Dramione - Aposta Bruxa
5 Jogos e Acidentes
Notas iniciais
Cap. 5
Pov. Draco Malfoy
Assim que Aly saiu levei Granger para sua cama e vi que ela acabou dormindo no meu colo. Revirei os olhos e a coloquei na cama.
– Você é impossível, garota. – falei e desci, peguei meus deveres e subi, começando a fazer no quarto da Granger.
Bem, eu queria saber o porquê dela ter que ficar de cama. Então comecei a fazer e depois de meia hora ouvi ela se mexer na cama. Olhei e ela me viu, me chamando com a mão. Fui até ela, que bateu na cama pra eu sentar.
– Você quer que eu explique, não quer? – perguntou e assenti, me sentando. – Aly me ajudou a fazer uma coisa e eu vou precisar me acostumar com a dor, então tenho que ficar de cama. Mas essa coisa acabou resultando nisso. – então ela me fez olhar em seus olhos. Estavam cinza.
– Merlin, Hermione, seus olhos! – falei pasmo. – O que vocês fizeram? – perguntei.
– Isso não interessa. Eu preciso de uma poção pra deixar eles castanhos novamente já que eu não quero chamar tanta atenção. – falou e assenti. – Ou melhor, vai até minha mala e pega uma caixa preta lá dentro. Talvez tenha o que eu precise. – ela disse e assenti, indo até a mala e procurando a caixa, assim que achei levei para ela. – Agora eu preciso de um espelho.
Peguei um do meu bolso e o expandi, entregando a ela. Hermione pegou uma caixinha de dentro da caixa e abriu, mostrando dois trequinhos redondos. Pegou um e colocou no olho, que ficou castanho novamente. Colocou o outro e piscou, me olhando.
– Que porra é essa? – perguntei pasmo.
– Chama-se lente. A coisa mais inteligente que os trouxas fizeram para me ajudar hoje em dia! – ela disse rindo e revirei os olhos. – Minha mãe tinha os olhos verdes, mas não queria assim. Então colocava lentes para sair. Quando casou com papai parou de usar e eu acabei guardando junto das minhas coisas. – ela explicou e assenti.
– Ah, sim. Sério, Granger, fala como você conseguiu o olho cinza! – pedi e ela riu.
– Nada disso. Vai ficar querendo saber! – ela disse rindo.
– Poxa, você é má. – falei e ela riu.
– Quer ajuda com a lição? Pelo menos vai ser mais uma coisa para fazer! – ela disse e assenti, pegando as coisas e colocando na cama.
Começamos a fazer os deveres e quando estava quase tudo pronto fiquei com fome e chamei Winky, que nos trouxe uma bandeja com nosso almoço. Comíamos e riamos sobre várias coisas que fazíamos quando pequenos. Contei pra ela do dia que fiz meu pai ir de cara no chão quando peguei a varinha dele e fiz uma azaração. Rimos muito e ouvi baterem na porta.
– Entra. – Hermione falou. Ah é, estávamos nos chamando pelos nomes agora. Decidimos isso depois dela começar a reclamar no meu ouvido.
– Mione? Tudo bem? – era o Potter. Assim que nos viu, travou no mesmo lugar. – O que eu perdi mesmo? – ele perguntou e rimos.
– Milagrosamente viramos um tipo de colegas. – falei mordendo um pedaço do frango no meu prato. – Bem, vou deixar vocês conversando. – falei e quando fui me levantar Hermione me segurou. Olhei pra ela.
– Fica. – pediu. – Quero falar com os dois. – assenti e voltei a me sentar. Potter sentou na ponta da cama e a encaramos. – Então, como vocês se odeiam profundamente e uma hora com certeza eu vou ter que escolher um dos dois numa briga. Harry eu sou amiga há anos e Draco eu estou começando uma amizade, então, vocês dois vão se resolver agora. – ela falou e rimos.
– Ok, Potter, sinto muito você ser um manézão e por não saber com quem fazer amizade. – falei.
– E Malfoy, sinto muito você ser uma doninha albina idiota sem amor que faz de tudo pra chamar atenção. E eu sei exatamente de quem ser amigo. – ele disse e gargalhamos. Estendeu a mão. – Amigos?
– É, amigos. – apertei a mão dele.
– Bons meninos! – Hermione falou apertando nossas bochechas. – Agora esses bons meninos vão me trazer alguma coisa pra sobremesa que eu ainda estou com fome! – gargalhamos.
– Winky! – chamei e a elfa apareceu. – Pode nos trazer um pote bem grande de morango com chocolate, por favor? – pedi.
– Sim, senhor Malfoy. – ela disse e sumiu, aparecendo logo depois com um potão de morangos. – Aqui está, senhor. – ela me entregou. Dei um morango a ela de pagamento. – Obrigada senhor. – ela disse e sumiu.
Começamos a comer o pote de morangos e eu e o Po... Harry vimos que tínhamos muitas coisas em comum, assim como discordávamos de muitas coisas.
– Não, Potter, Sonserina é muito melhor que Grifinória! – falei e ele riu.
– Não é não, Malfoy! Lembre-se que no primeiro jogo que tivemos aqui a Grifinória ganhou de lavada da Sonserina! – ele disse e agora eu ri.
– Isso por que você pegou a porcaria do pomo por pura sorte! Se não nós ganhávamos de lavada de vocês! – falei e ele riu.
