

Fomos nos deitar por volta da uma da manhã. O dormitório estava tão normal que nem parecia que havia sido reformado, exceto por plaquinhas na cabeceira das camas, que quando colocamos nossos pertences na cama o nome fica gravado na placa.

Coloquei meu pijama e me deitei, Gina fez o mesmo e logo apagou. Fiquei fitando o teto por uns minutos até que o sono me venceu.

"Corria por um corredor cheio de destroços, ruídos tomavam conta dos meus ouvidos e me deixavam atordoada. Continuei correndo até que vi uma pessoa agachada no chão, e em sua frente havia algo parecido com um corpo esticado.

— Hermione, cadê você? — ouvi alguém gritando por mim e logo após a pessoa que estava agachada se virou. Era Draco Malfoy.

Por um impulso corri até onde ele estava, e vi que lágrimas corriam livremente por seu rosto.

— Eu não tive culpa Granger, não fui eu, você tem que acreditar em mim — ele dizia aos prantos.

Ao olhar pro chão, reconheci o cadáver, Fred Weasley. Fiquei chocada e não consegui dizer ou fazer nada, Draco me balançava pelos ombros. Sai do transe quando ouvi meu nome ser chamado novamente.

— Sai de perto dela Malfoy — vi Ron se aproximando, quando chegou ao meu lado, ele viu o corpo de Fred e começou a gritar — VOCÊ MATOU ELE — ele dizia com a varinha apontada para cara de Malfoy.

— Não fui eu Weasley — Draco dizia assustado.

— AVADA KEDAVRA — Ron cuspiu o feitiço e logo a luz verde irrompeu de sua varinha, acertando em cheio Malfoy, que caiu provocando um baque surdo.

— NÃO, O QUE VOCÊ FEZ? — eu gritava assustada e me joguei de joelhos no chão ao lado dos dois corpos.

A cena mudou rapidamente e logo eu estava dentro da sala precisa em chamas. A porta estava fechada e eu dava socos nela, ouvia alguém retribuir os socos e gritar meu nome. O fogo se aproximava mais de mim e a fumaça invadia minhas vias respiratórias, já estava exausta de tanto bater e desabei no chão.

— HERMIONE, POR FAVOR, ME DIGA O QUE VOCÊ VÊ — a voz era a de Harry.

— Eu vejo o fogo Harry — disse baixinho pra mim mesma."

Acordei com um salto e percebi que estava na minha cama, olhei para os lados e vi que Gina e Parvati dormiam serenamente. Eu estava suada e extremamente assustada, não havia tido nem um sonho desses nos meses que seguiram a batalha, e o pior, por que Malfoy estava nele? E por que eu me senti abalada com a morte dele?

Levantei-me e fui até o banheiro, lavei meu rosto e me olhei no espelho, estava decidida a esquecer aquele sonho que parecia mais um pesadelo. Voltei e me deitei, custei a dormir e quando estava perto de amanhecer consegui cochilar novamente. Não tive mais nem um sonho.

***

— Hermione, vamos nos atrasar pro café — Gina me balançava — Hermione — ela aumentou a velocidade do balançar.

— Já acordei, já acordei — eu disse esfregando os olhos com as costas das mãos — Vou tomar um banho e já desço — eu disse ainda deitada e Gina apenas assentiu com a cabeça e saiu.

Tomei um banho e fiz toda minha higiene matinal, me esforcei pra pensar nos N.I.E.M's e não no sonho atordoante da noite passada, tentativa frustrada. Vesti meu uniforme e peguei meus livros, desci para a sala comunal que estava vazia e fui em direção ao buraco da parede. Fui para o salão comunal que não estava cheio e nem vazio, havia alguns alunos ainda tomando café, entre eles estavam Ron, Harry e Gina. Fui até a mesa da Grifinória e me sentei ao lado de Ron, que me deu um beijo na bochecha.

— Hermione Granger se atrasando, isso é algo novo — Harry disse com a voz carregada de surpresa.

— Tive uma pequena insônia, nada demais — dei de ombros e comecei a comer uma torrada.

Não pude conter a curiosidade e comecei a encarar a mesa da Sonserina, que estava quase vazia a não ser por uns cinco novatos que faziam uma pequena guerra de comida.

— Algum problema Mione? — Ron disse encarando a mesa da Sonserina também.

— Não Ronald, já disse que estou bem — disse meio exasperada e ele se calou.

Terminamos o café e fomos para a primeira aula, poções com Slughorn, que havia decidido permanecer no cargo após a morte de Dumbledore. Estávamos no corredor a caminho da sala quando um grupo passou rapidamente por nós, um dos integrantes esbarrou em mim, fazendo-me dar um passo a frente, como esperado, era o fantástico esquadrão de idiotas da Sonserina. Havia sido Pansy que esbarrou em mim, só podia ser ela, pelo sorriso que deu ao olhar para trás. Malfoy estava andando determinado, nem se deu ao trabalho de participar da zombaria dos colegas.

Chegamos a sala de poções e procuramos lugares vagos, me sentei ao lado de Dino, já que nas aulas Ron ainda preferia sentar com Harry. Os alunos da Sonserina já estavam acomodados em seus lugares e zombando dos outros novamente.

— Bom dia meus queridos alunos, um bom retorno a todos — Slughorn disse com a mão na sua já conhecida pança — Como todos já sabem, sou Horácio Slughorn, seu mestre de poções — ele disse com um sorriso.

— Hoje, nós preparemos a poção Wiggenweld, que tem como propriedade a cura — todos pegaram seus livros de poções e folhearam até achar a receita- Quando localizarem a receita, podem pegar os ingredientes e iniciarem o preparo — Slughorn disse se sentando em sua cadeira.

Eu e Dino pegamos tudo que precisávamos para o preparo da poção e colocamos a mão na massa. Não pude deixar de dar algumas olhadas para a mesa em que Draco se localizava, ele e Zabini preparavam a poção e vez ou outra davam algumas risadas. Lembrei-me do sonho e visualizei Malfoy morto e eu ao seu lado, totalmente assustada e imóvel, logo depois lembrei-me de estar na sala em chamas prestes a morrer. Afastei meus pensamentos quando Dino disse que a poção estava quase pronta. Colocamos a poção em um frasco e entregamos a Slughorn, que nos deu as congratulações pois havia ficado perfeita.

Eu e Dino fomos liberados e quando estava saindo da sala deu uma última olhada em Malfoy, que agora lia o livro de poções. Eu não poderia estar sentindo compaixão de Draco Malfoy, ele já havia me falado tantas coisas horríveis. Sai da sala e fui em direção a torre da Grifinória.

Notas finais
Está monótono, eu sei, mas precisava escrever esse primeiro momento para encaixar bem a história! Espero que tenham gostado. Repito a fala das notas do capítulo anterior: Se gostaram ou não gostaram, deixem um comentário pra eu saber, isso vai ser de grande ajuda e um grande incentivo. Até o próximo capítulo ♥