– Não foi sorte, Malfoy, eu tenho uma coisa que você presa! Ta-len-to! – ele soletrou e eu ri.
– Eu tenho muito mais que você, Potter, que parece um peixe fora da água na vassoura! – falei rindo. Ele ergueu a sobrancelha assim como Hermione.
– Espera ai, você acabou de falar uma coisa comum de trouxas! Como isso? – ela perguntou pasma. Revirei os olhos.
– Eu ouvi você falando na biblioteca outro dia. – falei dando de ombros. – Agora, voltando à discussão, eu sou muito melhor de voo que você! – me gabei.
– Vamos ver então? – ele disse e agora eu ergui a sobrancelha. – Pegue sua vassoura, Malfoy, vamos treinar! Vou pegar o pomo! – ele disse.
– E o que acontece se eu ganhar? – perguntei.
– Eu assumo que você é o melhor. E se eu ganhar, você assume que eu sou o melhor! – ele disse e estendeu a mão. – Topa?
– Fechado! – apertei a mão dele.
– Eu quero ir ver. – Hermione falou bicuda.
– Granger, esqueceu do que a Aly disse? Nada de sair da cama! – falei e ela bufou.
– Por favor, Draco – ela pediu com os olhinhos brilhando e gargalhei.
– Está bem. Mas nós vamos leva-la. – ela assentiu.
Levantei da cama e fui até meu quarto, pegando a vassoura e voltando para o dela. Harry havia ido pegar o pomo e a vassoura dele. Vi que Hermione havia se trocado. Abri a janela dela.
– O que está fazendo? – ela perguntou.
– Vamos voando! – falei sorrindo e ela arregalou os olhos.
– Nem morta! – ela disse sentando na cama.
– Vamos, Hermione, vai ser legal! – falei e ela fez que não. – Então vai ficar aqui! – falei e ela bufou rendida.
– Está bem. Vamos. – ela levantou os braços.
Subimos na vassoura e dei impulso com o pé. Ela se agarrou em mim e fomos até a quadra assim. No meio do caminho ela já se sentiu um pouco mais segura e me segurou mais fraco. Assim que chegamos, pousei com ela nas arquibancadas e vi Harry, os Weasleys, Lovegood, Aly e Blás. Porra, mas que povinho fofoqueiro. Aly se aproximou de braços cruzados.
– Qual a parte do “ficar de cama por dois dias” a senhorita Hermione Granger não entendeu? – ela perguntou parecendo irritada.
– Ah, qual é, Aly! Eu nem fiz esforço! Draco quem me trouxe! – ela disse e o Weasley chegou.
– Como assim Draco? – frisou meu nome.
– Assim "Draco" porque eu e ele somos amigos agora! – ela disse e a ponta das orelhas de Ronald ficaram vermelhas.
– Como assim amigos? Harry, você já está sabendo disso? – perguntou nervoso.
– Sabe tanto que eles já estão até amigos, Ron! – Hermione falou.
– Merlin! Eu fui traído pelos meus amigos! – ele disse como sempre dramático.
– Eu estou de acordo com isso! – a Weasley falou ficando do meu lado. – Malfoy é uma pessoa legal! – ela disse. – E se você soubesse...
– Calada Weasley! – repreendi e ela deu de ombros.
– Eu também concordo! – ouvi a voz da Di-Lua, que ficou do lado de Hermione, que estava do meu lado. – Chega dessas discussões ridículas! – concluiu.
– Eu já estou amigo da Granger! – Zabine falou e ficou entre a Di-Lua e Hermione. – Concordo com as meninas!
– Afinal você não deixa de ser uma, né Zabine?! – brinquei e as meninas riram.
– Sabe ruivo, – ouvi a voz de Aly. – você devia dar uma chance a Draco. Ele é legal e sempre foi meu amigo. Se ele tirar a mascara de frio você até se acostuma! – falou e ficou na minha frente.
– Chega de brigas? – estendi a mão e ele olhou da minha mão para mim, as meninas, eu e minha mão sério. Sorriu e apertou ela.
– Amigos, doninha! – ele disse e o Potter chegou.
– Vamos? Temos uma prova pra completar! – falou e assenti.
Subimos nas vassouras e demos impulso. O Weasley soltou o pomo, que sumiu. Começamos a procurar e logo vi a bolinha. Harry viu também e assim começou a corrida até ela. Fui na frente com minha Nimbus 2013 e estava bem perto dela, que mudou de direção indo em direção ao chão. Fui indo e indo e indo até minha vassoura começar a se mexer estranhamente. Ela balançava de um lado para o outro e eu estava quase caindo. Até que a vassoura virou e eu cai para o lado, segurando na mesma. Ela continuou se movendo rapidamente e eu acabei soltando. Ouvi um grito de pavor e eu estava em uma queda de mais de quinze metros.
– ARESTO MOMENTUM! – ouvi Hermione gritar e logo parei de cair quase no chão, indo de cara no mesmo e desmaiei.
No próximo capitulo...
– O que você faz aqui? – perguntei.
(...)
– Você gosta dele. – ela disse.
– Eu o que? – perguntei pasma.
(..)
– Desculpe. – falou sorrindo. Merlin, que sorriso! – Eu estava distraído. Pensando em você. – sorriu mais e sorri de volta.
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